{"id":246,"date":"2005-01-25T00:00:00","date_gmt":"2005-01-25T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=246"},"modified":"2005-01-25T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-25T00:00:00","slug":"mundo-fem-ameaa-de-decises-rigorosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/mundo-fem-ameaa-de-decises-rigorosas\/","title":{"rendered":"Mundo: FEM amea&ccedil;a de decis&otilde;es rigorosas"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 25\/01\/2005 &ndash; O destaque do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial (FEM), que a partir desta quarta-feira reunir&aacute; na Su&iacute;&ccedil;a governantes, especialistas e executivos das maiores empresas multinacionais, &eacute; um tema de discuss&atilde;o com repercuss&otilde;es importantes que chama a &quot;assumir a responsabilidade de decis&otilde;es dif&iacute;ceis&quot;. O presidente do FEM, Klaus Schwab, explicou que essas decis&otilde;es devem ser adotadas em &quot;assuntos e problemas gerenciais, como o aquecimento global, &Aacute;frica, os sistemas formais de seguridade social, a &aacute;gua como instrumento de seguran&ccedil;a e outros&quot;.<br \/> <!--more--> Todas estas quest&otilde;es, que figuram entre os temas de maior atualidade e pol&ecirc;micos dos programas pol&iacute;ticos nacionais e internacionais, cont&ecirc;m interesses de lucro e tamb&eacute;m de estrat&eacute;gias globais, observaram no &uacute;ltimo fim de semana ativistas da sociedade civil su&iacute;&ccedil;a que manifestaram em Berna sua oposi&ccedil;&atilde;o a Davos. Os participantes da 23&ordf; reuni&atilde;o, que t&ecirc;m novamente como sede a pequena localidade su&iacute;&ccedil;a de Davos, s&atilde;o os mesmos atores que em todo o mundo negam aos povos o acesso a bens vitais como, &aacute;gua, alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, ensino e direito &agrave; mobilidade, disse a filial su&iacute;&ccedil;a da Associa&ccedil;&atilde;o por uma Taxa sobre Transa&ccedil;&otilde;es Financeiras de Ajuda aos Cidad&atilde;os (Attac), o, grupo internacional nascido na Fran&ccedil;a que critica os efeitos da globaliza&ccedil;&atilde;o.<br \/> A lista de &quot;temas duros&quot; compreende o surgimento da China no cen&aacute;rio internacional e o significativo papel da &Aacute;sia. Outra quest&atilde;o &eacute; a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e a propriedade, que neste ano ganham import&acirc;ncia especial porque figuram em um lugar de destaque da ordem do dia do Grupo dos Oito (G-8) pa&iacute;ses mais poderosos, comentou Schwab. Outros assuntos do debate ser&atilde;o a globaliza&ccedil;&atilde;o eq&uuml;itativa, os temas da Europa e de seu papel no mundo, a economia mundial e os aspectos da governabilidade global.<br \/> O FEM tamb&eacute;m convida a se discutir o Isl&atilde;, os desafios e debates internos nessa religi&atilde;o, sobre Oriente M&eacute;dio e o desenvolvimento do problema na regi&atilde;o, bem como as oportunidades para que avance o processo de paz. Os outros tr&ecirc;s assuntos s&atilde;o a lideran&ccedil;a dos Estados Unidos e a compreens&atilde;o das pol&iacute;ticas a serem levadas adiante no segundo mandato do presidente George W. Bush, o com&eacute;rcio mundial, e as armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa.<br \/> A voz de ordem do tamb&eacute;m chamado F&oacute;rum de Davos, no sentido de assumir a responsabilidade de adotar decis&otilde;es duras prov&eacute;m dos dirigentes que imp&otilde;em suas pol&iacute;ticas neoliberais e imperialistas cada vez mais agressivas, pela guerra e pela viol&ecirc;ncia, disse Alessandro Pelizzari, da Attac Su&iacute;&ccedil;a. Em oposi&ccedil;&atilde;o, a resist&ecirc;ncia ao projeto simbolizado por Davos se refor&ccedil;a e se renova, como &eacute; demonstrado no F&oacute;rum Social Mundial, que acontece simultaneamente em Porto Alegre, e no F&oacute;rum Social Europeu, mencionou o ativista.<br \/> Schwab defende a amplitude de participa&ccedil;&atilde;o de Davos onde &quot;temos uma voz potente&quot; para os pa&iacute;ses em desenvolvimento, como demonstra a presen&ccedil;a do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva e de v&aacute;rios mandat&aacute;rios de na&ccedil;&otilde;es africanas. Apesar de os pa&iacute;ses em desenvolvimento n&atilde;o estarem representados unicamente por governantes, pois tamb&eacute;m chegaram membros da sociedade civil e empres&aacute;rios sociais, todos t&ecirc;m atividade nesse campo, afirmou.<br \/> Mas entre Davos, que se re&uacute;ne nesse centro tur&iacute;stico dos Alpes su&iacute;&ccedil;os entre 26 e 30 deste m&ecirc;s, e Porto Alegre existem diferen&ccedil;as, sentenciou o l&iacute;der do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Social Mundial. Davos n&atilde;o se baseia em uma ideologia espec&iacute;fica, afirmou Schwab. Sua plataforma repousa em uma representa&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla onde convivem muitas concep&ccedil;&otilde;es diferentes, insistiu. Por outro lado, Porto Alegre se mant&eacute;m muito preso a uma ideologia espec&iacute;fica, afirmou.<br \/> Em Davos neste ano estar&atilde;o mais de dois mil participantes, dos quais 50%, pelo menos, s&atilde;o empres&aacute;rios que pagam US$ 44 mil para assistir ou intervir nos debates e eventualmente manter algum contato com os governantes. Fr&eacute;d&eacute;ric Sicre, um dos gerentes do FEM, disse que apenas 9% dos inscritos representam governos. Entretanto, o funcion&aacute;rio chamou a aten&ccedil;&atilde;o para a grande representa&ccedil;&atilde;o do Grupo dos 20 (G-20), uma alian&ccedil;a de pa&iacute;ses em desenvolvimento liderada por Brasil, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul, que atua nas negocia&ccedil;&otilde;es sobre agricultura da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC).<br \/> O bloco envia a Davos 10 ministros de Finan&ccedil;as e outros 12 de Com&eacute;rcio, al&eacute;m de dois respons&aacute;veis das rela&ccedil;&otilde;es exteriores, detalhou Sicre. &quot;Esse n&iacute;vel de representa&ccedil;&atilde;o do G-20 mostra a dimens&atilde;o que este ano damos &agrave;s sess&otilde;es, mais enfocadas nos aspectos de desenvolvimento econ&ocirc;mico e de com&eacute;rcio das quest&otilde;es propriamente pol&iacute;ticas&quot;, explicou. Mas como sempre acontece em Davos, o exame de alguns assuntos fica restrito a figuras que ocupam lugares proeminentes em governos, empresas e centros acad&ecirc;micos. <br \/> Nesse c&iacute;rculo estreito se debater&aacute; este ano a quest&atilde;o da natureza da luta contra o terrorismo, lan&ccedil;ada pelos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Rick Asamans, outro gerente do FEM, estimou que os participantes avaliar&atilde;o se se constitui uma guerra mundial, como alguns acreditam piamente, ou se trata de um esfor&ccedil;o na &aacute;rea de pol&iacute;tica externa, seguran&ccedil;a interna, direitos humanos, liberdades civis e de pol&iacute;ticas.<br \/> Uma pesquisa de opini&atilde;o divulgada pelo FEM entre os dirigentes de empresas, pol&iacute;ticos e acad&ecirc;micos que participam este ano de Davos, mostrou que esse setor observa com maior pessimismo a seguran&ccedil;a mundial. As maiores preocupa&ccedil;&otilde;es do grupo para 2005 est&atilde;o centradas em um aumento do terrorismo, na expans&atilde;o da guerra no Iraque para outras partes do mundo. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 25\/01\/2005 &ndash; O destaque do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial (FEM), que a partir desta quarta-feira reunir&aacute; na Su&iacute;&ccedil;a governantes, especialistas e executivos das maiores empresas multinacionais, &eacute; um tema de discuss&atilde;o com repercuss&otilde;es importantes que chama a &quot;assumir a responsabilidade de decis&otilde;es dif&iacute;ceis&quot;. O presidente do FEM, Klaus Schwab, explicou que essas decis&otilde;es devem ser adotadas em &quot;assuntos e problemas gerenciais, como o aquecimento global, &Aacute;frica, os sistemas formais de seguridade social, a &aacute;gua como instrumento de seguran&ccedil;a e outros&quot;.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/mundo-fem-ameaa-de-decises-rigorosas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-246","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=246"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}