{"id":2254,"date":"2006-10-31T00:00:00","date_gmt":"2006-10-31T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2254"},"modified":"2006-10-31T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-31T00:00:00","slug":"energia-unio-europia-preservao-ambiental-e-um-horizonte-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/ambiente\/energia-unio-europia-preservao-ambiental-e-um-horizonte-nuclear\/","title":{"rendered":"Energia: Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, preserva&ccedil;&atilde;o ambiental e um horizonte nuclear"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 31\/10\/2006 &ndash; Quando se trata de energia, a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia deve ter uma s&oacute; voz, desenvolver ao m&aacute;ximo as fontes renov&aacute;veis, reduzir o consumo para preservar o meio ambiente e apoiar a op&ccedil;&atilde;o nuclear nos pa&iacute;ses-membros que assim decidirem. <!--more--> Estas foram as id&eacute;ias centrais lan&ccedil;adas a uma reuni&atilde;o repleta de pol&iacute;ticos e especialistas do bloco por Jos&eacute; Manuel Dur&atilde;o Barroso, presidente da Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, &oacute;rg&atilde;o executivo da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, durante confer&ecirc;ncia de um dia sobre energia, organizada em Portugal pelo jornal Di&aacute;rio de Noticias. O f&oacute;rum acontece em um contexto de pre&ccedil;os altos do petr&oacute;leo, de fortes limita&ccedil;&otilde;es ambientais e de instabilidade pol&iacute;tica em v&aacute;rios pa&iacute;ses exportadores. Motivos suficientes para que a seguran&ccedil;a e a continuidade da oferta energ&eacute;tica se convertessem em uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es dos dirigentes europeus.<\/p>\n<p>O aspecto ambiental, com uma demanda mundial energ&eacute;tica aumentando, com o planeta enfrentando os riscos do aquecimento, com uma UE sendo a primeira importadora de energia do mundo, n&atilde;o foi deixado de lado por Barroso ao dizer que o prop&oacute;sito do bloco &eacute; reduzir em 20% o consumo at&eacute; 2020. A Comiss&atilde;o pretende acelerar a transi&ccedil;&atilde;o da UE para uma economia com baixa emiss&atilde;o de gases na atmosfera, reduzindo em 5% o n&iacute;vel existente em 1990. No entanto, os especialistas consideram que esse objetivo dificilmente ser&aacute; cumprido, j&aacute; que as emiss&otilde;es aumentam, em lugar de diminuir. Em mat&eacute;ria energ&eacute;tica, \u201c&eacute; preciso que a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia fale com voz &uacute;nica\u201d, porque atuando em conjunto o bloco ter&aacute; for&ccedil;a para \u201cproteger e afirmar seus interesses em um mundo cada vez mais competitivo em termos de recursos energ&eacute;ticos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O encontro de alto n&iacute;vel contou, entre outros, com participa&ccedil;&atilde;o do primeiro-ministro de Portugal, Jos&eacute; S&oacute;crates, e da comiss&aacute;ria da competitividade da Comiss&atilde;o da UE, a holandesa Neelie Kroes. Durante sua interven&ccedil;&atilde;o, Barroso apresentou um esbo&ccedil;o do pacote de medidas destinadas a estabelecer uma pol&iacute;tica energ&eacute;tica comum, que a sede da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia de Bruxelas dever&aacute; apresentar na c&uacute;pula de janeiro pr&oacute;ximo. Nessa oportunidade, segundo Barroso, a Comiss&atilde;o vai apresentar um pacote global de medidas energ&eacute;ticas para combater as conseq&uuml;&ecirc;ncias das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, criar um mercado &uacute;nico competitivo e reduzir a vulnerabilidade externa.<\/p>\n<p>As propostas contemplar&atilde;o v&aacute;rios instrumentos, como uma an&aacute;lise estrat&eacute;gica da energia, classifica&ccedil;&atilde;o a longo prazo de fontes renov&aacute;veis, um informe sobre o mercado interno, um estudo sobre as infra-estruturas do setor com interesse estrat&eacute;gico, bem como outro sobre o carv&atilde;o como elemento sustent&aacute;vel da UE. \u201cCom esse pacote, a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia ir&aacute; salvaguardar seu futuro energ&eacute;tico\u201d, garantiu o funcion&aacute;rio. Atualmente, a UE &eacute; o maior importador e segundo consumidor de energia do mundo, depois dos Estados Unidos, com uma depend&ecirc;ncia externa de 50%, valor que pode chegar a 70% em 2030. Portugal e Chipre, com mais de 95% de compra de energia no exterior, s&atilde;o os pa&iacute;ses mais dependentes da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia.<\/p>\n<p>Nesse contexto, &eacute; \u201cabsurda e perigosa\u201d a exist&ecirc;ncia \u201cde 27 minimercados europeus de energia, em lugar de um &uacute;nico\u201d, disse o presidente da Comiss&atilde;o, incluindo Bulg&aacute;ria e Rom&ecirc;nia, que entrar&atilde;o em janeiro pr&oacute;ximo no bloco, que hoje soma 25 membros. \u201cFelizmente, est&aacute; ocorrendo uma revolu&ccedil;&atilde;o tranq&uuml;ila em toda a Europa, com o reconhecimento da necessidade de uma pol&iacute;tica energ&eacute;tica integrada comum\u201d, acrescentou. A comiss&aacute;ria Kroes disse &agrave; IPS que a UE \u201cdeve come&ccedil;ar a caminhar em busca de solu&ccedil;&otilde;es, porque s&oacute; assim poder&aacute; encontr&aacute;-las\u201d. Sobre as diferentes pol&iacute;ticas existentes, disse que Portugal \u201c&eacute; o &uacute;nico Estado-membro do bloco que entende a nova l&oacute;gica de separa&ccedil;&atilde;o das infra-estruturas da distribui&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de energia\u201d.<\/p>\n<p>Na vis&atilde;o de Barroso, uma frente unida energ&eacute;tica dos pa&iacute;ses-membros se traduzir&aacute; em um fortalecimento da UE diante da R&uacute;ssia, principal fornecedor de g&aacute;s natural ao resto do continente e com o qual espera estabelecer um novo acordo de colabora&ccedil;&atilde;o nesse campo. Outro aspecto considerado relevante pelos especialistas presentes ao encontro &eacute; o an&uacute;ncio do apoio que a UE dar&aacute; aos Estados-membros que desejarem apostar na energia nuclear, especialmente nas &aacute;reas de pesquisa e seguran&ccedil;a. \u201cO debate sobre energia nuclear na Europa n&atilde;o deve ser um tabu\u201d, disse Barroso. Mas em seguida afirmou que \u201ccabe aos governos do bloco, n&atilde;o &agrave; Comiss&atilde;o, decidir se recorrem, ou n&atilde;o, &agrave; energia nuclear, mas a UE pode dar uma contribui&ccedil;&atilde;o aos que a desejarem\u201d.<\/p>\n<p>A energia nuclear &eacute; um dos quatro pilares da pol&iacute;tica da Comiss&atilde;o para reduzir as emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono na UE. Os demais s&atilde;o o aumento da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, o recurso de fontes renov&aacute;veis e o uso de hidrocarbonetos limpos. Em Portugal, o empres&aacute;rio Patrik Monteiro de Barros realizou um projeto para construir uma central nuclear de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o, com pot&ecirc;ncia instalada de 1,6 mil megawatts e que demoraria sete anos para entrar em opera&ccedil;&atilde;o. Mas S&oacute;crates afirmou que o recurso a esse tipo de energia n&atilde;o est&aacute; no programa nem na agenda deste governo, cuja legislatura termina em 2009. Por outro lado, o, governante portugu&ecirc;s n&atilde;o esconde sua op&ccedil;&atilde;o pela energia solar, e&oacute;lica e a obtida pelo aproveitamento das ondas mar&iacute;timas.<\/p>\n<p>Ardente defensor do meio ambiente, S&oacute;crates, que ocupou esse minist&eacute;rio durante o governo de Antonio Gueterres (1995-2002), saiu apressadamente do semin&aacute;rio, pois tinha apenas uma hora para chegar &agrave; localidade de Moura, sob o c&eacute;u quase sempre limpo do sul de Portugal, para presidir a coloca&ccedil;&atilde;o da pedra fundamental da f&aacute;brica de pain&eacute;is solares destinados &agrave; maior central desse tipo no mundo. O prefeito local, Jos&eacute; Maria P&oacute;s-de-Mina, explicou que esse f&aacute;brica vai produzir pain&eacute;is fotovolt&aacute;icos para a central, que dever&aacute; come&ccedil;ar a funcionar em dezembro de 2007.<\/p>\n<p>Com mais de 350 mil pain&eacute;is colocados em cerca de dez mil estruturas instalada em 114 hectares na zona mais ensolarada da Europa, a central ser&aacute; a maior do mundo, com capacidade instalada de 62 megawatts, seis vezes mais do que a do maior complexo desse tipo, existente na Alemanha. Tanto a f&aacute;brica quanto a central solar est&atilde;o sendo constru&iacute;das pela empresa espanhola Acciona, com investimento de US$ 338 milh&otilde;es. Mas o que parece entusiasmar S&oacute;crates &eacute; que a produ&ccedil;&atilde;o da gigante central permitir&aacute; evitar a emiss&atilde;o de 60 mil toneladas de di&oacute;xido de carbono por ano, principal respons&aacute;vel pelo chamado efeito estufa. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 31\/10\/2006 &ndash; Quando se trata de energia, a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia deve ter uma s&oacute; voz, desenvolver ao m&aacute;ximo as fontes renov&aacute;veis, reduzir o consumo para preservar o meio ambiente e apoiar a op&ccedil;&atilde;o nuclear nos pa&iacute;ses-membros que assim decidirem. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/ambiente\/energia-unio-europia-preservao-ambiental-e-um-horizonte-nuclear\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":256,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,10],"tags":[18],"class_list":["post-2254","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-energia","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/256"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2254\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}