{"id":21603,"date":"2017-02-08T13:09:26","date_gmt":"2017-02-08T13:09:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=218668"},"modified":"2017-02-08T13:09:26","modified_gmt":"2017-02-08T13:09:26","slug":"praga-do-trigo-avanca-na-africa-asia-e-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2017\/02\/ultimas-noticias\/praga-do-trigo-avanca-na-africa-asia-e-europa\/","title":{"rendered":"Praga do trigo avan\u00e7a na \u00c1frica, \u00c1sia e Europa"},"content":{"rendered":"<p><em>Por\u00a0Correspondentes da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 8\/2\/2017 \u2013 A ferrugem do trigo, uma fam\u00edlia de enfermidades geradas por fungos que podem arrasar at\u00e9 100% das colheitas desse cereal, continua avan\u00e7ando na \u00c1frica, \u00c1sia e Europa, alertam dois estudos cient\u00edficos realizados em colabora\u00e7\u00e3o com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Os estudos, destacados pela revista <em>Nature<\/em>, depois de sua publica\u00e7\u00e3o inicial pela dinamarquesa Universidade de Aarhus e pelo Centro Internacional de Melhoramento do Milho e do Trigo (CIMMYT), mostram o surgimento de novas cepas da ferrugem amarela e da ferrugem do talo em diversas regi\u00f5es em 2016, segundo informou a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO).<\/p>\n<div id=\"attachment_218669\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-218669\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/farmer-nepa.jpg\" width=\"560\" height=\"374\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/farmer-nepa.jpg 629w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/farmer-nepa-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/farmer-nepa-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Mulher trabalha em um campo de trigo no Nepal. Foto: Saliendra Kharel\/FAO<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, cepas de ferrugem conhecidas se estenderam a novos pa\u00edses, confirmam os estudos, o que destaca a necessidade de uma detec\u00e7\u00e3o precoce e medidas para limitar danos maiores \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de trigo, em particular na bacia do Mediterr\u00e2neo. \u201cEssas novas e agressivas ra\u00e7as de ferrugem surgiram enquanto estamos trabalhando com s\u00f3cios internacionais para ajudar os pa\u00edses a combater as existentes, por isso temos que ser r\u00e1pidos e exaustivos na forma como abordamos o problema\u201d, destacou Fazil Dusunceli, fitopatologista da FAO.<\/p>\n<p>O trigo \u00e9 uma fonte de alimento e meio de subsist\u00eancia para mais de um bilh\u00e3o de pessoas no Sul em desenvolvimento, segundo a FAO. A \u00c1frica setentrional e oriental, Oriente Pr\u00f3ximo e \u00c1sia ocidental, central e meridional \u2013 zonas vulner\u00e1veis \u00e0 ferrugem \u2013 produzem cerca de 37% do cereal no mundo. \u201cAs avalia\u00e7\u00f5es preliminares s\u00e3o preocupantes, mesmo n\u00e3o estando claro o impacto total que ter\u00e3o essas novas cepas nas diferentes variedades de trigo nas regi\u00f5es afetadas\u201d, apontou o especialista.<\/p>\n<p>Dusunceli acrescentou que \u201c\u00e9 mais importante que nunca que os especialistas das institui\u00e7\u00f5es internacionais e os pa\u00edses produtores de trigo trabalhem juntos para deter essas doen\u00e7as, o que implica uma vigil\u00e2ncia cont\u00ednua, compartilhar dados e criar planos de resposta de emerg\u00eancia para proteger seus agricultores e os pa\u00edses vizinhos\u201d. O vento propaga rapidamente a ferrugem do trigo para longas dist\u00e2ncias, explica a FAO, e, se n\u00e3o for detectada e tratada a tempo, pode converter uma colheita sadia em uma pilha de folhas amarelas, talos negros e gr\u00e3os secos.<\/p>\n<p>Os fungicidas podem ajudar a limitar o dano, mas a detec\u00e7\u00e3o precoce e a a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida s\u00e3o cruciais. O mesmo ocorre com as estrat\u00e9gias de gest\u00e3o integrada de longo prazo. Na ilha italiana de Sic\u00edlia uma nova cepa do pat\u00f3geno da ferrugem do talo (chamado TTTTF ) afetou v\u00e1rios milhares de hectares de trigo duro em 2016, causando o maior foco de seu tipo na Europa em d\u00e9cadas. A experi\u00eancia com ra\u00e7as similares sugere que as variedades de trigo do p\u00e3o tamb\u00e9m podem ser suscet\u00edveis \u00e0 nova cepa, alerta a FAO.<\/p>\n<p>O TTTTF \u00e9 a cepa da ferrugem do talo de mais recente identifica\u00e7\u00e3o. Os pesquisadores alertam que sem um controle adequado logo poder\u00e1 se estender a longas dist\u00e2ncias ao longo da bacia do Mediterr\u00e2neo e da costa adri\u00e1tica. Segundo a FAO, v\u00e1rios pa\u00edses da \u00c1frica, \u00c1sia central e Europa, por sua vez lutam contra novas cepas de ferrugem amarela nunca antes vistas em seus campos. Al\u00e9m disso, os agricultores da parte continental de It\u00e1lia, Marrocos e alguns pa\u00edses escandinavos est\u00e3o combatendo uma ra\u00e7a de ferrugem amarela que ainda n\u00e3o tem nome.<\/p>\n<div id=\"attachment_218670\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-218670\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/WheatRust_.jpg\" width=\"560\" height=\"374\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/WheatRust_.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/WheatRust_-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/WheatRust_-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Especialistas examinam uma \u00e1rea de pesquisa perto de Izmir, na Turquia, afetada pela broca amarela do trigo. Foto: Fazil Dusunceli\/FAO<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 Eti\u00f3pia e Uzbequist\u00e3o lutam contra os focos de ferrugem amarela AF2012, que surgiu nos dois pa\u00edses em 2016 e causou enorme impacto na produ\u00e7\u00e3o et\u00edope em particular. An\u00e1lises preliminares sugerem que a nova ra\u00e7a est\u00e1 relacionada com uma fam\u00edlia de cepas que s\u00e3o agressivas e melhor adaptadas \u00e0s temperaturas elevadas do que outras. Anteriormente, a AF2012 era encontrada apenas no Afeganist\u00e3o, antes de aparecer na Eti\u00f3pia no ano passado, onde afetou dezenas de milhares de hectares de trigo, afirma a FAO.<\/p>\n<p>Essa ag\u00eancia da ONU, em colabora\u00e7\u00e3o com seus associados, intensifica os esfor\u00e7os para capacitar os especialistas em ferrugem dos pa\u00edses afetados para que aumentem sua capacidade de detectar e manejar essas ra\u00e7as emergentes de ferrugem do trigo. A conhecida cepa de ferrugem amarela \u2013 que apareceu no norte da Europa e na Turquia h\u00e1 alguns anos \u2013 continuou sua marcha a\u00e9rea em 2016, e agora est\u00e1 espalhada pelo territ\u00f3rio europeu e \u00c1sia ocidental.<\/p>\n<p>A cepa Digalu (TIFTTF) da ferrugem do talo continua devastando o trigo na Eti\u00f3pia, enquanto a ra\u00e7a mais conhecida dessa praga \u2013 a potente Ug99 \u2013 est\u00e1 presente em 13 pa\u00edses. \u201cDepois de se estender at\u00e9 o norte desde a \u00c1frica oriental e Oriente M\u00e9dio, a Ug99 tem o potencial de afetar muitas variedades de trigo cultivadas em todo o mundo, j\u00e1 que continua produzindo novas variantes. Mais recentemente foi detectada no Egito, um dos mais importantes produtores de trigo do Oriente M\u00e9dio\u201d, segundo a FAO.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es do estudo se baseiam em sess\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o realizadas no ano passado, em colabora\u00e7\u00e3o entre o Centro Internacional para a Pesquisa Agr\u00edcola nas Zonas \u00c1ridas, a Universidade de Aarhus, o CIMMYT e a FAO. A capacita\u00e7\u00e3o, que se repetir\u00e1 este ano no Centro Regional de Pesquisa Regional da Ferrugem do Cereal, em Izmir, na Turquia, permitir\u00e1 aos especialistas refor\u00e7ar suas habilidades de vigil\u00e2ncia e gest\u00e3o, junto com pesquisas e coletas de amostras para testes e an\u00e1lises, que acontecer\u00e3o na Universidade de Aarhus.<\/p>\n<p>Esses esfor\u00e7os integram o programa mundial da ferrugem do trigo da FAO, de quatro anos de dura\u00e7\u00e3o, que facilita a colabora\u00e7\u00e3o regional e oferece apoio a diferentes pa\u00edses que querem aumentar sua capacidade de vigil\u00e2ncia. Tamb\u00e9m ajuda os pa\u00edses a agirem rapidamente para controlar os focos antes que se convertam em epidemias e causem grave dano \u00e0 seguran\u00e7a alimentar. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/praga-do-trigo-avanca-na-africa-asia-e-europa\/\">Praga do trigo avan\u00e7a na \u00c1frica, \u00c1sia e Europa<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Correspondentes da IPS &ndash;&nbsp; &nbsp; Roma, It&aacute;lia, 8\/2\/2017 &ndash; A ferrugem do trigo, uma fam&iacute;lia de enfermidades geradas por fungos que podem arrasar at&eacute; 100% das colheitas desse cereal, continua avan&ccedil;ando na &Aacute;frica, &Aacute;sia e Europa, alertam dois estudos cient&iacute;ficos realizados em colabora&ccedil;&atilde;o com a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). 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