{"id":22263,"date":"2018-10-06T14:50:32","date_gmt":"2018-10-06T14:50:32","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/?p=232182"},"modified":"2019-05-08T10:19:37","modified_gmt":"2019-05-08T10:19:37","slug":"aposta-nas-tic-para-salvar-a-banana-em-ruanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2018\/10\/ultimas-noticias\/aposta-nas-tic-para-salvar-a-banana-em-ruanda\/","title":{"rendered":"Aposta nas TIC para salvar a banana em Ruanda"},"content":{"rendered":"KIGALI, Ruanda, 28 de setembro de 2018 (IPS) \u2013 Quando Telesphore Ruzigamanzi, um pequeno agricultor de bananas de uma remota vila no leste de Ruanda, descobriu um tom amarelado peculiar em sua planta\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o deu a import\u00e2ncia que merecia. \u201cEu pensei que era o clima excepcionalmente seco que estava causando danos\u201d, contou \u00e0 IPS Ruzigamanzi, que mora em Rwimishinya, uma remota aldeia no distrito de Kayonza, no leste de Ruanda. Mas, na verdade, era uma doen\u00e7a bacteriana.<!--more-->\r\n\r\nO cultivo de Ruzigamanzi foi infectado pela Banana Xanthomonas Wilt (BXW), uma doen\u00e7a bacteriana que afeta todos os tipos de banana e \u00e9 conhecida localmente como Kirabiranya. Aqui neste pa\u00eds da \u00c1frica Oriental, a BXW \u00e9 muito prejudicial e tem consequ\u00eancias de longo alcance n\u00e3o s\u00f3 para os agricultores, mas tamb\u00e9m para a seguran\u00e7a alimentar e nutricional das suas fam\u00edlias e daqueles que dependem dessa fruta como fonte de alimento.\r\n\r\nA banana \u00e9 um cultivo importante na \u00c1frica Oriental e Central, com v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o entre os dez maiores produtores mundiais, de acordo com o Banco de Dados Estat\u00edsticos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura. A banana representa cerca de 50% da dieta de um ter\u00e7o dos lares em Ruanda, segundo um estudo realizado neste pa\u00eds, na Tanz\u00e2nia e em Burundi.\r\n\r\nMas o que mais prejudica a produ\u00e7\u00e3o de banana nesses pa\u00edses, segundo a pesquisa, \u00e9 a BXW. Os investigadores indicaram que a BXW pode causar a perda de 100% das bananeiras, se n\u00e3o for controlada adequadamente.\r\n\r\n&nbsp;\r\n\r\n<strong>Complac\u00eancia e falta de informa\u00e7\u00e3o contribuem para a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/strong>\r\n\r\nA doen\u00e7a BXW n\u00e3o \u00e9 nova no pa\u00eds. Foi relatada pela primeira vez em 2002 e, desde ent\u00e3o, as autoridades e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais realizam numerosas e rigorosas campanhas educativas para gerar consci\u00eancia sobre suas nefastas consequ\u00eancias. Os agricultores da regi\u00e3o de Ruzigamanzi foram capacitados por uma equipe de pesquisadores da Junta de Agricultura de Ruanda e por agr\u00f4nomos locais.\r\n\r\nMas ele, pai de seis filhos, foi um dos que perderam a campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o e, portanto, a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para diagnosticar a enfermidade. Se soubesse qual era a doen\u00e7a, Ruzigamanzi teria cortado as plantas afetadas no n\u00edvel do solo imediatamente ap\u00f3s a primeira observa\u00e7\u00e3o dos sintomas. Se o tempo passa e a infec\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 controlada, \u00e9 preciso remover toda a planta com a raiz.\r\n\r\nE foi o que ele acabou fazendo duas semanas depois, quando um agr\u00f4nomo local visitou-o e viu o estado de sua planta\u00e7\u00e3o. A essa altura j\u00e1 era tarde demais para salvar o cultivo e Ruzigamanzi teve que arrancar todas as plantas, incluindo o rizoma, as ra\u00edzes, as plantas-m\u00e3e e suas filhas.\r\n\r\nA hist\u00f3ria de Ruzigamanzi n\u00e3o \u00e9 \u00fanica. De fato, um grande n\u00famero de pequenos agricultores em regi\u00f5es rurais remotas ignora ou desconhece os sintomas dessa infec\u00e7\u00e3o bacteriana da banana. Isso aumentou o risco de dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a para novas regi\u00f5es e de ressurgimento em \u00e1reas onde antes estava sob controle. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rios distritos no leste de Ruanda foram afetados pela BXW.\r\n\r\n&nbsp;\r\n\r\n[caption id=\"attachment_22504\" align=\"aligncenter\" width=\"640\"]<a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/banana2.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-22504\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/banana2.jpg\" alt=\"Um funcion\u00e1rio do projeto realiza uma avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o da Banana Xanthomonas Wilt (BXW), uma doen\u00e7a bacteriana, no distrito de Muhanga, Ruanda. Foto: Cortesia de Julius Adewopo\/Instituto Internacional de Agricultura Tropical\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/a> Um funcion\u00e1rio do projeto realiza uma avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o da Banana Xanthomonas Wilt (BXW), uma doen\u00e7a bacteriana, no distrito de Muhanga, Ruanda. Foto: Cortesia de Julius Adewopo\/Instituto Internacional de Agricultura Tropical[\/caption]\r\n\r\n&nbsp;\r\n\r\n<strong>Tecnologia para fortalecer os agricultores rurais e controlar a dissemina\u00e7\u00e3o da BXW<\/strong>\r\n\r\nNo come\u00e7o de 2018, o Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA), em parceria com a Bioversity International, o Instituto Leibniz de Desenvolvimento Agr\u00edcola em Economias de Transi\u00e7\u00e3o e o Conselho de Agricultura de Ruanda \u00a0uniram for\u00e7as para fazer frente \u00e0 enfermidade utilizando inova\u00e7\u00e3o digital. Os cientistas do IITA avaliam formas alternativas de envolver os agricultores no monitoramento e coleta de dados sobre a doen\u00e7a. O instituto \u00e9 conhecido por transformar a agricultura africana por meio da ci\u00eancia e da inova\u00e7\u00e3o, e foi vencedor do Pr\u00eamio para a Alimenta\u00e7\u00e3o da \u00c1frica em 2018.\r\n\r\nO novo projeto de tr\u00eas anos, lan\u00e7ado com um investimento de cerca de US$ 1,4 milh\u00f5es do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento e Coopera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica da Alemanha, busca explorar o uso de celulares como ferramentas para gerar e trocar informa\u00e7\u00f5es e conhecimento atualizados sobre a BXW, com base na crescente acessibilidade a telefones m\u00f3veis em Ruanda. De acordo com dados da Autoridade Reguladora de Servi\u00e7os de Ruanda, a penetra\u00e7\u00e3o de telefones m\u00f3veis \u00e9 estimada em 79%, em um pa\u00eds com cerca de 12 milh\u00f5es de habitantes, onde a maioria da popula\u00e7\u00e3o rural possui celulares.\r\n\r\n\u201cNosso esfor\u00e7o cont\u00ednuo para desenvolver, testar e implantar aplicativos m\u00f3veis inteligentes \u00e9 um passo cr\u00edtico em dire\u00e7\u00e3o ao monitoramento e ao controle eficiente da propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, afirmou Julius Adewopo, que lidera o projeto BXW no IITA. \u201cOs produtores de banana de Ruanda poderiam receber apoio de inova\u00e7\u00f5es que aproveitem a infraestrutura das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o existente e o r\u00e1pido crescimento da penetra\u00e7\u00e3o de telefones celulares no pa\u00eds\u201d, explicou.\r\n\r\nCentral para o projeto \u00e9 a abordagem da ci\u00eancia cidad\u00e3, o que significa que produtores de banana e funcion\u00e1rios de extens\u00e3o rural tamb\u00e9m desempenham pap\u00e9is de lideran\u00e7a na coleta e envio de dados sobre presen\u00e7a, severidade e transmiss\u00e3o da BXW. Al\u00e9m disso, as partes interessadas participar\u00e3o do desenvolvimento de uma plataforma e de um aplicativo, por meio do qual os dados e informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o trocados.\r\n\r\nCerca de 70 produtores agr\u00edcolas de oito distritos das prov\u00edncias Norte, Oeste, Sul e Leste ser\u00e3o treinados para usar o aplicativo de telefonia m\u00f3vel. Eles participar\u00e3o da coleta e envio de dados para o projeto \u2013 sobre a incid\u00eancia e a gravidade da BXW em suas aldeias \u2013 por meio da plataforma. A iniciativa espera alcan\u00e7ar at\u00e9 cinco mil agricultores por meio dos celulares e do envolvimento de funcion\u00e1rios de extens\u00e3o rural.\r\n\r\nAl\u00e9m disso, os dados do projeto ser\u00e3o traduzidos em informa\u00e7\u00f5es para pesquisadores, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e autoridades, para desenvolverem sistemas de suporte eficientes. Da mesma forma, os dados gerados v\u00e3o alimentar um sistema de alerta precoce, que deve informar os agricultores sobre os surtos de doen\u00e7as e as melhores op\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o dispon\u00edveis.\r\n\r\n&nbsp;\r\n\r\n<strong>Um sistema de relat\u00f3rios em tempo real sobre a doen\u00e7a<\/strong>\r\n\r\nEmbora o Programa Nacional de Pesquisa da Banana existente em Ruanda tenha focado em cinco \u00e1reas principais para interven\u00e7\u00f5es, com estrat\u00e9gias usadas no controle ou manejo das doen\u00e7as das plantas, a solu\u00e7\u00e3o baseada em celulares \u00e9 descrita como uma ferramenta inovadora que pode ser facilmente replicada, e \u00e9 flex\u00edvel para aplica\u00e7\u00e3o ou integra\u00e7\u00e3o com outras plataformas ou interfaces de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es (TIC).\r\n\r\n\u201cObservamos limita\u00e7\u00f5es na disponibilidade de informa\u00e7\u00f5es e dados confi\u00e1veis e atualizados sobre os padr\u00f5es de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a, a gravidade dos surtos e o efeito das medidas de controle\u201d, apontou Mariette McCampbell, pesquisadora de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do escrit\u00f3rio do IITA em Kigali. \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o temos dados socioecon\u00f4micos e socioculturais que possam alimentar as ferramentas de tomada de decis\u00f5es e os sistemas de alerta antecipado\u201d, acrescentou.\r\n\r\nO novo sistema pretende se transformar em um sistema de alerta que permitir\u00e1 ao governo de Ruanda direcionar esfor\u00e7os para mitigar a dissemina\u00e7\u00e3o da BXW e tamb\u00e9m servir como um catalisador de parcerias entre as partes interessadas, al\u00e9m de fortalecer os sistemas de produ\u00e7\u00e3o de banana do pa\u00eds. \u201cA inova\u00e7\u00e3o de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o poderia permitir avalia\u00e7\u00f5es em tempo real da gravidade da doen\u00e7a e apoiar interven\u00e7\u00f5es para controle direcionado\u201d, explicou Adewopo. A equipe do projeto est\u00e1 trabalhando arduamente para desenvolver a plataforma junto com funcion\u00e1rios de extens\u00e3o rural e consultores.\r\n\r\nNo segundo trimestre de 2019, os testes com uma vers\u00e3o piloto da plataforma ser\u00e3o iniciados nos oito distritos em que o projeto est\u00e1 ativo. A equipe do projeto j\u00e1 identificou uma variedade de oportunidades para expandir uma plataforma bem-sucedida: \u201cOs problemas com a BXW n\u00e3o se concentram em Ruanda, nem \u00e9 a \u00fanica doen\u00e7a que desafia agricultores. Portanto, nosso objetivo de longo prazo \u00e9 adaptar a plataforma de modo que ela possa ser dimensionada e usada em outros pa\u00edses ou para outras doen\u00e7as ou outros cultivos\u201d, destacou McCampbell.\r\n\r\n\u201cO \u00eaxito ser\u00e1 desenvolver e implantar uma plataforma e uma ferramenta totalmente funcionais, em alinhamento com as necessidades dos usu\u00e1rios concretos e com grande foco no fortalecimento de institui\u00e7\u00f5es relevantes, como o Conselho Agr\u00edcola de Ruanda, para alocar eficientemente recursos para o controle e a preven\u00e7\u00e3o da BXW, mediante a distribui\u00e7\u00e3o e o direcionamento da extens\u00e3o baseada nas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es\u201d, enfatizou Adewopo,\r\n\r\n\u00c9 urgente conseguir um gerenciamento mais inteligente e r\u00e1pido dos riscos que t\u00eam limitado a produ\u00e7\u00e3o dos sistemas agr\u00edcolas. Reconhecendo a amea\u00e7a terminal da BXW \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de banana, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o uso de ferramentas de TIC oferecem uma luz de esperan\u00e7a para os produtores de banana, e pode dar-lhes poder para melhorar o acesso a servi\u00e7os de extens\u00e3o melhorados e assessoria, independentemente de g\u00eanero, idade ou situa\u00e7\u00e3o social, sempre e quando tenham acesso a um telefone celular.\r\n\r\n* Com a colabora\u00e7\u00e3o de Nalisha Adams, de Johannesburg. Tradu\u00e7\u00e3o: Nanci Vieira.\r\n\r\nO post <a href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/aposta-nas-tic-para-salvar-a-banana-em-ruanda\/\" rel=\"nofollow\">Aposta nas TIC para salvar a banana em Ruanda<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/\" rel=\"nofollow\">Envolverde - Revista Digital<\/a>.","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Aimable Twahirwa &ndash;&nbsp; KIGALI, Ruanda, 28 de setembro de 2018 (IPS) &ndash; Quando Telesphore Ruzigamanzi, um pequeno agricultor de bananas de uma remota vila no leste de Ruanda, descobriu um tom amarelado peculiar em sua planta&ccedil;&atilde;o, ele n&atilde;o deu a import&acirc;ncia que merecia. &ldquo;Eu pensei que era o clima excepcionalmente seco que estava causando danos&rdquo;, contou &agrave; IPS Ruzigamanzi, que mora em Rwimishinya, uma remota aldeia no distrito de Kayonza, no leste de Ruanda. Mas, na verdade, era uma doen&ccedil;a bacteriana. O cultivo de Ruzigamanzi foi infectado pela Banana Xanthomonas Wilt (BXW), uma doen&ccedil;a bacteriana que afeta todos os tipos de banana e &eacute; conhecida localmente como Kirabiranya. Aqui neste pa&iacute;s da &Aacute;frica Oriental, a BXW &eacute; muito prejudicial e tem consequ&ecirc;ncias de longo alcance n&atilde;o s&oacute; para os agricultores, mas tamb&eacute;m para a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional das suas fam&iacute;lias e daqueles que dependem dessa fruta como fonte de alimento. A banana &eacute; um cultivo importante na &Aacute;frica Oriental e Central, com v&aacute;rios pa&iacute;ses da regi&atilde;o entre os dez maiores produtores mundiais, de acordo com o Banco de Dados Estat&iacute;sticos da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura. A banana representa cerca de 50% da dieta de um ter&ccedil;o dos lares em Ruanda, segundo um estudo realizado neste pa&iacute;s, na Tanz&acirc;nia e em Burundi. Mas o que mais prejudica a produ&ccedil;&atilde;o de banana nesses pa&iacute;ses, segundo a pesquisa, &eacute; a BXW. Os investigadores indicaram que a BXW pode causar a perda de 100% das bananeiras, se n&atilde;o for controlada adequadamente. Complac&ecirc;ncia e falta de informa&ccedil;&atilde;o contribuem para a dissemina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a A doen&ccedil;a BXW n&atilde;o &eacute; nova no pa&iacute;s. Foi relatada pela primeira vez em 2002 e, desde ent&atilde;o, as autoridades e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais realizam numerosas e rigorosas campanhas educativas para gerar consci&ecirc;ncia sobre suas nefastas consequ&ecirc;ncias. Os agricultores da regi&atilde;o de Ruzigamanzi foram capacitados por uma equipe de pesquisadores da Junta de Agricultura de Ruanda e por agr&ocirc;nomos locais. Mas ele, pai de seis filhos, foi um dos que perderam a campanha de conscientiza&ccedil;&atilde;o e, portanto, a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para diagnosticar a enfermidade. Se soubesse qual era a doen&ccedil;a, Ruzigamanzi teria cortado as plantas afetadas no n&iacute;vel do solo imediatamente ap&oacute;s a primeira observa&ccedil;&atilde;o dos sintomas. Se o tempo passa e a infec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; controlada, &eacute; preciso remover toda a planta com a raiz. E foi o que ele acabou fazendo duas semanas depois, quando um agr&ocirc;nomo local visitou-o e viu o estado de sua planta&ccedil;&atilde;o. A essa altura j&aacute; era tarde demais para salvar o cultivo e Ruzigamanzi teve que arrancar todas as plantas, incluindo o rizoma, as ra&iacute;zes, as plantas-m&atilde;e e suas filhas. A hist&oacute;ria de Ruzigamanzi n&atilde;o &eacute; &uacute;nica. 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