{"id":245,"date":"2005-01-24T00:00:00","date_gmt":"2005-01-24T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=245"},"modified":"2005-01-24T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-24T00:00:00","slug":"mundo-aventuras-internacionais-de-bush-necessitam-de-apoio-do-pblico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/mundo-aventuras-internacionais-de-bush-necessitam-de-apoio-do-pblico\/","title":{"rendered":"Mundo: Aventuras internacionais de Bush necessitam de apoio do p&uacute;blico"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 24\/01\/2005 &ndash; O presidente George W. Bush ter&aacute; dificuldades para obter em seu pr&oacute;prio pa&iacute;s apoio na luta que deseja travar pela liberdade e democracia no estrangeiro, segundo pesquisas publicadas nos &uacute;ltimos dois anos. Estas concluem que o p&uacute;blico norte-americano est&aacute; menos inclinado do que h&aacute; dois anos a se comprometer em cruzadas internacionais pela democracia, em particular se as assumirem unilateralmente e por meio das armas, como no Iraque.<br \/> <!--more--> Uma pesquisa feita no m&ecirc;s passado constatou que apenas 7% dos cidad&atilde;os norte-americanos entrevistados acreditam que &quot;a constru&ccedil;&atilde;o de democracias em outras regi&otilde;es&quot; deve ser a prioridade da pol&iacute;tica internacional e de seguran&ccedil;a do governo. A maioria situou a prioridade em quest&otilde;es como &quot;defender as fronteiras dos EUA e a seguran&ccedil;a interna&quot; e fortalecer as alian&ccedil;as com outras na&ccedil;&otilde;es contra amea&ccedil;as comuns.<br \/> &quot;A experi&ecirc;ncia do Iraque claramente fez os norte-americanos pensarem&quot;, disse Pam Solo, presidente do Instituto da Sociedade Civil (CSI), organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica com sede em Massachusetts que encomendou a pesquisa, feita com 2.100 pessoas. &quot;Os eleitores est&atilde;o adotando um novo realismo em pol&iacute;tica internacional e de seguran&ccedil;a, o que coloca maior &ecirc;nfase em fronteiras mais seguras, intelig&ecirc;ncia, iniciativas diplom&aacute;ticas, interven&ccedil;&otilde;es multinacionais quando forem necess&aacute;rias e mais efici&ecirc;ncia no uso da energia para reduzir a depend&ecirc;ncia do petr&oacute;leo &aacute;rabe&quot;, disse Solo.<br \/> No discurso que fez logo depois de prestar juramento para seu segundo mandato, Bush disse que a principal prioridade deste per&iacute;odo seria &quot;apoiar o crescimento dos movimentos e das institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas em toda a na&ccedil;&atilde;o e cultura, com o objetivo &uacute;ltimo de acabar com a tirania em nosso mundo&quot;. Tamb&eacute;m assinalou que promo&ccedil;&atilde;o da democracia e a liberdade no estrangeiro s&atilde;o parte integrante da seguran&ccedil;a e da defesa do pa&iacute;s.<br \/> Os atentados que deixaram tr&ecirc;s mil mortos em Nova York e Washington no dia 11 de setembro de 2001, levaram a &quot;uma conclus&atilde;o: a sobreviv&ecirc;ncia da liberdade em nossa p&aacute;tria depende cada vez mais do &ecirc;xito da liberdade em outras&quot;. Bush acrescentou que n&atilde;o perseguiria esse objetivo apenas pela for&ccedil;a. Embora &#8211; ressaltou &#8211; &quot;iremos nos defender e defende nossos amigos pela for&ccedil;a das armas, se necess&aacute;rio&quot;.<br \/> O presidente insistiu que Washington pretende &quot;ajudar outros a encontrarem sua pr&oacute;pria voz, conquistar sua pr&oacute;pria liberdade e tra&ccedil;ar seu pr&oacute;prio caminho&quot;, e que seu governo n&atilde;o se intimidaria ao impulsionar suas metas. &quot;A influ&ecirc;ncia dos Estados Unidos n&atilde;o &eacute; ilimitada, mas felizmente para os oprimidos &eacute; consider&aacute;vel e a usaremos acreditando na causa da liberdade. Deixaremos a alternativa clara a todo governante e a toda na&ccedil;&atilde;o: a op&ccedil;&atilde;o moral entre opress&atilde;o, que sempre &eacute; equivocada, e a liberdade, que &eacute; eternamente correta&quot;, enfatizou.<br \/> Por&eacute;m as pesquisas feitas nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos sugerem que, provavelmente por causa dos retrocessos no Iraque, diminuiu o apoio da opini&atilde;o p&uacute;blica &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o da democracia, especialmente atrav&eacute;s de meios militares. De todo modo, tal concep&ccedil;&atilde;o nunca foi particularmente elevada nos Estados Unidos. Em Julho, por exemplo, uma pesquisa feita pelo Centro Pew de Investiga&ccedil;&otilde;es para o Povo e a Imprensa, ouviu as pessoas sobre as prioridades entre 19 quest&otilde;es de pol&iacute;tica externa.<br \/> &quot;Promover a democracia no exterior&quot; ficou em 18&ordm; lugar, apenas acima de &quot;melhorar a qualidade de vida nas na&ccedil;&otilde;es pobres&quot;. Muitas outras respostas afirmativas receberam op&ccedil;&otilde;es como atender a eventualidade de atentados, proteger os empregos norte-americanos e reduzir a propaga&ccedil;&atilde;o da aids. Apenas 24% dos entrevistados colocaram a promo&ccedil;&atilde;o da democracia como uma &quot;alta prioridade&quot; em 2004. A luta contra a aids recebeu 72% de respostas afirmativas. Semelhantes constata&ccedil;&otilde;es surgem das &uacute;ltimas pesquisas do Conselho de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores de Chicago, uma pesquisa feita regularmente desde a d&eacute;cada de 70.<br \/> &quot;Ajudar a impor a forma democr&aacute;tica de governo em outros pa&iacute;ses&quot; foi a &uacute;ltima entre 14 metas de pol&iacute;tica externa, muito abaixo das que ficaram no meio da lista, como &quot;melhorar o meio ambiente mundial&quot; e &quot;fortalecer a ONU&quot;. De fato, a import&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da democracia caiu no ano passado ao seu n&iacute;vel mais baixo nas quase tr&ecirc;s d&eacute;cadas em que se realiza esta pesquisa. Os entrevistados qualificados de &#039;l&iacute;deres&quot;- entre eles legisladores, altos funcion&aacute;rios do governo, jornalistas, empres&aacute;rios e dirigentes universit&aacute;rios, entre outros &#8211; consideraram &quot;muito importante&quot; a promo&ccedil;&atilde;o da democracia.<br \/> O p&uacute;blico em geral qualificou essa miss&atilde;o como &quot;de certa import&acirc;ncia&quot;. Os l&iacute;deres estiveram de acordo com o p&uacute;blico em quest&otilde;es como se um pa&iacute;s tem direito a pegar em armas contra outro sem aval da ONU para restaurar a democracia: 58% respondeu &quot;n&atilde;o&quot; e 32% disseram que os Estados Unidos n&atilde;o deveriam &quot;aumentar a press&atilde;o&quot; sobre os pa&iacute;ses &aacute;rabes para que abracem a democracia, e mais de dois ter&ccedil;os se opuseram ao gasto de milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares para &quot;reconstruir e democratizar&quot; o Oriente M&eacute;dio. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 24\/01\/2005 &ndash; O presidente George W. Bush ter&aacute; dificuldades para obter em seu pr&oacute;prio pa&iacute;s apoio na luta que deseja travar pela liberdade e democracia no estrangeiro, segundo pesquisas publicadas nos &uacute;ltimos dois anos. 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