{"id":2140,"date":"2006-10-09T00:00:00","date_gmt":"2006-10-09T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2140"},"modified":"2006-10-09T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-09T00:00:00","slug":"desenvolvimento-londres-pressiona-o-banco-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/desenvolvimento-londres-pressiona-o-banco-mundial\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento: Londres pressiona o Banco Mundial"},"content":{"rendered":"<p>Londres, 09\/10\/2006 &ndash; Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil aplaudiram timidamente a advert&ecirc;ncia do governo da Gr&atilde;-Bretanha: retirar&aacute; US$ 95 milh&otilde;es de sua conta no Banco Mundial caso est&aacute; institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o alivie suas condi&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito aos pa&iacute;ses pobres. <!--more--> O an&uacute;ncio do ministro de Desenvolvimento Internacional, Hilary Benn, constitui uma press&atilde;o adicional para que o Banco deixe de obrigar os pa&iacute;ses credores a privatizar servi&ccedil;os p&uacute;blicos e abrir seus mercados para a competi&ccedil;&atilde;o externa. Mas o dinheiro mencionado por Benn n&atilde;o &eacute; suficiente, segundo a organiza&ccedil;&atilde;o War on Want (Guerra &agrave; pobreza), pois constitui \u201cuma pequena parte dos US$ 2,4 bilh&otilde;es prometidos por seu departamento para os pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos, e a amea&ccedil;a, portanto, carece da contund&ecirc;ncia necess&aacute;ria\u201d.<\/p>\n<p>O diretor de campanhas pol&iacute;ticas da organiza&ccedil;&atilde;o, John Hilary, disse \u201cBenn teve a id&eacute;ia correta, mas, os n&uacute;meros est&atilde;o equivocados. Aplaudimos a decis&atilde;o de retirar fundos, mas pensamos que a amea&ccedil;a deve ser real\u201d. Hilary disse que \u201cas pol&iacute;ticas de livre mercado do Banco condenaram muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento a mais pobreza, por isso o governo brit&acirc;nico deveria eliminar todo contato com essas pol&iacute;ticas\u201d. Assim, \u201cBenn deveria retirar todos os fundos do governo da Gr&atilde;-Bretanha do Banco Mundial e do Fundo Monet&aacute;rio Internacional\u201d (FMI) at&eacute; que essas institui&ccedil;&otilde;es \u201cretirem suas prejudiciais condi&ccedil;&otilde;es sobre os pa&iacute;ses pobres\u201d, afirmou o ativista. Entretanto, outras organiza&ccedil;&otilde;es destacaram a import&acirc;ncia da medida.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que o governo do Reino Unido pressione o Banco Mundial e o FMI\u201d, disse &agrave; IPS Anna Thomas, da organiza&ccedil;&atilde;o Christian Aid. \u201cCom essa medida j&aacute; est&aacute; pressionando, e isso nos agrada. E, se n&atilde;o houver uma resposta, gostar&iacute;amos que o governo desse mais dinheiro para o desenvolvimento atrav&eacute;s de outros canais\u201d, acrescentou. Boa parte da ajuda do Banco e do FMI &eacute; composta por cr&eacute;ditos condicionados &agrave; abertura de mercados nos pa&iacute;ses supostamente beneficiados. Gr&atilde;-Bretanha e Noruega figuram entre os poucos pa&iacute;ses que n&atilde;o vinculam sua ajuda ao desenvolvimento a demandas de liberaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>A pequena, mas significativa, medida poderia ter um forte impacto, segundo Thomas. \u201cA evid&ecirc;ncia da necessidade de uma mudan&ccedil;a nas pol&iacute;ticas do Banco Mundial surgem de suas pr&oacute;prias investiga&ccedil;&otilde;es. Hoje est&aacute; revisando as condi&ccedil;&otilde;es de seus cr&eacute;ditos e doa&ccedil;&otilde;es, por isso acredito que reagir&aacute; diante da medida brit&acirc;nica\u201d, afirmou. Desde julho, a Christian Aid vem cobrando do governo do primeiro-ministro Tony Blair uma press&atilde;o sobre o Banco Mundial. O brit&acirc;nico Movimento pelo Desenvolvimento Mundial aplaudiu a medida, qualificando-a de \u201cvit&oacute;ria parcial\u201d dos ativistas contra a pobreza.<\/p>\n<p>\u201cSe o prop&oacute;sito e o efeito da iniciativa &eacute; fazer com que est&aacute; institui&ccedil;&atilde;o deixe de obrigar os pa&iacute;ses em desenvolvimento a \u2018liberalizar\u2019 suas economias e privatizar servi&ccedil;os, Londres est&aacute;, finalmente, aceitando nossos argumentos\u201d, disse o diretor do Movimento, Benedict Southworth. \u201cO senhor Benn responde aos chamados dos ativistas e d&aacute; um bem-vindo primeiro passo e estabelece um marco com o qual se medir&atilde;o as futuras a&ccedil;&otilde;es do governo\u201d, afirmou. \u201cO ministro estabeleceu o princ&iacute;pio de que a contribui&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es financeiras internacionais ao desenvolvimento deve incluir a aceita&ccedil;&atilde;o de que os pa&iacute;ses s&atilde;o capazes de tomar suas pr&oacute;prias decis&otilde;es econ&ocirc;micas. Se este enfoque for mantido, transformar&aacute; as perspectivas dos pa&iacute;ses em desenvolvimento\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Qualquer mudan&ccedil;a de pol&iacute;ticas por parte do Banco Mundial ser&aacute; um sinal importante para toda a assist&ecirc;ncia ao desenvolvimento canalizado atrav&eacute;s de ag&ecirc;ncias multilaterais e governos. Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil agora planejam aumentar a press&atilde;o sobre o governo para que adote novas a&ccedil;&otilde;es. \u201cExortamos a Gr&atilde;-Bretanha a percorrer uma milha a mais e retirar todos seus fundos\u201d do Banco Mundial, disse o chefe de pol&iacute;ticas da Christian Aid, Charles Abugre. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, 09\/10\/2006 &ndash; Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil aplaudiram timidamente a advert&ecirc;ncia do governo da Gr&atilde;-Bretanha: retirar&aacute; US$ 95 milh&otilde;es de sua conta no Banco Mundial caso est&aacute; institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o alivie suas condi&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito aos pa&iacute;ses pobres. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/desenvolvimento-londres-pressiona-o-banco-mundial\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":185,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,4,11],"tags":[18],"class_list":["post-2140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/185"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}