{"id":21420,"date":"2016-11-24T12:02:48","date_gmt":"2016-11-24T12:02:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=216599"},"modified":"2016-11-24T12:02:48","modified_gmt":"2016-11-24T12:02:48","slug":"mulheres-lutam-pela-posse-de-terras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/mulheres-lutam-pela-posse-de-terras\/","title":{"rendered":"Mulheres lutam pela posse de terras"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por\u00a0Jos\u00e9 Ad\u00e1n Silva, da IPS &#8211;<\/strong>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Man\u00e1gua, Nicar\u00e1gua, 24\/11\/2016 \u2013 Um movimento de mulheres camponesas da Nicar\u00e1gua, que se organizou para lutar contra s\u00e9culos de posse das terras agr\u00edcolas pelos homens, busca uma \u00e1rea para produzir e tamb\u00e9m contribuir para a seguran\u00e7a alimentar de suas fam\u00edlias e da popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<div id=\"attachment_216600\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-216600\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nica-2-629x472.jpg\" alt=\" Integrantes de uma das cooperativas agropecu\u00e1rias de mulheres da Nicar\u00e1gua trabalham na instala\u00e7\u00e3o de um viveiro para mil plantas produtoras de madeira e frutas para enfrentar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, em uma comunidade do departamento de Madriz. Foto: Fermuprocan\" width=\"560\" height=\"420\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nica-2-629x472.jpg 629w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nica-2-629x472-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><br \/> Integrantes de uma das cooperativas agropecu\u00e1rias de mulheres da Nicar\u00e1gua trabalham na instala\u00e7\u00e3o de um viveiro para mil plantas produtoras de madeira e frutas para enfrentar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, em uma comunidade do departamento de Madriz. Foto: Fermuprocan<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A agricultora Matilde Rocha L\u00f3pez, vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria de Cooperativas de Mulheres Produtoras do Campo da Nicar\u00e1gua (Femuprocan), disse \u00e0 IPS que, desde o final da d\u00e9cada de 1980, quando as mulheres capacitadas na revolu\u00e7\u00e3o sandinista se organizaram para criar cooperativas, o tema do acesso a terras \u00e9 uma das principais batalhas dessa organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo L\u00f3pez, desde 1997, a organiza\u00e7\u00e3o trabalha de forma coordenada para avan\u00e7ar no reconhecimento dos direitos das mulheres produtoras do campo, n\u00e3o apenas no setor agr\u00e1rio, mas tamb\u00e9m nos \u00e2mbitos econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social. Junto com outras 14 organiza\u00e7\u00f5es sindicais, sociais e acad\u00eamicas, a Federa\u00e7\u00e3o agregou diversos aliados para impulsionar, em 2010, a aprova\u00e7\u00e3o da Lei Criadora do Fundo para Compra de Terra com Igualdade de G\u00eanero para Mulheres Rurais, conhecida como Lei 717.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m contribu\u00edram para a incorpora\u00e7\u00e3o do enfoque de igualdade de g\u00eanero na Lei Geral de Cooperativas e na participa\u00e7\u00e3o nas Comiss\u00f5es Municipais de Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar. L\u00f3pez ressaltou que essa incid\u00eancia permitiu \u00e0s mulheres camponesas atualizar o mapeamento das produtoras nas principais zonas produtivas do pa\u00eds, fortalecer suas capacidades e capacit\u00e1-las em comunica\u00e7\u00e3o social e promo\u00e7\u00e3o de direitos das mulheres, para buscar recursos e tomar decis\u00f5es sem press\u00f5es de seus companheiros homens.<\/p>\n<p>\u201cPara as mulheres camponesas, a terra \u00e9 vida, algo vital para a fam\u00edlia. A propriedade da terra e de ativos para fazer com que produza est\u00e3o estreitamente ligados ao empoderamento econ\u00f4mico das mulheres, na tomada de decis\u00f5es para produzir nossos alimentos, preservar nosso ambiente e garantir a seguran\u00e7a alimentar, cuidando de nossas sementes crioulas para n\u00e3o depender de sementes transg\u00eanicas\u201d, afirmou L\u00f3pez.<\/p>\n<div id=\"attachment_216601\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-216601\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nicaragua_Rodriguez.jpg\" alt=\"Josefina Rodr\u00edguez faz parte dos 18% de produtoras agropecu\u00e1rias da Nicar\u00e1gua que s\u00e3o propriet\u00e1rias da terra onde trabalham. O fundo que impulsiona a aquisi\u00e7\u00e3o de terras por mulheres rurais continua sem os recursos necess\u00e1rios para que seus objetivos sejam cumpridos. Foto: Ismael L\u00f3pez\/IPS\" width=\"340\" height=\"506\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nicaragua_Rodriguez.jpg 430w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nicaragua_Rodriguez-202x300.jpg 202w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nicaragua_Rodriguez-300x447.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Josefina Rodr\u00edguez faz parte dos 18% de produtoras agropecu\u00e1rias da Nicar\u00e1gua que s\u00e3o propriet\u00e1rias da terra onde trabalham. O fundo que impulsiona a aquisi\u00e7\u00e3o de terras por mulheres rurais continua sem os recursos necess\u00e1rios para que seus objetivos sejam cumpridos. Foto: Ismael L\u00f3pez\/IPS<\/p><\/div>\n<p>A Femuprocan \u00e9 a \u00fanica federa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds constitu\u00edda apenas por produtoras agropecu\u00e1rias, com mais de 4.200 s\u00f3cias organizadas em 73 cooperativas de seis departamentos do pa\u00eds: Madriz, Man\u00e1gua, Granada, Regi\u00e3o Aut\u00f4noma do Caribe Norte, Matagalpa e Jinotega. Para L\u00f3pez, o avan\u00e7o tem sido mais qualitativo do que quantitativo.<\/p>\n<p>Em 2010, quando elas conseguiram a aprova\u00e7\u00e3o da Lei 717, estimava-se oficialmente que um 1.100.679 mulheres viviam em \u00e1reas rurais e uma maioria delas carecia de propriedades e bens pr\u00f3prios. A lei nasceu para conceder apropria\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e material da terra em favor das mulheres rurais, para assim melhorar sua vida econ\u00f4mica e a igualdade de g\u00eanero, garantir a seguran\u00e7a alimentar e combater a pobreza geral do pa\u00eds, estimada na \u00e9poca em 47%.<\/p>\n<p>Seis anos depois, a Nicar\u00e1gua conta com 6,2 milh\u00f5es de habitantes, dos quais 51%, aproximadamente, s\u00e3o mulheres e 41% vivem em \u00e1reas rurais, de acordo com dados do Banco Mundial. Segundo a Pesquisa Familiar para Medir a Pobreza na Nicar\u00e1gua, publicada em junho pela Funda\u00e7\u00e3o Internacional para o Desafio Econ\u00f4mico Global, 39% da popula\u00e7\u00e3o sofria pobreza geral em 2015. No setor urbano, a porcentagem de pobreza era de apenas 22,1%, mas na \u00e1rea rural subia para 58,8%.<\/p>\n<p>Dados da organiza\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria Oxfam indicam que, das mulheres rurais que trabalham no campo na Nicar\u00e1gua, apenas 18% possuem terras, enquanto o restante tem que arrend\u00e1-las e pag\u00e1-las antes da semeadura. \u201cO acesso das mulheres da Femuprocan \u00e0 propriedade da terra \u00e9 uma d\u00edvida pendente para 40% das filiadas, o que representa um total de 1.680 mulheres sem terra\u201d, detalhou L\u00f3pez. A batalha pelo acesso \u00e0 terra continua sendo dura, mas sua organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o desanima, apontou.<\/p>\n<p>\u201cEm 17 munic\u00edpios do territ\u00f3rio coberto por nossa federa\u00e7\u00e3o, 620 mulheres entre l\u00edderes e promotoras trabalham no processo de busca de terras para nossas filiadas. O processo de identifica\u00e7\u00e3o de terras para torn\u00e1-las produtivas n\u00e3o conta s\u00f3 com as mulheres que n\u00e3o t\u00eam terra, mas com o apoio das que j\u00e1 t\u00eam, bem como de outras organiza\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o governamentais\u201d, acrescentou Rocha.<\/p>\n<p>Uma das s\u00f3cias da organiza\u00e7\u00e3o apontou \u00e0 IPS que, depois da aprova\u00e7\u00e3o da lei, n\u00e3o houve vontade pol\u00edtica nem financiamento do Estado para que fosse cumprida. \u201cTemos batido em in\u00fameras portas e fomos a in\u00fameros escrit\u00f3rios para pressionar, quantas reuni\u00f5es tivemos e nada de cumprirem a lei\u201d, contou a produtora durante uma viagem a Man\u00e1gua, que pediu para ser identificada apenas como Mar\u00eda.<\/p>\n<p>\u201cAcontece que todo o sistema jur\u00eddico e econ\u00f4mico-produtivo ainda \u00e9 dominado pelos homens e, mais do que competidoras, nos veem como amea\u00e7a aos seus neg\u00f3cios tradicionais\u201d, ressaltou Mar\u00eda. Inclusive, outras organiza\u00e7\u00f5es de mulheres chegaram de seus territ\u00f3rios rurais at\u00e9 as cidades, para protestar pela falta de cumprimento da lei de acesso a terras.<\/p>\n<p>Em maio passado, Mar\u00eda Teresa Fern\u00e1ndez, presidente da Coordenadoria de Mulheres Rurais, denunciou em Man\u00e1gua que, \u201cdiante da falta de terras pr\u00f3prias, as mulheres precisam pagar at\u00e9 US$ 200 pelo aluguel de um hectare durante um ciclo agr\u00edcola\u201d. Al\u00e9m do pagamento pelas terras, as camponesas dessa organiza\u00e7\u00e3o v\u00eam enfrentando, nos \u00faltimos anos, problemas ambientais como seca, redemoinhos de poeira, cinzas vulc\u00e2nicas e pragas, sem receberem o beneficio das pol\u00edticas p\u00fablicas de cr\u00e9ditos banc\u00e1rios para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 seis anos foi criada a Lei 717, que determina a cria\u00e7\u00e3o de um fundo para a compra de terras com igualdade de g\u00eanero para mulheres rurais. Mas o fundo ainda n\u00e3o foi inclu\u00eddo no or\u00e7amento geral da Rep\u00fablica para que as mulheres possam ter acesso a um cr\u00e9dito hipotec\u00e1rio administrado pelo banco estatal para terem terras pr\u00f3prias\u201d, denunciou Fern\u00e1ndez.<\/p>\n<div id=\"attachment_216602\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-216602\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nica-1.jpg\" alt=\"As mais de quatro mil s\u00f3cias da Federa\u00e7\u00e3o de Cooperativas de Mulheres Agropecu\u00e1rias da Nicar\u00e1gua realizam feiras para a venda direta aos consumidores de seus produtos, boa parte deles produzidos de forma ecol\u00f3gica. Foto: Femuprocan\" width=\"560\" height=\"237\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nica-1.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Nica-1-300x127.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">As mais de quatro mil s\u00f3cias da Federa\u00e7\u00e3o de Cooperativas de Mulheres Agropecu\u00e1rias da Nicar\u00e1gua realizam feiras para a venda direta aos consumidores de seus produtos, boa parte deles produzidos de forma ecol\u00f3gica. Foto: Femuprocan<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem um t\u00edtulo legal de propriedade da terra o sistema financeiro n\u00e3o concede cr\u00e9ditos para produ\u00e7\u00e3o a mulheres camponesas, debilidade que o governo tenta paliar com programas de assist\u00eancia social como o Fome Zero, Lucro Zero, Plano Teto, Quintais Saud\u00e1veis e Programa Crist\u00e3o e Solid\u00e1rio (entrega alimentos para consumo), entre outros.<\/p>\n<p>Mas, para o soci\u00f3logo Cirilo Otero, diretor do n\u00e3o governamental Centro de Iniciativas de Pol\u00edticas Ambientais, o apoio governamental n\u00e3o \u00e9 suficiente. Ele reiterou \u00e0 IPS que a falta de acesso das mulheres a terras \u00e9 um dos mais graves problemas de igualdade de g\u00eanero na Nicar\u00e1gua. \u201cContinua sendo, uma d\u00edvida n\u00e3o paga do Estado com as camponesas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa d\u00edvida de g\u00eanero, dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) situam a Nicar\u00e1gua como um dos 17 pa\u00edses latino-americanos que cumpriram as metas de redu\u00e7\u00e3o da fome e melhoria da seguran\u00e7a alimentar nos primeiros 15 anos do s\u00e9culo, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio. De acordo com a FAO, entre 1990 e 2015, o pa\u00eds reduziu a propor\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o subnutrida de 54,4% para 16,6%. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/mulheres-lutam-pela-posse-de-terras\/\">Mulheres lutam pela posse de terras<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Jos&eacute; Ad&aacute;n Silva, da IPS &ndash;&nbsp; Man&aacute;gua, Nicar&aacute;gua, 24\/11\/2016 &ndash; Um movimento de mulheres camponesas da Nicar&aacute;gua, que se organizou para lutar contra s&eacute;culos de posse das terras agr&iacute;colas pelos homens, busca uma &aacute;rea para produzir e tamb&eacute;m contribuir para a seguran&ccedil;a alimentar de suas fam&iacute;lias e da popula&ccedil;&atilde;o em geral. &nbsp; A agricultora Matilde [&hellip;]<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/mulheres-lutam-pela-posse-de-terras\/\">Mulheres lutam pela posse de terras<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n<p> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/mulheres-lutam-pela-posse-de-terras\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":105,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2830,3043],"class_list":["post-21420","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-1-1-canais","tag-mundo-inter-press-service"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/105"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21420"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21420\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21421,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21420\/revisions\/21421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}