{"id":2829,"date":"2007-04-26T13:51:47","date_gmt":"2007-04-26T13:51:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2829"},"modified":"2007-04-26T13:51:47","modified_gmt":"2007-04-26T13:51:47","slug":"desenvolvimento-africa-a-chegada-de-homo-urbanus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/04\/africa\/desenvolvimento-africa-a-chegada-de-homo-urbanus\/","title":{"rendered":"DESENVOLVIMENTO -\u00c1FRICA:: A Chegada de &#39;&#39;Homo Urbanus&#39;&#39;"},"content":{"rendered":"<p>NAIROBI, 26\/04\/2007 &ndash; Este ano marca o nascimento de uma nova \u201cesp\u00e9cie\u201d: Homo Urbanus. Pela primeira vez na hist\u00f3ria o mundo ter\u00e1 tantas pessoas vivendo nas cidades como nas zonas rurais. <!--more--> A direitora executive do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Assentamentos Humanos, (UN-Habitat), a Anna Tibaijuka, inventou este termo para descrever os aumentos no n\u00famero dos habitantes das cidades e dos bairros. Ela estava a falar durante a 21 sess\u00e3o do conselho governante de UN Habitat que acabou no dia 20 de abril no capital queniano de Nairobi. <\/p>\n<p>2007 \u00e9 ano noqual o n\u00famero dos habitantes dos bairros atinjir\u00e1 uma bilh\u00e3o de pessoas \u2013 um n\u00famero que pode dobrar nos pr\u00f3ximos 13 anos. No Tanz\u00e2nia, um estado da \u00c1frica Austral, a taxa de crescimento da popula\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 de cerca de 6 porcento por ano, que \u00e9 duas vezes a taxa media de crescimento da popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A Tibaijuka disse aos delegados da 21 sess\u00e3o que as cidades no mundo em vias de desenvolvimento absorver\u00e3o 95 porcento do crescimento urbano nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas. A maior parte deste crescimento realisar\u00e1 se nos bairros urbanos onde o objetivo de atinjir as Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (MDGs), \u00e9 muito evasivo. <\/p>\n<p>A falta de saneamento, \u00e1gua pot\u00e1vel e servi\u00e7os sanit\u00e1rios agraver\u00e1 a inseguridade social e exarceber\u00e1 a preval\u00eancia da mortalidade materna (MDG 5) e a propaga\u00e7\u00e3o de do\u00ean\u00e7as como os problemas respirat\u00f3rios, a diarreia, o paludismo e o VIH\/SIDA (as duas \u00faltimas do\u00ean\u00e7as fazem parte da MDG 6). As taxas altas da mortalidade inf\u00e1ntil (MDG 4) tamb\u00e9m continuar\u00e3o a ser um grande problema. <\/p>\n<p>A Tibaijuka disse que h\u00e1 uma percep\u00e3o global de que os habitantes dos bairros n\u00e3o t\u00eam dinheiro. M\u00e1s, mesmo se sejam pobres, eles gastam muito dinheiro para as necessidades b\u00e1sicas. Os habitantes dos bairros pagam quatro a 100 vezes mais para a \u00e1gua de que as pessoas afluentes. Por exemplo, na Qu\u00eania, as vezes a \u00e1gua pot\u00e1vel vem de uma variedade de fontes como dos cami\u00f5es de \u00e1gua. <\/p>\n<p>Estes ve\u00edculos que pertencem ao governo e que s\u00e3o conduzidos pelos funcion\u00e1rios estatais vendem a \u00e1gua as comunidades pobres. Alguns deles pertencem aos empres\u00e1rios que obt\u00eam a \u00e1gua das perfura\u00e7\u00f5es de po\u00e7os nos terrenos deles. Tamb\u00e9m houve casos na Qu\u00eania nosquais a \u00e1gua \u2013 que \u00e9 vendida por pre\u00e7os muito inflacion\u00e1rios \u2013 foi obtida de fontes contaminadas, causando a diarreia, a c\u00f3lera e a tif\u00f3ide. <\/p>\n<p>As pessoas vivendo nos bairros gastam muito dinheiro para o alojamento. Na \u00c1frica particularmente, estas habita\u00e7\u00f5es s\u00e3o constru\u00eddas no terreno p\u00fablico que foi tomado pelos chefes dos bairros que ent\u00e3o construiram esta acomoda\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>Um estudo pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Assentamentos Humanos, ( UN-Habitat) mostrou que normalemente se pode recuperar os custos de construir estas barracas em nove meses. O que o locat\u00f3rio paga depois disto \u00e9 lucro \u2018puro\u2019 para o \u201cpropriet\u00e1rio\u201d que n\u00e3o t\u00eam nenhum documento de propriedade, e assim nenhum direito legal a terra e a aluguer estas barracas. <\/p>\n<p>A Tibaijuka disse que muitas barracas \u201cpertencem\u201d aos ricos que vivem nos quintais luxuosos e que \u00e9 inaceit\u00e1vel que aluguem estas habita\u00e7oes sem dar a \u00e1gua e as facilidades de saneamento.<\/p>\n<p>O aumento no n\u00famero de habitantes urbanos tamb\u00e9m aumentar\u00e1 a lacuna de g\u00e9nero na educa\u00e7\u00e3o, tornando o muito dif\u00edcil a atinjir o MDG 3 que se concentra na promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00e9neros. As fam\u00edlias pobres t\u00eam dificuldades a conseguir fundos para mandar as crian\u00e7as delas a escola. <\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o de UN-Habitat &quot;O Relat\u00f3rio do Estado das Cidades do Mundo 2006\/7&quot; declara que na Uganda e na Z\u00e2mbia 74 e 51 porcento, respeitivamente, das mulheres jovens entre 15 e 24 anos citaram a falta de dinheiro como a raz\u00e3o principal de deixar a escola. As raparigas nos bairros correm um risco quatre vezes maior de apanhar o VIH. <\/p>\n<p>O interessante \u00e9 que o relat\u00f3rio n\u00e3o mostra nenhum padr\u00e3o claro no que diz respeito a brecha urbana-rural e as casas chefiadas pelas mulheres. Na Qu\u00eania, Malau\u00ed, e a Ruanda estas casas est\u00e3o principalmente nas zonas rurais. Na Burkina Faso, no Chade, na Rep\u00fablica Central Africana, no Egiptio e na Tanz\u00e2nia a maioria destas casas chefiadas pelas mulheres est\u00e3o nas zonas urbanas. <\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o todos os bairros que t\u00eam a mesma medida de depriva\u00e7\u00e3o m\u00e1s a UN-Habitat concluiu que os bairros na \u00c1frica sub saariana mostram os niveis mais altos da depriva\u00e7\u00e3o. Cerca de 80 porcento das casas nos bairros t\u00eam uma ou duas \u201cdepriva\u00e7\u00f5es de abrigo\u201d.<\/p>\n<p>&#39;As depriva\u00e7\u00f5es de abrigo\u201d consistem da falta de \u00e1gua e saneamento, a sobrepopula\u00e7\u00e3o, as estruturas de habita\u00e7\u00f5es n\u00e3o duraveis e a falta da seguran\u00e7a de posse.<\/p>\n<p>Enquanto que se v\u00ea uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero e na propor\u00e7\u00e3o de habitantes dos bairros na \u00c1frica setentrional, os pa\u00edses da \u00c1frica subsaariana, experimentaram as taxas m\u00e9dias de crescimento anual de 4,53 porcent nas popula\u00e7\u00f5es dos bairros urbanos.<\/p>\n<p>Esta tend\u00eancia \u00e9 devida parcialmente \u00e1 depress\u00e3o nas economias de alguns dos pa\u00edses na regi\u00e3o, e \u00e1 alta preval\u00eancia do VIH e dos confl\u00edtos.<\/p>\n<p>Segundo &quot;O Relat\u00f3rio do Estado das Cidades do Mundo, a \u00c1Frica do Sul \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds da \u00c1frica subsaariana que teve sucesso \u201cavan\u00e7ando bem na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os b\u00e1sicos aos pobres urbanos, o que se refleta num crescimento baixo e at\u00e9 est\u00e1vel nos \u00faltimos 14 anos.&quot; M\u00e1s ainda h\u00e1 mais de oito milh\u00f5es de sul africanos que faltam a habita\u00e7\u00e3o adequada e os servi\u00e7os b\u00e1sicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAIROBI, 26\/04\/2007 &ndash; Este ano marca o nascimento de uma nova \u201cesp\u00e9cie\u201d: Homo Urbanus. 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