{"id":21535,"date":"2017-01-18T12:10:44","date_gmt":"2017-01-18T12:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=218028"},"modified":"2017-01-18T12:10:44","modified_gmt":"2017-01-18T12:10:44","slug":"fabricas-de-cigarro-enganam-paises-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2017\/01\/ultimas-noticias\/fabricas-de-cigarro-enganam-paises-pobres\/","title":{"rendered":"F\u00e1bricas de cigarro enganam pa\u00edses pobres"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por\u00a0Lyndal Rowlands, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 18\/1\/2017 \u2013 O mercado do tabaco \u00e9 menos regulado nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia rendas do que nas na\u00e7\u00f5es ricas, o que faz o Sul em desenvolvimento pagar o pre\u00e7o com maiores consequ\u00eancias para a economia e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Mas, segundo uma nova pesquisa de amplo alcance publicada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), os fabricantes de cigarros enganam os governos ao dizerem que a regulamenta\u00e7\u00e3o do setor prejudicar\u00e1 suas economias.<\/p>\n<div id=\"attachment_218029\" style=\"width: 514px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"size-full wp-image-218029\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/tabaco.jpg\" alt=\"\" width=\"504\" height=\"360\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/tabaco.jpg 504w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/tabaco-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 504px) 100vw, 504px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Vendedora em Manila oferece ma\u00e7os com 20 cigarros por menos de um d\u00f3lar. Foto: Kara Santos\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi compilada em uma nova monografia intitulada <em>A Economia do Tabaco e do Controle do Tabaco<\/em>, publicada conjuntamente pela OMS e pelo Instituto Nacional do C\u00e2ncer dos Estados Unidos. O editor da monografia, Frank Chaloupka, afirmou \u00e0 IPS que, quando os pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia rendas regulam o mercado do tabaco, geralmente obt\u00eam uma recompensa maior.<\/p>\n<p>\u201cApresentamos, na monografia, novas provas sobre as proibi\u00e7\u00f5es da publicidade do tabaco, que mostram que t\u00eam um efeito maior nos pa\u00edses de rendas baixa e m\u00e9dia do que nos de alta renda\u201d, apontou Chaloupka, que tamb\u00e9m \u00e9 professor de Economia e Sa\u00fade P\u00fablica na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cEm parte, creio que se deve ao fato de que, em muitos pa\u00edses de rendas m\u00e9dia e baixa, as pessoas n\u00e3o recebem a mesma informa\u00e7\u00e3o sobre as consequ\u00eancias para a sa\u00fade do consumo de tabaco, sendo mais suscet\u00edveis \u00e0 imagem positiva que a ind\u00fastria do setor passa\u201d, pontuou. Como exemplo, disse que as imagens de advert\u00eancia foram mais eficazes nos pa\u00edses de rendas m\u00e9dia e baixa.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas podem ver realmente o dano causado pelo cigarro por meio das advert\u00eancias gr\u00e1ficas\u201d, destacou Chaloupka, acrescentando que, para os que t\u00eam menos exposi\u00e7\u00e3o a essa informa\u00e7\u00e3o por outras fontes, as advert\u00eancias t\u00eam um impacto ainda maior. Os impostos sobre tabaco nos pa\u00edses do Sul em desenvolvimento tamb\u00e9m t\u00eam impacto maior do que nos pa\u00edses de alta renda. \u201cComo a renda das pessoas \u00e9 menor, elas s\u00e3o mais receptivas \u00e0s varia\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para os pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa rendas regularem menos o mercado de tabaco do que os de alta renda, afirmou Chaloupka, mas uma causa problem\u00e1tica s\u00e3o os argumentos enganosos da ind\u00fastria do setor. \u201cOs argumentos das empresas sobre com\u00e9rcio ilegal, impacto no emprego e efeito econ\u00f4mico mais amplo sobre os pobres, sobre sua renda fiscal, contra o controle do tabaco, s\u00e3o enganosos. Falsos, em sua maior parte\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Isso contribui para uma brecha maior entre as normas dos pa\u00edses de rendas baixa e m\u00e9dia e as dos que t\u00eam renda alta. \u201cVemos que os governos se p\u00f5em s\u00e9rios e adotam fortes medidas de controle do tabaco, elevando os impostos, proibindo a publicidade de cigarro e que se fume em lugares p\u00fablicos. Como resultado, o consumo de tabaco caiu, pelo menos durante algumas d\u00e9cadas, na maioria dos pa\u00edses de renda alta\u201d, explicou o especialista.<\/p>\n<p>Embora alguns pa\u00edses de rendas baixa e m\u00e9dia n\u00e3o tenham capacidade para aplicar regula\u00e7\u00f5es complexas, Chaloupka observou que frequentemente medidas mais simples podem ser mais eficazes. \u201cAs Filipinas tinham um complicado sistema tribut\u00e1rio, em que havia tarifas diferentes para diversas marcas. Com o tempo, avan\u00e7aram para uma reforma mais significativa de seu sistema e est\u00e3o no processo de passar a um \u00fanico imposto uniforme, que \u00e9 muito mais f\u00e1cil de administrar e muito melhor para combater a evas\u00e3o fiscal\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Entretanto, embora os chamados impostos especiais sobre os produtos derivados do tabaco possam atuar como um elemento de dissuas\u00e3o em todo o mundo, ainda n\u00e3o ajudam os governos a recuperar os custos gerados pelo tabagismo \u00e0s economias e \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>\u201cO c\u00e1lculo que temos do custo global \u00e9 de aproximadamente US$ 1,4 trilh\u00e3o, e menos de US$ 300 milh\u00f5es s\u00e3o gerados com tributos\u201d, ressaltou Chaloupka. Menos de US$ 1 milh\u00e3o obtidos com arrecada\u00e7\u00e3o fiscal relacionada com o tabaco \u00e9 utilizado para controlar o flagelo, acrescentou.<\/p>\n<p>Chaloupka tamb\u00e9m citou a Turquia como exemplo de um pa\u00eds de renda m\u00e9dia que conseguiu regular com \u00eaxito o consumo de tabaco. \u201cH\u00e1 poucas d\u00e9cadas, o governo turco costumava ser a ind\u00fastria do tabaco na Turquia. Era um dos maiores produtores de folhas de tabaco do mundo e, com o tempo, tomou um rumo completamente contr\u00e1rio. Sua ind\u00fastria do tabaco foi privatizada, sem nenhuma promessa \u00e0s ind\u00fastrias do setor que passaram para seus mercados. E ent\u00e3o avan\u00e7ou com fortes pol\u00edticas de controle do tabaco\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/fabricas-de-cigarro-enganam-paises-pobres\/\">F\u00e1bricas de cigarro enganam pa\u00edses pobres<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Lyndal Rowlands, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 18\/1\/2017 &ndash; O mercado do tabaco &eacute; menos regulado nos pa&iacute;ses de baixa e m&eacute;dia rendas do que nas na&ccedil;&otilde;es ricas, o que faz o Sul em desenvolvimento pagar o pre&ccedil;o com maiores consequ&ecirc;ncias para a economia e a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. 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