{"id":2619,"date":"2007-02-23T13:28:38","date_gmt":"2007-02-23T13:28:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2619"},"modified":"2007-02-23T13:28:38","modified_gmt":"2007-02-23T13:28:38","slug":"direitos-humanos-africa-austral-respostas-mistas-como-os-homosexuais-se-revelam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/02\/africa\/direitos-humanos-africa-austral-respostas-mistas-como-os-homosexuais-se-revelam\/","title":{"rendered":"DIREITOS HUMANOS-\u00c1FRICA AUSTRAL: Respostas Mistas como os Homosexuais se Revelam"},"content":{"rendered":"<p>NAIROBI, 23\/02\/2007 &ndash; A quest\u00e3o dos direitos humanos das l\u00e9sbicas e dos homosexuais africanos, alimentada pela disputa cont\u00ednua da consecra\u00e7\u00e3o de um bispo americano homosexual em 2003, surgiu de novo esta semana durante a reuni\u00e3o na Tanzania dos l\u00edderes da igreja anglicana. <!--more--> A confer\u00eancia de Dar es Salaam enviou um ultimato aos bispos americanos para que se comprometem a n\u00e3o aben\u00e7oar as uni\u00f5es do mesmo sexo. Os anglicanos africanos se opuseram a consecra\u00e7\u00e3o do americano Gene Robinson por causa da sua sexualidade. A reuni\u00e3o segue o Foro Social Mundial realisado em Nairobi, Kenya em Janeiro deste ano, noqual centenas de pessoas foram \u00e1 dita Tenda-Q onde a homosexualidade estava a ser criminilizada. Nesta tenda, as l\u00e9sbicas, os homosexuais, bisexuais e transg\u00e9neros (LGBT) de todo o continente e do globo trocavam experi\u00eancias sobre a discrimina\u00e7\u00e3o contra eles. Tamb\u00e9m falavam do progresso que se tem feito para a realisa\u00e7\u00e3o dos direitos humanos das minorias LGBT. As discuss\u00f5es da igreja anglicana de Tanzania desta semana tomaram lugar num pa\u00eds que criminaliza a homosexualidade. H\u00e1 pouco tempo, Zanzibar passou uma lei pela qual se pode dar at\u00e9 15 anos de cadeia aos que participam nos atos homosexuais. As l\u00e9sbicas culpadas do &quot;comportamento impr\u00f3prio\u2019\u2019 podem passar sete anos na cadeia. <\/p>\n<p>A Tanzania \u00e9 um de alguns pa\u00edses africanos que negam os direitos humanos das l\u00e9sbicas e dos homosexuais. Estas medidas parecem ser uma rea\u00e7\u00e3o ao progresso feito no que diz respeito aos diretos das l\u00e9sbicas e dos homosexuais na \u00c1frica Austral. Na Nig\u00e9ria, o parlamento est\u00e1 a considerar passar um projeto lei que proibe as pessoas l\u00e9sbicas e homosexuais de se casarem ou de se organisarem pol\u00edticamente. A legisla\u00e7\u00e3o anti-homosexual tamb\u00e9m foi refor\u00e7ada na Rwanda e no Zimb\u00e1bue. Na Uganda e na Qu\u00eania pode se passar at\u00e9 15 anos na cadeia para \u201catos homosexuais\u201d. Depois de casos da persegui\u00e7\u00e3o sexual dos ativistas l\u00e9sbicos e homosexuais pela pol\u00edcia na Uganda, realisou se uma campanha de divulga\u00e7\u00e3o naqual os indiv\u00edduos l\u00e9sbicos e homosexuais publicaram os nomes deles. Muitos ativistas, incluindo o l\u00edder das Minorias Sexuais de Uganda, Juliet Victor Mukasa, fugiram de Uganda temendo perder a vida. Na \u00c1frica Austral, o movimento das l\u00e9sbics e dos homosexuais tem feito grandes passos. H\u00e1 pouco tempo a \u00c1frica do Sul passou uma lei que permite as l\u00e9sbicas e os homosexuais de se casarem. A prov\u00edncia sul africana de Gauteng est\u00e1 a considerar a realisa\u00e7\u00e3o de um projeto pil\u00f3to para a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos alunos na escola segund\u00e1ria sobre a homosexualidade. Os administradores da provincial de KwaZulu Natal tamb\u00e9m indicaram que est\u00e3o a ver quais as possibilidades de introduzir este programa. Depois de muitas campanhas persistentes, uma comunidade ativa de l\u00e9sbicas e homosexuais na Nam\u00edbia conseguiu iniciar discuss\u00f5es com o sector religioso. A organisa\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental The Rainbow Project, que luta para os direitos humanos das l\u00e9sbicas e dos homosexuais na Nam\u00edbia , organisou reuni\u00f5es entre os l\u00edderes religiosos e a comunidade LGBT. <\/p>\n<p>Embora muitas l\u00e9sbicas e homosexuais fiquem alienados da religi\u00e3o organisada devido \u00e1s declara\u00e7\u00f5es homof\u00f3bicas feitas pelos cleros, h\u00e1 alguns l\u00edderes religiosos que promovem os direitos das minorias sexuais, disse Ian Swartz, o presidente de The Rainbow Project. Ele citou como exemplo a divis\u00e3o na igreja anglicana sobre a quest\u00e3o do Robinson. <\/p>\n<p>Ele informou a IPS que muitas l\u00e9sbicas e os homosexuais africanos continuam a ser religiosos, e por isso \u00e9 necess\u00e1rio falar com os l\u00edderes religiosos para que aceitam a diversidade sexual.  &quot;Eles querem ir a igreja porque sempre se identificam com os valores religiosos com os quais cresceram. Para muitos deles, a igreja \u00e9 o lugar onde podem encontrar respostas as perguntas da vida,\u2019\u2019 disse o Swartz. <\/p>\n<p>Liz Frank, ex presidente da Coali\u00e7\u00e3o de L\u00e9sbicas Africanas (CAL) e redatora da revista &quot;Sister Namibia\u2019\u2019, disse a IPS que o progresso feito na Africa do Sul e na Nam\u00edbia tive muito a ver com o esp\u00edrito da democratiza\u00e7\u00e3o que passa por estes dois pa\u00edses desde os anos 1980s. &quot;Sem qualquer d\u00favida, a \u00c1frica do Sul, noqual a constitui\u00e7\u00e3o protege os direitos de todas as pessoas, iniciou a mudan\u00e7a que est\u00e1 a influenciar o restante da \u00c1frica,\u2019\u2019 disse Frank. Isto v\u00ea se muito na prolifera\u00e7\u00e3o de grupos da sociedade civil que est\u00e3o a se organisar por volta das quest\u00f5es das l\u00e9sbicas e dos homosexuais. Um tal grupo \u00e9 a Coali\u00e7\u00e3o de L\u00e9sbicas Africanas liderada pela sul africana Fikile Vilakazi. Ele representa 13 organisa\u00e7\u00f5es de 11 pa\u00edses africanos. CAL faz pesquisas, an\u00e1lises e documenta\u00e7\u00e3o feministas. Tamb\u00e9m advoga para os direitos da mulher ao n\u00edvel local e nacional. Segundo a Frank, &quot;a \u00c1frica do Sul \u00e9 mais de que um exemplo ao restante do continente. Os muitos ativistas e organisa\u00e7\u00f5es que lutaram muito para os direitos das minorias sexuais foram um recurso para n\u00f3s. Na Namibia as pessoas ajudam nos com a planifica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, o desenvolvimento institucional e com a advogacia. Ajudaram nos a quebrar o sil\u00eancio e responder ao \u00f3dio.Assim conseguimos come\u00e7ar a construir o movimento africano dos LGBTs\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Enquanto a sociedade civil se organisa para reclamar os direitos humanos das pessoas LGBT, os pol\u00edticos continuam a ser homof\u00f3bicos, quando lhes convem. &quot;Isto normalmente acontece quando o governo est\u00e1 enfrentar uma crise que quer esconder,\u2019\u2019 Swartz disse a IPS. <\/p>\n<p>&quot;Depois dos l\u00edderes religiosos e pol\u00edticos fizerem declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas homof\u00f3bicas, parece que se toma uns passos para atr\u00e1s. Vemos ent\u00e3o um aumento nos ataques verbais e f\u00edsicos contra a popula\u00e7\u00e3o LGBT,\u201d continuou o Swartz. <\/p>\n<p>&quot;Alguns l\u00edderes pol\u00edticos e religiosos gostam de denunciar os homosexuis e as l\u00e9sbicas dizendo que causam a decad\u00eancia moral. M\u00e1s o fato \u00e9 que s\u00e3o alguns destes l\u00edderes que promovem a agress\u00e3o e a discrimina\u00e7\u00e3o.\u2019\u2019 (FIM\/2007)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAIROBI, 23\/02\/2007 &ndash; A quest\u00e3o dos direitos humanos das l\u00e9sbicas e dos homosexuais africanos, alimentada pela disputa cont\u00ednua da consecra\u00e7\u00e3o de um bispo americano homosexual em 2003, surgiu de novo esta semana durante a reuni\u00e3o na Tanzania dos l\u00edderes da igreja anglicana. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/02\/africa\/direitos-humanos-africa-austral-respostas-mistas-como-os-homosexuais-se-revelam\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":192,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12],"tags":[],"class_list":["post-2619","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/192"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2619\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}