{"id":2288,"date":"2006-11-13T00:00:00","date_gmt":"2006-11-13T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2288"},"modified":"2006-11-13T00:00:00","modified_gmt":"2006-11-13T00:00:00","slug":"corrupo-banco-mundial-exclui-empresa-alem-de-concorrncias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/africa\/corrupo-banco-mundial-exclui-empresa-alem-de-concorrncias\/","title":{"rendered":"Corrup&ccedil;&atilde;o: Banco Mundial exclui empresa alem&atilde; de concorr&ecirc;ncias"},"content":{"rendered":"<p>Cairo, 13\/11\/2006 &ndash; O Banco Mundial excluiu por sete anos dos contratos que ap&oacute;ia uma empresa alem&atilde; por estar envolvida em corrup&ccedil;&atilde;o no contexto de um projeto h&iacute;drico africano, mas organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais advertiram que a decis&atilde;o deveria ter sido tomada bem antes. <!--more--> O Banco Mundial citou atividades corruptas em liga&ccedil;&atilde;o com o Projeto de &Aacute;guas das Terras Elevadas do Lesoto, descrito como o maior projeto h&iacute;drico da &Aacute;frica, em sua decis&atilde;o relativa &agrave; firma alem&atilde; Lahmeyer International GmbH, uma das mais importantes do mundo na &aacute;rea de energia renov&aacute;vel.<\/p>\n<p>Pagando subornos ao presidente da Autoridade de Desenvolvimento das Terras Elevadas do Lesoto, Masupha Sole, a empresa de engenharia se comprometeu em atividades pun&iacute;veis, determinou o Comit&ecirc; de San&ccedil;&otilde;es do Banco Mundial. Sole foi condenado em 2002 por 13 acusa&ccedil;&otilde;es de comiss&otilde;es ilegais e cumpre pena de pris&atilde;o de 18 anos por cobrar mais de US$ 2 milh&otilde;es em subornos durante 10 anos de representantes de 12 das maiores firmas construtoras do mundo. Lahmeyer International foi acusada de pagar a Sole US$ 250 mil.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o do Banco Mundial indica que a empresa ter&aacute; de cumprir certas condi&ccedil;&otilde;es para que o per&iacute;odo de exclus&atilde;o seja reduzido, incluindo a total revela&ccedil;&atilde;o de inst&acirc;ncias de m&aacute;s condutas passadas. A firma alem&atilde; participa de um projeto multimilion&aacute;rio de transfer&ecirc;ncia de &aacute;guas e hidroeletricidade implementado pelos governos de Lesoto e &Aacute;frica do Sul. Est&aacute; desenhado principalmente para desviar cursos h&iacute;dricos das montanhas Maluti, no Lesoto oriental e central, at&eacute; a vizinha prov&iacute;ncia sul-africana de Gauteng. Est&aacute; &eacute; a segunda vez que a entidade financeira multilateral com sede em Washington exclui uma empresa por atos de corrup&ccedil;&atilde;o neste projeto africano.<\/p>\n<p>H&aacute; dois anos, deixou a canadense Acres International fora de contratos avaliados pelo Banco durante tr&ecirc;s anos depois de tamb&eacute;m ser condenada por pagar subornos. Mas, organiza&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia, que tomaram medidas para acabar com as pr&aacute;ticas corruptas no Projeto de &Aacute;guias das Terras Elevadas de Lesoto, dizem que a decis&atilde;o do Banco Mundial chegou inexplicavelmente tarde. Depois de tudo, o Banco abriu seus procedimentos de exclus&atilde;o contra Lahmeyer em rela&ccedil;&atilde;o a esse projeto em 2001. O governo do Lesoto anunciou as acusa&ccedil;&otilde;es de Lahmeyer e Sole em 1999.<\/p>\n<p>Embora a pol&iacute;tica anticorrup&ccedil;&atilde;o do Banco permita entender que cortar&aacute; seus la&ccedil;os com qualquer firma respons&aacute;vel por corrup&ccedil;&atilde;o, permitiu &agrave; empresa da Alemanha continuar disputando conv&ecirc;nios apoiados por est&aacute; entidade multilateral at&eacute; agora. Lahmeyer recebeu pelo menos 18 contratos do Banco, segundo organiza&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia. Quatro deles foram concedidos desde que o Banco reiniciou sua investiga&ccedil;&atilde;o sobre a Lahmeyer em agosto de 2005.<\/p>\n<p>\u201cEmbora aprovemos essa decis&atilde;o, a lenta resposta do Banco Mundial s&oacute; representou uma vantagem para a empresa. A a&ccedil;&atilde;o futura deve ser mais r&aacute;pida\u201d, disse Terri Hathaway, da Rede Internacional de Rios, uma das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais que controlam o caso. \u201cO Banco n&atilde;o pode ser s&eacute;rio no tocante &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o se persegue empresas criminosas mas lhes d&aacute; uma generosa dianteira em mat&eacute;ria de tempo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Patr&iacute;cia Adams, da canadense Probe International, dedicada &agrave; assist&ecirc;ncia estrangeira, expressou preocupa&ccedil;&atilde;o semelhante. \u201cEnvia o sinal equivocado a outros que cometem subornos corporativos\u201d, disse. Nos sete anos que se passaram desde a acusa&ccedil;&atilde;o inicial, Lahmeyer p&ocirc;de realizar neg&oacute;cios como de costume. Mas o Banco Mundial deveria ter adotado uma a&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e suspendido o direito da empresa negociar com a entidade quando foram originalmente acusados \u2013 tal com &eacute; permitido sob a Lei de Pr&aacute;ticas Corruptas Estrangeiras dos Estados Unidos \u2013 e est&aacute; pendente uma decis&atilde;o dos tribunais do Lesoto\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O Banco argumenta que teve de esperar a conclus&atilde;o dos procedimentos legais na na&ccedil;&atilde;o africana e que reabriu suas pr&oacute;prias atua&ccedil;&otilde;es de exclus&atilde;o contra Lahmeyer em agosto de 2005. \u201cEst&aacute; san&ccedil;&atilde;o reflete uma s&eacute;ria resposta &agrave;s pr&aacute;ticas corruptas\u201d, disse Graeme Wheeler, diretor do Grupo do Banco Mundial e presidente do Comit&ecirc; de San&ccedil;&otilde;es desse organismo. \u201cAo mesmo tempo, a san&ccedil;&atilde;o est&aacute; estruturada para incentivar a empresa a demonstrar que seus contratos e pr&aacute;ticas agora atendem aos altos padr&otilde;es que s&atilde;o essenciais para o trabalho do Banco Mundial\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Est&aacute; entidade financia centenas de grandes projetos, como centrais el&eacute;tricas, estradas, infra-esturutra para fornecimento de &aacute;gua, redes de fibra &oacute;tica, terminais de ferry e portos. Segundo Adams, dar &agrave; companhia liberdade de a&ccedil;&atilde;o no contexto do novo Programa de Revela&ccedil;&atilde;o Volunt&aacute;ria do Banco poderia ir &agrave; margem da justi&ccedil;a verdadeira, j&aacute; que tais prote&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, \u201cm&aacute;s para cidad&atilde;os e contribuintes dos pa&iacute;ses em desenvolvimento, bem com para o governo de direito\u201d, afirmou. \u201cO Programa de Revela&ccedil;&atilde;o Volunt&aacute;ria d&aacute; confidencialidade aos denunciantes e, assim, permite ao Banco encobrir sua pr&oacute;pria neglig&ecirc;ncia, o que enfraquece a administra&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a em pa&iacute;ses onde &eacute; um delito penal subornar um funcion&aacute;rio estrangeiro\u201d, disse Adams.<\/p>\n<p>Lahmeyer International foi parte de um cons&oacute;rcio que fez estudos em 1986 para o Projeto de &Aacute;guas das Terras Elevadas. A primeira fase est&aacute; completa, incluindo as represas de Katse e Muela, 82 quil&ocirc;metros de t&uacute;neis de &aacute;gua e 200 de estradas de acesso, ao custo estimado de US$ 2,5 bilh&otilde;es. Quando estiver completo, o projeto desviar&aacute; cerca de 40% da &aacute;gua na bacia do rio Senqu para a industrial regi&atilde;o sul-africana de Gauteng.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da corrup&ccedil;&atilde;o, as organiza&ccedil;&otilde;es ambientais tiveram preocupa&ccedil;&otilde;es adicionais sobre o Projeto de &Aacute;guas das Terras Elevadas do Lesoto, porque afetava diretamente cerca de 27 mil pessoas, deslocando centenas de fam&iacute;lias dedicadas &agrave; agricultura de subsist&ecirc;ncia, e despojou muitas pessoas de sua terra. Estas entidades dizem que o Projeto fez com que a popula&ccedil;&atilde;o \u201cperdesse campos, terras de pastoreio e acesso a fontes de &aacute;gua fresca\u201d. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cairo, 13\/11\/2006 &ndash; O Banco Mundial excluiu por sete anos dos contratos que ap&oacute;ia uma empresa alem&atilde; por estar envolvida em corrup&ccedil;&atilde;o no contexto de um projeto h&iacute;drico africano, mas organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais advertiram que a decis&atilde;o deveria ter sido tomada bem antes. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/africa\/corrupo-banco-mundial-exclui-empresa-alem-de-concorrncias\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12],"tags":[],"class_list":["post-2288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2288\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}