{"id":2165,"date":"2006-10-09T00:00:00","date_gmt":"2006-10-09T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2165"},"modified":"2006-10-09T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-09T00:00:00","slug":"jornalismo-como-se-diz-al-jazeera-em-ingls","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/jornalismo-como-se-diz-al-jazeera-em-ingls\/","title":{"rendered":"Jornalismo: Como se diz Al Jazeera em ingl&ecirc;s?"},"content":{"rendered":"<p>Londres, 09\/10\/2006 &ndash; A pr&oacute;xima inaugura&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o em ingl&ecirc;s da rede de televis&atilde;o via sat&eacute;lite Al Jazeera, do Qatar, constitui um dos maiores desafios ao dom&iacute;nio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o ocidentais e, tamb&eacute;m, os enfoque acad&ecirc;micos dominantes sobre a comunica&ccedil;&atilde;o de massa. <!--more--> \u201cO lan&ccedil;amento da Al Jazeera Internacional, vers&atilde;o em ingl&ecirc;s da rede informativa pan-&aacute;rabe, pode influir na maneira como as noticias via televis&atilde;o s&atilde;o recebidas nas salas de imprensa de todo o mundo\u201d, disse &agrave; IPS Daya Thusu, da Universidade de Westminster (Londres). \u201c&Eacute; prov&aacute;vel que desafie o predom&iacute;nio de seus pares anglo-norte-americanos\u201d, advertiu Thusu depois de participar, este m&ecirc;s, de um semin&aacute;rio em Westminster sobre a internacionaliza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O mundo &aacute;rabe, reduto informativo da Al Jazeera, &eacute; uma das regi&otilde;es do mundo onde surgem mais noticias, e &eacute; prov&aacute;vel que isto continue assim por muito tempo, afirmou a especialista. \u201cUma perspectiva &aacute;rabe sobre o que ocorre em uma zona geopol&iacute;tica e economicamente importante do mundo se torna chave para nossa compreens&atilde;o dos assuntos internacionais\u201d, acrescentou Thusu. \u201cOs Estados Unidos rotularam sua \u201cguerra contra o terrorismo\u201d como \u201cuma guerra longa\u201d, que tamb&eacute;m se pode ver refletida em uma \u201cguerra\u201d (informativa) entre m&iacute;dias eletr&ocirc;nicas\u201d, ressaltou. \u201cIsto pode n&atilde;o ser ruim, em absoluto\u201d. A confer&ecirc;ncia em Westminster, que reuniu especialistas em meios de comunica&ccedil;&atilde;o e acad&ecirc;micos de quase 51 pa&iacute;ses, abordou as implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas da internacionaliza&ccedil;&atilde;o dos meios.<\/p>\n<p>A inten&ccedil;&atilde;o da reuni&atilde;o de especialistas foi formular um debate a respeito no qual intervenham tanto os trabalhadores dos meios como os acad&ecirc;micos que os t&ecirc;m como objeto de an&aacute;lise. \u201cA id&eacute;ia de organizar uma confer&ecirc;ncia internacional sobre o estudo dos meios surgiu da insatisfa&ccedil;&atilde;o generalizada diante do predom&iacute;nio dos modelos anglo-norte-americanos\u201d, disse Thusu. \u201cA confer&ecirc;ncia teve sucesso em sua tentativa de criar uma consci&ecirc;ncia muito maior sobre a necessidade de uma analise mais cosmopolita na hora de pensar os meios de comunica&ccedil;&atilde;o\u201d, acrescentou. A internacionaliza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia &eacute; um fen&ocirc;meno intensamente pol&iacute;tico e, portanto, inevitavelmente controvertida.<\/p>\n<p>E a Al Jazeera continua entre os mais pol&ecirc;micos fornecedores de not&iacute;cias. Mas n&atilde;o &eacute; a primeira nesse sentido. \u201cHistoricamente, os meios alternativos existiram, e isso sempre foi um desafio para os tradicionais \u201c, disse &agrave; IPS Robin Mansell, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pesquisa em Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o, com sede nos Estados Unidos. \u201cO que mudou &eacute; a dimens&atilde;o global dos novos meios\u201d, explicou a especialista. Mas, s&oacute; o fato de criar novos meios n&atilde;o basta, disse Mansell. \u201c&Eacute; dif&iacute;cil saber at&eacute; que ponto esse novo desafio funciona em paralelo com os meios existentes e at&eacute; onde apresenta um ponto de vista alternativo que &eacute; valorizado em todo o mundo\u201d, acrescentou. \u201cPenso que a credibilidade sempre foi um assunto para a m&iacute;dia. Com os novos meios h&aacute; um problema semelhante de questionar a origem das notas\u201d, disse Mansell.<\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o aos diversos antecedentes pol&iacute;ticos dos meios implicam diferentes valores informativos, afirmou que \u201cem todas as culturas h&aacute; discuss&otilde;es sobre o que &eacute; not&iacute;cia. Embora seja uma esp&eacute;cie de sonho. Os valores mudaram com o tempo\u201d. A mudan&ccedil;a n&atilde;o chega somente atrav&eacute;s da Al Jazeera. Provedores de not&iacute;cias de outros pa&iacute;ses ganham terreno e ar. Cresce a audi&ecirc;ncia de canais informativos como CCTV9 e o indiano NDTV, destacou Thusu.<\/p>\n<p>\u201cSomemos a isto a crescente contra-corrente de produtos medi&aacute;ticos do Sul para o Norte e dentro do pr&oacute;prio Sul. Os exemplos incluem Bollywood (a ind&uacute;stria cinematogr&aacute;fica indiana), o cinema coreano, a anima&ccedil;&atilde;o chinesa e as noticias &aacute;rabes\u201d, disse a especialista na confer&ecirc;ncia. \u201c&Eacute; importante recordar que um enfoque internacional para estudar e investigar os meios admite uma hist&oacute;ria global: que a imprensa foi inventada na China, e n&atilde;o em Frankfurt, que a primeira imprensa do Imp&eacute;rio Otomano foi estabelecida em 1511, e a primeira das Am&eacute;ricas n&atilde;o foi instalada nos Estados Unidos, mas no M&eacute;xico, em 1535\u201d, ressaltou Thusu.<\/p>\n<p>\u201cA &Iacute;ndia teve um peri&oacute;dico em 1780, e na d&eacute;cada de 1870 circulavam mais de 140 di&aacute;rios em idiomas aut&oacute;ctones. O primeiro peri&oacute;dico em &aacute;rabe data de 1789, enquanto o primeiro jornal chin&ecirc;s no exterior foi fundado em S&atilde;o Francisco em 1854. Existe uma longa hist&oacute;ria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o que vai mais al&eacute;m da vers&atilde;o padr&atilde;o anglo-norte-americana e europ&eacute;ia\u201d, acrescentou. &Iacute;ndia e China ter&atilde;o um crescente impacto sobre a m&iacute;dia e seu estudo a respeito, disse. \u201c&Eacute; prov&aacute;vel que o crescimento econ&ocirc;mico da &Iacute;ndia e o \u201cauge pacifico\u201d da China \u2013 duas civiliza&ccedil;&otilde;es antigas com enorme potencial para influir na \u201csociedade do conhecimento\u201d global emergente \u2013 afete a maneira como os estudos sobre m&iacute;dia s&atilde;o teorizados\u201d, disse Thusu.<\/p>\n<p>\u201cA vers&atilde;o chinesa da mercadotecniza&ccedil;&atilde;o dos meios \u2013 onde o Estado deve um papel central na globaliza&ccedil;&atilde;o \u2013 oferece s&iacute;tios interessantes para futuras investiga&ccedil;&otilde;es em m&iacute;dia e comunica&ccedil;&atilde;o\u201d, afirmou. \u201cSe os cracks culturais que surgiram na aldeia global depois do 11 de setembro de 2001 n&atilde;o se converterem em abismo, a comunica&ccedil;&atilde;o intercultural ter&aacute; de ser usada efetivamente\u201d, alertou a especialista. \u201cIsto significaria mover-se para uma agenda de pesquisa inovadora, mais inclusive a cosmopolita, que transcenda as fronteiras disciplinares, &eacute;tnica,s nacionais e religiosas para seguir o fluxo multifocal, multidirecional e multimedi&aacute;tico que forma a paisagem da comunidade global\u201d, concluiu. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, 09\/10\/2006 &ndash; A pr&oacute;xima inaugura&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o em ingl&ecirc;s da rede de televis&atilde;o via sat&eacute;lite Al Jazeera, do Qatar, constitui um dos maiores desafios ao dom&iacute;nio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o ocidentais e, tamb&eacute;m, os enfoque acad&ecirc;micos dominantes sobre a comunica&ccedil;&atilde;o de massa. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/jornalismo-como-se-diz-al-jazeera-em-ingls\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":185,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,11],"tags":[16],"class_list":["post-2165","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","category-politica","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/185"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2165"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2165\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}