{"id":2801,"date":"2007-04-18T12:52:21","date_gmt":"2007-04-18T12:52:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2801"},"modified":"2007-04-18T12:52:21","modified_gmt":"2007-04-18T12:52:21","slug":"educacao-zimbabue-tudo-esta-a-zero-aqui-nao-temos-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/04\/africa\/educacao-zimbabue-tudo-esta-a-zero-aqui-nao-temos-nada\/","title":{"rendered":"EDUCA\u00c7\u00c3O-ZIMB\u00c1BUE:: &#39;&#39;Tudo est\u00e1 a zero aqui. N\u00e3o Temos Nada&#39;&#39;"},"content":{"rendered":"<p>HARARE, 18\/04\/2007 &ndash; A Chippy Ncube, de 6 anos, jubilosamente foi a casa de pressa logo que recebeu a sua nota da escola. Ela n\u00e3o pude esconder a sua excita\u00e7\u00e3o como a melhor aluna da sua primeira classe quando as ecolas fecimb\u00e1bue. <!--more--> Uma tal fa\u00e7anha s\u00f3 pode ser atinjida com muito esfor\u00e7o num pa\u00eds em que o sistema de educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob uma press\u00e3o t\u00e3o severa. A Chippy o merece. Os pais dela j\u00e1 n\u00e3o conseguem pagar lhe a passagem no autocarro. Ela n\u00e3o s\u00f3 teve que ir a escola a p\u00e9 m\u00e1s tamb\u00e9m teve que carregar a sua cadeira e os seus livros a escola. <\/p>\n<p>O corpo governante na escola dela, a Escola Prim\u00e1ria de Blakiston, no centro de Harare, enviou as cartas aos pais pedindo que compram cadeiras para as crian\u00e7as delas. A escola j\u00e1 n\u00e3o pode prestar a infraestrutura b\u00e1sica por causa dos custos extremos devidos da hiperinfla\u00e7\u00e3o de mais de 1000 porcento. A experi\u00eancia da Chippy representa o estado atual da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria no Zimb\u00e1bue. Algumas das escolas p\u00fablicas zimbabueanas que s\u00e3o financeiramente constrangidas pediram aos alun os de trazer mobili\u00e1rio da casa. O sistema de educac\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 a superar as consequ\u00eancias de sete anos de uma crise pol\u00edtica no pa\u00eds. <\/p>\n<p>O sistema escolar zimbabueano foi um dos melhores no continento africano depois do pa\u00eds ganhara independ\u00eancia em 1980. No passado o governo prestava o mobili\u00e1rio e as outras necessidades. <\/p>\n<p>A provis\u00e3o dogoverno come\u00e7ou a vacilar e as autoridades impuseram um limite as propinas e assim estas n\u00e3o chegam a te rfundos para comprar cadeiras e secretarias. <\/p>\n<p>A Escola prim\u00e1ria de Blakistone, que foi s\u00f3 para os broncos antes da independ\u00eancia, \u00e9 considerada como uma das melhores escolas prim\u00e1rias no pa\u00eds. No in\u00edcio, parecia ser uma das muitas esolas que beneficiaram dos passos tomados pelo governo depois da independ\u00eancia de construir novas escolas e bibliotecas e fornecer materiais escol\u00e1sticas. M\u00e1s depois de alguns anos de sub financiamento, a Escola Prim\u00e1ria de Blakiston perdeu o seu esplendor. Como todas as outras escolas governamentais, ela sofre de uma falta de toda a coisa, dos livros ao papel higi\u00e9nico. A infraestrutura nas escolas est\u00e1 num estado d dilapida\u00e7\u00e3o total. O Sindicato Progressivo de Professores de Zimb\u00e1bue, um dos dois org\u00e3os representatives dos professors no pa\u00eds, disse que o fato das autoridades exigir que os pais d\u00e3o cadeiras prova o estado de decad\u00eancia da maioria das esolas p\u00fablicas. &quot;It shows the extent of the chaos in the education sector,&quot; stated a representative. <\/p>\n<p>Os professors tamb\u00e9m foram negativamente tocados. Os niveis altos de press\u00e3o devido aos sal\u00e1rios baixos est\u00e3o a empurrar muitos destes da profiss\u00e3o deles.Os que ficam passam o tempo deles a vender as doces e os outros bens para suplementar os sal\u00e1rios baixos deles em vez de se concentrar no ensino. Na media, os professors ganham entre 400,000 e 800,000 d\u00f3lares zimbabueanos (entre 1,600 e 3,200 d\u00f3lares americanos). Segundo o Escrit\u00f3rio Central das Estat\u00edsticas, uma fam\u00edlia media de cinco pessoas precisa de cerca de 900,000 d\u00f3lares zimbabueanos por m\u00eas (ou 3,600 d\u00f3lares americanos) para os bens e os servi\u00e7os b\u00e1sicos. <\/p>\n<p>A Farai Mpofu, uma m\u00e3e, acha que sera um milagre para o Zimb\u00e1bue atinjir o objetivo da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal pelo ano 2015, Segundo os Objetivos do Mil\u00e9nio da ONU. <\/p>\n<p>&quot;O estado da educa\u00e7\u00e3o no Zimb\u00e1bue est\u00e1 mal. Quando se compara os atuaos dos de h\u00e1 10 anos, v\u00ea se que os niveis deterioraram de uma maneira alarmante. Por causa do mwio econ\u00f3mico severo, os professores est\u00e3o a vender as doces na rua e a tricotar as camisolas,\u201d disse a Mpofu. <\/p>\n<p>&quot;O setor da educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 perder os professors altamente qualificados que v\u00e3o aos pa\u00edses vizinhos. As crian\u00e7as nas escolas p\u00fablicasficam com professors que n\u00e3o se interessam no trabalho por causa dos salaries baixos,&quot; disse a Mpofu. <\/p>\n<p>A Alice Muchine, uma professora na escola prim\u00e1ria, descreveu o estado da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria como send &quot;quase a zero&quot;. &quot;Est\u00e1 tudo a zero aqui. N\u00e3o temos os recursos. Queremos os livros para ajudar \u00e1s crian\u00e7as durante a leitura. N\u00e3o temos mapas de instru\u00e7\u00e3o, nem giz ou os programas de estudo. N\u00e3o temos nada, &quot;Muitos pais j\u00e1 n\u00e3o podem pagar as propinas. O programa BEAM s\u00f3 paga as propinas e n\u00e3o conbre os livros das crian\u00e7as,&quot;disse said a Muchine. BEAM ou o M\u00f3duo de Assist\u00eancia a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica \u00e9 um programa de financiamento governamental baseado na necessidade dirigido aos orf\u00e3os. Limita s\u00e9 s\u00f3 a pagar as propinas para 10 alunos em cada escola. <\/p>\n<p>O Tariro Shindi, um aluno tamb\u00e9m \u00e9 da mesma opini\u00e3o. &quot;H\u00e1 poucos livros que se deve compartilhar um para quatro alunos. Os alunos sentam se no ch\u00e3o. As vezes, osprofessores ausentam se e se os alunos fazem o mesmo, n\u00e3o se pergunta nada. Tudo est\u00e1 desorganizado.&quot; <\/p>\n<p>No ano passado, a OMU lan\u00e7ou um plano para a educa\u00e7\u00e3o nacional para as meninas para que o Zimb\u00e1bue possa atinjir os Objetivos do Mil\u00e9nio. Este plano tamb\u00e9m pretende abordar os desafios emergentes ligados ao VIH\/SIDA e os culturais, comoo casamento cedo for\u00e7ado, o abuso e a exploita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica que ferem as meninas em particular. <\/p>\n<p>A ONU tamb\u00e9m tem apoiado o minist\u00e9rio de educa\u00e7\u00e0o e os outros colaboradores no lan\u00e7amento na campanha para voltar a escola em setembro de 2006. A campanha quis re-matricular as crian\u00e7as que tinham deixado a escola durante a largamente condenada Opera\u00e7\u00e3o Murambatsvina (&quot;Recusa a Sujidade&quot;). <\/p>\n<p>Antes da Opera\u00e7\u00e3o Murambatsvina, o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (UNICEF) indicou que a taxa nacional de matricula\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria melhorou de 92 a 96 porcento entre 2000 e 2004. Quase quatro de cinco orf\u00e3os e crian\u00e7as vulner\u00e1veis estavam na escola prim\u00e1ria. <\/p>\n<p>Mesmo as informa\u00e7\u00f5es mais recentes de uma avalia\u00e7\u00e3o liderada pela UNICEF do impato da Opera\u00e7\u00e3o Murambatsvina sobre o estado do sistema escolar mostram que 90 porcento as crian\u00e7as tocadas pela opera\u00e7\u00e3o v\u00e3o a escola apesar de serem obrigadas a se deslocar. <\/p>\n<p>&quot;Os zimbabueanos est\u00e3o a sacrificar muito para que as crian\u00e7as deles continuam a ir a escola ,&quot; disse o representante de UNICEF no Zimb\u00e1bue, o Dr Festo Kavishe. <\/p>\n<p>Segundo o departamento de estado dos Estados Unidos, o pa\u00eds continua a ter a maior taxa de alfabetismo da \u00c1frica subsaariana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HARARE, 18\/04\/2007 &ndash; A Chippy Ncube, de 6 anos, jubilosamente foi a casa de pressa logo que recebeu a sua nota da escola. 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