{"id":22117,"date":"2018-04-11T02:03:25","date_gmt":"2018-04-11T02:03:25","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/?p=228266"},"modified":"2018-04-11T02:03:25","modified_gmt":"2018-04-11T02:03:25","slug":"setor-maritimo-pode-travar-negociacoes-para-reduzir-emissoes-poluentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2018\/04\/ultimas-noticias\/setor-maritimo-pode-travar-negociacoes-para-reduzir-emissoes-poluentes\/","title":{"rendered":"Setor mar\u00edtimo pode travar negocia\u00e7\u00f5es para reduzir emiss\u00f5es poluentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><img class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-219722\" src=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS13-1-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS13-1-150x150.png 150w, http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS13-1.png 161w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>Mais de 170 pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO) passaram a \u00faltima semana debatendo uma s\u00e9rie de caminhos para descarbonizar o transporte mar\u00edtimo internacional, que atualmente responde por 2% do di\u00f3xido de carbono na atmosfera, mas que dever\u00e1 gerar 20% do CO2 global at\u00e9 2050. At\u00e9 o momento, o que est\u00e1 na mesa decepciona: a proposta de cortar em apenas 50% suas emiss\u00f5es de CO2 (em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2008) at\u00e9 2050.\u00a0 Motivo: um avan\u00e7o t\u00e3o pequeno pode colocar as metas do Acordo de Paris em risco.\u00a0 As negocia\u00e7\u00f5es t\u00eam prazo para se encerrar nesta sexta, 13 de abril.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O texto atual em negocia\u00e7\u00e3o estabelece: \u201cPico das emiss\u00f5es de GEE [gases de efeito estufa] do transporte mar\u00edtimo internacional o mais cedo poss\u00edvel e reduzir as emiss\u00f5es anuais totais de GEE em pelo menos 50% at\u00e9 2050 em compara\u00e7\u00e3o com 2008, enquanto perseguindo esfor\u00e7a para elimin\u00e1-los conforme exigido na Vis\u00e3o como um ponto em uma trajet\u00f3ria cont\u00ednua de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO2 consistente com as metas de temperatura do Acordo de Paris. \u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por si s\u00f3, esse compromisso \u00e9 insuficiente para cumprir as metas do Acordo de Paris de 2015, que visa um limite ao aquecimento m\u00e9dio do planeta de 1,5 \u00b0 C em rela\u00e7\u00e3o a n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Estados membros da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, ilhas do Pac\u00edfico e na\u00e7\u00f5es caribenhas aliadas a alguns governos latino-americanos pedem que a IMO estabele\u00e7a uma estrat\u00e9gia de acordo com 1,5 \u00b0 C, a qual teria \u00a0como meta cortes de 70% a 100% at\u00e9 2050. Na ter\u00e7a-feira, David Paul, ministro de Meio Ambiente do pa\u00eds insular Ilhas Marshall, disse que seu pa\u00eds\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/MinisterDPaul\/status\/983714366943002625\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/twitter.com\/MinisterDPaul\/status\/983714366943002625&amp;source=gmail&amp;ust=1523488734767000&amp;usg=AFQjCNH69_Cx9bJZZhWzWxRh3vSJdOGIHw\">sairia das negocia\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0se o acordo n\u00e3o fosse forte o suficiente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">David Paul, ministro do Meio Ambiente das Ilhas Marshall, declarou:\u00a0 \u201cPara os pa\u00edses em desenvolvimento que est\u00e3o preocupados com o impacto que a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica ter\u00e1 sobre o transporte, digo isto: duvido que haja muitos &#8211; ou nenhum &#8211; pa\u00edses nesta sala que tenham um interesse econ\u00f4mico maior no resultado desse MEPC do que as Ilhas Marshall, considerando-se a import\u00e2ncia do setor de navega\u00e7\u00e3o como uma porcentagem do nosso PIB e nossa depend\u00eancia quase total da navega\u00e7\u00e3o para o com\u00e9rcio. Por isso, falo com consider\u00e1vel credibilidade quando digo que o argumento apresentado por alguns de que a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica significa um impacto negativo no transporte e no com\u00e9rcio \u00e9 completamente e totalmente falso \u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.un.org\/sg\/en\/content\/sg\/statement\/2018-04-09\/statement-attributable-spokesman-secretary-general-meeting\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.un.org\/sg\/en\/content\/sg\/statement\/2018-04-09\/statement-attributable-spokesman-secretary-general-meeting&amp;source=gmail&amp;ust=1523488734767000&amp;usg=AFQjCNGDdGXrz155RCJ4L21D_A-_Fyf6cQ\">Secret\u00e1rio-geral da ONU<\/a>, Antonio Guterres, \u201cDada a crescente vulnerabilidade de todas as na\u00e7\u00f5es, economias e comunidades aos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, os sinais de pol\u00edtica e mercado precisam se alinhar rapidamente para encorajar a ind\u00fastria mar\u00edtima a fazer a transi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para emiss\u00f5es l\u00edquidas zero de gases de efeito estufa\u201d. O Secret\u00e1rio-Geral pediu que as na\u00e7\u00f5es adotem uma Estrat\u00e9gia Inicial ambiciosa na IMO que apoie a moderniza\u00e7\u00e3o do setor de transporte mar\u00edtimo de maneira consistente com as ambi\u00e7\u00f5es do Acordo de Paris .<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dado que os navios s\u00e3o constru\u00eddos para durar pelo menos 20 anos, os analistas de navega\u00e7\u00e3o que est\u00e3o acompanhando as negocia\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da IMO esta semana, em Londres, acreditam que isso financiaria a constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es movidas a combust\u00edveis f\u00f3sseis at\u00e9 2040 &#8211; o que seria uma loucura, do ponto de vista dos investidores, que veriam seus ativos se depreciarem rapidamente, j\u00e1 que &#8220;uma redu\u00e7\u00e3o de 50% nas emiss\u00f5es diretas de gases do efeito estufa significa que a maioria dos novos navios constru\u00eddos na d\u00e9cada de 20 ter\u00e1 que ter emiss\u00e3o zero&#8221;, explica Faig Abbasov, especialista em pol\u00edticas mar\u00edtimas da ONG Transport &amp; Environment, com sede em Bruxelas.<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/setor-maritimo-pode-travar-negociacoes-para-reduzir-emissoes-poluentes\/\">Setor mar\u00edtimo pode travar negocia\u00e7\u00f5es para reduzir emiss\u00f5es poluentes<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/\">Envolverde - Revista Digital<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 170 pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima Internacional (IMO) passaram a &uacute;ltima semana debatendo uma s&eacute;rie de caminhos para descarbonizar o transporte mar&iacute;timo internacional, que atualmente responde por 2% do di&oacute;xido de carbono na atmosfera, mas que dever&aacute; gerar 20% do CO2 global at&eacute; 2050. At&eacute; o momento, o que est&aacute; na mesa decepciona: a proposta de cortar em apenas 50% suas emiss&otilde;es de CO2 (em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de 2008) at&eacute; 2050.&nbsp; Motivo: um avan&ccedil;o t&atilde;o pequeno pode colocar as metas do Acordo de Paris em risco.&nbsp; As negocia&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m prazo para se encerrar nesta sexta, 13 de abril. O texto atual em negocia&ccedil;&atilde;o estabelece: &ldquo;Pico das emiss&otilde;es de GEE [gases de efeito estufa] do transporte mar&iacute;timo internacional o mais cedo poss&iacute;vel e reduzir as emiss&otilde;es anuais totais de GEE em pelo menos 50% at&eacute; 2050 em compara&ccedil;&atilde;o com 2008, enquanto perseguindo esfor&ccedil;a para elimin&aacute;-los conforme exigido na Vis&atilde;o como um ponto em uma trajet&oacute;ria cont&iacute;nua de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de CO2 consistente com as metas de temperatura do Acordo de Paris. &rdquo; Por si s&oacute;, esse compromisso &eacute; insuficiente para cumprir as metas do Acordo de Paris de 2015, que visa um limite ao aquecimento m&eacute;dio do planeta de 1,5 &deg; C em rela&ccedil;&atilde;o a n&iacute;veis pr&eacute;-industriais. 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David Paul, ministro do Meio Ambiente das Ilhas Marshall, declarou:&nbsp; &ldquo;Para os pa&iacute;ses em desenvolvimento que est&atilde;o preocupados com o impacto que a a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica ter&aacute; sobre o transporte, digo isto: duvido que haja muitos &ndash; ou nenhum &ndash; pa&iacute;ses nesta sala que tenham um interesse econ&ocirc;mico maior no resultado desse MEPC do que as Ilhas Marshall, considerando-se a import&acirc;ncia do setor de navega&ccedil;&atilde;o como uma porcentagem do nosso PIB e nossa depend&ecirc;ncia quase total da navega&ccedil;&atilde;o para o com&eacute;rcio. Por isso, falo com consider&aacute;vel credibilidade quando digo que o argumento apresentado por alguns de que a a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica significa um impacto negativo no transporte e no com&eacute;rcio &eacute; completamente e totalmente falso &rdquo;. Para o&nbsp;Secret&aacute;rio-geral da ONU, Antonio Guterres, &ldquo;Dada a crescente vulnerabilidade de todas as na&ccedil;&otilde;es, economias e comunidades aos impactos da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, os sinais de pol&iacute;tica e mercado precisam se alinhar rapidamente para encorajar a ind&uacute;stria mar&iacute;tima a fazer a transi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para emiss&otilde;es l&iacute;quidas zero de gases de efeito estufa&rdquo;. O Secret&aacute;rio-Geral pediu que as na&ccedil;&otilde;es adotem uma Estrat&eacute;gia Inicial ambiciosa na IMO que apoie a moderniza&ccedil;&atilde;o do setor de transporte mar&iacute;timo de maneira consistente com as ambi&ccedil;&otilde;es do Acordo de Paris . 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