{"id":21394,"date":"2016-11-16T13:57:44","date_gmt":"2016-11-16T13:57:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=216199"},"modified":"2016-11-16T13:57:44","modified_gmt":"2016-11-16T13:57:44","slug":"adaptacao-climatica-e-necessidade-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/adaptacao-climatica-e-necessidade-na-africa\/","title":{"rendered":"Adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u00e9 necessidade na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_216198\" style=\"width: 585px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/MARRAKECH-629x420.jpg\"><img class=\" wp-image-216198\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/MARRAKECH-629x420-300x200.jpg\" alt=\"Painel sobre os meios de implanta\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris. Foto: Friday Phiri\/IPS\" width=\"575\" height=\"383\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/MARRAKECH-629x420-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/MARRAKECH-629x420-272x182.jpg 272w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/MARRAKECH-629x420.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 575px) 100vw, 575px\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Painel sobre os meios de implanta\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris. Foto: Friday Phiri\/IPS<\/p><\/div>\n<p>por Friday Phiri, da IPS &#8211;<\/p>\n<p>Marrakech, Marrocos, 16\/11\/2016 \u2013 O Acordo de Paris contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, alcan\u00e7ado na c\u00fapula de 2015 da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (CMNUCC), compromete as partes a buscarem uma economia com baixas emiss\u00f5es de carbono e resiliente \u00e0 variabilidade clim\u00e1tica. Mas a grande d\u00favida \u00e9 como conseguir isso, especialmente no que diz respeito \u00e0s na\u00e7\u00f5es africanas em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Considerada a \u201cCOP da implanta\u00e7\u00e3o\u201d, a 22\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 22) da CMNUCC, que acontece nesta cidade do Marrocos at\u00e9 o dia 18, \u00e9 uma oportunidade para redefinir alguns assuntos que ficaram pendentes no ano passado, na COP 21 realizada em Paris, segundo os negociadores africanos.<\/p>\n<p>\u201cTemos tr\u00eas grandes objetivos nesta COP 22: primeiro criar as bases para um marco legal e t\u00e9cnico s\u00f3lido do Acordo de Paris\u201d, afirmou Seni Nafo, presidente do Grupo Africano de Negociadores. \u201cO segundo foco \u00e9 pressionar para acelerar a a\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sua entrada em vigor, e, por fim, mas n\u00e3o menos importante, garantir fundos para a adapta\u00e7\u00e3o da \u00c1frica\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Entre os assuntos que ficaram pendentes na capital francesa para esta COP 22, se destacam as modalidades para n\u00e3o superar o limite de dois graus Celsius de aumento da temperatura, os mecanismos para assegurar seu cumprimento e o \u00eaxito de um equil\u00edbrio entre mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, entre outros assuntos.<\/p>\n<p>Para a \u00c1frica \u00e9 fundamental eliminar os gargalos do acesso aos fundos para o clima. Segundo dados do Banco de Desenvolvimento Africano (BDA), esse continente, o mais exposto ao vai e vem clim\u00e1tico, s\u00f3 pode ter acesso a menos de 4% dos recursos dispon\u00edveis devido \u00e0 falta de projetos financi\u00e1veis.<\/p>\n<p>Como o acordo se baseia nas Contribui\u00e7\u00f5es Determinadas em N\u00edvel Nacional (INDC), teme-se que a dificuldade de acesso aos fundos se complique mais, porque a maioria dos compromissos dos pa\u00edses africanos \u00e9 imprecisa, de acordo com o Centro Africano de Pol\u00edtica Clim\u00e1tica da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a \u00c1frica, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>\u201cO Centro est\u00e1 pronto para apoiar os pa\u00edses africanos na revis\u00e3o de suas INDC, cuja maioria se mostrou deficiente\u201d, explicou \u00e0 IPS James Murombedzi, oficial encarregado, cuja sua organiza\u00e7\u00e3o quer que a implanta\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris seja inclusiva. Mas, ressaltou, nada ser\u00e1 poss\u00edvel se a COP 22 n\u00e3o deixar bem claras as bases. H\u00e1 anos os especialistas falam da constru\u00e7\u00e3o de capacidades para conseguir a prepara\u00e7\u00e3o de propostas que possam ser financiadas na maioria dos pa\u00edses africanos. Por\u00e9m, recomendam cautela, pois o continente avan\u00e7a nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Balgis Osman Elasha, respons\u00e1vel da \u00e1rea de mudan\u00e7a clim\u00e1tica do BDA, o continente africano deve evitar \u201ca armadilha do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)\u201d, de avan\u00e7ar sempre para a constru\u00e7\u00e3o de capacidades e perder importantes oportunidades de financiamento. \u201cA \u00c1frica n\u00e3o pode se beneficiar do MDL porque ficou presa no modo constru\u00e7\u00e3o de capacidades, enquanto outros passavam \u00e0 a\u00e7\u00e3o\u201d, apontou.<\/p>\n<p>O MDL, previsto no Protocolo de Kyoto, oferecia projetos de redu\u00e7\u00e3o de gases-estufa ajudando as partes n\u00e3o inclu\u00eddas no Anexo I a conseguirem o desenvolvimento sustent\u00e1vel e o cumprimento de seus compromissos em mat\u00e9ria de redu\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es quantificadas.<\/p>\n<p>Como se destacou, o equil\u00edbrio entre adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o ocupa um lugar destacado nas negocia\u00e7\u00f5es atuais. E, para as economias africanas, a adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de futuro, mas de presente. Os dados dispon\u00edveis mostram que a maioria dos pa\u00edses j\u00e1 enfrenta dificuldades econ\u00f4micas, as quais provavelmente v\u00e3o piorar devido \u00e0s consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Por exemplo, espera-se que a produ\u00e7\u00e3o de cereais diminua 49% na \u00c1frica at\u00e9 2050 pelas consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o que exacerbar\u00e1 a inseguran\u00e7a alimentar. O ministro de Desenvolvimento H\u00eddrico, Saneamento e Prote\u00e7\u00e3o Ambiental, Lloyd Mulenga Kaziya, de Z\u00e2mbia, falou da necessidade de a\u00e7\u00f5es urgentes, em especial melhorar os servi\u00e7os que o hidr\u00f4metro oferece, como medir o caudal, a velocidade e outras caracter\u00edsticas dos cursos de \u00e1gua. \u201cZ\u00e2mbia j\u00e1 est\u00e1 muito afetada\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos cinco anos, nossos rios secaram, enquanto a frequ\u00eancia das secas aumentou, o que afetou os pequenos produtores em termos de produ\u00e7\u00e3o e, para piorar a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existe um fluxo de informa\u00e7\u00e3o para as comunidades afetadas\u201d, pontuou Kaziya. Z\u00e2mbia, pa\u00eds da \u00c1frica austral, necessita de ajuda urgente para melhorar seus sistemas de medi\u00e7\u00e3o e integr\u00e1-los a setores essenciais como minera\u00e7\u00e3o, energia e agricultura.<\/p>\n<p>Com essas importantes necessidades identificadas, os negociadores africanos pretendem elevar a voz da \u00c1frica, especialmente agora que s\u00e3o debatidas as modalidades e as normas de implanta\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris. \u201cSegundo nosso principal objetivo de garantir fundos para a adapta\u00e7\u00e3o, uma das prioridades \u00e9 manter a adapta\u00e7\u00e3o no mesmo n\u00edvel da mitiga\u00e7\u00e3o\u201d, indicou Nafo, acrescentando que a adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para a \u00c1frica, mas uma necessidade.<\/p>\n<p>De todo modo, o continente n\u00e3o est\u00e1 de bra\u00e7os cruzados. Na COP 21, foi lan\u00e7ada a Iniciativa Renov\u00e1vel para a \u00c1frica, para preparar o caminho do continente para um crescimento verde e inclusivo. E j\u00e1 conseguiu um compromisso econ\u00f4mico significativo, de mais de US$ 10 bilh\u00f5es, para projetos de energia renov\u00e1vel, segundo o BDA, um dos s\u00f3cios do empreendimento.<\/p>\n<p>O presidente da COP 22, Salahedinne Mezouar, deixou claro desde o primeiro dia o tom das cobran\u00e7as da \u00c1frica.<\/p>\n<p>\u201cParis nos deu um compromisso global com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e a COP 22 de Marrakech nos proporcionar\u00e1 a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas mais ambiciosas. Todos devemos estar no mesmo tom com o desafio e apoiar os pa\u00edses mais vulner\u00e1veis\u201d, destacou Mezouar, se referindo \u00e0 \u00c1frica, o continente mais exposto ao aquecimento global e que menos contribui para o mesmo, liberando apenas 5% das emiss\u00f5es contaminantes.<\/p>\n<p>Nesta segunda semana de negocia\u00e7\u00f5es, o grupo africano se mant\u00e9m otimista de que os assuntos mais importantes, especialmente os meios de implementa\u00e7\u00e3o, sejam resolvidos para que o Acordo de Paris avance com fluidez. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/ips-rede\/adaptacao-climatica-e-necessidade-na-africa\/\">Adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u00e9 necessidade na \u00c1frica<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Friday Phiri, da IPS &ndash; Marrakech, Marrocos, 16\/11\/2016 &ndash; O Acordo de Paris contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, alcan&ccedil;ado na c&uacute;pula de 2015 da Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica (CMNUCC), compromete as partes a buscarem uma economia com baixas emiss&otilde;es de carbono e resiliente &agrave; variabilidade clim&aacute;tica. 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