{"id":2230,"date":"2006-10-20T00:00:00","date_gmt":"2006-10-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2230"},"modified":"2006-10-20T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-20T00:00:00","slug":"finanas-a-caixa-preta-dos-oramentos-nacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/finanas-a-caixa-preta-dos-oramentos-nacionais\/","title":{"rendered":"Finan&ccedil;as: A caixa preta dos or&ccedil;amentos nacionais"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 20\/10\/2006 &ndash; Os governos com maior hermetismo em rela&ccedil;&atilde;o aos seus or&ccedil;amentos s&atilde;o os de Angola, Burkina Faso, Chade, Egito, Mong&oacute;lia e Vietn&atilde;, segundo o novo &iacute;ndice mundial de transpar&ecirc;ncia das finan&ccedil;as p&uacute;blicas elaborado atrav&eacute;s de uma pesquisa em 59 pa&iacute;ses. <!--more--> O estudo &Iacute;ndice de Or&ccedil;amento Aberto, o primeiro a classificar os pa&iacute;ses pesquisados de acordo com a transpar&ecirc;ncia de suas contas p&uacute;blicas, mostra que essas seis na&ccedil;&otilde;es n&atilde;o forneceram informa&ccedil;&atilde;o sobre seus planos financeiros e mantiveram bem guardados seus arquivos at&eacute; bem depois de ter o projeto or&ccedil;ament&aacute;rio aprovado pelo parlamento. O &Iacute;ndice, divulgado ontem junto com um informe detalhado dos resultados encontrados, indica que, em m&eacute;dia, nove em cada 10 pa&iacute;ses n&atilde;o conseguiram prestar contas de seus or&ccedil;amentos, o que permite avaliar a responsabilidade do governo neste assunto.<\/p>\n<p>Assim, 32 dos 59 pa&iacute;ses estudados n&atilde;o informaram &agrave; popula&ccedil;&atilde;o todos os documentos-chave referentes &agrave;s suas finan&ccedil;as. Esses governos elaboram informes para uso interno ou para os doadores internacionais, mas, n&atilde;o os colocam &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os, segundo o anexo que acompanha o &iacute;ndice de transpar&ecirc;ncia. Somente Eslov&ecirc;nia, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha, Nova Zel&acirc;ndia e &Aacute;frica do Sul, deram detalhes de suas contabilidades, necess&aacute;rias para avaliar a transpar&ecirc;ncia do governo. O &Iacute;ndice &eacute; elaborado com base em um question&aacute;rio de 122 perguntas que coletam informa&ccedil;&atilde;o comparativa do acesso da popula&ccedil;&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e aos procedimentos usados pelos governos em mat&eacute;ria or&ccedil;ament&aacute;ria.<\/p>\n<p>A organiza&ccedil;&atilde;o Projeto Internacional do Or&ccedil;amento, com sede em Washington, respons&aacute;vel pela investiga&ccedil;&atilde;o, pretende promover em todo o mundo a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil e dos cidad&atilde;os na elabora&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento. A investiga&ccedil;&atilde;o se centra em documentos com projetos de or&ccedil;amento do Poder Executivo, documentos preliminares, relat&oacute;rios de auditorias e presta&ccedil;&otilde;es de conta. \u201cA maior causa de preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; que 23 pa&iacute;ses dos pesquisados oferecem aos seus cidad&atilde;os informa&ccedil;&atilde;o \u201cm&iacute;nima, escassa ou nula\u201d a respeito de seus or&ccedil;amentos\u201d, revela o informe. \u201cAs na&ccedil;&otilde;es nessas categorias n&atilde;o chegam a cumprir os requisitos m&iacute;nimos de transpar&ecirc;ncia or&ccedil;ament&aacute;ria\u201d, ressaltou a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os Estados que deram informa&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima s&atilde;o Arg&eacute;lia, Argentina, Azerbaij&atilde;o, Camar&otilde;es, Equador, El Salvador, Ge&oacute;rgia, Honduras, Nepal, Uganda e Z&acirc;mbia. Os que n&atilde;o apresentaram dados sobre seus or&ccedil;amentos s&atilde;o Angola, Burkina Faso, Chade, Egito, Mong&oacute;lia e Vietn&atilde;, enquanto Bol&iacute;via, Marrocos, Nicar&aacute;gua e Nig&eacute;ria forneceram \u201cescassa\u201d informa&ccedil;&atilde;o. A organiza&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela pesquisa insistiu que a transpar&ecirc;ncia na contabilidade p&uacute;blica ajuda entidades de credito e organiza&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias que pretendem fomentar o desenvolvimento a contribuir com a reforma do or&ccedil;amento. Os pa&iacute;ses que n&atilde;o ocupam os primeiros lugares da classifica&ccedil;&atilde;o podem melhorar com medidas muito simples destinadas a uma abertura maior.<\/p>\n<p>Por exemplo, Botswana, que est&aacute; entre os que oferecem informa&ccedil;&atilde;o \u201csignificativa\u201d, pode chegar a ocupar os primeiros lugares da lista se divulgar balan&ccedil;os pr&eacute;vios &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto ao Poder Legislativo. A Su&eacute;cia tamb&eacute;m pode melhorar seu desempenho se divulgar balan&ccedil;os semestrais completos. \u201cContar com mecanismos de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o nos da voz nos assuntos do or&ccedil;amento nacional. Nos permite impulsionar melhorias para a popula&ccedil;&atilde;o do M&eacute;xico\u201d, disse Helena Hofbauer, diretora-executiva do Centro de An&aacute;lise e Pesquisa, fundar, respons&aacute;vel pelo estudo nesse pa&iacute;s. \u201cSem informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o temos voz\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Entretanto, o mais preocupante dos resultados da pesquisa &eacute; que mostra como se est&aacute; longe da transpar&ecirc;ncia em mat&eacute;ria or&ccedil;ament&aacute;ria. O estudo demonstra a pouca influencia que a maioria dos cidad&atilde;os do mundo tem sobre as contas p&uacute;blicas e impostos manejados por seus governos. \u201cEm 53 dos 59 pa&iacute;ses estudados, os cidad&atilde;o est&atilde;o limitados pela falta de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. Em 10 deles, as contas do governo s&atilde;o livros fechados\u201d, disse Warren Krafchik, diretor-executivo do Projeto Internacional de Or&ccedil;amento. O pr&oacute;ximo &iacute;ndice de transpar&ecirc;ncia coordenado por essa organiza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; divulgado em 2008. \u201cA classifica&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Or&ccedil;amento Aberto &eacute; uma forma de medir o compromisso dos governos com a transpar&ecirc;ncia e a presta&ccedil;&atilde;o de contas\u201d, insistiu.<\/p>\n<p>Outra quest&atilde;o revelada pelo estudo &eacute; que em 16 desses pa&iacute;ses o Poder Executivo pode demitir o auditor externo sem a aprova&ccedil;&atilde;o do legislativo ou do judici&aacute;rio. \u201cA impossibilidade de manter o titular da organiza&ccedil;&atilde;o nacional encarregado da auditoria mostra a falta de uma garantia institucional fundamental que assegure a independ&ecirc;ncia desse &oacute;rg&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao Executivo\u201d, afirmou. \u201cResta muito trabalho por fazer em todo o mundo antes de considerar o or&ccedil;amento um livro aberto\u201d, disse a encarregada da Iniciativa de Or&ccedil;amento Aberto da organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do &iacute;ndice, Pamela G&oacute;mez. \u201cMas, os pa&iacute;ses podem conseguir melhores e maiores reformas pondo &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;ao os documentos do or&ccedil;amento que elaboram. Com essa pequena mudan&ccedil;a, mais da metade dos pa&iacute;ses melhorariam seu desempenho e os cidad&atilde;os contariam com maior informa&ccedil;&atilde;o sobre o or&ccedil;amento\u201d, disse G&oacute;mez. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 20\/10\/2006 &ndash; Os governos com maior hermetismo em rela&ccedil;&atilde;o aos seus or&ccedil;amentos s&atilde;o os de Angola, Burkina Faso, Chade, Egito, Mong&oacute;lia e Vietn&atilde;, segundo o novo &iacute;ndice mundial de transpar&ecirc;ncia das finan&ccedil;as p&uacute;blicas elaborado atrav&eacute;s de uma pesquisa em 59 pa&iacute;ses. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/finanas-a-caixa-preta-dos-oramentos-nacionais\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,4],"tags":[],"class_list":["post-2230","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2230\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}