{"id":2326,"date":"2006-11-23T00:00:00","date_gmt":"2006-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2326"},"modified":"2006-11-23T00:00:00","modified_gmt":"2006-11-23T00:00:00","slug":"aids-continua-a-tendncia-de-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/mundo\/aids-continua-a-tendncia-de-crescimento\/","title":{"rendered":"Aids: Continua a tend&ecirc;ncia de crescimento"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 23\/11\/2006 &ndash; As autoridades sanit&aacute;rias mundiais se declararam preocupadas diante das evid&ecirc;ncias de que a pandemia da s&iacute;ndrome de defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica adquirida (aids) continua aumentando em todas as regi&otilde;es, segundo consta de um informe distribu&iacute;do na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira. <!--more--> O n&uacute;mero de cont&aacute;gios cresce, do mesmo modo que o de pessoas que contra&iacute;ram o v&iacute;rus da defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica humana (HIV), a ante-sala da aids, afirmou Peter Piot, diretor-executivo do Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre HIV\/aids (Onusida). Os dados preparados por este organismo em coopera&ccedil;&atilde;o com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) revelam que ao final deste ano o n&uacute;mero de pessoas contagiadas com o v&iacute;rus chegar&aacute; a 39,5 milh&otilde;es, 2,6 milh&otilde;es a mais do que em 2004.<\/p>\n<p>Entretanto, no estudo das duas ag&ecirc;ncias sanit&aacute;rias divulgado h&aacute; um ano afirmava-se que o n&uacute;mero de infectados com HIV em 2005 chegava a 40,3 milh&otilde;es. Karen Stanecki, epidemiologista da Onusida, explicou &agrave; IPS que os dados divulgados na ter&ccedil;a-feira passada em Genebra s&atilde;o estimativas. S&oacute; 39,5 milh&otilde;es citados s&atilde;o compat&iacute;veis com a cifra definitiva de 2005 que a Onusida divulgou em maio passado, afirmou a especialista. Desses n&uacute;meros se depreende que a cada oito segundos uma pessoa &eacute; contagiada, o que equivale a cerca de 11 mil novas infec&ccedil;&otilde;es a cada dia.<\/p>\n<p>As duas ag&ecirc;ncias da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas mostraram preocupa&ccedil;&atilde;o pela tend&ecirc;ncia da epidemia. Talvez, o maior motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o seja comprovar um aumento da pandemia em pa&iacute;ses como Uganda ou as na&ccedil;&otilde;es ocidentais, que antes haviam obtido bons resultados, justificou Piot. Essa tend&ecirc;ncia, que tamb&eacute;m se observa na Tail&acirc;ndia, Europa ocidental e nos Estados Unidos, obriga a pensar em uma formula sustent&aacute;vel de resposta &agrave; aids a longo prazo. Est&aacute; epidemia n&atilde;o acabar&aacute; em um par de anos, disse o funcion&aacute;rio.<\/p>\n<p>Por sua vez, outra organiza&ccedil;&atilde;o especializada, o Fundo de Luta contra a Aids, a Tuberculose e o Paludismo, uma associa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e privada que coleta fundos para preven&ccedil;&atilde;o e tratamento dessas doen&ccedil;as, fez uma leitura mais otimista dos dados divulgados no informe. O Fundo Global disse que o documento sobre a Situa&ccedil;&atilde;o da epidemia de Aids em 2006 \u201cindica que a preval&ecirc;ncia do HIV diminuiu de forma significativa em alguns pa&iacute;ses africanos\u201d. A institui&ccedil;&atilde;o observou, tamb&eacute;m, que o crescente acesso aos tratamentos anti-retrovirais contra a aids propicia milh&otilde;es de anos adicionais de vida s&atilde;. O documento afirma que no final deste ano ser&atilde;o verificados 4,3 milh&otilde;es de novas infec&ccedil;&otilde;es, 2,8 milh&otilde;es correspondente &agrave; &Aacute;frica subsaariana.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foram comprovados aumentos importantes na Europa oriental e na &Aacute;sia central de at&eacute; 50% das taxas de infec&ccedil;&atilde;o, destacou Stanecki. Contudo, Piot extraiu algumas conclus&otilde;es otimistas, como a comprova&ccedil;&atilde;o de que voltou-se a registrar investimentos na luta contra a doen&ccedil;a. Outro aspecto animador tem a ver com as mudan&ccedil;as verificadas na conduta sexual dos jovens de alguns pa&iacute;ses africanos, principalmente, mas, tamb&eacute;m em na&ccedil;&otilde;es do Caribe. Assim, nessa faixa da popula&ccedil;&atilde;o diminu&iacute;ram as infec&ccedil;&otilde;es com HIV, como nos casos do Qu&ecirc;nia, Malawi, Zimb&aacute;bue e outros, disse o diretor da Onusida.<\/p>\n<p>Por outro lado, os n&uacute;meros do documento demonstram que os investimentos feitos na luta contra a aids d&atilde;o seus frutos, como ocorre quando s&atilde;o orientados para os programas com mensagens de preven&ccedil;&atilde;o dirigidos &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es de maior risco. Ao mesmo tempo, esse estudo alerta das conseq&uuml;&ecirc;ncias do fracasso no enfoque a esses setores mais vulner&aacute;veis. Al&eacute;m disso, em alguns dos pa&iacute;ses com taxas em queda quanto &agrave; incid&ecirc;ncia do HIV, especialmente nas popula&ccedil;&otilde;es urbanas, observa-se que o fen&ocirc;meno sempre se relaciona com o uso de preservativos, com o adiamento das primeiras rela&ccedil;&otilde;es sexuais e com a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de parceiros sexuais.<\/p>\n<p>Piot insistiu na necessidade de fortalecer o papel da mulher em todos os planos e tamb&eacute;m em levar a preven&ccedil;&atilde;o a todos os setores da popula&ccedil;&atilde;o que a necessitam. As li&ccedil;&otilde;es apreendidas com a luta contra a epidemia aconselham a investir mais, em todo o mundo, na preven&ccedil;&atilde;o do HIV. Uma quest&atilde;o importante &eacute; que nos pa&iacute;ses e em cada localidade se conhe&ccedil;a quando a epidemia chega e quem contagia, de modo que as pessoas saibam que s&atilde;o portadoras do HIV atrav&eacute;s de testes de laborat&oacute;rio. Nesses casos, a resposta sanit&aacute;ria local estabelecer&aacute; uma diferen&ccedil;a favor&aacute;vel para o paciente, recomendou Piot.<\/p>\n<p>A respeito da situa&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica, Stanecki mencionou que a epidemia continua crescendo em Mo&ccedil;ambique Suazil&acirc;ndia e &Aacute;frica do Sul. Em toda a regi&atilde;o as mulheres enfrentam maiores riscos de contagio do que os homens e, al&eacute;m disso, &eacute; prov&aacute;vel que tenham de assumir os cuidados dos doentes com o v&iacute;rus. Na &Aacute;sia foram registrados quase um milh&atilde;o de novos casos este ano. O sul e o sudeste da &Aacute;sia apresentaram as taxas mais altas de infec&ccedil;&atilde;o nessa regi&atilde;o. A epidemia permanece est&aacute;vel na Am&eacute;rica Latina, embora as taxas de preval&ecirc;ncia mais altas sejam registradas nas na&ccedil;&otilde;es menores da Am&eacute;rica Central.<\/p>\n<p>Nos dois casos, os cont&aacute;gios s&atilde;o mais freq&uuml;entes entre homens que praticam sexo com outros homens. Nessa faixa da popula&ccedil;&atilde;o homossexual as epidemias mais graves se verificaram no Camboja, Nepal, China, &Iacute;ndia, Paquist&atilde;o, Tail&acirc;ndia e Vietn&atilde;, onde a maioria dos programas nacionais contra a aids omite a aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica a esses grupos, disse Stanecki. Em todo o mundo, as condutas que mais preocupam os sanitaristas se relacionam com cont&aacute;gios por inje&ccedil;&atilde;o de drogas, com&eacute;rcio do sexo sem prote&ccedil;&atilde;o e pelas rela&ccedil;&otilde;es entre homens, disse a especialista. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 23\/11\/2006 &ndash; As autoridades sanit&aacute;rias mundiais se declararam preocupadas diante das evid&ecirc;ncias de que a pandemia da s&iacute;ndrome de defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica adquirida (aids) continua aumentando em todas as regi&otilde;es, segundo consta de um informe distribu&iacute;do na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/11\/mundo\/aids-continua-a-tendncia-de-crescimento\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":86,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,7],"tags":[],"class_list":["post-2326","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/86"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2326\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}