{"id":2357,"date":"2006-12-01T00:00:00","date_gmt":"2006-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2357"},"modified":"2006-12-01T00:00:00","modified_gmt":"2006-12-01T00:00:00","slug":"pena-de-morte-italia-reclama-abolico-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/12\/africa\/pena-de-morte-italia-reclama-abolico-mundial\/","title":{"rendered":"PENA DE MORTE: Italia reclama abolic&atilde;o mundial"},"content":{"rendered":"<p>ROMA, 01\/12\/2006 &ndash; Nos 13 anos passados desde o seu nascimento na It&aacute;lia, a campanha global para abolir a pena de morte convenceu mais da metade dos pa&iacute;ses no mundo da import&acirc;ncia da sua causa. Mas isto n&atilde;o chega, porque visam a aboli&ccedil;&atilde;o mundial da pr&aacute;tica. <!--more--> Com este fim, Roma est&aacute; a exercer press&atilde;o na Uni&atilde;o Europeia (UE) para que apoia uma iniciativa italiana na sess&atilde;o actual da Assembleia Geral da Organizac&atilde;o das Nac&otilde;es Unidas (ONU) para uma resolu&ccedil;&atilde;o que exorte todos os pa&iacute;ses a trabalhar para um morat&oacute;rio universal &aacute;s execu&ccedil;&otilde;es. Para assinalar o Dia Mundial Contra a Pena de Morte, 10 de outubro, o vice presidente da Comiss&atilde;o Europeia, Franco Frattini, e o Secret&aacute;rio Geral do Conselho de Europa, Terry Davis, celebraram uma confer&ecirc;ncia de imprensa conjunta este tier&ccedil;a-feira para aplaudir os esfor&ccedil;os da sociedade civil no seu apoio.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m se espera que v&atilde;o anunciar o apoio deles &aacute; confer&ecirc;ncia internacional contra a pena de morte que se realizar&aacute; no pr&oacute;ximo fevereiro em Par&iacute;s. <\/p>\n<p>Ademais, a Comiss&atilde;o dos Direitos Humanos do Parlamento Europeio, composta por 25 peritos de cada estado membro, se reunir&aacute; esta tier&ccedil;a feira para debatir a iniciativa italiana. <\/p>\n<p>Uma recomenda&ccedil;&atilde;o desta Comiss&atilde;o poder&iacute;a ajudar &aacute; UE a alcan&ccedil;ar um acordo para apoiar a proposta de Roma. <\/p>\n<p>&quot;Esta quest&atilde;o &eacute; chave para todo o Parlamento Europeio&quot;, disse, Luisa Morgantini, presidente do Comit&eacute; de desenvolvimento do corpo legislativo do bloco numa entrevista com IPS.<\/p>\n<p>A semana passada, Morgantini enviou uma carta aos funcion&aacute;rios de alto n&iacute;vel da UE e aos minist&eacute;rios de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores de todos os estados membros, enfatizando o seu apoio &aacute; iniciativa italiana. <\/p>\n<p>&quot;A Uni&atilde;o Europeia poder&iacute;a e dever&iacute;a jogar um papel importante na promo&ccedil;&atilde;o desta iniciativa na ONU&quot;, afirmou Morgantini, citando a missiva assinada por todos os comit&eacute;s parlament&aacute;res da UE. &quot;Esperamos que o Conselho de Ministros dar&aacute; a considera&ccedil;&atilde;o devida aos nossos pontos de vista.&quot; <\/p>\n<p>Riccardo Mosca, o portavoz da Comiss&atilde;o Europeia de Justi&ccedil;a, Liberdade e Seguran&ccedil;a, disse que, enquanto a aboli&ccedil;&atilde;o da pena de morte &eacute; uma prioridade para Bruxelas, &eacute; improv&aacute;vel que a UE apoiar&aacute; uma resolu&ccedil;&atilde;o de morat&oacute;rio das execu&ccedil;&otilde;es nesta sess&atilde;o da Assembleia Geral da ONU. <\/p>\n<p>&quot;Ao n&iacute;vel da UE no h&aacute; um projeto da resolu&ccedil;&atilde;o&quot;, declarou Mosca a IPS. Sem embargo, agregou que &quot;a Comiss&atilde;o gostar&iacute;a, um dia, de ter uma resolu&ccedil;&atilde;o para um morat&oacute;rio universal&quot;. <\/p>\n<p>Esta not&iacute;cia desiludiu a Elisabetta Zamparutti, advogada e coordenadora de um relat&oacute;rio annual sobre a pena de morte da organiza&ccedil;&atilde;o abolicionista Hands Off Cain (HOC). <\/p>\n<p>Durante os &uacute;ltimos nove anos, as organiza&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias a pena de morte como HOC advogaram para que a Comiss&atilde;o da ONU de Direitos Humanos aprove as resolu&ccedil;&otilde;es do morat&oacute;rio. <\/p>\n<p>A &uacute;ltima resolu&ccedil;&atilde;o, aprovada em abril de 2005, indica que: &quot;A aboli&ccedil;&atilde;o da pena de morte contribui ao fortalecimento do respeito da dignidade humana e ao desenvolvimento progressivo dos direitos humanos&quot;. <\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o da ONU realizou consultas nos pa&iacute;ses onde a pena de morte sempre se aplica &quot;para que estabele&ccedil;am um morat&oacute;rio sobre as execu&ccedil;&otilde;es, (\u2026) para abol&iacute;-la completamente&quot;. No in&iacute;cio deste ano, ao pedido do partido esquerdista Rosa no Punho (Rosa en el Pu&ntilde;o), o governo italiano aceitou apresentar uma proposta de morat&oacute;rio &aacute; Assembleia Geral da ONU. Uma mo&ccedil;&atilde;o neste sentido contou com o apoio un&acirc;nime do Parlamento italiano, com uma converg&ecirc;ncia extraordin&aacute;ria de ambos o partido maiorit&aacute;rio e da oposi&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&quot;Penso que &eacute; oportuno continuar com a iniciativa italiana para p&ocirc;r fim &aacute; pena de morte, que &eacute; um constante na nossa cultura e civiliza&ccedil;&atilde;o&quot;, disse o primeiro min&iacute;stro Romano Prodi ao parlamento naquela altura.<\/p>\n<p>Todavia, a iniciativa foi frustrada porque o governo ainda n&atilde;o obteve a aprova&ccedil;&atilde;o dos outros membros da UE. <\/p>\n<p>&quot;O nosso objectivo &eacute; de apresentar o morat&oacute;rio junto &aacute; Uni&atilde;o Europeia, e logo tentar envolver ativamente os outros pa&iacute;ses n&atilde;o inclu&iacute;dos no bloco&quot;, disse o sub secret&aacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores Gianni Vernetti, senador do partido centro esquerdista do Oliveiro, ao IPS. <\/p>\n<p>&quot;Temos muitos avales dos nossos s&oacute;cios europeios. Todavia, alguns destes t&ecirc;m algumas incertid&otilde;es, mas eu tenho confian&ccedil;a de que seremos capazes de cumprir o nosso compromisso&quot;, agregou Vernetti. <\/p>\n<p>Hands Off Cain, junto &aacute; 53 organiza&ccedil;&otilde;es que constituem a Coali&ccedil;&atilde;o Mundial para Abolir a Pena de Morte, cr&ecirc; que tenha o consenso dos parlamentos de 92 pa&iacute;ses que co-patrocinar&iacute;am uma resolu&ccedil;&atilde;o de morat&oacute;rio na ONU. <\/p>\n<p>As cifras difundidas por Hands Off Cain mostram que tal resolu&ccedil;&atilde;o ser&iacute;a aprovada por uma maioria esmagadora. A organiza&ccedil;&atilde;o calcula que entre 95 e 107 pa&iacute;ses votariam a favor e entre 61 e 68 votariam contra. <\/p>\n<p>O governo italiano foi o primeiro a abordar a quest&atilde;o em 1997 obtendo a aprova&ccedil;&atilde;o da parte da Comiss&atilde;o da ONU de Direitos Humanos (agora o Conselho de Direitos Humanos), para uma resolu&ccedil;&atilde;o contra a pena de morte. <\/p>\n<p>Desde 1999, uma declara&ccedil;&atilde;o sobre a pena de morte foi apresentada conjuntamente com a UE e aprovada pela comiss&atilde;o cada ano. <\/p>\n<p>De todas as maneiras, a unidade sobre a pena de morte come&ccedil;ou a desvanecer se porque alguns dos membros mais velhos membros da UE n&atilde;o querem exercer for&ccedil;a sobre os pa&iacute;ses mais influentes como a Ar&aacute;bia Saudita e o Ir&atilde;. <\/p>\n<p>Ademais, o novo primeiro ministro de Pol&oacute;nia declarou p&uacute;blicamente que quer restaurar a pena capital para desalentar a criminalidade. <\/p>\n<p>Mosca, da Comiss&atilde;o Europeia, estava de acordo que chegar a um consenso &eacute; o problema. &quot;H&aacute; alguns pol&iacute;ticos que t&ecirc;m uma agenda pol&iacute;tica que se afasta da da UE.Isso n&atilde;o &eacute; segredo\u201d <\/p>\n<p>Belar&uacute;s, embora n&atilde;o seja membro da UE, executou dois condendos no ano passado, logo depois de aceitar um morat&oacute;rio. A Russia implementou um morat&oacute;rio, embora ainda n&atilde;o eliminou as leis que prev&ecirc;em a pena de morte, como se requiere para se integrar ao Conselho de Europa. <\/p>\n<p>Como a UE toma as decis&otilde;es dela por consenso, o desfazamento da unidade por volta desta quest&atilde;o tornou se num grande desafio.<\/p>\n<p>&quot;Um problema t&atilde;o chave e de alcance mundial como este n&atilde;o pode ser confiado apenas &aacute; responsabilidade dos pa&iacute;ses europeios&quot;, disse Zamparutti. <\/p>\n<p>&quot;Dado que h&aacute; muitos pa&iacute;ses que se unem &aacute; campanha internacional cada ano, &eacute; necess&aacute;rio evitar definir o assunto como um europeio e occidental. Ao contr&aacute;rio deve se tentar criar alian&ccedil;as com os estados representativos de todos os continentes&quot;, agregou Zamparutti.   Mosca estava de acordo que os pa&iacute;ses europeios n&atilde;o podem faz&ecirc;-lo sozinhos. &quot;N&atilde;o est&aacute; dentro de nossa compet&ecirc;ncia pedir &aacute; China e a Tail&acirc;ndia de se detenham. Nem temos o poder de ditar aos Estados Unidos.&quot; <\/p>\n<p>Espera se que a maior oposi&ccedil;&atilde;o potencial dentro do organismo mundial vir&aacute; de dois dos maiores executadores de condenados do mundo: China e os Estados Unidos, dois membros proeminentes da ONU. <\/p>\n<p>Ambos pa&iacute;ses fazem parte do Conselho de Seguran&ccedil;a. Zamparutti considera isto um obst&aacute;culo, mas n&atilde;o uma barreira. <\/p>\n<p>&quot;Os Estados Unidos e a China sempre recusaram a proposta de um morat&oacute;rio&quot;, disse Zamparutti a IPS, &quot;mas verdadeiramente, eles nunca for&ccedil;aram os outros pa&iacute;ses a n&atilde;o votarem para a resolu&ccedil;&atilde;o. Simplemente devem votar contra para o bem do sistema interno deles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROMA, 01\/12\/2006 &ndash; Nos 13 anos passados desde o seu nascimento na It&aacute;lia, a campanha global para abolir a pena de morte convenceu mais da metade dos pa&iacute;ses no mundo da import&acirc;ncia da sua causa. 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