{"id":21414,"date":"2016-11-22T12:46:28","date_gmt":"2016-11-22T12:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=216572"},"modified":"2016-11-22T12:46:28","modified_gmt":"2016-11-22T12:46:28","slug":"uso-do-carvao-enraiza-a-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/uso-do-carvao-enraiza-a-pobreza\/","title":{"rendered":"Uso do carv\u00e3o enra\u00edza a pobreza"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por\u00a0Lyndal Rowlands, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 22\/11\/2016 \u2013 Os danos causados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais pobre do mundo pela energia gerada a partir do carv\u00e3o \u00e9 maior do que a ajuda que proporciona. E isso sem contar os efeitos devastadores da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, destaca um informe publicado por 12 organiza\u00e7\u00f5es internacionais de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Apesar dos compromissos assumidos no Acordo de Paris sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a temperatura global m\u00e9dia pode aumentar em dois graus Celsius com a constru\u00e7\u00e3o de apenas um ter\u00e7o das centrais a carv\u00e3o previstas, afirma o estudo. E alerta que, al\u00e9m disso, \u201cse o mundo ultrapassar o limite, as consequ\u00eancias ser\u00e3o desastrosas para a luta global contra a pobreza.<\/p>\n<p>O informe <em>Beyond Coal: Scaling up Clean Energy to Fight Poverty<\/em> (Al\u00e9m do Carv\u00e3o: Aumentando a Energia Limpa Para Lutar Contra a Pobreza) foi publicado por Instituto de Desenvolvimento Exterior (ODI), Cafod, Christian Aid e outras nove organiza\u00e7\u00f5es antes da 22\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 22)da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, realizada entre os dias 7 e 18 deste m\u00eas, em Marrakesh, no Marrocos.<\/p>\n<p>Ilmi Granoff, um dos autores do documento, opinou \u00e0 IPS que o carv\u00e3o \u201cenra\u00edza a pobreza\u201d, em contraposi\u00e7\u00e3o ao discurso da ind\u00fastria, de que os combust\u00edveis f\u00f3sseis contribuem para o crescimento econ\u00f4mico. Mas reconheceu que o fechamento de algumas usinas a carv\u00e3o causou certas dificuldades econ\u00f4micas, embora destacando que a pesquisa concluiu que, no geral, as energias renov\u00e1veis geram \u201cmais emprego por unidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA pr\u00f3pria Associa\u00e7\u00e3o Mundial do Carv\u00e3o estima que a ind\u00fastria emprega sete milh\u00f5es\u00a0 de pessoas no mundo\u201d, apontou Granoff, e pouco menos de 9,4 milh\u00f5es\u00a0 j\u00e1 trabalham na cadeia de fornecimento de energia renov\u00e1vel.Segundo o especialista, \u201c\u00e9 importante reconhecer que reduzir o uso do carv\u00e3o tem um impacto no emprego, porque em alguns lugares as pessoas dependem dessa ind\u00fastria e \u00e9 necess\u00e1ria uma transi\u00e7\u00e3o justa. E, quanto \u00e0s perspectivas futuras, a energia renov\u00e1vel oferece melhores oportunidades de emprego: mais trabalho e mais qualidade em escala global\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_216573\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-216573\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/carbon-629x420.jpg\" alt=\"Terminal portu\u00e1rio da companhia carbon\u00edfera Prodeco, na cidade caribenha de Santa Marta. Foto: Juan Manuel Barrero\/IPS\" width=\"560\" height=\"374\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/carbon-629x420.jpg 629w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/carbon-629x420-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/carbon-629x420-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Terminal portu\u00e1rio da companhia carbon\u00edfera Prodeco, na cidade caribenha de Santa Marta. Foto: Juan Manuel Barrero\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os argumentos de que o carv\u00e3o pode ajudar as pessoas mais pobres a terem acesso a energia n\u00e3o tem sentido, destacou Granoff. O informe tamb\u00e9m conclui que as fontes alternativas j\u00e1 podem cumprir as \u201cnecessidades espec\u00edficas de lutar contra a extrema pobreza e a pobreza energ\u00e9tica\u201d, acrescentou. Tamb\u00e9m lembrou que o carv\u00e3o assenta a pobreza, ao causar problemas de sa\u00fade, como asma e ataques card\u00edacos.<\/p>\n<p>\u201cEstima-se que uma usina de apenas um gigawatt causou 26 mil mortes prematuras na Indon\u00e9sia enquanto esteve operacional\u201d, disse Granoff. Al\u00e9m disso, destacou a import\u00e2ncia de se reconhecer as consequ\u00eancias negativas de longo prazo que o carv\u00e3o ter\u00e1, especialmente para as pessoas e os pa\u00edses mais pobres, pois contribuem para o aquecimento global.<\/p>\n<p>O impacto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica nos pa\u00edses em desenvolvimento e nas pessoas mais pobres foi um dos temas centrais em debates da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), como a COP 22, em Marrakesh. As na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento argumentam que os pa\u00edses mais ricos t\u00eam a responsabilidade de limitar as consequ\u00eancias do aquecimento planet\u00e1rio nos Estados mais pobres, onde, por outro lado, o impacto ser\u00e1 desproporcionalmente maior, pois a variabilidade clim\u00e1tica \u00e9 imprevis\u00edvel e grave, e isso apesar de terem contribu\u00eddo muito pouco nas emiss\u00f5es contaminantes que causam o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>E essa \u00e9 precisamente uma das raz\u00f5es mais importantes para que os pa\u00edses mais ricos comecem o processo de fechamento das usinas geradoras de energia movidas a carv\u00e3o, pontuou Granoff. Em geral, a tend\u00eancia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dessa fonte de energia em muitas na\u00e7\u00f5es ricas, mas se mant\u00e9m em pa\u00edses como Austr\u00e1lia e Estados Unidos. E, na verdade, o presidente eleito norte-americano, Donald Trump, baseou sua campanha em v\u00e1rias pol\u00edticas favor\u00e1veis ao uso do carv\u00e3o, com o argumento de que a \u201cagenda ambiental radical\u201d de Barack Obama matava o emprego e prejudicava a economia.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que muitas das centrais a carv\u00e3o est\u00e3o na \u00c1sia, especialmente em grandes centros consumidores como China e \u00cdndia, e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e a contamina\u00e7\u00e3o a\u00e9rea obrigou esses pa\u00edses a reavaliar sua depend\u00eancia dessa fonte de energia. Granoff informou que o governo da China revisa a constru\u00e7\u00e3o de algumas das novas usinas movidas a carv\u00e3o. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/uso-do-carvao-enraiza-pobreza\/\">Uso do carv\u00e3o enra\u00edza a pobreza<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Lyndal Rowlands, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 22\/11\/2016 &ndash; Os danos causados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o mais pobre do mundo pela energia gerada a partir do carv&atilde;o &eacute; maior do que a ajuda que proporciona. E isso sem contar os efeitos devastadores da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, destaca um informe publicado por 12 organiza&ccedil;&otilde;es internacionais de desenvolvimento. 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