{"id":2665,"date":"2007-03-09T06:37:27","date_gmt":"2007-03-09T06:37:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2665"},"modified":"2007-03-09T06:37:27","modified_gmt":"2007-03-09T06:37:27","slug":"sida-africa-menos-discriminacao-mais-poupancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/03\/africa\/sida-africa-menos-discriminacao-mais-poupancas\/","title":{"rendered":"SIDA-\u00c1FRICA: Menos Discrimina\u00e7\u00e3o, mais Poupan\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>NAIROBI, 09\/03\/2007 &ndash; Com o SIDA causando grandes estragos na for\u00e7a de trabalho da \u00c1frica, as empresas devem estabelecer as pol\u00edticas que apoiam o pessoal seropositivo para que n\u00e3o seja estigmatisado. <!--more--> De fato, &#8220;algunos empregadores est\u00e3o a capacitar duas pessoas para o mesmo trabalho&#8221; prevendo que uma delas pode contrair a do\u00ean\u00e7a, disse o Khama Rogo, o coordenador do programa \u2018VIH\/SIDA no Trabalho\u2019, do Banco Mundial. <\/p>\n<p>&#8220;Estes recursos podem ser poupados se estas pol\u00edticas s\u00e3o implementadas no trabalho. Quando se cuida dos trabalhadores portadores, n\u00e3o precisar\u00e3o da licen\u00e7a por do\u00ean\u00e7a &#8220;, disse o Rogo a IPS num workshop realizado este m\u00eas em Nairobi, o capital queniano.<\/p>\n<p>O workshop reuniu os membros do pessoal do Banco Mundial de 27 pa\u00edses do continente para discutir os efeitos da pandemia no \u00e2mbito laboral.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o subsaarian tem 10 por cento da popula\u00e7\u00e3o mundial e mais de 60 por cento dos portadores do v\u00edrus, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Para al\u00e9m disso,a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) aponta que nove de cada 10 portadores do VIH s\u00e3o adultos na plenitude da sua vida ativa. <\/p>\n<p>No seu \u2018C\u00f3digo de Pr\u00e1ctica sobre o VIH\/SIDA e o \u00c2mbito Laboral\u2019, a OIT elabora dez princ\u00edpios necess\u00e1rios para estabelecer uma pol\u00edtica para este aspeito. Estes princ\u00edpios concentram se nas quest\u00f5es da discrimina\u00e7\u00e3o contra os portadores de VIH, a dapta\u00e7\u00e3o dos lugares de trabalho para satisfazer as necessidades sanit\u00e1rias deles e assegurar que os infetados que trabalham n\u00e3o perdem o seu emprego.<\/p>\n<p>O C\u00f3digo tamb\u00e9m sublinha que estas pol\u00edticas n\u00e3o devem ser concentradas apenas nos portadores: &#8220;Os parceiros sociais s\u00e3o muito importantes para promover as medidas da preven\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da informa\u00e7\u00e3o e da educa\u00e7\u00e3o, e para impulsar a mudan\u00e7a nos atitudes e no comportamento &#8220;. <\/p>\n<p>H\u00e1 alguns exemplos de iniciativas adotadas neste sentido em algumas zonas da \u00c1frica, m\u00e1s ainda falta muito a fazer. <\/p>\n<p>&#8220;Pedimos aos nossos membros de desenvolver as suas pr\u00f3prias pol\u00edticas n\u00e3o discriminat\u00f3rias no que diz respeito a promo\u00e7\u00e3o de e o acesso \u00e1s facilidades m\u00e9dicas, e a confidencialidade dos dados pessoais dos empregados. Apenas 30 por cento dos membros j\u00e1 fizeram isto e o restante deles est\u00e3o no processo de faz\u00e9-lo &#8220;, disse a IPS o Charles Nyang&#39;ute, da Federa\u00e7\u00e3o Patronal da Qu\u00eania. <\/p>\n<p>&#8220;Muito tempo antes da do\u00ean\u00e7a ser declarada um desastre nacional, n\u00f3s tinhamos distribu\u00eddo um c\u00f3digo aos nossos membros para controlar a situa\u00e7\u00e3o, que inclui as quest\u00f5es da discrimina\u00e7\u00e3o e do estigma&#8221;, explicou ele. <\/p>\n<p>O SIDA foi declarado uma emerg\u00eancia na Qu\u00eania em 1999. O programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas Unidas sobre VIH\/SIDA indicou que a preval\u00eancia do v\u00edrus nos adultos deste na\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Oriental \u00e9 de 6,1.  Os ativistas dizem que as pol\u00edticas do VIH\/SIDA no \u00e2mbito laboral devem ser obrigat\u00f3rias.<\/p>\n<p>&#8220;Se apenas um punhado de patr\u00f5es adotam as pol\u00edticas da n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o dos portadores, vamos continuar a ver a viola\u00e7\u00e3o dos direitos de muito mais trabalhadores enfermos &#8220;, insistiu a Dorothy Onyango, direitora executiva de Mulheres Contra o SIDA na Qu\u00eania.  Os ativistas quenianos tamb\u00e9m est\u00e3o a desenvolver uma campanha para a impress\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da \u2018Lei da Prote\u00e7\u00e3o e Contr\u00f4le do VIH\/SIDA\u2019, vigente desde o ano passado, em todas as l\u00ednguas locais. <\/p>\n<p>A lei prev\u00ea as penas para os que discriminam \u00e1s pessoas seropositivas, ou lhes negam o emprego por causa da condi\u00e7\u00e3o delas.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria experi\u00eancia do Banco Mundial mostra as dificuldades de implementar estes programas no \u00e2mbito laboral. <\/p>\n<p>Atualmente, o Banco Mundial oferece aos seus 15.000 empregados e as fam\u00edlias destes, uma an\u00e1lise volunt\u00e1ria e o assessoramento , os antiretrovirais e outros medicamentos para as do\u00ean\u00e7as oportunistas. <\/p>\n<p>M\u00e1s dos 300 a 400 trabalhadores infetados com o v\u00edrus, apenas 10 por cento aproveitaram deste tratamento, disse a Ana Mar\u00eda Espinoza, um oficial m\u00e9dico superior do Banco Mundial. <\/p>\n<p>&#8220;Queremos que aqueles que precisam do tratamento o solicitam. M\u00e1s temos que lutar contra o estigma para que os doentes n\u00e3o tenham medo de solicitar os medicamentos que lhes podem salvar a vida &#8220;, acrescentou ela. Segundo o s\u00edtio web do Banco Mundial, o Banco est\u00e1 a se esfor\u00e7ar a sensibilizar mais trabalhadores e as fam\u00edlias deles sobre a ajuda que a organiza\u00e7\u00e3o oferece aos seropositivo. O Banco tamb\u00e9m quer superar os obst\u00e1culos ao acesso destes servi\u00e7os<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAIROBI, 09\/03\/2007 &ndash; Com o SIDA causando grandes estragos na for\u00e7a de trabalho da \u00c1frica, as empresas devem estabelecer as pol\u00edticas que apoiam o pessoal seropositivo para que n\u00e3o seja estigmatisado. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/03\/africa\/sida-africa-menos-discriminacao-mais-poupancas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":472,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/472"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2665\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}