{"id":2592,"date":"2007-02-12T14:59:18","date_gmt":"2007-02-12T14:59:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2592"},"modified":"2007-02-12T14:59:18","modified_gmt":"2007-02-12T14:59:18","slug":"ambiente-inundacoes-provocam-doencas-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/02\/africa\/ambiente-inundacoes-provocam-doencas-na-africa\/","title":{"rendered":"Ambiente: Inunda\u00e7\u00f5es provocam doen\u00e7as na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, 12\/02\/2007 &ndash; O c\u00f3lera e a mal\u00e1ria recrudesceram severamente na \u00c1frica austral por causa das devastadoras inunda\u00e7\u00f5es. <!--more--> As torrenciais chuvas que caem desde janeiro em Angola, Z\u00e2mbia, Mo\u00e7ambique e Malawi deixam um rastro de destrui\u00e7\u00e3o e doen\u00e7as alerta a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e da Meia Lua Vermelha. \u201cMais de 120 mil pessoas foram afetadas. Destas, 52.700 tiveram que abandonar suas casas temporariamente, sendo, aproximadamente 27.400 em Mo\u00e7ambique, 13.800 em Madagascar, seis mil em Angola e 5.500 em Malawi\u201d informou o Escrit\u00f3rio de Coordena\u00e7\u00e3o dos Assuntos Humanit\u00e1rios da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, (Ocha). Este \u00f3rg\u00e3o calcula que houve 84 mortes, a maioria em Angola, e que muitas outras pessoas est\u00e3o desaparecidas desde o final de janeiro.<\/p>\n<p>As inunda\u00e7\u00f5es destru\u00edram centenas de hectares de terras cultivadas e escolas, edif\u00edcios p\u00fablicos, redes vi\u00e1rias, pontes e infra-estrutura de comunica\u00e7\u00e3o, diz o informe. As autoridades de Mo\u00e7ambique \u201cainda n\u00e3o declararam o estado de emerg\u00eancia\u201d, mas \u201cpediram aos moradores das zonas afetadas que se dirijam a regi\u00f5es mais altas para fugirem das inunda\u00e7\u00f5es\u201d, disse por telefone \u00e0 IPS, desde Harare, Tamuka chitemere, encarregado regional de manejo de desastres da Cruz Vermelha. \u201cA popula\u00e7\u00e3o \u00e9 vulner\u00e1vel. N\u00e3o vivem em casas de concreto. Cada vez que chove forte suas casas s\u00e3o destru\u00eddas\u201d, disse \u00e0 IPS, tamb\u00e9m por telefone, Chris McIvor, diretor de programa da Save the Children UK (Salvem as Crian\u00e7as-Gr\u00e3-Bretanha) em Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>Aproximadamente 46.500 mo\u00e7ambicanos podem ser v\u00edtimas das inunda\u00e7\u00f5es, disse o diretor do Instituto Nacional de Manejo de Desastres, Paulo Zucula, informou na quinta-feira a BBC de Londres. Pelo menos 29 pessoas morreram e 4.600 casas, uma centena de salas de aula e quatro centros de sa\u00fade foram destru\u00eddos pelas tempestades e inunda\u00e7\u00f5es, segundo a rede brit\u00e2nica de r\u00e1dio e televis\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 melhor em Angola, pa\u00eds que n\u00e3o consegue se livrar das conseq\u00fc\u00eancias de d\u00e9cadas de sangrenta guerra civil. \u201cNa regi\u00e3o angolana de Cacuaco morreram, pelo menos, 71 pessoas e 184 fam\u00edlias perderam seus pertences pessoais\u201d, informou a Cruz Vermelha na quinta-feira, em um comunicado. \u201cAs estradas est\u00e3o submersas e as pontes danificadas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As fortes chuvas tamb\u00e9m agravaram o foco de c\u00f3lera que come\u00e7ou no ano passado. Desde 1\u00ba de janeiro, foram registrados 3.868 novos casos em 15 das 18 prov\u00edncias angolanas. Luanda, Cabinda e Benguela foram as mais atingidas\u201d, acrescentou a organiza\u00e7\u00e3o. \u201cOs membros de nossa equipe em Angola est\u00e3o distribuindo artigos de emerg\u00eancia, com barracas de campanha e pastilhas de cloro para purificar a \u00e1gua e panelas \u00e0s pessoas afetadas\u201d, disse Chitemere. Segundo a Cruz Vermelha, 180 mil fam\u00edlias se beneficiaram desses equipamentos, bem como de aconselhamentos sobre higiene.<\/p>\n<p>Uma campanha semelhante de conselhos sanit\u00e1rios est\u00e1 programada para Mo\u00e7ambique, pa\u00eds muito vulner\u00e1vel \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es. \u201cEm breve distribuiremos panfletos nos idiomas locais e transmitiremos mensagens para preparar a popula\u00e7\u00e3o para novas inunda\u00e7\u00f5es\u201d, disse McIvor. As inunda\u00e7\u00f5es que deixaram um milh\u00e3o de refugiados e mataram 70 pessoas entre 2000 e 2001 em Mo\u00e7ambique ficaram conhecidas no mundo todo pela imagem de uma mulher que foi obrigada a dar \u00e0 luz na copa de uma \u00e1rvore. A cobertura da televis\u00e3o mostrou na oportunidade pessoas traumatizadas, incluindo mulheres com bebes presos \u00e0s costas, ilhadas em aldeias isoladas e resgatadas por helic\u00f3pteros. \u201cPara Z\u00e2mbia enviaremos materiais para abrigo, para consertar telhados destru\u00eddos pelas chuvas\u201d, disse Chitemere.<\/p>\n<p>Em geral, as chuvas come\u00e7am em novembro e terminam em mar\u00e7o, na maioria dos 14 Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da \u00c1frica Austral (Sadc). Al\u00e9m do c\u00f3lera \u2013 que j\u00e1 fez, pelo menos, 143 v\u00edtimas fatais em Mo\u00e7ambique, Angola, Z\u00e2mbia e Zimb\u00e1bue \u2013 a mal\u00e1ria tamb\u00e9m afeta determinadas \u00e1reas da regi\u00e3o. Est\u00e1 enfermidade \u00e9 transmitida por mosquitos que se reproduzem em \u00e1guas paradas. McIvor informou que Save The Children doou mosquiteiros e cobertores para ajudar a prevenir a doen\u00e7a, que \u00e9 end\u00eamica em Malawi, Mo\u00e7ambique, Angola e Z\u00e2mbia. As inunda\u00e7\u00f5es deste ano come\u00e7aram antes do tempo normal e est\u00e3o muito longe do fim.<\/p>\n<p>\u201cOs principais rios da regi\u00e3o, como o Pungwe, o Lucite, o Licungo, o Mutumba, o Shire e o Zambezi, est\u00e3o com o n\u00edvel de suas \u00e1guas pr\u00f3ximo do limite de alerta, especificamente o Zambezi e seus afluentes. Est\u00e3o previstas mais inunda\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou a Ocha. Fran\u00e7oise Le Goff, diretora do escrit\u00f3rio regional da Cruz Vermelha em Harare, disse que sua organiza\u00e7\u00e3o destinou mais de US$ 216 mil para conseguir um alivio em Angola, Malawi, Mo\u00e7ambique e Z\u00e2mbia. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, 12\/02\/2007 &ndash; O c\u00f3lera e a mal\u00e1ria recrudesceram severamente na \u00c1frica austral por causa das devastadoras inunda\u00e7\u00f5es. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/02\/africa\/ambiente-inundacoes-provocam-doencas-na-africa\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":150,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8],"tags":[],"class_list":["post-2592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/150"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2592\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}