{"id":2204,"date":"2006-10-10T00:00:00","date_gmt":"2006-10-10T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2204"},"modified":"2006-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-10T00:00:00","slug":"sia-teste-nuclear-norte-coreano-desequilibra-a-balana-do-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/sia-teste-nuclear-norte-coreano-desequilibra-a-balana-do-poder\/","title":{"rendered":"&Aacute;sia: Teste nuclear norte-coreano desequilibra a balan&ccedil;a do poder"},"content":{"rendered":"<p>Pequim, 10\/10\/2006 &ndash; A emerg&ecirc;ncia de uma Cor&eacute;ia do Norte como nova pot&ecirc;ncia nuclear na &Aacute;sia-Pac&iacute;fico &eacute; vista pela China como um perigo que deve ser contido, mas tamb&eacute;m aproveitado como contra-peso &agrave; influ&ecirc;ncia dos Estados Unidos na regi&atilde;o. <!--more--> O governo norte-coreano anunciou nesta segunda-feira que realizou com &ecirc;xito seu primeiro teste nuclear subterr&acirc;neo, apesar das advert&ecirc;ncias internacionais para que n&atilde;o o fizesse. Os servi&ccedil;os sismol&oacute;gicos da Cor&eacute;ia do Sul detectaram um tremor de terra de 3,5 graus na escala Richter provocado pela explos&atilde;o.<\/p>\n<p>Antes de Pyongyang disparar seus primeiros m&iacute;sseis na semana passada e anunciasse que se preparava para realizar um teste com bomba at&ocirc;mica, especialistas e analistas chineses coincidiram quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es de Pequim para pressionar o governo norte-coreano. Como velho aliado ideol&oacute;gico e principal s&oacute;cio comercial da Cor&eacute;ia do Norte, a China &eacute; vista pela comunidade internacional como principal mediadora na crise nuclear na pen&iacute;nsula coreana.<\/p>\n<p>Pequim foi sede das negocia&ccedil;&otilde;es das seis partes (Cor&eacute;ia do Norte, Cor&eacute;ia do Sul, China, Estados Unidos, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia) destinadas a aliviar a tens&atilde;o. A &uacute;ltima rodada destas conversa&ccedil;&otilde;es terminou em novembro sem que se chegasse a um acordo. A Cor&eacute;ia do Norte, em seguida, negou-se a continuar participando, em protesto pelas restri&ccedil;&otilde;es adotadas pelos Estados Unidos contra um banco de Macau acusado de lavar dinheiro para o regime. Washington exortou Pequim a exercer toda sua influ&ecirc;ncia sobre Pyongyang, incluindo interromper o fornecimento de petr&oacute;leo e a ajuda econ&ocirc;mica, para fazer com que suspenda suas atividades nucleares e volte a negociar. Por&eacute;m, a China insiste em que se exagera sua suposta influ&ecirc;ncia sobre o regime norte-coreano.<\/p>\n<p>Em uma visita aos Estados Unidos realizada em julho o vice-presidente da Comiss&atilde;o Militar Central chinesa, Guo Boxiong, afirmou que a Cor&eacute;ia do Norte &eacute; um Estado soberano e que Pequim n&atilde;o dita suas condi&ccedil;&otilde;es. Por sua vez, o analista Shen Dingli, do Instituto de Assuntos Internacionais da Universidade Fudan, na cidade chinesa de Xangai, disse que a Cor&eacute;ia do Norte prioriza seus interesses nacionais na rela&ccedil;&atilde;o com seu aliado. Pyongyang, \u201cn&atilde;o renunciar&aacute; &agrave; independ&ecirc;ncia de sua seguran&ccedil;a nacional conquistada atrav&eacute;s dos testes at&ocirc;micos somente por causa das preocupa&ccedil;&otilde;es da China e da possibilidade de sofrer press&atilde;o\u201d, escreveu Shen em um artigo para o site do centro acad&ecirc;mico norte-americano Nautilus Institute.<\/p>\n<p>O analista especulou que o programa nuclear norte-coreano poderia, inclusive, ser de utilidade para a China em seu velho objetivo de recuperar Taiwan, pois poderia distrair a aten&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a militar norte-americana na &Aacute;sia-Pac&iacute;fico. Outros especialistas chineses acusam Washington de provocar a Cor&eacute;ia do Norte ao se negar a participar de negocia&ccedil;&otilde;es bilaterais e por impor restri&ccedil;&otilde;es financeiras. Embora a China tenha apoiado uma advert&ecirc;ncia do Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas adotada na semana passada, na qual se assinalava que um teste at&ocirc;mico poderia atrair uma \u201ccondena&ccedil;&atilde;o universal\u201d, especialistas acreditam que Pequim n&atilde;o ir&aacute; avalizar nenhuma san&ccedil;&atilde;o militar contra o regime de Kim Jong-II.<\/p>\n<p>A retic&ecirc;ncia da China e da R&uacute;ssia &eacute; o motivo pelo qual a resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a n&atilde;o especificava poss&iacute;veis castigos. \u201cA possibilidade de uma a&ccedil;&atilde;o militar contra a Cor&eacute;ia do Norte &eacute; m&iacute;nima\u201d, reconheceu o analista Li Dunqiu, especialista em pen&iacute;nsula coreana do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento do Conselho Estatal chin&ecirc;s. J&aacute; existe um precedente de discrep&acirc;ncias da comunidade internacional nas respostas ao comportamento provocativo de Pyongyang. Depois que a Cor&eacute;ia do Norte realizou testes com sete m&iacute;sseis bal&iacute;sticos em julho, o Conselho de Seguran&ccedil;a adotou uma resolu&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime condenando os lan&ccedil;amentos, mas n&atilde;o chegou a um acordo sobre poss&iacute;veis san&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A maior preocupa&ccedil;&atilde;o do governo chin&ecirc;s continua sendo que os testes norte-coreanos provoquem uma corrida armamentista na regi&atilde;o e arraste o Jap&atilde;o, destruindo, assim, o equil&iacute;brio de poder na &Aacute;sia-Pac&iacute;fico, onde a China &eacute; a &uacute;nica pot&ecirc;ncia nuclear confirmada at&eacute; agora. A Cor&eacute;ia do Norte insistiu por v&aacute;rios anos que possu&iacute;a armas at&ocirc;micas, mas somente um teste como o realizado agora poderia demonstrar isso. Embora se trate de uma dura prova para a estabilidade regional, a amea&ccedil;a norte-coreana ajudou os l&iacute;deres chineses e japoneses a se reunirem pela primeira vez em cinco anos. Os testes nucleares de Pyongyang dominaram as conversa&ccedil;&otilde;es de domingo em Pequim entre o presidente chin&ecirc;s, Hu Jintao, e o novo primeiro-ministro japon&ecirc;s, Shinzo Abe.<\/p>\n<p>\u201cAs duas partes expressaram profunda preocupa&ccedil;&atilde;o sobre os &uacute;ltimos acontecimentos na pen&iacute;nsula coreana, incluindo os testes at&ocirc;micos\u201d, disseram em um comunicado conjunto ap&oacute;s a reuni&atilde;o de Abe com Jintao, mais o primeiro-ministro chin&ecirc;s, Wen Jiabao. Tamb&eacute;m indicaram que as duas na&ccedil;&otilde;es deveriam \u201ctrabalhar duro\u201d para reiniciar as negocia&ccedil;&otilde;es das seis partes sobre o programa nuclear norte-coreano. O Jap&atilde;o alinhou-se com os Estados Unidos em suas demandas de san&ccedil;&otilde;es contra Pyongyang, enquanto a China prefere a via das negocia&ccedil;&otilde;es. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequim, 10\/10\/2006 &ndash; A emerg&ecirc;ncia de uma Cor&eacute;ia do Norte como nova pot&ecirc;ncia nuclear na &Aacute;sia-Pac&iacute;fico &eacute; vista pela China como um perigo que deve ser contido, mas tamb&eacute;m aproveitado como contra-peso &agrave; influ&ecirc;ncia dos Estados Unidos na regi&atilde;o. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/sia-teste-nuclear-norte-coreano-desequilibra-a-balana-do-poder\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":435,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,10,4,11],"tags":[17],"class_list":["post-2204","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-energia","category-mundo","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/435"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2204\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}