{"id":21769,"date":"2017-05-03T23:36:42","date_gmt":"2017-05-03T23:36:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=220737"},"modified":"2017-05-03T23:36:42","modified_gmt":"2017-05-03T23:36:42","slug":"desemprego-e-informalidade-assolam-mulheres-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2017\/05\/ultimas-noticias\/desemprego-e-informalidade-assolam-mulheres-da-america-latina\/","title":{"rendered":"Desemprego e informalidade assolam mulheres da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS5.png\"><img class=\"alignleft wp-image-219289 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS5-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS5-150x150.png 150w, http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS5-300x300.png 300w, http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS5.png 466w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Por Jos\u00e9 Manuel Salazar-Xirinachs &#8211;\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o de Jos\u00e9 Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para Am\u00e9rica Latina e o Caribe.<\/em><\/p>\n<p>LIMA, 2017 (IPS) \u2013 Incorporar as mulheres no mercado de trabalho da Am\u00e9rica Latina e o Caribe tem sido uma tend\u00eancia constante e positiva nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Por\u00e9m, em 2017, em tempos do incremento de desemprego e informalidade, novamente surge a necessidade de insistir no quesito igualdade de g\u00eanero e gerar mais e melhores empregos para 255 milh\u00f5es de mulheres em idade de trabalhar que moram nesta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Cerca de metade destas mulheres, 126 milh\u00f5es, j\u00e1 fazem parte da for\u00e7a laboral o qual \u00e9 uma vit\u00f3ria ao longo dos anos, por\u00e9m n\u00e3o podemos ficar relaxados.<\/p>\n<p>Durante o \u00faltimo ano, onde o crescimento foi lento, situa\u00e7\u00f5es de crise econ\u00f4mica que impactaram a regi\u00e3o afetaram o mercado de trabalho, com um incremento abrupto do desemprego e os indicadores de qualidade, situa\u00e7\u00e3o que afetava mais as mulheres.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Mulheres-PB.jpg\"><img class=\"alignright wp-image-219665 \" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Mulheres-PB-300x161.jpg\" alt=\"\" width=\"486\" height=\"261\" srcset=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Mulheres-PB-300x161.jpg 300w, http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Mulheres-PB-600x322.jpg 600w, http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Mulheres-PB.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 486px) 100vw, 486px\" \/><\/a>A taxa de desemprego feminino chegou a n\u00edveis extremos que n\u00e3o eram vistos faz uma d\u00e9cada na Am\u00e9rica Latina e o Caribe, 9,8 %, um extremo. Se a din\u00e2mica continua nesse ritmo a taxa pode superar os 10% neste ano.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de desemprego das mulheres cresceu em 1,6% sobre a varia\u00e7\u00e3o dos homens que aumentou 1,3%. Dos cinco milh\u00f5es de pessoas que engrossaram as filas do desemprego, 2,3 milh\u00f5es eram mulheres. \u00c9 dizer, hoje existem 12 milh\u00f5es de mulheres procurando emprego de forma ativa, por\u00e9m n\u00e3o o conseguem.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho aumentou no \u00faltimo ano. A n\u00edvel nacional (rural e urbano) a taxa feminina foi de 49,3% a 49,7%. Uma boa not\u00edcia, no entanto, ainda continua inferior aos dos homens que \u00e9 74,6.<br \/>\nO ponto negativo foi que a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres, em rela\u00e7\u00e3o a m\u00e3o de obra, diminuiu 45,2% a 44,9%. No caso dos homens houve uma redu\u00e7\u00e3o parecida, por\u00e9m superior, 69,3%.<\/p>\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio Cen\u00e1rio Laboral da Am\u00e9rica Latina e o Caribe da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho) destacou que a menor atividade econ\u00f4mica reflete tend\u00eancias na diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de trabalhadores registrados, aumentando os empregos informais e a redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios formais.<\/p>\n<p>As estimativas mais recentes sobre informalidade nas mulheres indicam que cerca da metade est\u00e1 em condi\u00e7\u00e3o de instabilidade laboral, baixa renda e falta de prote\u00e7\u00e3o aos direitos.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos se identificou alguns pontos a serem considerados ao analisar a participa\u00e7\u00e3o laboral feminina. Cerca de 70% trabalha no setor de servi\u00e7os e comercio onde as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o prec\u00e1rias incluindo a falta de contratos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 17 milh\u00f5es de mulheres faz trabalho dom\u00e9stico. S\u00e3o mais de 90% de pessoas dedicadas a esta atividade. Neste oficio os n\u00edveis de informalidade s\u00e3o muito elevados, cerca de 70%.<\/p>\n<p>Esta descri\u00e7\u00e3o do mercado feminino n\u00e3o estaria completa sem destacar o relat\u00f3rio regional sobre \u201cTrabalho Decente e igualdade de g\u00eanero\u201d de diversas ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas apresentado em 2013, nesta regi\u00e3o 53,7% das mulheres trabalhadoras t\u00eam mais de dez anos de educa\u00e7\u00e3o formal comparado aos 40,4% dos homens.<\/p>\n<p>Em contrapartida, 22,8 % das mulheres do mercado t\u00eam educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria (completa e incompleta) em rela\u00e7\u00e3o ao 16,2% dos homens.<\/p>\n<p>No entanto, isso n\u00e3o impede que exista um abismo salarial importante. Segundo um estudo da CEPAL (Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para Am\u00e9rica Latina e o Caribe) adverte que em 2016, segundo os dados as mulheres recebiam 83,9 % do que os homens ganhavam em empregos iguais. A dist\u00e2ncia \u00e9 maior em cargos com n\u00edveis educativos superiores. Todos esses dados s\u00e3o um chamado a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Est\u00e1 tem\u00e1tica j\u00e1 faz parte dos objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel estabelecidos para todos os pa\u00edses na Agenda 2030. Em especial o ODS 5 \u201cAlcan\u00e7ar a igualdade entre g\u00eaneros e empoderar as mulheres e meninas\u201d a chave para o ODS 8 que fala sobre o crescimento econ\u00f4mico e trabalho decente. Para a OIT a igualdade de g\u00eanero \u00e9 um objetivo fundamental que est\u00e1 presente em todas suas atividades.<\/p>\n<p>Estamos frente a um desafio de estrutura que implica mudan\u00e7as econ\u00f4micas, sociais e culturais. \u00c9 preciso que os governos como atores sociais mantenham isso como prioridade promovendo a igualdade entre homens e mulheres.<br \/>\nDevemos procurar estrat\u00e9gias para melhorar a produtividade das mulheres impulsionando sua participa\u00e7\u00e3o nos setores de ingressos meio e alto e identificar as causas da segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para continuar avan\u00e7ando na igualdade do trabalho \u00e9 preciso combinar diversas estrat\u00e9gias com foco na igualdade de g\u00eanero incluindo pol\u00edticas ativas de emprego, redes de prote\u00e7\u00e3o e novas pol\u00edticas para crian\u00e7as e dependentes, estrat\u00e9gias para promover a divis\u00e3o das responsabilidades familiares, melhorias na forma\u00e7\u00e3o profissional e educa\u00e7\u00e3o, promover as empreendedoras, aumento da seguran\u00e7a social e uma a\u00e7\u00e3o firme para combater a viol\u00eancia contra as mulheres, at\u00e9 mesmo no local de trabalho.<\/p>\n<p>A igualdade no mercado de trabalho foi um desafio enfrentado no passado, mas que ainda \u00e9 importante no presente e \u00e9 um dos pilares para conseguir um futuro melhor na regi\u00e3o. (IPS\/#Envolverde)<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/desemprego-e-informalidade-assolam-mulheres-da-america-latina\/\">Desemprego e informalidade assolam mulheres da Am\u00e9rica Latina<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde - Revista Digital<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos&eacute; Manuel Salazar-Xirinachs &ndash;&nbsp; Este &eacute; um artigo de opini&atilde;o de Jos&eacute; Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para Am&eacute;rica Latina e o Caribe. LIMA, 2017 (IPS) &ndash; Incorporar as mulheres no mercado de trabalho da Am&eacute;rica Latina e o Caribe tem sido uma tend&ecirc;ncia constante e positiva nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Por&eacute;m, em 2017, em tempos do incremento de desemprego e informalidade, novamente surge a necessidade de insistir no quesito igualdade de g&ecirc;nero e gerar mais e melhores empregos para 255 milh&otilde;es de mulheres em idade de trabalhar que moram nesta regi&atilde;o. Cerca de metade destas mulheres, 126 milh&otilde;es, j&aacute; fazem parte da for&ccedil;a laboral o qual &eacute; uma vit&oacute;ria ao longo dos anos, por&eacute;m n&atilde;o podemos ficar relaxados. Durante o &uacute;ltimo ano, onde o crescimento foi lento, situa&ccedil;&otilde;es de crise econ&ocirc;mica que impactaram a regi&atilde;o afetaram o mercado de trabalho, com um incremento abrupto do desemprego e os indicadores de qualidade, situa&ccedil;&atilde;o que afetava mais as mulheres. A taxa de desemprego feminino chegou a n&iacute;veis extremos que n&atilde;o eram vistos faz uma d&eacute;cada na Am&eacute;rica Latina e o Caribe, 9,8 %, um extremo. Se a din&acirc;mica continua nesse ritmo a taxa pode superar os 10% neste ano. O n&iacute;vel de desemprego das mulheres cresceu em 1,6% sobre a varia&ccedil;&atilde;o dos homens que aumentou 1,3%. Dos cinco milh&otilde;es de pessoas que engrossaram as filas do desemprego, 2,3 milh&otilde;es eram mulheres. &Eacute; dizer, hoje existem 12 milh&otilde;es de mulheres procurando emprego de forma ativa, por&eacute;m n&atilde;o o conseguem. A participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no mercado de trabalho aumentou no &uacute;ltimo ano. A n&iacute;vel nacional (rural e urbano) a taxa feminina foi de 49,3% a 49,7%. Uma boa not&iacute;cia, no entanto, ainda continua inferior aos dos homens que &eacute; 74,6. O ponto negativo foi que a taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o das mulheres, em rela&ccedil;&atilde;o a m&atilde;o de obra, diminuiu 45,2% a 44,9%. No caso dos homens houve uma redu&ccedil;&atilde;o parecida, por&eacute;m superior, 69,3%. O &uacute;ltimo relat&oacute;rio Cen&aacute;rio Laboral da Am&eacute;rica Latina e o Caribe da OIT (Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho) destacou que a menor atividade econ&ocirc;mica reflete tend&ecirc;ncias na diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de trabalhadores registrados, aumentando os empregos informais e a redu&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios formais. As estimativas mais recentes sobre informalidade nas mulheres indicam que cerca da metade est&aacute; em condi&ccedil;&atilde;o de instabilidade laboral, baixa renda e falta de prote&ccedil;&atilde;o aos direitos. Ao longo dos &uacute;ltimos anos se identificou alguns pontos a serem considerados ao analisar a participa&ccedil;&atilde;o laboral feminina. Cerca de 70% trabalha no setor de servi&ccedil;os e comercio onde as condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o prec&aacute;rias incluindo a falta de contratos. Al&eacute;m disso, 17 milh&otilde;es de mulheres faz trabalho dom&eacute;stico. 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