{"id":2318,"date":"2006-11-20T00:00:00","date_gmt":"2006-11-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2318"},"modified":"2006-11-20T00:00:00","modified_gmt":"2006-11-20T00:00:00","slug":"clima-preciso-se-adaptar-ao-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/africa\/clima-preciso-se-adaptar-ao-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"Clima: &Eacute; preciso se adaptar ao aquecimento global"},"content":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, 20\/11\/2006 &ndash; A adapta&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es clim&aacute;ticos alterados &eacute; chave nos esfor&ccedil;os para enfrentar o aquecimento do planeta, sem deixar de lado as iniciativas para reduzir as emiss&otilde;es de gases que causam o efeito estufa. <!--more--> Est&aacute; &eacute; a conclus&atilde;o de um informe apresentado ao t&eacute;rmino da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica, que terminou sexta-feira na capital do Qu&ecirc;nia. As pol&iacute;ticas em rela&ccedil;&atilde;o ao clima se concentram at&eacute; agora em tentar minimizar esse fen&ocirc;meno global reduzindo as emiss&otilde;es dos gases estufa, diante da urg&ecirc;ncia de reduzir os efeitos, diz o documento \u201cTecnologias para a Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica\u201d, da Secretaria da Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica, de 1992.<\/p>\n<p>Entretanto, delegados presentes ao encontro de Nair&oacute;bi afirmaram que minimizar e adaptar-se devem estar de m&atilde;os dadas caso se deseje lidar de forma efetiva contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, uma vis&atilde;o compartilhada pelo secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Koffi Annan, que deixar&aacute; o cargo no pr&oacute;ximo m&ecirc;s. \u201cEmbora tenhamos de tentar reduzir as emiss&otilde;es, ao mesmo tempo devemos fazer mais para nos adaptarmos ao aquecimento global e aos seus efeitos. Devemos dar m&aacute;xima prioridade &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o0 dos riscos que sup&otilde;e a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica em estrat&eacute;gias e programas que visam o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio da ONU\u201d, afirmou Annan na semana passada em entrevista coletiva.<\/p>\n<p>Os chefes de Estado e de governo dos pa&iacute;ses-membros das Na&ccedil;&otilde;es Unidas se comprometeram na C&uacute;pula do Mil&ecirc;nio de 2000 a superar os desafios fundamentais do desenvolvimento, sintetizados em oito objetivos a serem atingidos at&eacute; 2015, em rela&ccedil;&atilde;o a valores e &iacute;ndices registrados em 1990.<\/p>\n<p>Os oito objetivos incluem reduzir pela metade a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que vivem na indig&ecirc;ncia e sofrem fome, bem como conseguir a educa&ccedil;&atilde;o primaria universal, promover a igualdade de g&ecirc;nero; reduzir a mortalidade infantil em dois ter&ccedil;os e a materna em tr&ecirc;s quartos; combater a expans&atilde;o do HIV\/aids, da mal&aacute;ria e outras doen&ccedil;as; assegurar a sustentabilidade ambiental e gerar uma sociedade global para o desenvolvimento entre o Norte e o Sul.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, muitos governos africanos carecem do dinheiro necess&aacute;rio para implementar os programas de adapta&ccedil;&atilde;o, disse Richard Odingo, professor de geografia especializado em climatologia na Universidade de Nair&oacute;bi. \u201cA &Aacute;frica &eacute; sens&iacute;vel aos acontecimentos clim&aacute;ticos extremos e tem limitados recursos financeiros. Os pa&iacute;ses do continente precisam de financiamento externo para contarem com programas de adapta&ccedil;&atilde;o que funcionem\u201d, afirmou. A maioria dos cientistas concorda que o aquecimento da Terra se deve a atividades humanas, sobretudo aos gases liberados pela queima de petr&oacute;leo, g&aacute;s e carv&atilde;o, sendo que o di&oacute;xido de carbono &eacute; o principal.<\/p>\n<p>Esses gases v&atilde;o se acumulando na atmosfera e, pela sua grande capacidade de reter o calor dos raios solares, acentuam o chamado efeito estufa. A conseq&uuml;&ecirc;ncia desse aquecimento &eacute; uma mudan&ccedil;a clim&aacute;tica global com manifesta&ccedil;&otilde;es regionais e locais, como o derretimento de gelos polares e glaciais, eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, secas, tempestades, furac&otilde;es e inunda&ccedil;&otilde;es. Embora os Estados Unidos gerem 25% das emiss&otilde;es dos gases estufa, o governo do presidente George W. Bush retirou a assinatura que seu antecessor, Bill Clinton (1993-2001) colocou no Protocolo de Kyoto, &uacute;nico mecanismo internacional contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. Bush argumenta que o acordo pode afetar a economia de seu pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Em Nair&oacute;bi tamb&eacute;m ocorreu a segunda Confer&ecirc;ncia das Partes que atua como Reuni&atilde;o das Partes do Protocolo de Kyoto (COP\/MOP 2) em conjunto com a d&eacute;cima-segunda sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia das Partes da Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica (COP 12), a respeito das emiss&otilde;es registradas em 1990. Dos 189 Estados signat&aacute;rios, 165 ratificaram o Protocolo de Kyoto, acertado nessa cidade japonesa em 1997. No Qu&ecirc;nia, os representantes norte-americanos foram duramente criticados e instados a ratificar o Protocolo.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da falta de recursos financeiros, outro problema que a &Aacute;frica deve enfrentar &eacute; a falta de tecnologia. \u201cN&atilde;o temos tecnologia para nos beneficiarmos de po&ccedil;os pouco profundos, quando os rios variam pelas mudan&ccedil;as de esta&ccedil;&atilde;o, para armazenar &aacute;gua da chuva em grande quantidade e aproveitar a &aacute;gua dos oceanos para uso industrial\u201d, disse &agrave; IPS Juma Mgoo, do Minist&eacute;rio de Recursos Naturais da Tanz&acirc;nia.<\/p>\n<p>O encontro de duas semanas reuniu cerca de seis mil delegados para analisar formas de enfrentar a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, que se prev&ecirc; afetar&aacute; em especial as na&ccedil;&otilde;es pobres, mal preparadas paras seus efeitos, que causam escassez de &aacute;gua e falta de alimentos. \u201cPedimos aos nossos s&oacute;cios dos pa&iacute;ses desenvolvidos ocidentais que se preocupem porque, mesmo quando querendo apoiar as na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento seu apoio n&atilde;o dar&aacute; resultado se n&atilde;o nos preocuparmos com a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica\u201d, afirmou George Krhoda, secret&aacute;rio permanente do Minist&eacute;rio de Meio Ambiente e Recursos Naturais deste pa&iacute;s.<\/p>\n<p>\u201cA mudan&ccedil;a clim&aacute;tica acaba com nossos investimentos. Al&eacute;m da perda de vidas e propriedades, faz com que o pa&iacute;s volte ao ponto de partida ao ter de substituir as pontes que foram arrastadas ou as estradas cortadas pelas inunda&ccedil;&otilde;es\u201d, disse Krhoda &agrave; IPS, acrescentando que para o governo custa cerca de US$ 14 mil a constru&ccedil;&atilde;o de um quilometro de rodovia. Seus coment&aacute;rios coincidem com as fortes inunda&ccedil;&otilde;es que afetam a regi&atilde;o costeira do Qu&ecirc;nia, que causaram a interrup&ccedil;&atilde;o da estrada que liga esse pa&iacute;s &agrave; Tanz&acirc;nia. Al&eacute;m dos fundos necess&aacute;rios para a reconstru&ccedil;&atilde;o de estradas, o governo precisa de milh&otilde;es de d&oacute;lares para ajudar as fam&iacute;lias afetadas pela seca, um fen&ocirc;meno recorrente neste pa&iacute;s da &Aacute;frica oriental. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, 20\/11\/2006 &ndash; A adapta&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es clim&aacute;ticos alterados &eacute; chave nos esfor&ccedil;os para enfrentar o aquecimento do planeta, sem deixar de lado as iniciativas para reduzir as emiss&otilde;es de gases que causam o efeito estufa. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/africa\/clima-preciso-se-adaptar-ao-aquecimento-global\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":472,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8],"tags":[],"class_list":["post-2318","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/472"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2318\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}