{"id":3050,"date":"2007-07-02T08:48:45","date_gmt":"2007-07-02T08:48:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3050"},"modified":"2007-07-02T08:48:45","modified_gmt":"2007-07-02T08:48:45","slug":"comercio-africa-maior-colaboracao-comercial-entre-a-quenia-e-a-africa-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/07\/africa\/comercio-africa-maior-colaboracao-comercial-entre-a-quenia-e-a-africa-do-sul\/","title":{"rendered":"COM\u00c9RCIO-\u00c1FRICA:: Maior colabora\u00e7\u00e3o comercial entre a Qu\u00eania e a \u00c1frica do Sul"},"content":{"rendered":"<p>NAIROBI, 02\/07\/2007 &ndash; Quando se passeia num dos maiores suprmercados da Qu\u00eania, um sul africano sente se em casa por que pode ver os produtos que conhece bem: as caixas e as garrafas de cereais; o caf\u00e9 instant\u00e2neo; fruta, sopas, artigos higi\u00e9nicos e os outros produtos e marcas de roupa importados da \u00c1frica do Sul. <!--more--> Estes produtos n\u00e3o s\u00f5a baratos, mas isto n\u00e3o desencoraja os consumidores quenianos que pagam tr\u00eas vezes mais o custo normal destes produtos na \u00c1frica do Sul. Isto \u00e9 devido aos impostos aduaneiros e da importa\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para disonibilizar estes bens na Qu\u00eania<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o favorece os exportadores sul africanos mas desfavorece os importadores quenianos. As cifras das importa\u00e7\u00f5es e das exporta\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o 2007 mostram um desequil\u00edbrio entre os dois pa\u00edses. A \u00c1frica do Sul exportou \u00e0 Qu\u00eania os produtos ao valor de 57,6 mih\u00f5es de d\u00f3lares americanos, enquanto que a Qu\u00eania exportou apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o desta quantia (1,86 milh\u00f5es em d\u00f3lares americanos) para a \u00c1frica do Sul. <\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es quenianas \u00e1 \u00c1frica do Sul incluem a ch\u00e1, o caf\u00e9, as flores e os legumes. <\/p>\n<p>Segundo um boletim de imprensa emitido pelo departamento sul africano de rela\u00e7\u00e3oes exteriores h\u00e1 mais de 30 empresas sul africanas na Qu\u00eania, tornando a \u00c1frica do Sul no maior investidor neste pa\u00eds da \u00c1frica oriental. <\/p>\n<p>Fora do \u00e2mbito da Comunidade para o Desenvolvimento da \u00c1frica Austral (SADC), a Qu\u00eania \u00e9 tamb\u00e9m o maior parceiro comercial da \u00c1frica do Sul no continente. <\/p>\n<p>Estes factores mostram a auto-sufici\u00eancia cada vez maior na parte da \u00c1frica, e uma interdepend\u00eancia que reduzir\u00e3o a depend\u00eancia do continente sobre o Occidente ou o Oriente para o seu desenvolvimento e avan\u00e7o.<\/p>\n<p>M\u00e1s esta indepen\u00eancia est\u00e1 a irritar os nervos j\u00e1 sens\u00edveis como o giagante econ\u00f3mico que \u00e9 a \u00c1frica do Sul d\u00e1 as grandes passadas cada mais confidantes ao restante do continente. Os grandes desequil\u00edbrios comercias com os outros pa\u00edses africanos exp\u00f5e a \u00c1frica do Sul a muitas acusa\u00e7\u00f5es resultando nela ser vista ir\u00f4nicamente como um imperialista.<\/p>\n<p>&quot;Sim, h\u00e1 desequil\u00edbrios comercias,\u2019\u2019 disse o Ministro sul africano para as Rela\u00e7\u00f5es Exteriores a Nkosazana Dlamini Zuma ao falar com os jornalistas em Nairobi, durante a sua visita a Qu\u00eania em novembro do ano passado. \u2018Mas isto \u00e9 algo que s\u00f3 pode ser corrigido ao longo termo. As nossas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas s\u00e3o parecidas a uma corrida de grande dist\u00e2ncia, e n\u00e3o s\u00e3o iguais a corrida a toda velocidade de 100 metros.\u2019\u2019 <\/p>\n<p>Este desequil\u00edbrio ser\u00e1 abordado numa comiss\u00e3o conjunta para a coopera\u00e7\u00e3o bilateral entre os dois pa\u00edses que ainda h\u00e1 de ser estabelecida, disse o Alto Comiss\u00e1rio Sul africano a Qu\u00eania o Tony &quot;Gab\u2019\u2019 Msimanga, falando como uma emissora queniana recentemente. <\/p>\n<p>Entre as outras coisas, este acordo tamb\u00e9m abordar\u00e1, de uma maneira amic\u00e1vel, os problemas comerciais enfrentados pelos dois pa\u00edses. Isto ser\u00e1 facilitado pela estrutura juridica cuja elabora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 concluida daqui h\u00e1 pouco.<\/p>\n<p>A ideia da comiss\u00e3o conjunta surgiu em 2003 quando o presidente da Qu\u00eania o Mwai Kibaki visitou a \u00c1frica do Sul na ocasi\u00e3o da inaugura\u00e7\u00e3o oficial do segundo termo presidencial do Thabo Mbeki. <\/p>\n<p>Contudo, a possibilidade do acordo levar a Qu\u00eania ao n\u00edvel do parceiro comercial igual a \u00c1frica do Sul ainda est\u00e1 longe. &quot;Eu n\u00e3o vejo isto a acontecer no curto prazo,\u2019\u2019 disse a IPS um empres\u00e1rio sul africano que prefeiu ficar an\u00f3nimo. <\/p>\n<p>\u2018Trata se da oferta e da demanda e agora a \u00c1frica do Sul precisa de menos coisas da Qu\u00eania enquanto que a Qu\u00eania est\u00e1 muito mais dependente dos mercados mais diversificados da \u00c1frica do Sul,\u2019\u2019 indicou ele. <\/p>\n<p>O Stewart Henderson, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial Sul Africana da Qu\u00eania, disse a IPS que o valor da comiss\u00e3o conjunta ser\u00e1 na redu\u00e7\u00e3o da burocracia. H\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade da capacita\u00e7\u00e3o humana. <\/p>\n<p>&quot;Os engenheiros civ\u00edis sul africanos trabalhando nas ruas quenianas por exemplo compartilhar\u00e3o o conhecimento e as capacidades deles com os colegas deles quenianos. A participa\u00e7\u00e3o de ambos o sector privado e o p\u00fablico na capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. O sector privado queniano \u00e9 incr\u00edvelmente din\u00e1mico e pode igualar os niveis internacionais,\u2019\u2019 disse ele. <\/p>\n<p>Sempre \u00e9 preciso melhorar algumas coisas como reduzir o tempo entre o pedido de um permite comercial e a emiss\u00e3o deste permite, tamb\u00e9m como reduzir a burocracia que confronta os empres\u00e1rios no estabelecimento de neg\u00f3cios na Qu\u00eania, segundo o Henderson. <\/p>\n<p>Contudo, ele louvou os contratos de performance que os funcion\u00e1rios do sector p\u00fablico devem assinar como &quot;um grande passo que est\u00e1 a crescer muitos neg\u00f3cios\u201d. <\/p>\n<p>Durante a visita dela a Qu\u00eania no ano passado para discutir o acordo bilateral, a Dlamini Zuma disse que a Qu\u00eania e a \u00c1frica do Sul querem cooperar para o bem dos dois pa\u00edses. <\/p>\n<p>Os observadores naquela altura disseram que ambos pa\u00edses queriam muito assinar a Comiss\u00e3o Conjunta para a Coopera\u00e7\u00e3o Bilateral antes da elei\u00e7\u00e3o geral na Qu\u00eania em dezembro do ano passado. Mas isto ainda n\u00e3o aconteceu at\u00e9 agora e est\u00e1 a frustrar muitos no sector comercial. <\/p>\n<p>Segundo um negociante, que preferiu ficar an\u00f3nimo, \u2018o lado queniano est\u00e1 a atrasar as coisas. A Dlamini Zuma estava aqui h\u00e1 seis meses. O acordo foi elaborado em fevereiro. Asseguraram nos que seria assinado um pouco depois disto, mas nada aconteceu. <\/p>\n<p>&quot;Apresentou se ao menos dez acordos que entrar\u00e3o em rigor depois desta acordo ser assinado. Enquanto os dois ministros atrasam o processo, todos os outros projetos de colabora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ficam atrasados. H\u00e1 muitos outros departamentos como o da habita\u00e7\u00e3o, da educa\u00e7\u00e3o e da defesa que s\u00e3o tocadas pela demora, mas parece que temos que aceitar que aqui as coisas levam muito tempo,\u2019\u2019 disse ele. <\/p>\n<p>O Henderson avisou as pessoas de n\u00e3o buscar ver algo sin\u00edstro no fato da assinatura do acordo atrasar. &quot;Eu creio que ambos lados comprometeram se para com este acordo mas \u00e9 simplesmente um processo lento.\u2019\u2019 <\/p>\n<p>\u00c9 significante que neste acordo a troca de capacidades n\u00e3o ser\u00e1 uma unilateral naqual a economia mais forte ditar\u00e1 todas as regras, particularmente no que diz respeito a ind\u00fastria de ch\u00e1 onde a Qu\u00eania j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecida no mercado global. <\/p>\n<p>Segundo o Thulane Nyembe, um consultor politico no Alto Comissariado da \u00c1frica do Sul, o governo sul africano est\u00e1 a tentar reanimar a ind\u00fastria de ch\u00e1 na Provincia de Limpopo no norte do pa\u00eds. <\/p>\n<p>&quot;Os quintais de ch\u00e1 nesta zona j\u00e1 s\u00e3o defuntos devido as quest\u00f5es da terra, mas o governo j\u00e1 come\u00e7ou a realisar os projetos para reanimar a zona,\u2019\u2019 disse ele a IPS. <\/p>\n<p>Sendo um dos maiores produtores de ch\u00e1 no mundo, a Qu\u00eania pode ensinar a \u00c1frica do Sul muita coisa sobre a produ\u00e7\u00e3o de ch\u00e1. Segundo o Nyembe, a \u00c1frica do Sul aproveitar\u00e1 das capacidades dos jogadores quenianos nesta ind\u00fastria. <\/p>\n<p>Numa entrevista ao radio, o Msimanga disse que \u00e9 muito importante para a \u00c1frica abordar a quest\u00e3o da ades\u00e3o nos blocos comercias m\u00faltiplos sob a coordena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Africana. <\/p>\n<p>A Qu\u00eania faz parte da Uni\u00e3o da \u00c1frica Oriental (EAU) e do Mercado Comum da \u00c1frica Oriental e Austral (COMESA). A \u00c1frica do Sul \u00e9 um membro chave de SADC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAIROBI, 02\/07\/2007 &ndash; Quando se passeia num dos maiores suprmercados da Qu\u00eania, um sul africano sente se em casa por que pode ver os produtos que conhece bem: as caixas e as garrafas de cereais; o caf\u00e9 instant\u00e2neo; fruta, sopas, artigos higi\u00e9nicos e os outros produtos e marcas de roupa importados da \u00c1frica do Sul. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/07\/africa\/comercio-africa-maior-colaboracao-comercial-entre-a-quenia-e-a-africa-do-sul\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":192,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-3050","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/192"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3050"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3050\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}