{"id":2295,"date":"2006-08-01T00:00:00","date_gmt":"2006-08-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2295"},"modified":"2006-08-01T00:00:00","modified_gmt":"2006-08-01T00:00:00","slug":"pena-de-morte-qunia-cansados-de-esperar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/08\/ultimas-noticias\/pena-de-morte-qunia-cansados-de-esperar\/","title":{"rendered":"PENA DE MORTE-QU&Ecirc;NIA: Cansados de esperar"},"content":{"rendered":"<p>NAIROBI,, 01\/08\/2006 &ndash; Os ju&iacute;zes da Qu&ecirc;nia continuam a emitir a pena de morte, apesar de h&aacute; 19 anos que n&atilde;o se faz execu&ccedil;&otilde;es, e que a aboli&ccedil;&atilde;o da pena de morte conta com muito apoio importanteno meio pol&iacute;tico. A cessa&ccedil;&atilde;o de facto das execu&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o facilita a vida de um condenado a morte. <!--more--> Os ativistas de direitos humanos dizem que 4.000 pessoas est&atilde;o encarcerados com uma condena&ccedil;&atilde;o a morte. <\/p>\n<p>&quot;Quando falamos com eles, alguns dos condenados a morte dizem que preferiam de ser executados de uma vez do que permanecer indefinidamente na lista dos condenados, que consideram como tortura psicol&oacute;gica&quot;, observeu o Moses Chepkoy, funcion&aacute;rio de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas no Departamento Penitenci&aacute;rio. <\/p>\n<p>Numerosos funcion&aacute;rios e dirigentes est&atilde;o contra pena de morte. O ex ministro de Justi&ccedil;a e Assuntos Constitucionais, Kiraitu Murungi, condenou a pena de morte, assim como o Moody Awori, o vice presidente e ministro do Interior. <\/p>\n<p>Awori tamb&eacute;m falou da reintrodu&ccedil;&atilde;o de um projeto no parlamento para abolir a pena de morte na Qu&ecirc;nia.<\/p>\n<p>Apesar do governo ter efeitavamente acabado com as execu&ccedil;&otilde;es, os presos continuam a ser condenandos a morte. A pena de morte pode ser aplicada aos casos de assassino e roubos violentos.<\/p>\n<p>IPS n&atilde;o conseguiu obter as cifras oficiais do n&uacute;mero de pessoas condenados a morte, mas o Samwel Mohochi, o direitor executivo interino da Unidade M&eacute;dico-Legal Independente (IMLU), estimou que s&atilde;o 4.000, isto &eacute; quase 10 porcento da popula&ccedil;&atilde;o total de 50.000 presos. A IMLU, uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Queniana que documenta as torturas e ajuda a reabilitar as v&iacute;timas, realizou muitas investiga&ccedil;&otilde;es sobre as condi&ccedil;&otilde;es dos c&aacute;rceres no pais. <\/p>\n<p>No caso da aboli&ccedil;&atilde;o da pena de morte ser aprovada, a Qu&ecirc;nia se unir&aacute; aos 12 pa&iacute;ses africanos que deixaram este castigo na historia. Segundo a Anistia Intrernacional, 12 dos 53 estados na &Aacute;frica aboliram a pena de morte. &quot;Uma Constitui&ccedil;&atilde;o que proibe a pena de morte e vincula a sua aboli&ccedil;&atilde;o aos direitos humanos, e particularmente com os direitos &aacute; vida e &aacute; integridade f&iacute;sica e mental, est&aacute; alinhada aos princ&iacute;pios internacionais de direitos humanos&quot;, disse a Anistia en 2005. <\/p>\n<p>Contudo h&aacute; indica&ccedil;&otilde;es de que haja uma dist&acirc;ncia a percorrer antes destas ideias serem aceitadas em todos os sectores da sociedade. &quot;Os Quenianos cr&ecirc;em que un malfeitor deve ser severamente castigado&quot;, explicou o Chepkoy. <\/p>\n<p>Para aqueles que teiman que a aboli&ccedil;&atilde;o da pena capital debilitaria a luta contra a criminalidade, a Comiss&atilde;o Nacional de Direitos Humanos de Qu&ecirc;nia (KNHCR) tem alguns estudos realizados pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) &#8211; em 1998 e 2002- segundo os quais n&atilde;o h&aacute; qualquer correla&ccedil;&atilde;o entre a exist&ecirc;ncia da pena de morte e o n&uacute;mero de homic&iacute;dios. O KNCHR, um organismo designado pelo governo, alega que a chave para deter o crime n&atilde;o &eacute; no temor da pena capital, mas &eacute; sim, na probabilidade de detetar crimes e processar os perpetradores deles. <\/p>\n<p>Ademais, a pena de morte &quot;perpet&uacute;a um ciclo de viol&ecirc;ncia e promove um sentido de vingan&ccedil;a na sociedade&quot;, relatou a Comiss&atilde;o num documento detalhando as raz&otilde;es para abolir a pena de morte na Qu&ecirc;nia. <\/p>\n<p>&quot;Apoiar a pena de morte &eacute; igual a ensinar que a viol&ecirc;ncia e a matan&ccedil;a s&atilde;o um modo aceit&aacute;vel de lidar com crimes graves&quot;, acrescentou o relat&oacute;rio. Segundo Chepkoy ,um debate intenso sobre o futuro da pena capital &eacute; essencial para o avan&ccedil;o deste pa&iacute;s. Ele disse a IPS que &quot;&Eacute; preciso a sensibiliza&ccedil;&atilde;o intensiva sobre o assunto.\u201d Para j&aacute;, a &uacute;nica esperan&ccedil;a para os prisoneiros que aguardam a execu&ccedil;&atilde;o fica com o presidente. O presidente Mwai Kibaki tem a autoridade de indultar os condenados a morte. Ele exerceu este poder um pouco depois de chegar ao poder, em dezembro de 2002, com 28 prisoneiros que esperavam a execu&ccedil;&atilde;o. Os Anistiados tinham passado entre 15 e 20 anos na cadeia. A liberta&ccedil;&atilde;o deles recebeu o aplauso de ativistas de direitos humanos, muitos dos quais desejam que o encarceramento perp&eacute;tuo seja instutu&iacute;do como a sentence m&aacute;xima para os crimes mais graves. As &uacute;ltimas pessoas a ser executadas em 1987, foram Hezekiah Ochuka e Pancreas Oteyo Okumu, alegados culpados de um golpe de Estado en 1982 contra o governo do ent&atilde;o presidente Daniel Arap Moi (1978-2002). (FIM\/2006)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAIROBI,, 01\/08\/2006 &ndash; Os ju&iacute;zes da Qu&ecirc;nia continuam a emitir a pena de morte, apesar de h&aacute; 19 anos que n&atilde;o se faz execu&ccedil;&otilde;es, e que a aboli&ccedil;&atilde;o da pena de morte conta com muito apoio importanteno meio pol&iacute;tico. 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