{"id":22161,"date":"2018-04-24T01:24:30","date_gmt":"2018-04-24T01:24:30","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/?p=228858"},"modified":"2018-04-24T01:24:30","modified_gmt":"2018-04-24T01:24:30","slug":"fapesp-participa-de-grande-mapeamento-genetico-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2018\/04\/ultimas-noticias\/fapesp-participa-de-grande-mapeamento-genetico-do-planeta\/","title":{"rendered":"Fapesp participa de grande mapeamento gen\u00e9tico do planeta"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-220581\" src=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/ODS15-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/>Estima-se que existam na Terra entre 10 milh\u00f5es e 15 milh\u00f5es de esp\u00e9cies eucari\u00f3ticas, como plantas, animais, fungos e outros organismos cujas c\u00e9lulas t\u00eam um n\u00facleo que abriga seu DNA cromoss\u00f4mico. Mas apenas 14% deles (2,3 milh\u00f5es) s\u00e3o conhecidos e menos de 0,1% (15 mil) tiveram seu DNA sequenciado completamente.<\/p>\n<p>O conhecimento dessa pequena fra\u00e7\u00e3o da biodiversidade terrestre resultou em enormes avan\u00e7os na agricultura, medicina e ind\u00fastrias baseadas em biotecnologia, al\u00e9m de melhorias nas estrat\u00e9gias para conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, avaliam pesquisadores da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A fim de preencher a enorme lacuna no conhecimento e explorar o potencial cient\u00edfico, econ\u00f4mico, social e ambiental da biodiversidade eucari\u00f3tica terrestre, um cons\u00f3rcio internacional pretende sequenciar, catalogar e caracterizar o genoma de todas as esp\u00e9cies eucari\u00f3ticas da Terra ao longo de 10 anos.<\/p>\n<p>Os objetivos e os desafios da iniciativa, denominada Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em ingl\u00eas), foram descritos em um artigo publicado nesta segunda-feira (23\/04) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia Norte-Americana de Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>O projeto ter\u00e1 participa\u00e7\u00e3o da FAPESP no \u00e2mbito dos programas de Pesquisas em Caracteriza\u00e7\u00e3o, Conserva\u00e7\u00e3o, Restaura\u00e7\u00e3o e Uso Sustent\u00e1vel da Biodiversidade (BIOTA) e de Pesquisa em eScience e Data Science.<\/p>\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o da FAPESP no Projeto BioGenoma da Terra abre para pesquisadores no Estado de S\u00e3o Paulo a possibilidade de participarem em um dos projetos de pesquisa mais ousados da atualidade. Al\u00e9m disso, sendo o Brasil um dos pa\u00edses mais biodiversos, os objetivos podem contribuir de forma muito destacada para o pa\u00eds\u201d, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 considerado um dos mais ambiciosos da hist\u00f3ria da biologia e, na avalia\u00e7\u00e3o de seus coordenadores, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel realiz\u00e1-lo agora em raz\u00e3o dos avan\u00e7os na tecnologia de sequenciamento gen\u00f4mico, computa\u00e7\u00e3o de alto desempenho, armazenamento de dados e bioinform\u00e1tica e da queda de custo do sequenciamento de genoma. E, al\u00e9m disso, da valoriza\u00e7\u00e3o dos biobancos \u2013 locais que armazenam a biodiversidade de forma catalogada, como museus, herb\u00e1rios e centros de cole\u00e7\u00e3o de culturas.<\/p>\n<p>Com o custo atual de US$ 1 mil para sequenciar o genoma de um vertebrado de tamanho m\u00e9dio caindo, ser\u00e1 poss\u00edvel sequenciar, ao custo aproximado de US$ 4,7 bilh\u00f5es, o genoma de todo o 1,5 milh\u00e3o de esp\u00e9cies conhecidas de eucariotos. E tamb\u00e9m de entre 10 e 15 milh\u00f5es de esp\u00e9cies desconhecidas \u2013 a maioria deles organismos unicelulares, insetos e pequenos animais nos oceanos \u2013, estimam os coordenadores do projeto.<\/p>\n<p>O custo, que inclui gastos com instrumentos de sequenciamento, coletas de amostras, armazenamento, an\u00e1lise, visualiza\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de dados e gerenciamento de projetos, \u00e9 compar\u00e1vel ao investido no Projeto Genoma Humano, iniciado em 1990 e conclu\u00eddo em 2003, que custou US$ 4,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os investimentos no Projeto Genoma Humano tiveram enormes impactos n\u00e3o apenas na medicina humana, mas tamb\u00e9m na medicina veterin\u00e1ria, bioci\u00eancia agr\u00edcola, biotecnologia, ci\u00eancia ambiental, energia renov\u00e1vel, ci\u00eancia forense e na biotecnologia industrial. Um relat\u00f3rio de 2013 do Battelle Memorial Institute estimou o benef\u00edcio financeiro do projeto para a economia dos Estados Unidos em cerca de US$ 1 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do Projeto Genoma Humano, muitos organismos de import\u00e2ncia biom\u00e9dica, agr\u00edcola e industrial tiveram seus genomas sequenciados. E, em 2015, um grupo de pesquisadores das universidades da Calif\u00f3rnia em Davis e de Illinois e do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, organizou uma reuni\u00e3o com representantes de universidades, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ag\u00eancias de fomento de diferentes pa\u00edses \u2013 que deu origem ao Projeto BioGenoma da Terra \u2013 em que decidiram que um projeto ainda mais ambicioso era necess\u00e1rio: sequenciar o DNA de toda a vida complexa na Terra.<\/p>\n<p>O professor de evolu\u00e7\u00e3o e ecologia na Universidade da Calif\u00f3rnia em Davis e presidente do grupo de trabalho que originou o projeto, Harris Lewin, estima que os impactos econ\u00f4micos do projeto BioGenoma da Terra poder\u00e3o ser semelhantes ou at\u00e9 mesmo superar os do Projeto Genoma Humano. Com a diferen\u00e7a de que ser\u00e3o distribu\u00eddos globalmente e, principalmente, para pa\u00edses em desenvolvimento, como o Brasil, que det\u00e9m grande parte da biodiversidade mundial, ponderou.<\/p>\n<p>\u201cO Projeto BioGenoma da Terra lan\u00e7ar\u00e1 as bases cient\u00edficas para uma nova bioeconomia que tem o potencial de trazer solu\u00e7\u00f5es inovadoras para problemas de sa\u00fade, ambientais, econ\u00f4micos e sociais para pessoas em todo o mundo, especialmente em pa\u00edses subdesenvolvidos que possuem ativos de biodiversidade significativos\u201d, disse Lewin em comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Em agosto de 2017, com o objetivo de envolver a comunidade cient\u00edfica brasileira no projeto, a FAPESP e a Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) organizaram o Workshop Biodiversity and Biobank. Realizado no audit\u00f3rio da FAPESP, o evento contou com a presen\u00e7a de Lewin e de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos. Fonte: Ag Fapesp (#Envolverde)<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/fapesp-participa-de-grande-mapeamento-genetico-do-planeta\/\">Fapesp participa de grande mapeamento gen\u00e9tico do planeta<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/\">Envolverde - Revista Digital<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estima-se que existam na Terra entre 10 milh&otilde;es e 15 milh&otilde;es de esp&eacute;cies eucari&oacute;ticas, como plantas, animais, fungos e outros organismos cujas c&eacute;lulas t&ecirc;m um n&uacute;cleo que abriga seu DNA cromoss&ocirc;mico. Mas apenas 14% deles (2,3 milh&otilde;es) s&atilde;o conhecidos e menos de 0,1% (15 mil) tiveram seu DNA sequenciado completamente. O conhecimento dessa pequena fra&ccedil;&atilde;o da biodiversidade terrestre resultou em enormes avan&ccedil;os na agricultura, medicina e ind&uacute;strias baseadas em biotecnologia, al&eacute;m de melhorias nas estrat&eacute;gias para conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, avaliam pesquisadores da &aacute;rea. A fim de preencher a enorme lacuna no conhecimento e explorar o potencial cient&iacute;fico, econ&ocirc;mico, social e ambiental da biodiversidade eucari&oacute;tica terrestre, um cons&oacute;rcio internacional pretende sequenciar, catalogar e caracterizar o genoma de todas as esp&eacute;cies eucari&oacute;ticas da Terra ao longo de 10 anos. Os objetivos e os desafios da iniciativa, denominada Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em ingl&ecirc;s), foram descritos em um artigo publicado nesta segunda-feira (23\/04) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia Norte-Americana de Ci&ecirc;ncias. O projeto ter&aacute; participa&ccedil;&atilde;o da FAPESP no &acirc;mbito dos programas de Pesquisas em Caracteriza&ccedil;&atilde;o, Conserva&ccedil;&atilde;o, Restaura&ccedil;&atilde;o e Uso Sustent&aacute;vel da Biodiversidade (BIOTA) e de Pesquisa em eScience e Data Science. &ldquo;A participa&ccedil;&atilde;o da FAPESP no Projeto BioGenoma da Terra abre para pesquisadores no Estado de S&atilde;o Paulo a possibilidade de participarem em um dos projetos de pesquisa mais ousados da atualidade. Al&eacute;m disso, sendo o Brasil um dos pa&iacute;ses mais biodiversos, os objetivos podem contribuir de forma muito destacada para o pa&iacute;s&rdquo;, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient&iacute;fico da FAPESP. O projeto &eacute; considerado um dos mais ambiciosos da hist&oacute;ria da biologia e, na avalia&ccedil;&atilde;o de seus coordenadores, s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel realiz&aacute;-lo agora em raz&atilde;o dos avan&ccedil;os na tecnologia de sequenciamento gen&ocirc;mico, computa&ccedil;&atilde;o de alto desempenho, armazenamento de dados e bioinform&aacute;tica e da queda de custo do sequenciamento de genoma. E, al&eacute;m disso, da valoriza&ccedil;&atilde;o dos biobancos &ndash; locais que armazenam a biodiversidade de forma catalogada, como museus, herb&aacute;rios e centros de cole&ccedil;&atilde;o de culturas. Com o custo atual de US$ 1 mil para sequenciar o genoma de um vertebrado de tamanho m&eacute;dio caindo, ser&aacute; poss&iacute;vel sequenciar, ao custo aproximado de US$ 4,7 bilh&otilde;es, o genoma de todo o 1,5 milh&atilde;o de esp&eacute;cies conhecidas de eucariotos. E tamb&eacute;m de entre 10 e 15 milh&otilde;es de esp&eacute;cies desconhecidas &ndash; a maioria deles organismos unicelulares, insetos e pequenos animais nos oceanos &ndash;, estimam os coordenadores do projeto. O custo, que inclui gastos com instrumentos de sequenciamento, coletas de amostras, armazenamento, an&aacute;lise, visualiza&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de dados e gerenciamento de projetos, &eacute; compar&aacute;vel ao investido no Projeto Genoma Humano, iniciado em 1990 e conclu&iacute;do em 2003, que custou US$ 4,8 bilh&otilde;es. 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