{"id":2210,"date":"2006-10-11T00:00:00","date_gmt":"2006-10-11T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2210"},"modified":"2006-10-11T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-11T00:00:00","slug":"coria-do-norte-eua-respondem-com-mais-presso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/coria-do-norte-eua-respondem-com-mais-presso\/","title":{"rendered":"Cor&eacute;ia do Norte: EUA respondem com mais press&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 11\/10\/2006 &ndash; Em sua primeira rea&ccedil;&atilde;o ao teste nuclear da Cor&eacute;ia do Norte, os Estados Unidos anunciaram que buscar&aacute; as san&ccedil;&otilde;es mais fortes poss&iacute;veis contra Pyongyang no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, mas esclareceu que n&atilde;o considerava nenhuma a&ccedil;&atilde;o militar, pelo menos no momento. <!--more--> Entretanto, analistas independentes afirmam que o teste at&ocirc;mico norte-coreano de segunda-feira fortalecer&aacute; a posi&ccedil;&atilde;o dos chamados falc&otilde;es, a ala mais belicista de Washington, liderados pelo vice-presidente Dick Cheney, que se opunha fortemente a qualquer conversa bilateral e defendia a estrat&eacute;gia de aumentar a press&atilde;o para propiciar a queda do l&iacute;der norte-coreano, Kim Jong-II.<\/p>\n<p>\u201cCheney e seus partid&aacute;rios v&ecirc;em a negocia&ccedil;&atilde;o com a Cor&eacute;ia do Norte como a pior id&eacute;ia poss&iacute;vel, porque qualquer discuss&atilde;o significativa com o regime, e, mais ainda, um acordo, ajudaria sua sobreviv&ecirc;ncia\u201d, disse John Feffer, especialista em assuntos coreanos do centro acad&ecirc;mico progressista norte-americano Foreign Policy in Focus. \u201cDepois do teste at&ocirc;mico, eles podem argumentar que a Cor&eacute;ia do Norte chegou a um ponto sem volta e que a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o &eacute;tica &eacute; pressionar at&eacute; a queda\u201d do regime, acrescentou.<\/p>\n<p>Entretanto, Feffer e outros analistas acreditam que esse enfoque &eacute; errado, sobretudo porque China e Cor&eacute;ia do Sul, apesar de dispostos a impor san&ccedil;&otilde;es mais fortes do que as que consideravam no passado, se oporiam a medidas que permitissem a queda de Kim Jong-II. \u201cA pergunta &eacute; se, na verdade, o governo de George W. Bush vai querer persisitr em um enfoque que fracassou ou combinar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es com a possibilidade de voltar &agrave; mesa de negocia&ccedil;&otilde;es\u201d, disse Alan Romberg, do independente Centro Henry L. Stimson.<\/p>\n<p>Apesar de antigas rejei&ccedil;&otilde;es de Washington aos chamados da China e Cor&eacute;ia do Sul para retomar as negocia&ccedil;&otilde;es com Pyongyang, Romberg acredita que ainda &eacute; poss&iacute;vel que isso ocorra. Mas disse que \u201co mais prov&aacute;vel &eacute; que n&atilde;o haja progressos (nas negocia&ccedil;&otilde;es) at&eacute; o fim da administra&ccedil;&atilde;o Bush\u201d, e afirmou que a decis&atilde;o da Cor&eacute;ia do Norte de realizar testes nucleares \u201cfoi baseada nesse c&aacute;lculo\u201d. O testa at&ocirc;mico de segunda-feira tinha sido anunciado publicamente pelo governo norte-coreano seis dias antes.<\/p>\n<p>Entretanto, o an&uacute;ncio n&atilde;o surpreendeu especialistas em pol&iacute;tica externa, como o ex-subsecret&aacute;rio de Estado Richard Armitage, que advertira que um teste nuclear sul-coreano seria prov&aacute;vel se Washington continuasse rejeitando os apelos para participar de conversa&ccedil;&otilde;es diretas depois que Pyongyang realizou uma s&eacute;rie de provas com m&iacute;sseis no dia 4 de julho. O governo Bush n&atilde;o s&oacute; desestimulou essa possibilidade como tamb&eacute;m come&ccedil;ou a planejar uma s&eacute;rie de san&ccedil;&otilde;es financeiras contra a Cor&eacute;ia do Norte em resposta a supostas atividades de lavagem e falsifica&ccedil;&atilde;o de dinheiro por parte desse pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Pyongyang exigiu que Washington levantasse as san&ccedil;&otilde;es com condi&ccedil;&atilde;o para voltar &agrave;s conversa&ccedil;&otilde;es das Seis Partes (China, Cor&eacute;ia do Norte, Cor&eacute;ia do Sul, Estados Unidos, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia), que em setembro de 2005 haviam chegado a um princ&iacute;pio de acordo para que o regime de Kim Jong-II abandonasse seu programa nuclear em troca de um pacote de garantias de seguran&ccedil;a e ajuda econ&ocirc;mica. Apesar dos insistentes pedidos da China e da Cor&eacute;ia do Sul, que apesar disso condenaram a atitude desafiadora norte-coreana, Washington se negou a levantar as san&ccedil;&otilde;es e a participar de negocia&ccedil;&otilde;es diretas. No &uacute;ltimo fim de semana, China, Cor&eacute;ia do Sul, R&uacute;ssia e Jap&atilde;o uniram-se com os Estados Unidos para advertir Pyongyang sobre a realiza&ccedil;&atilde;o de um teste at&ocirc;mico.<\/p>\n<p>O Conselho de Seguran&ccedil;a somou sua voz, na sexta-feira, expressando \u201cprofunda preocupa&ccedil;&atilde;o\u201d com as amea&ccedil;as de Pyongyang e assinalando que o teste nuclear \u201ctraria uma condena&ccedil;&atilde;o universal\u201d. Mas a Cor&eacute;ia do Norte parece ter calculado que n&atilde;o tinha nada a perder com o teste. \u201cO objetivo final desse pa&iacute;s &eacute; sobreviver, e um teste nuclear &eacute; sua &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o\u201d, disse na semana passada ao jornal The Washington Post o analista sul-coreano Ahn Yinhay, da Universidade da Cor&eacute;ia, em Seul. \u201cDevido &agrave; enorme press&atilde;o dos pol&iacute;ticos de linha dura dos Estados Unidos, a Cor&eacute;ia do Norte deve pensar que n&atilde;o tem outra maneira de sair desse ponto morto. Eles acreditam que n&atilde;o t&ecirc;m nada a perder\u201d, acrescentou. Ainda falta ver se Pyongyang se equivocou, como acreditam muitos especialistas norte-americanos.<\/p>\n<p>Por outro lado, o governo Bush espera que a condena&ccedil;&atilde;o internacional, em especial da China e da R&uacute;ssia, considerados pelo embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, os \u201cprotetores\u201d da Cor&eacute;ia do Norte, bem como fortes san&ccedil;&otilde;es financeiras enfraque&ccedil;am o regime de Kim Jong-II. Um os objetivos mais ambiciosos de Washington &eacute; que o Conselho de Seguran&ccedil;a adote uma resolu&ccedil;&atilde;o autorizando a revista em embarca&ccedil;&otilde;es que entrem e saiam da Cor&eacute;ia do Norte diante da possibilidade de transportarem tecnologia nuclear. Bush qualificou os testes nucleares norte-coreanos de \u201camea&ccedil;a &agrave; paz e &agrave; seguran&ccedil;a internacionais\u201d, frase normalmente reservada para invocar o cap&iacute;tulo VII da Carta da ONU que autoriza ao uso da for&ccedil;a militar para apoiar as decis&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p>\u201cA transfer&ecirc;ncia de armas ou material nuclear pela Cor&eacute;ia do Norte para Estados ou entidades n&atilde;o estatais ser&aacute; considerado uma grave amea&ccedil;a aos Estados Unidos\u201d, disse a Casa Branca em uma declara&ccedil;&atilde;o, acrescentando que esse pa&iacute;s j&aacute; havia se convertido em um dos principais produtores de tecnologia b&eacute;lica. \u201cFaremos a Cor&eacute;ia do Norte respons&aacute;vel pelas conseq&uuml;&ecirc;ncias dessa a&ccedil;&atilde;o\u201d, advertiu Bush. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 11\/10\/2006 &ndash; Em sua primeira rea&ccedil;&atilde;o ao teste nuclear da Cor&eacute;ia do Norte, os Estados Unidos anunciaram que buscar&aacute; as san&ccedil;&otilde;es mais fortes poss&iacute;veis contra Pyongyang no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, mas esclareceu que n&atilde;o considerava nenhuma a&ccedil;&atilde;o militar, pelo menos no momento. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/coria-do-norte-eua-respondem-com-mais-presso\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,11],"tags":[],"class_list":["post-2210","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2210\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}