{"id":22061,"date":"2018-03-27T23:49:06","date_gmt":"2018-03-27T23:49:06","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/?p=227842"},"modified":"2018-03-27T23:49:06","modified_gmt":"2018-03-27T23:49:06","slug":"setor-maritimo-firmara-acordo-climatico-em-duas-semanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2018\/03\/ultimas-noticias\/setor-maritimo-firmara-acordo-climatico-em-duas-semanas\/","title":{"rendered":"Setor mar\u00edtimo firmar\u00e1 acordo clim\u00e1tico em duas semanas"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-219722\" src=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS13-1-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS13-1-150x150.png 150w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS13-1.png 161w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>Dentro de duas semanas o maior acordo clim\u00e1tico de 2018 poder\u00e1 ser firmado pelo setor mar\u00edtimo, que responde por entre 2% a 3% das emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa. A estrat\u00e9gia final n\u00e3o ser\u00e1 adotada at\u00e9 2023, mas a data de abril de 2018 foi definida para a ado\u00e7\u00e3o de uma Estrat\u00e9gia Inicial, que ser\u00e1 finalizada na pr\u00f3xima semana, de 3 a 6 de abril, pelo Grupo de Trabalho Intersessional sobre Gases de Efeito Estufa da IMO. Como as quest\u00f5es s\u00e3o controversas, alguns elementos ser\u00e3o quase certamente transferidos para a reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Prote\u00e7\u00e3o ao Meio Ambiente Marinho (MEPC), que ser\u00e1 realizada de 9 a 13 de abril (\u201cMEPC 72\u201d), para delibera\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p>A Estrat\u00e9gia Inicial ter\u00e1 dois elementos importantes: uma vis\u00e3o ou ambi\u00e7\u00e3o a longo prazo, provavelmente na forma de uma descarboniza\u00e7\u00e3o de meados do s\u00e9culo, redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es ou meta de efici\u00eancia; e um objetivo de pico de curto prazo para as emiss\u00f5es e medidas para come\u00e7ar sua redu\u00e7\u00e3o. Os pa\u00edses negociantes t\u00eam posi\u00e7\u00f5es bastante distintas. As Ilhas Marshall e algumas outras na\u00e7\u00f5es querem uma meta de descarboniza\u00e7\u00e3o ambiciosa at\u00e9 2035. J\u00e1 a Uni\u00e3o Europeia e algumas ilhas do Pac\u00edfico propuseram uma meta entre 70 e 100% de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es at\u00e9 2050. Mas, um grupo de pa\u00edses liderados pelos BRICs mais a Argentina (Brasil, Argentina, \u00c1frica do Sul, \u00cdndia) se op\u00f4s a qualquer meta absoluta de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. A China estava neste grupo de bloqueio, mas mudou para uma posi\u00e7\u00e3o um pouco mais positiva.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do Brasil &#8211; que tem em sua delega\u00e7\u00e3o cinco representantes da Vale, empresa de minera\u00e7\u00e3o que usa amplamente o transporte mar\u00edtimo e que j\u00e1 foi acusada no passado de contribuir com a obstru\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es &#8211; contrasta com a de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como Chile, Peru, Col\u00f4mbia e M\u00e9xico, que junto com a Fran\u00e7a e outros 39 pa\u00edses assinaram esta semana a Declara\u00e7\u00e3o Tony DeBrum que pede a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>H\u00e1 21 anos, desde o Protocolo de Quioto foi estabelecido, que a Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO, na sigla em ingl\u00eas) tenta debater o tema. Ap\u00f3s o fracasso da discuss\u00e3o das Medidas Baseadas no Mercado para o transporte, em 2013, a discuss\u00e3o sobre as emiss\u00f5es mar\u00edtimas ficou limitada a itens como Monitora\u00e7\u00e3o, Relat\u00f3rio e Verifica\u00e7\u00e3o (MRV) de emiss\u00f5es individuais de navios at\u00e9 o Acordo de Paris ser adotado em 2015. Desde ent\u00e3o, sob press\u00e3o de alguns pa\u00edses europeus e pequenas ilhas do Pac\u00edfico &#8211; que j\u00e1 est\u00e3o sofrendo os perversos efeitos das altera\u00e7\u00f5es do clima -, em 2016, foi alcan\u00e7ado um acordo para desenvolver uma estrat\u00e9gia para os gases de efeito estufa do setor, que deve ter uma vers\u00e3o inicial acordada nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>Se fosse um pa\u00eds, o transporte mar\u00edtimo ocuparia o 6\u00ba lugar na lista dos maiores emissores. Se n\u00e3o fizer nada, suas emiss\u00f5es de CO2 devem crescer em at\u00e9 250% at\u00e9 2050, passando a representar ent\u00e3o 17% do total mundial. Isso significaria que, mesmo que todos os pa\u00edses cumpram suas metas e que elas fossem compat\u00edveis com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 C em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, ainda estar\u00edamos violando esse caminho, com as consequ\u00eancias que todos conhecemos.<\/p>\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o do setor mar\u00edtimo pode abrir um precedente importante para o outro grande setor global deixado fora do Acordo de Paris, o transporte a\u00e9reo. Ambos ficaram fora tanto do Protocolo de Quioto como do Acordo de Paris, por conta de sua natureza espec\u00edfica: em um mundo globalizado, as empresas de transporte mar\u00edtimo e a\u00e9reo muitas vezes s\u00e3o sediadas em um pa\u00eds, mas operam em outros &#8211; tanto para carga, como para descarga. Por isso, a tarefa de chegar a um acordo de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es foi passada para as respectivas organiza\u00e7\u00f5es que representam essas atividades &#8211; a IMO, no caso do transporte mar\u00edtimo, e a IATA, no caso do transporte a\u00e9reo.(#Envolverde)<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/setor-maritimo-firmara-acordo-climatico-em-duas-semanas\/\">Setor mar\u00edtimo firmar\u00e1 acordo clim\u00e1tico em duas semanas<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/\">Envolverde - Revista Digital<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentro de duas semanas o maior acordo clim&aacute;tico de 2018 poder&aacute; ser firmado pelo setor mar&iacute;timo, que responde por entre 2% a 3% das emiss&otilde;es globais de gases de efeito estufa. A estrat&eacute;gia final n&atilde;o ser&aacute; adotada at&eacute; 2023, mas a data de abril de 2018 foi definida para a ado&ccedil;&atilde;o de uma Estrat&eacute;gia Inicial, que ser&aacute; finalizada na pr&oacute;xima semana, de 3 a 6 de abril, pelo Grupo de Trabalho Intersessional sobre Gases de Efeito Estufa da IMO. Como as quest&otilde;es s&atilde;o controversas, alguns elementos ser&atilde;o quase certamente transferidos para a reuni&atilde;o do Comit&ecirc; de Prote&ccedil;&atilde;o ao Meio Ambiente Marinho (MEPC), que ser&aacute; realizada de 9 a 13 de abril (&ldquo;MEPC 72&rdquo;), para delibera&ccedil;&atilde;o final. A Estrat&eacute;gia Inicial ter&aacute; dois elementos importantes: uma vis&atilde;o ou ambi&ccedil;&atilde;o a longo prazo, provavelmente na forma de uma descarboniza&ccedil;&atilde;o de meados do s&eacute;culo, redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es ou meta de efici&ecirc;ncia; e um objetivo de pico de curto prazo para as emiss&otilde;es e medidas para come&ccedil;ar sua redu&ccedil;&atilde;o. Os pa&iacute;ses negociantes t&ecirc;m posi&ccedil;&otilde;es bastante distintas. As Ilhas Marshall e algumas outras na&ccedil;&otilde;es querem uma meta de descarboniza&ccedil;&atilde;o ambiciosa at&eacute; 2035. J&aacute; a Uni&atilde;o Europeia e algumas ilhas do Pac&iacute;fico propuseram uma meta entre 70 e 100% de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es at&eacute; 2050. Mas, um grupo de pa&iacute;ses liderados pelos BRICs mais a Argentina (Brasil, Argentina, &Aacute;frica do Sul, &Iacute;ndia) se op&ocirc;s a qualquer meta absoluta de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es. A China estava neste grupo de bloqueio, mas mudou para uma posi&ccedil;&atilde;o um pouco mais positiva. A posi&ccedil;&atilde;o do Brasil &ndash; que tem em sua delega&ccedil;&atilde;o cinco representantes da Vale, empresa de minera&ccedil;&atilde;o que usa amplamente o transporte mar&iacute;timo e que j&aacute; foi acusada no passado de contribuir com a obstru&ccedil;&atilde;o das negocia&ccedil;&otilde;es &ndash; contrasta com a de outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, como Chile, Peru, Col&ocirc;mbia e M&eacute;xico, que junto com a Fran&ccedil;a e outros 39 pa&iacute;ses assinaram esta semana a Declara&ccedil;&atilde;o Tony DeBrum que pede a descarboniza&ccedil;&atilde;o do transporte mar&iacute;timo. H&aacute; 21 anos, desde o Protocolo de Quioto foi estabelecido, que a Organiza&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima Internacional (IMO, na sigla em ingl&ecirc;s) tenta debater o tema. Ap&oacute;s o fracasso da discuss&atilde;o das Medidas Baseadas no Mercado para o transporte, em 2013, a discuss&atilde;o sobre as emiss&otilde;es mar&iacute;timas ficou limitada a itens como Monitora&ccedil;&atilde;o, Relat&oacute;rio e Verifica&ccedil;&atilde;o (MRV) de emiss&otilde;es individuais de navios at&eacute; o Acordo de Paris ser adotado em 2015. Desde ent&atilde;o, sob press&atilde;o de alguns pa&iacute;ses europeus e pequenas ilhas do Pac&iacute;fico &ndash; que j&aacute; est&atilde;o sofrendo os perversos efeitos das altera&ccedil;&otilde;es do clima -, em 2016, foi alcan&ccedil;ado um acordo para desenvolver uma estrat&eacute;gia para os gases de efeito estufa do setor, que deve ter uma vers&atilde;o inicial acordada nas pr&oacute;ximas semanas. Se fosse um pa&iacute;s, o transporte mar&iacute;timo ocuparia o 6&ordm; lugar na lista dos maiores emissores. Se n&atilde;o fizer nada, suas emiss&otilde;es de CO2 devem crescer em at&eacute; 250% at&eacute; 2050, passando a representar ent&atilde;o 17% do total mundial. 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