{"id":3041,"date":"2007-06-28T15:53:40","date_gmt":"2007-06-28T15:53:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3041"},"modified":"2007-06-28T15:53:40","modified_gmt":"2007-06-28T15:53:40","slug":"ambiente-islandia-licoes-de-energia-renovavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/06\/mundo\/ambiente-islandia-licoes-de-energia-renovavel\/","title":{"rendered":"Ambiente-Isl\u00e2ndia: Li\u00e7\u00f5es de energia renov\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Reiquejavique, 28\/06\/2007 &ndash; Os islandeses extraem do fundo da terra a maior parte da energia que consomem: geram eletricidade atrav\u00e9s da geotermia. Em outras palavras, liberam o calor aprisionado debaixo de seus p\u00e9s.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_3041\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Geothermal_TimBergel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3041\" class=\"size-medium wp-image-3041\" title=\" - Tim Bergel\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Geothermal_TimBergel.jpg\" alt=\" - Tim Bergel\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3041\" class=\"wp-caption-text\"> - Tim Bergel<\/p><\/div>  Enquanto o mundo est\u00e1 imerso no debate sobre as fontes renov\u00e1veis de energia, a Isl\u00e2ndia n\u00e3o fala, age. Este pa\u00eds n\u00f3rdico satisfaz 72% de suas necessidades nessa \u00e1rea com produ\u00e7\u00e3o geot\u00e9rmica e hidrel\u00e9trica. Essa propor\u00e7\u00e3o se reduz na m\u00e9dia mundial a 13%, e na Europa a 7%.<\/p>\n<p>A \u00e1gua quente pela qual a Isl\u00e2ndia produz energia geot\u00e9rmica \u00e9 extra\u00edda perfurando rochas quentes bem abaixo da superf\u00edcie terrestre. Em seguida \u00e9 coletada em uma esta\u00e7\u00e3o de bombeamento e transportada por tubula\u00e7\u00f5es para tanques centrais, de onde \u00e9 distribu\u00edda para os consumidores. Oitenta e cinco por cento dos lares da Isl\u00e2ndia obt\u00eam calefa\u00e7\u00e3o partir da energia geot\u00e9rmica. Mas esse calor tamb\u00e9m pode ser convertido em eletricidade, por meio de um complexo sistema de perfura\u00e7\u00f5es, comutadores de energia e turbinas. As autoridades locais est\u00e3o dispostas a compartilhar seus conhecimentos sobre energia geot\u00e9rmica com o resto do mundo.<\/p>\n<p>Desde 1979, a Autoridade Nacional de Energia (Orkustofnun) implementou um Programa de Capacita\u00e7\u00e3o Geot\u00e9rmica para a Universidade das Na\u00e7\u00f5es Unidas, com ajuda financeira do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Isl\u00e2ndia (80%) e da ONU (20%). O curso dura seis meses e inclui um consider\u00e1vel trabalho de campo. Em outubro passado foram 21 formandos de 12 pa\u00edses. Das 39 na\u00e7\u00f5es que j\u00e1 enviaram estudantes, a China \u00e9 a de maior presen\u00e7a, com 64 participantes. At\u00e9 agora, 350 pessoas j\u00e1 se formaram.<\/p>\n<p>A China \u00e9 o maior usu\u00e1rio de energia geot\u00e9rmica do mundo em termos absolutos, embora a Isl\u00e2ndia esteja \u00e0 frente em consumo por habitante. No final do ano passado, especialistas chineses haviam detectado 3.200 \u00e1reas geot\u00e9rmicas, das quais 255 s\u00e3o adequadas para a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade. As empresas islandesas, junto com a firma chinesa Shaanxi Green Energy, acabam de construir um sistema de aquecimento geot\u00e9rmico no distrito de Xian Yang, que pode se converter na maior dessas usinas no mundo. A firma el\u00e9trica islandesa Reykjavik Energy tamb\u00e9m obteve um contrato para pesquisa e utiliza\u00e7\u00e3o geot\u00e9rmica no Djibuti.<\/p>\n<p>O uso da energia geot\u00e9rmica aumenta em todo o planeta ao estilo island\u00eas. Qu\u00eania, Filipinas, Eti\u00f3pia e El Salvador enviaram, cada um, mais de 20 estudantes para o curso de capacita\u00e7\u00e3o geot\u00e9rmica. Nestes pa\u00edses, esta fonte de energia responde por 10% a 22% de demanda. A maioria dos participantes procede de pa\u00edses em desenvolvimento que t\u00eam um significativo potencial t\u00e9rmico, alguns localizados na Europa oriental. Os estudantes devem ter um t\u00edtulo em ci\u00eancias ou engenharia, ocupar um posto permanente em uma autoridade energ\u00e9tica, institui\u00e7\u00e3o de pesquisa ou universidade e contar com experi\u00eancia pratica de pelo menos um ano em gera\u00e7\u00e3o geot\u00e9rmica de eletricidade.<\/p>\n<p>\u201cAceitamos apenas aqueles que t\u00eam trabalho est\u00e1vel em institui\u00e7\u00f5es ou companhias que se dedicam a projetos geot\u00e9rmicos, e ensinamos o que lhes ser\u00e1 mais \u00fatil em seus pa\u00edses\u201d, disse \u00e0 IPS o diretor do curso, Ingvar Fridleifsson. Desde 1999, alguns estudantes podem realizar um curso mais especializado em engenharia ou ci\u00eancias geot\u00e9rmicas, gra\u00e7as \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o da Universidade da Isl\u00e2ndia. Esta op\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez mais popular. Hoje estudam ali oito pessoas procedentes de cinco pa\u00edses, duas delas mulheres.<\/p>\n<p>O iraniano Saeid Nasrabadi \u00e9 um desses estudantes. \u201cEstive no programa de treinamento geot\u00e9rmico na Isl\u00e2ndia em 2004. Depois voltei ao meu trabalho como engenheiro civil na usina geot\u00e9rmica de Sabalan, no noroeste do Ir\u00e3\u201d, disse. Segundo Nasrabadi, a potencialidade geot\u00e9rmica do seu pa\u00eds \u00e9 semelhante \u00e0 da Isl\u00e2ndia, mas ainda n\u00e3o foi explorada. Al\u00e9m de operar na Isl\u00e2ndia, o programa inclui cursos de curta dura\u00e7\u00e3o na \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina, como contribui\u00e7\u00e3o ao \u00eaxito dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio da ONU, estabelecidos pelos chefes de Estado e de governo em 2000. Entre eles figuram a redu\u00e7\u00e3o substancial da pobreza e da fome e a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, duas universidades internacionais dedicadas ao desenvolvimento das fontes renov\u00e1veis de energia come\u00e7ar\u00e3o a funcionar na Isl\u00e2ndia. Uma delas, na cidade de Akurevri, a Escola para as Ci\u00eancias das Energias Renov\u00e1veis, ser\u00e1 administrada pelo setor privado e oferecer\u00e1 cursos de 11 meses de dura\u00e7\u00e3o. As autoridades universit\u00e1rias prev\u00eaem que a maioria dos estudantes ser\u00e1 de pa\u00edses da Europa oriental e central, entre eles Pol\u00f4nia, Hungria e R\u00fassia. \u201cQuando os cursos estiverem funcionando plenamente, esperamos contar com 50 a 80 alunos por ano\u201d, disse \u00e0 IPS Thorleifur Bj\u00f6rnsson, organizador do programa.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Escola de Sistemas Sustent\u00e1veis de Reykjavik Energy, projeto conjunto entre Reykjavik Energy e duas universidades da capital da Isl\u00e2ndia, se concentrar\u00e1 em estudantes de mestrado e doutorado e em cursos de tecnologia, explora\u00e7\u00e3o de recursos renov\u00e1veis e v\u00ednculos entre natureza e mercado. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p>(*) Este artigo \u00e9 parte de uma s\u00e9rie sobre desenvolvimento sustent\u00e1vel produzida em conjunto pela IPS (Inter Press Service) e IFEJ (siglas em ingl\u00eas de Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jornalistas Ambientais).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reiquejavique, 28\/06\/2007 &ndash; Os islandeses extraem do fundo da terra a maior parte da energia que consomem: geram eletricidade atrav\u00e9s da geotermia. 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