{"id":21367,"date":"2016-11-08T13:37:06","date_gmt":"2016-11-08T13:37:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=215935"},"modified":"2016-11-08T13:37:06","modified_gmt":"2016-11-08T13:37:06","slug":"uma-nova-perspectiva-sobre-migracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/uma-nova-perspectiva-sobre-migracao\/","title":{"rendered":"Uma nova perspectiva sobre migra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_215921\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Jos___Graziano_daSilva-001-1.jpg\"><img class=\" wp-image-215921\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Jos___Graziano_daSilva-001-1-300x196.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Graziano da Silva, diretor-geral da FAO. Foto: FAO\" width=\"500\" height=\"327\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Jos___Graziano_daSilva-001-1-300x196.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Jos___Graziano_daSilva-001-1.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Graziano da Silva, diretor-geral da FAO. Foto: FAO<\/p><\/div>\n<p>por\u00a0Jos\u00e9 Graziano da Silva, da IPS &#8211;<\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 8\/11\/2016 \u2013 A migra\u00e7\u00e3o faz parte do processo de desenvolvimento e n\u00e3o constitui um problema em si mesma e, de fato, pode oferecer solu\u00e7\u00e3o para numerosos assuntos. As pessoas que migram podem realizar contribui\u00e7\u00f5es positivas e profundas para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social, tanto de seus pa\u00edses de origem quanto do de destino, e at\u00e9 do de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Com diz a Declara\u00e7\u00e3o de Nova York, adotada na C\u00fapula das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Refugiados e Migrantes, em 19 de setembro, \u201cos migrantes podem ajudar a atender certas tend\u00eancias demogr\u00e1ficas, a escassez de m\u00e3o de obra e em outras dificuldades nas sociedades de acolhida, bem como aportar dinamismo e novas capacidades \u00e0s suas economias\u201d.<\/p>\n<p>De janeiro a setembro deste ano, aproximadamente 320 mil pessoas cruzaram o Mar Mediterr\u00e2neo em busca de um futuro melhor. Milhares de pessoas perderam a vida no trajeto, e as perspectivas de futuro das que sobreviveram s\u00e3o incertas. Muitas dever\u00e3o enfrentar novas realidades hostis e desumanas.<\/p>\n<p>Muitas vezes as comunidades de acolhida t\u00eam uma percep\u00e7\u00e3o negativa de migrantes e refugiados, por acreditarem que \u201croubam\u201d seus empregos e esgotam os servi\u00e7os econ\u00f4micos e sociais. Em um n\u00edvel pessoal e coletivo, isso gera um sentimento de inquietude.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 endurecer os controles fronteiri\u00e7os que, pelo contr\u00e1rio, derivar\u00e3o em mais mortes no mar e mais viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Sem pol\u00edticas adequadas para responder \u00e0 necessidade que t\u00eam os migrantes de partir e que ofere\u00e7am caminhos acess\u00edveis e seguros para as migra\u00e7\u00f5es, os pa\u00edses correm o risco de ficarem sozinhos para lidar com desafios muito complexos e com a possibilidade de cair no caos e na desorganiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em muitos casos, isso se traduz na ado\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es informais nada desej\u00e1veis, e o risco de serem cometidos abusos contra os direitos dos migrantes e solicitantes de asilo \u00e9 grande. O que ocorreu no acampamento conhecido como Selva de Calais, na Fran\u00e7a, mostra que os mais vulner\u00e1veis, como crian\u00e7as sem acompanhantes adultos, s\u00e3o os que correm maiores riscos.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 enorme. Se n\u00e3o agirmos de maneira oportuna as tens\u00f5es somente crescer\u00e3o. Necessitamos atender as causas que est\u00e3o na raiz dos grandes movimentos de migrantes e refugiados, reunindo respostas humanit\u00e1rias e de desenvolvimento. Tamb\u00e9m precisamos de canais para uma migra\u00e7\u00e3o regular, facilitando a integra\u00e7\u00e3o dos migrantes e suas contribui\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) afirma que investir em desenvolvimento rural sustent\u00e1vel, na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica e em modos de subsist\u00eancia resilientes formam uma parte importante da solu\u00e7\u00e3o, inclusive em contextos de conflito e crises prolongadas.<\/p>\n<p>Aproximadamente 40% das remessas internacionais s\u00e3o enviadas para \u00e1reas rurais, indicando que uma grande parte dos migrantes procede essas \u00e1reas. Al\u00e9m disso, tr\u00eas quartos das pessoas extremamente pobres do mundo dependem da agricultura, e at\u00e9 2050 mais da metade da popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses menos desenvolvidos continuar\u00e1 vivendo em zonas rurais, apesar da crescente urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A agricultura e o desenvolvimento rural podem ajudar a fazer frente \u00e0s causas presentes na raiz da migra\u00e7\u00e3o, como pobreza rural, inseguran\u00e7a alimentar, desigualdade, desemprego e falta de prote\u00e7\u00e3o social, bem como esgotamento dos recursos naturais devido \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental e \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A agricultura e o desenvolvimento rural podem criar alternativas sustent\u00e1veis para se ganhar a vida nas \u00e1reas rurais, bem como ajudar as comunidades de acolhida e as pessoas deslocadas a enfrentar a situa\u00e7\u00e3o e se recuperar do impacto mediante a constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia.<\/p>\n<p>Os jovens requerem uma aten\u00e7\u00e3o particular, pois uma em cada tr\u00eas pessoas que emigram dos pa\u00edses em desenvolvimento tem entre 15 e 34 anos e o fazem em busca, principalmente, de melhores oportunidades de trabalho. O desenvolvimento de uma agricultura sustent\u00e1vel, que seja uma fonte atraente de emprego e de uma cadeia de valor alimentar, permitir\u00e1 criar milh\u00f5es de empregos, e melhores.<\/p>\n<p>Junto com seus s\u00f3cios, a FAO apoia iniciativas globais e nacionais para enfrentar as migra\u00e7\u00f5es, aportando sua experi\u00eancia em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a alimentar, constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia, agricultura sustent\u00e1vel e desenvolvimento rural.<\/p>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o da FAO consiste em gerar dados sobre migra\u00e7\u00f5es e desenvolvimento rural, apoiar o desenvolvimento de capacidades em escalas nacional e regional, facilitar o di\u00e1logo pol\u00edtico e ampliar as solu\u00e7\u00f5es inovadoras para melhorar as formas de ganhar a vida apor meio da agricultura, a cobertura da assist\u00eancia social e as oportunidades de trabalho nas zonas rurais, bem como construir resili\u00eancia em contextos de crises prolongadas.<\/p>\n<p>Desde 2014, a FAO \u00e9 membro do Grupo Global sobre Migra\u00e7\u00e3o, que teve um papel importante na coordena\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es de diferentes ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas para as negocia\u00e7\u00f5es intergovernamentais que levaram \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o de Nova York durante a C\u00fapula sobre Refugiados e Migrantes. O Grupo Global sobre Migra\u00e7\u00e3o assumir\u00e1 o mesmo papel na prepara\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de um pacto mundial sobre refugiados e de um pacto mundial sobre migra\u00e7\u00e3o segura, ordenada e regular, em 2018.<\/p>\n<p>A FAO est\u00e1 pronta para aportar sua experi\u00eancia t\u00e9cnica e compartilhar as melhores pr\u00e1ticas, a fim de garantir que as causas presentes na raiz das migra\u00e7\u00f5es, inclu\u00eddo o relativo \u00e0s zonas rurais, sejam incorporadas aos grandes f\u00f3runs globais. Tamb\u00e9m impulsionar\u00e1 a colabora\u00e7\u00e3o com s\u00f3cios estrat\u00e9gicos em mat\u00e9ria de migra\u00e7\u00f5es e desenvolvimento em escalas global, regional e nacional, como ocorre com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional das Migra\u00e7\u00f5es. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>* Jos\u00e9 Graziano da Silva \u00e9 diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO).<\/em><\/p>\n<p><em>** Nota sobre terminologia: a FAO utiliza o termo migra\u00e7\u00e3o para se referir ao movimento de pessoas, seja dentro de um pa\u00eds ou de um pa\u00eds para outro. Inclui todo tipo de movimentos, independente dos fatores respons\u00e1veis, da dura\u00e7\u00e3o e da natureza volunt\u00e1ria\/involunt\u00e1ria. Al\u00e9m disso, inclui migrantes econ\u00f4micos, em dificuldades, pessoas deslocadas dentro de seus pa\u00edses, refugiados, solicitantes de asilo, que retornaram e as que se deslocam por outros motivos, como educa\u00e7\u00e3o e reunifica\u00e7\u00e3o familiar.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/ips-rede\/uma-nova-perspectiva-sobre-migracao\/\">Uma nova perspectiva sobre migra\u00e7\u00e3o<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por&nbsp;Jos&eacute; Graziano da Silva, da IPS &ndash; Roma, It&aacute;lia, 8\/11\/2016 &ndash; A migra&ccedil;&atilde;o faz parte do processo de desenvolvimento e n&atilde;o constitui um problema em si mesma e, de fato, pode oferecer solu&ccedil;&atilde;o para numerosos assuntos. As pessoas que migram podem realizar contribui&ccedil;&otilde;es positivas e profundas para o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, tanto de seus [&hellip;]<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/ips-rede\/uma-nova-perspectiva-sobre-migracao\/\">Uma nova perspectiva sobre migra&ccedil;&atilde;o<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n<p> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/uma-nova-perspectiva-sobre-migracao\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":285,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3043],"class_list":["post-21367","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-mundo-inter-press-service"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/285"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21367"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21367\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21368,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21367\/revisions\/21368"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}