{"id":2622,"date":"2007-02-23T14:22:37","date_gmt":"2007-02-23T14:22:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2622"},"modified":"2007-02-23T14:22:37","modified_gmt":"2007-02-23T14:22:37","slug":"niger-programas-contra-a-desertificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/02\/africa\/niger-programas-contra-a-desertificacao\/","title":{"rendered":"N\u00edger: Programas contra a desertifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Cotonou, 23\/02\/2007 &ndash; Para os que lutam contra a desertifica\u00e7\u00e3o, a tarefa em N\u00edger pode parecer, em princ\u00edpio, desalentadora. Por\u00e9m, est\u00e3o em marcha cada vez mais iniciativas para deter esse fen\u00f4meno. <!--more--> O deserto de T\u00e9n\u00e9r\u00e9, parte do Saara, inclui o nordeste do pa\u00eds, cerca de 350 mil dos 1,267 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados de todo o territ\u00f3rio. No total, tr\u00eas quartos da terra em N\u00edger s\u00e3o deserto, que est\u00e1 avan\u00e7ando ao ritmo de 6% ao ano, segundo o Minist\u00e9rio de Meio Ambiente. As chuvas s\u00e3o escassas. O terceiro informe nacional sobre biodiversidade indicou em outubro de 2005 que as maiores quantidades de \u00e1gua coletadas por ano eram inferiores a 800 mil\u00edmetros. As temperaturas, \u00e0s vezes, podem chegar a 45 graus cent\u00edgrados \u00e0 sombra em plena temporada de seca.<\/p>\n<p>Entretanto, esses fatores n\u00e3o desanimam N\u00edger a embarcar em uma variedade de projetos para manter as r\u00e9deas da degrada\u00e7\u00e3o da terra, algo urgente pelo fato de 85% de seus 12,5 milh\u00f5es de habitantes dependerem da agricultura e da pecu\u00e1ria. De fato, a situa\u00e7\u00e3o de muitos j\u00e1 \u00e9 grave. Esse pa\u00eds da \u00c1frica ocidental ocupou o \u00faltimo lugar na lista de 177 na\u00e7\u00f5es segundo seu n\u00edvel de desenvolvimento humano elaborada no ano passado pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os para deter o deserto est\u00e3o concentrados no Plano Nacional de A\u00e7\u00e3o para a Luta contra a Desertifica\u00e7\u00e3o e a Administra\u00e7\u00e3o dos Recursos Naturais, criado pelo governo para funcionar de acordo com a Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Combate da Desertifica\u00e7\u00e3o (UNCCD). Niamey assinou esse conv\u00eanio em 1994 e o ratificou em 1996. O plano nacional foi adotado em dezembro de 2000. As iniciativas anteriores e atuais contra a desertifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o parte de uma ampla campanha para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza. Entre estas destaca-se um projeto para estudar as causas e os efeitos das tempestades do deserto, bem como as a\u00e7\u00f5es a serem adotadas para minimiz\u00e1-las.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 a Iniciativa Africana pela Terra e a \u00c1gua, cujo projeto-piloto entre 2004 e 2005 foi financiado com US$ 515 mil do Banco Mundial. Por outro lado, o Projeto para a Administra\u00e7\u00e3o de Florestas Naturais foi financiado com cerca de US$ 15,6 milh\u00f5es do Banco Africano para o Desenvolvimento e a UNCCD entre 2000 e 2005. A It\u00e1lia forneceu recursos entre 2002 e 2004 para apoiar o plano nacional, enquanto o Pnud outorgou US$ 450 mil para outra iniciativa contra a pobreza.<\/p>\n<p>Um plano governamental para estimular a participa\u00e7\u00e3o dos jovens na luta contra a pobreza, entre 2001 e 2004, recebeu US$ 70 milh\u00f5es gra\u00e7as \u00e0 iniciativa para Pa\u00edses Pobres Altamente Endividados (HIPC, sigla em ingl\u00eas), lan\u00e7ada em 1996 pelo Banco Mundial e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional. Ainda est\u00e1 em marcha, financiado com US$ 4 milh\u00f5es do Pnud, o Programa de Luta contra a Pobreza. o Programa de A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria, tamb\u00e9m destinado a ajudar a popula\u00e7\u00e3o pobre, recebeu US$ 39 milh\u00f5es para o per\u00edodo 2004-2008 do Banco Mundial e da Facilidade Ambiental Global, criada em 1991 para apoiar programas ambientais no Sul em desenvolvimento.<\/p>\n<p>O Programa Nacional de Reflorestamento, por sua vez, recebeu US$ 365 mil da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e a Alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cA desertifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 algo fatal em N\u00edger. \u00c9 um fen\u00f4meno que pode ser manejado, e que implica a participa\u00e7\u00e3o de comunidades locais que se comprometam na recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas\u201d, afirmou o engenheiro florestal Larwanou Mahamane. Chris Reij, especialista em recursos naturais da Universidade de Amsterd\u00e3, t\u00eam a mesma opini\u00e3o. \u201cTodos pensam que as \u00e1rvores desaparecem em N\u00edger, que o ambiente degrada continuamente. Por\u00e9m, notamos em nossas expedi\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos 10, ou, talvez, 20 anos que h\u00e1 mais \u00e1rvores do que pessoas nesse pa\u00eds\u201d, afirmou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cotonou, 23\/02\/2007 &ndash; Para os que lutam contra a desertifica\u00e7\u00e3o, a tarefa em N\u00edger pode parecer, em princ\u00edpio, desalentadora. 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