{"id":2244,"date":"2006-10-27T00:00:00","date_gmt":"2006-10-27T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2244"},"modified":"2006-10-27T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-27T00:00:00","slug":"ambiente-crescem-as-vendas-de-marfim-na-frica-austral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/africa\/ambiente-crescem-as-vendas-de-marfim-na-frica-austral\/","title":{"rendered":"Ambiente: Crescem as vendas de marfim na &Aacute;frica Austral"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, 27\/10\/2006 &ndash; Continua a preocupa&ccedil;&atilde;o entre organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas em torno das vendas de marfim na &Aacute;frica Austral, depois que a Conven&ccedil;&atilde;o sobre Com&eacute;rcio Internacional de Esp&eacute;cies Amea&ccedil;adas de Fauna e Flora Silvestres (Cites) concedeu ao Jap&atilde;o o status de comprador de reservas. <!--more--> A medida aconteceu apesar da decis&atilde;o da Cites em rejeitar um pedido desse pa&iacute;s e da China para realizar uma compra excepcional de 60 toneladas de marfim armazenadas em Botswana, Nam&iacute;bia e &Aacute;frica do Sul.<\/p>\n<p>A Secretaria da Cites, em Genebra, &eacute; administrada pelo Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o meio Ambiente (Pnuma), com sede em Nair&oacute;bi. \u201cNos preocupa que a Cites d&ecirc; sua ben&ccedil;&atilde;o ao Jap&atilde;o\u201d, disse &agrave; IPS Jason Bell-Leask, diretor para a &Aacute;frica austral do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW). \u201cNo Jap&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil distinguir entre marfim legal e ilegal. N&atilde;o acreditamos que o Jap&atilde;o tenha feito o suficiente para impedir o com&eacute;rcio (proibido) de marfim\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs reservas existentes deveriam ser destru&iacute;das e n&atilde;o deveriam ter nenhum valor comercial, pois isso incentiva a ca&ccedil;a ilegal\u201d, disse Bell-Leask, chamando a &Aacute;frica Austral a seguir o exemplo estabelecido pelo ex-presidente queniano Daniel Arap Moi (1978-2002) nos anos 90. Arap Moi \u201cAs queimou, o que reduziu a ca&ccedil;a e aumentou a quantidade de turistas no Qu&ecirc;nia\u201d, afirmou. Os temores sobre colocar mais marfim no mercado refletem as conseq&uuml;&ecirc;ncias de uma decis&atilde;o de 1997 por parte da Cites para permitir uma venda de reservas de marfim de Botswana, Nam&iacute;bia e Zimb&aacute;bue. Desde ent&atilde;o, foram confiscados 13.333 presas de elefantes, cifra que representa apenas a ponta do iceberg, destacou o IFAW.<\/p>\n<p>\u201cA anterior venda excepcional para o Jap&atilde;o colocou os mercados de marfim da &Aacute;sia fora de controle\u201d, disse Grace Ge Gabriel, diretora regional do IFAW para a &Aacute;sia, em uma declara&ccedil;&atilde;o escrita do inicio do m&ecirc;s. \u201cCom cerca de 17 toneladas de marfim sob investiga&ccedil;&atilde;o, todas confiscadas em portos asi&aacute;ticos no ano passado, &eacute; absurdo inclusive considerar permitir outra venda a qualquer pa&iacute;s\u201d. Segundo Lawrence Anthony, fundador da Earth Organization (Organiza&ccedil;&atilde;o Terra), entidade sem fins lucrativos com sede na &Aacute;frica do Sul, \u201cNo Oriente Distante h&aacute; um enorme mercado para o marfim; h&aacute; milhares de empresas que ganham a vida a partir desse elemento. N&atilde;o fechar&atilde;o suas portas logo, mas tentar&atilde;o permanecer no negocio\u201d.<\/p>\n<p>Muitos destes neg&oacute;cios produzem artefatos de marfim, como esculturas, j&oacute;ias e selos com nomes. \u201cH&aacute; muito marfim ilegal no mercado. Basta olhar o Congo, onde milhares de elefantes foram sacrificados somente na &uacute;ltima d&eacute;cada\u201d, acrescentou Anthony em uma refer&ecirc;ncia &agrave; Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, devastada pela guerra. \u201cO marfim &eacute; uma fonte de financiamento para todas as organiza&ccedil;&otilde;es duvidosas, que podem ser pol&iacute;ticas ou militares\u201d. Especialista em elefantes africanos, Anthony tamb&eacute;m &eacute; conhecido por salvar le&otilde;es e um urso cego do zool&oacute;gico de Bagd&aacute; pouco depois da invas&atilde;o norte-americana no Iraque, em 2003.<\/p>\n<p>Anthony acaba de fechar um acordo com o Ex&eacute;rcito de Resist&ecirc;ncia do Senhor, uma organiza&ccedil;&atilde;o rebelde de Uganda, para salvar quatro rinocerontes brancos e outras esp&eacute;cies-chave amea&ccedil;adas que est&atilde;o sob seu controle. Os rinocerontes est&atilde;o no vizinho Parque Nacional Garamba, da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, ocupado por esse grupo. Nesse lugar, em 2004 havia mais de 30 rinocerontes, cujos chifres tamb&eacute;m s&atilde;o muito procurados no Oriente M&eacute;dio e Oriente Distante, mas, essa quantidade diminui, segundo a Earth Organization. A popula&ccedil;&atilde;o animal foi dizimada por organiza&ccedil;&otilde;es armadas que perambulam pelo oriente da RDC.<\/p>\n<p>Na China, os chifres de rinoceronte s&atilde;o usados na medicina tradicional para baixar a febre, e no Oriente M&eacute;dio para fabricar cabos para punhais. Em certas partes da &Aacute;frica querem o fim das vendas de marfim. Outros est&atilde;o menos decididos sobre este assunto. Mas, um fracasso em resolver o problema de maneira satisfat&oacute;ria &eacute; um mau sinal, tanto para a &Aacute;frica austral quanto para o resto do continente. \u201cA &Aacute;frica austral cobi&ccedil;a 70% da popula&ccedil;&atilde;o de elefantes da &Aacute;frica, que soma 450 mil. Antes dos anos 80 eram um milh&atilde;o. Foram mortos por ca&ccedil;adores que queriam suas presas\u201d, afirmou Bell-Leask. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, 27\/10\/2006 &ndash; Continua a preocupa&ccedil;&atilde;o entre organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas em torno das vendas de marfim na &Aacute;frica Austral, depois que a Conven&ccedil;&atilde;o sobre Com&eacute;rcio Internacional de Esp&eacute;cies Amea&ccedil;adas de Fauna e Flora Silvestres (Cites) concedeu ao Jap&atilde;o o status de comprador de reservas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/africa\/ambiente-crescem-as-vendas-de-marfim-na-frica-austral\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":150,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,4],"tags":[],"class_list":["post-2244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/150"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}