{"id":21537,"date":"2017-01-19T13:30:20","date_gmt":"2017-01-19T13:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=218112"},"modified":"2017-01-19T13:30:20","modified_gmt":"2017-01-19T13:30:20","slug":"hidreletricas-desterram-ribeirinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2017\/01\/ultimas-noticias\/hidreletricas-desterram-ribeirinhos\/","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9tricas desterram ribeirinhos"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por\u00a0Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sento S\u00e9, Brasil, 19\/1\/2017 \u2013 \u201cHoje temos internet, televis\u00e3o. Antes n\u00e3o t\u00ednhamos eletricidade, mas era melhor\u201d, afirmou Lourival de Barros, um desterrado das centrais hidrel\u00e9tricas que se multiplicaram pela geografia do Brasil, principalmente a partir dos anos 1970. Ele foi expulso de sua casa em Sento S\u00e9 no final de 1976. A cidade, de aproximadamente sete mil habitantes, ficou submersa pela represa de Sobradinho, pouco mais de um ano depois.<\/p>\n<div id=\"attachment_218113\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-218113\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/barco.jpg\" width=\"560\" height=\"420\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/barco.jpg 629w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/barco-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Um barco sendo reparado nas margem da represa de Sobradinho, com baixo n\u00edvel de \u00e1gua devido aos cinco anos da seca que atormenta o interior semi\u00e1rido do Nordeste brasileiro. Pode-se ver arbustos submersos pelas \u00e1guas represadas do rio S\u00e3o Francisco desde a d\u00e9cada de 1970. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outras tr\u00eas cidades, Casa Nova, Pil\u00e3o Arcado e Remanso, tamb\u00e9m desapareceram sob as \u00e1guas, junto com dezenas de povoados ribeirinhos, no norte do Estado da Bahia. No total foram deslocadas 72 mil pessoas, segundo organiza\u00e7\u00f5es sociais, ou 59.265, de acordo com a empresa respons\u00e1vel pelo projeto, a Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Chesf).<\/p>\n<p>O sacrif\u00edcio se fez em nome das necessidades energ\u00e9ticas do pa\u00eds e do desenvolvimento de uma regi\u00e3o \u201cirrelevante\u201d, parada no analfabetismo e com uma economia \u201cde subsist\u00eancia\u201d, com gente \u201cprimitiva\u201d em isolamento, que teme a mudan\u00e7a, segundo afirmavam os governantes da \u00e9poca, em plena ditadura militar (1964-1985).<\/p>\n<p>Para reassentar a popula\u00e7\u00e3o de Sento S\u00e9, foi constru\u00edda uma nova cidade com o mesmo nome, melhores moradias, incluindo banheiros internos e servi\u00e7os como eletricidade e esgoto p\u00fablico, mas \u201cperdemos muito mais\u201d, contou Barros, pescador de 70 anos, aposentado como trabalhador rural, com oito filhos, nove netos e tr\u00eas bisnetos. \u201cT\u00ednhamos muito pescado no rio. Na represa, inicialmente se podia pescar cem quilos por dia, mas os peixes diminu\u00edram nos \u00faltimos 10 a 15 anos, e agora \u00e9 dif\u00edcil conseguir dez quilos, o que s\u00f3 d\u00e1 para alimentar a fam\u00edlia\u201d, acrescentou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9ramos dois mil pescadores e todos viviam da pesca. Hoje, se h\u00e1 50 que conseguem isso, \u00e9 muito\u201d, embora no sindicato estejam inscritos quase nove mil, muitos para receber o seguro do per\u00edodo de proibi\u00e7\u00e3o de pesca para proteger a reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes, afirmou Barros, acrescentando que \u201cprecisam disso\u201d.<\/p>\n<p>O pescador lamenta que os peixes pr\u00f3prios da \u00e1rea tenham desaparecido e se tenha introduzido no lago artificial outras esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas, inclusive o tucunar\u00e9 (<em>Cichla <\/em><em>ocellaris<\/em>), que come os demais. Barros tamb\u00e9m se queixa de que sua fam\u00edlia dispunha de cinco terrenos para plantar e ele mesmo tinha uma moenda para fazer farinha de mandioca, pelos quais n\u00e3o receberam nenhuma indeniza\u00e7\u00e3o. \u201cPerdemos tudo\u201d, enfatizou.<\/p>\n<div id=\"attachment_218114\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-218114\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/pescador-1.jpg\" width=\"560\" height=\"420\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/pescador-1.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/pescador-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">O pescador e agricultor aposentado Lourival de Barros, em sua casa na cidade de Sento S\u00e9, que recebeu como compensa\u00e7\u00e3o pela perda de sua boa casa e outros bens na antiga cidade, submersa pela represa de Sobradinho, h\u00e1 quatro d\u00e9cadas, que tem sepultada sob \u00e1guas uma saudosa forma de vida. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, n\u00e3o foram compensados muitos bens e propriedades inundados, afirmou Adzamara Amaral, autora do livro-reportagem <em>Mem\u00f3rias de Uma Cidade Submersa<\/em>, elaborado em 2012 como trabalho final de seu curso de jornalismo na Universidade do Estado da Bahia. Sua pr\u00f3pria fam\u00edlia ainda reclama na justi\u00e7a indeniza\u00e7\u00e3o por 15 mil hectares registrados como propriedade de seu av\u00f4, uma heran\u00e7a familiar de tr\u00eas s\u00e9culos, com tr\u00eas casas e \u00e1reas de pomar.<\/p>\n<p>A nova cidade constru\u00edda para acolher os deslocados foi privada da alma fluvial, como ocorreu com outras cidades \u201creconstru\u00eddas\u201d. Al\u00e9m dos peixes, perdeu-se a agricultura t\u00edpica do lama\u00e7al, que aproveitava as terras ribeirinhas alargadas na \u00e9poca de estiagem e fertilizadas pelos sedimentos trazidos pelo rio nas cheias. Ali se plantava muito milho e feij\u00e3o entre abril e outubro. Por isso, o rio S\u00e3o Francisco \u00e9 chamado de \u201cNilo brasileiro\u201d, explicou Amaral.<\/p>\n<p>Com a represa, a \u00e1gua avan\u00e7ou para \u00e1reas rochosas ou da Caatinga (bioma exclusivo do Nordeste brasileiro), e o ciclo de baixas e cheias do rio foi alterado, extinguindo a agricultura t\u00edpica do per\u00edodo decrescente das \u00e1guas. O traslado para a nova Sento S\u00e9, com popula\u00e7\u00e3o atual de 41 mil pessoas, acentuou o isolamento de sua popula\u00e7\u00e3o, porque, entre outras raz\u00f5es, duplicou a dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a Juazeiro, munic\u00edpio de 220 mil habitantes que \u00e9 o polo econ\u00f4mico e educativo do norte baiano.<\/p>\n<div id=\"attachment_218115\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-218115\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Gildalio.jpg\" width=\"560\" height=\"420\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Gildalio.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Gildalio-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Gildalio da Gama (esquerda), at\u00e9 dezembro secret\u00e1rio de Ambiente do munic\u00edpio, e o reparador de embarca\u00e7\u00f5es Jo\u00e3o Reis, em Sento S\u00e9, cidade onde foram assentados, quase sem compensa\u00e7\u00e3o, os moradores da antiga cidade, deslocados pela hidrel\u00e9trica de Sobradinho, no rio S\u00e3o Francisco, no Nordeste do pa\u00eds. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora s\u00e3o 196 quil\u00f4metros, 50 deles por uma estrada de terra cheia de buracos, o que dificulta o transporte. Por isso, a empresa Frutimag, de agricultura irrigada, que empregava 1.800 trabalhadores, interrompeu suas atividades em Sento S\u00e9. O sacolejar dos caminh\u00f5es estragava as uvas, justificou a companhia. \u201cPavimentar a estrada \u00e9 fundamental para o desenvolvimento do munic\u00edpio, bem como oferecer ensino t\u00e9cnico e cursos universit\u00e1rios, o que evitaria o \u00eaxodo de jovens que vem reduzindo a popula\u00e7\u00e3o local nos \u00faltimos anos\u201d, pontuou Amaral.<\/p>\n<p>A nova localiza\u00e7\u00e3o da cidade buscou mant\u00ea-la perto da margem do lago mesmo durante as secas, segundo a explica\u00e7\u00e3o dada na ocasi\u00e3o. Mas muitos acreditam que o ent\u00e3o prefeito tomou essa decis\u00e3o para que ficasse perto de sua fazenda. Agora, a margem da represa de Sobradinho se afastou cerca de 600 metros de Sento S\u00e9, ap\u00f3s cinco anos de seca na bacia.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 lugares em que o refluxo chega a dez quil\u00f4metros, como Quixaba, um povoado pr\u00f3ximo\u201d, disse Jo\u00e3o Reis, ex-metal\u00fargico de S\u00e3o Paulo de 65 anos, que trabalhou muito tempo na Chesf. Ele vive h\u00e1 33 anos em Sento S\u00e9, terra de seus pais, e atualmente conserta embarca\u00e7\u00f5es no rio S\u00e3o Francisco e diz que, com sua terra f\u00e9rtil e as jazidas de m\u00e1rmore e pedras preciosas, o munic\u00edpio tem \u201cgrande potencial para prosperar\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_218116\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-218116\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/eolico.jpg\" width=\"560\" height=\"420\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/eolico.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/eolico-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Um parque e\u00f3lico ao lado de Sento S\u00e9, onde h\u00e1 no total oito deles, devido aos bons ventos das mesetas do entorno dessa cidade do Nordeste do Brasil, que, paradoxalmente, foi deslocada, nos anos 1970, para a constru\u00e7\u00e3o em sua antiga localiza\u00e7\u00e3o da maior central hidrel\u00e9trica da regi\u00e3o. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para superar o isolamento, seu colega Djalma Vitorino, especialista em barcos, prop\u00f5e implantar uma linha de balsas entre Sento S\u00e9 e Remanso, outra cidade reassentada do lado oposto da represa. Cerca de 25 quil\u00f4metros, \u201cou hora e meia de navega\u00e7\u00e3o\u201d, separam as duas cidades. \u201cAli h\u00e1 um bom hospital para onde levar nossos doentes\u201d, como alternativa a Juazeiro, que exige mais de tr\u00eas horas de carro, argumentou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Constru\u00edda entre 1973 e 1979, no meio do rio S\u00e3o Francisco, a hidrel\u00e9trica de Sobradinho tem capacidade para gerar 1.050 megawatts, gra\u00e7as \u00e0 represa de 34 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos em uma \u00e1rea de 4.214 quil\u00f4metros quadrados, a maior em superf\u00edcie e a terceira em volume de \u00e1gua no Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, acumular tanta \u00e1gua lhe agrega as fun\u00e7\u00f5es de regular o caudal, otimizando a opera\u00e7\u00e3o de outras sete hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas rio abaixo, e abastecer a agricultura irrigada em seus arredores. Seus impactos sociais se destacaram por inundar uma \u00e1rea muito povoada na d\u00e9cada de 1970, quando reinava a ditatura militar e a legisla\u00e7\u00e3o ambiental come\u00e7ava a se desenvolver. Al\u00e9m disso, os movimentos sociais eram fracos ou estavam ausentes.<\/p>\n<p>Para inundar tanta terra, Sobradinho exigiu a expropria\u00e7\u00e3o de 26 mil propriedades. A Chesf pagou poucas indeniza\u00e7\u00f5es e de valores muito baixos, em boa parte porque os \u201cribeirinhos n\u00e3o tinham t\u00edtulos de propriedade ou ignoravam o valor de suas propriedades\u201d, segundo Gildalio da Gama, de 47 anos, que at\u00e9 dezembro foi secret\u00e1rio do Ambiente de Sento S\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cQualquer dinheiro era muito para os que sempre tiveram pouco\u201d, ressaltou Gama, agora professor prim\u00e1rio em uma ilha onde vivem seus pais, a 150 quil\u00f4metros da cidade. Seu av\u00f4 n\u00e3o foi indenizado por suas terras porque a Chesf n\u00e3o reconheceu a documenta\u00e7\u00e3o apresentada, acrescentou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Novas hidrel\u00e9tricas, como Itaparica, inaugurada em 1988 \u00e1guas abaixo do S\u00e3o Francisco, cumprem melhor as regras, tamb\u00e9m pela press\u00e3o de ambientalistas e organiza\u00e7\u00f5es sociais. Mas os deslocamentos for\u00e7ados continuam, gerando conflitos mais ruidosos do que no passado. As mobiliza\u00e7\u00f5es cresceram ainda mais contra as hidrel\u00e9tricas amaz\u00f4nicas, especialmente a de Belo Monte, gigantesca central com pot\u00eancia de 11.233 megawatts inaugurada em maio de 2016. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/opiniao\/hidreletricas-desterram-ribeirinhos\/\">Hidrel\u00e9tricas desterram ribeirinhos<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Mario Osava, da IPS &ndash;&nbsp; &nbsp; Sento S&eacute;, Brasil, 19\/1\/2017 &ndash; &ldquo;Hoje temos internet, televis&atilde;o. Antes n&atilde;o t&iacute;nhamos eletricidade, mas era melhor&rdquo;, afirmou Lourival de Barros, um desterrado das centrais hidrel&eacute;tricas que se multiplicaram pela geografia do Brasil, principalmente a partir dos anos 1970. Ele foi expulso de sua casa em Sento S&eacute; no final [&hellip;]<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/opiniao\/hidreletricas-desterram-ribeirinhos\/\">Hidrel&eacute;tricas desterram ribeirinhos<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n<p> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2017\/01\/ultimas-noticias\/hidreletricas-desterram-ribeirinhos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":131,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,1],"tags":[2843,2830,2781,3179,3043,2782],"class_list":["post-21537","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-colunistas","category-ultimas-noticias","tag-1-opiniao","tag-1-1-canais","tag-featured","tag-mario-osava","tag-mundo-inter-press-service","tag-news2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/131"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21537"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21537\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21550,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21537\/revisions\/21550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}