{"id":2274,"date":"2006-11-08T00:00:00","date_gmt":"2006-11-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2274"},"modified":"2006-11-08T00:00:00","modified_gmt":"2006-11-08T00:00:00","slug":"clima-frica-sob-o-risco-de-devastao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/africa\/clima-frica-sob-o-risco-de-devastao\/","title":{"rendered":"Clima: &Aacute;frica sob o risco de devasta&ccedil;&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Toronto, 08\/11\/2006 &ndash; O aquecimento planet&aacute;rio devastar&aacute; a &Aacute;frica se n&atilde;o houver uma substancial ajuda da comunidade internacional, alerta um relat&oacute;rio apresentado durante a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica, que acontece em Nair&oacute;bi. <!--more--> \u201cA &Aacute;frica &eacute; o continente menos respons&aacute;vel pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, mas &eacute; o que ser&aacute; mais afetado\u201d, afirmou Nick Nuttall, porta-voz do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Uma nova informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica demonstra que a &Aacute;frica &eacute; mais vulner&aacute;vel aos impactos do que imagin&aacute;vamos, disse Nuttall &agrave; IPS em comunica&ccedil;&atilde;o desde o encontro na capital do Qu&ecirc;nia, do qual participam cerca de seis mil pessoas de 150 pa&iacute;ses, que come&ccedil;ou nesta segunda-feira e vai at&eacute; o pr&oacute;ximo dia 17.<\/p>\n<p>Setenta milh&otilde;es de pessoas e 30% da infra-estrutura costeira da &Aacute;frica enfrentam riscos de inunda&ccedil;&otilde;es at&eacute; 2080 vinculadas com o aumento do n&iacute;vel do mar, afirma o estudo do Pnuma. Mais de um ter&ccedil;o dos habitats que sustentam a fauna e a flora africana pode se perder, enquanto os cultivos diminuir&atilde;o devido ao aumento das temperaturas. Para 2025, cerca de 480 milh&otilde;es de pessoas na &Aacute;frica poder&atilde;o estar vivendo em &aacute;reas com escassez de &aacute;gua. \u201cSe o clima africano se tornar ainda mais inconsistente, ent&atilde;o o continente estar&aacute; em graves problemas\u201d, alertou Steve Sawyer, do Greenpeace Internacional, que participa do encontro em Nair&oacute;bi.<\/p>\n<p>Montanhas da &Aacute;frica oriental est&atilde;o perdendo neve em seus picos, como os montes Qu&ecirc;nia e Kilimanjaro, o que significa que os rios e riachos que estas alimentam ir&atilde;o secando. Os agricultores dever&atilde;o se reassentar, por isso precisar&atilde;o de ajuda, disse Sawyer &agrave; IPS. A maioria dos cientistas concorda que o aquecimento do planeta se deve a atividades humanas, sobretudo aos gases liberados pela combust&atilde;o de petr&oacute;leo, g&aacute;s e carv&atilde;o, sendo o principal deles o di&oacute;xido de carbono. Esses gases se acumulam na atmosfera e, por sua grande capacidade de reter o calor dos raios solares, acentuam o chamado efeito estufa.<\/p>\n<p>A conseq&uuml;&ecirc;ncia desse aquecimento &eacute; uma mudan&ccedil;a clim&aacute;tica global com manifesta&ccedil;&otilde;es regionais e locais, como o derretimento de gelos polares e glaciais, eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, secas, tempestades, furac&otilde;es e inunda&ccedil;&otilde;es. Embora os Estados Unidos gerem 25% dos gases estufa, o governo do presidente George W. Bush retirou a assinatura colocada por seu antecessor, Bill Clinton (1993-2001), no Protocolo de Kyoto, &uacute;nico mecanismo internacional de luta contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. Bush argumenta que o acordo pode afetar a economia de seu pa&iacute;s.<\/p>\n<p>\u201cA mudan&ccedil;a clim&aacute;tica avan&ccedil;a, e a comunidade internacional deve responder com assist&ecirc;ncia bem dirigida aos pa&iacute;ses na linha de frente diante do risco da destrui&ccedil;&atilde;o\u201d, afirmou Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma. A &Aacute;frica tamb&eacute;m &eacute; o continente menos preparado, e necessitar&aacute; de substancial ajuda das na&ccedil;&otilde;es industrializadas para superar o impacto da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, disse Nuttall. O continente est&aacute; desenvolvendo infra-estrutura, mas, deve faze-lo de tal maneira que est&aacute; n&atilde;o desapare&ccedil;a em 30 ou 40 anos pelos impactos do aquecimento do planeta, acrescentou. As conseq&uuml;&ecirc;ncias da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica podem ainda devastar a economia mundial, alerta um estudo do governo da Gr&atilde;-Bretanha divulgado na semana passada.<\/p>\n<p>A economia do planeta poder&aacute; cair 20% no pior dos casos, diz o documento, elaborado por Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial. As regi&otilde;es em desenvolvimento ser&atilde;o as mais atingidas. Cientistas calculam que &eacute; necess&aacute;ria uma redu&ccedil;&atilde;o de 80% de todas as emiss&otilde;es de gases estufa antes de 2050 para evitar impactos graves e irrevers&iacute;veis. Sob o Protocolo de Kyoto, 25 pa&iacute;ses industrializados, excluindo Estados Unidos e Austr&aacute;lia, se comprometem a reduzir suas emiss&otilde;es em 5,2% at&eacute; 2012 em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s de 1990. Mas, em algumas na&ccedil;&otilde;es signat&aacute;rias, como Espanha e Canad&aacute;, as emiss&otilde;es aumentam, em lugar de diminuir. O governo canadense, de fato, j&aacute; reconheceu que n&atilde;o conseguir&aacute; cumprir a meta.<\/p>\n<p>Em Nair&oacute;bi acontece oficialmente a segunda Confer&ecirc;ncia das Partes quer atua com Reuni&atilde;o das partes do Protocolo de Kyoto (COP\/MOP 2) em conjunto com a d&eacute;cima-segunda sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia das Partes da Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a clim&aacute;tica (COP 12). Os delegados esperam avan&ccedil;ar na implementa&ccedil;&atilde;o do Protocolo, mas, sobretudo, conseguir dinheiro para a adapta&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses pobres &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e buscar outros mecanismos para reduzir as emiss&otilde;es depois de 2012.<\/p>\n<p>O tratado prev&ecirc; um Fundo de Adapta&ccedil;&atilde;o que recebe dinheiro de pa&iacute;ses industrializados produto do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, sistema do Protocolo de Kyoto pelo qual empresas do Norte produzem energia no Sul tendo, assim, a possibilidade de compensar suas emiss&otilde;es. N&atilde;o &eacute; muito dinheiro, entre US$ 30 milh&otilde;es e US$ 40 milh&otilde;es anuais come&ccedil;ando em 2008, e ainda deve ser esclarecido quem e para o qu&ecirc; &eacute; o fundo, disse Sawyer. \u201cA adapta&ccedil;&atilde;o vai custar muitos milhares de d&oacute;lares\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Calcula-se que a Holanda, por exemplo, deveria investir entre 1% e 3% de seu produto interno bruto a cada ano para se adaptar &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es criadas pelo aquecimento do planeta, enquanto Bangladesh necessitaria de uma ajuda semelhante\u201d, disse Sawyer. \u201cAs obriga&ccedil;&otilde;es legais, morais e pol&iacute;ticas dos pa&iacute;ses ricos s&atilde;o claras: devem reduzir de forma dr&aacute;stica suas emiss&otilde;es e, ao mesmo tempo, se preparar para fornecer apoio maci&ccedil;o &agrave;s na&ccedil;&otilde;es mais pobres. As futuras gera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o nos perdoar&atilde;o se demorarmos\u201d, ressaltou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toronto, 08\/11\/2006 &ndash; O aquecimento planet&aacute;rio devastar&aacute; a &Aacute;frica se n&atilde;o houver uma substancial ajuda da comunidade internacional, alerta um relat&oacute;rio apresentado durante a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica, que acontece em Nair&oacute;bi. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/africa\/clima-frica-sob-o-risco-de-devastao\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":194,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8],"tags":[],"class_list":["post-2274","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/194"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2274\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}