{"id":314,"date":"2005-02-16T00:00:00","date_gmt":"2005-02-16T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=314"},"modified":"2005-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2005-02-16T00:00:00","slug":"clima-o-japo-d-o-nome-mas-no-o-exemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/02\/mundo\/clima-o-japo-d-o-nome-mas-no-o-exemplo\/","title":{"rendered":"Clima: O Jap&atilde;o d&aacute; o nome, mas n&atilde;o o exemplo"},"content":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, 16\/02\/2005 &ndash; O Protocolo de Kyoto contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, que entra em vigor nesta quarta-feira, &eacute; o &uacute;nico tratado internacional com nome japon&ecirc;s. Por&eacute;m, o Jap&atilde;o n&atilde;o considera isso uma honra, a julgar por seus magros avan&ccedil;os para reduzir as emiss&otilde;es de gases causadores do efeito estufa. &quot;O Jap&atilde;o tem muito que fazer para cumprir seus objetivos de redu&ccedil;&atilde;o e de deter a altera&ccedil;&atilde;o do clima. O governo deve demonstrar maior lideran&ccedil;a&quot;, afirmou Massaki Najakima, um ativista da organiza&ccedil;&atilde;o Greenpeace contra o aquecimento do planeta. O protocolo estabelece que os pa&iacute;ses industrializados devem reduzir, em m&eacute;dia, 5,2% as suas emiss&otilde;es de gases que causam o efeito estufam (di&oacute;xido de carbono, metano e &oacute;xido nitroso, entre outros) em rela&ccedil;&atilde;o ao volume emitido em 1990, meta que deve ser cumprida entre 2008 e 2012.<br \/> <!--more--> <br \/> O Jap&atilde;o, a segunda maior economia mundial, se comprometeu a reduzir suas emiss&otilde;es em 6%, mas, at&eacute; agora, as aumentou em 8%. O pa&iacute;s est&aacute; entre os 141 que assinaram o tratado em 1997 e entre os 127 que o ratificaram. A Uni&atilde;o Europ&eacute;ia foi um dos atores do Norte industrial que mais apoiou a vig&ecirc;ncia do Protocolo de Kyoto. Os Estados Unidos (o maior produtor de gases causadores do efeito estufa, com 25% do total mundial) retiraram sua assinatura do tratado em 2001, e a Austr&aacute;lia n&atilde;o o ratificou. A ratifica&ccedil;&atilde;o do documento em novembro pela R&uacute;ssia, que emite 17,4% do total mundial desses gases, permitiu a entrada em vigor do protocolo, pois era necess&aacute;rio o apoio de pa&iacute;ses que emitissem mais de 55% dos gases em 1990.<\/p>\n<p> Desde a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, vem se acumulando na atmosfera altas concentra&ccedil;&otilde;es de gases como o di&oacute;xido de carbono e o metano, resultantes da queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, que prendem o calor e provocam o efeito estufa. A mudan&ccedil;a clim&aacute;tica resultante pode provocar o aumento do n&iacute;vel do mar e a destrui&ccedil;&atilde;o de numerosos ecossistemas, alertam especialistas. L&iacute;deres de todo o mundo discutiram por v&aacute;rios anos um acordo para reduzir as emiss&otilde;es que causam o efeito estufa, at&eacute; que em 1997 assinaram o Protocolo de Kyoto.<\/p>\n<p> Nessa confer&ecirc;ncia, T&oacute;quio prometeu reduzir suas emiss&otilde;es em 6% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; de 1990. Entretanto, desde esse ano suas emiss&otilde;es aumentaram 8%, segundo o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, e 12,1%, segundo a Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica. O governo japon&ecirc;s argumenta que a diferen&ccedil;a se deve a crit&eacute;rios distintos de c&aacute;lculo. Apesar de tudo, os ativistas festejam a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto. Yurika Ayukawa, diretora de pol&iacute;ticas de altera&ccedil;&atilde;o do clima do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) no Jap&atilde;o, disse que T&oacute;quio agora dever&aacute; cumprir seus compromissos ou enfrentar as conseq&uuml;&ecirc;ncias, ap&oacute;s anos de vacila&ccedil;&otilde;es. &quot;H&aacute; esperan&ccedil;as de progresso no Jap&atilde;o. A partir deste dia 16, as autoridades se dar&atilde;o conta de que n&atilde;o t&ecirc;m sa&iacute;da&quot;, disse &agrave; IPS.<\/p>\n<p> Se o Jap&atilde;o n&atilde;o cumprir seu objetivo, como san&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ter um adicional de 30% na redu&ccedil;&atilde;o de suas emiss&otilde;es que constam do compromisso original. Uma tend&ecirc;ncia alarmante nesse pa&iacute;s &eacute; o aumento dos gases emitidos no &acirc;mbito dom&eacute;stico (15% do total). O setor industrial responde por 40% das emiss&otilde;es, quantia que se mant&eacute;m est&aacute;vel atrav&eacute;s dos anos. O Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio admitiu que a recente recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica depois de uma d&eacute;cada de lento crescimento provocou um aumento da demanda e da produ&ccedil;&atilde;o, e isto causou dificuldades a muitas ind&uacute;strias pesadas, em especial as do a&ccedil;o e da energia, para cumprirem seus pr&oacute;prios compromissos de redu&ccedil;&atilde;o. Segundo Nakajima, as ind&uacute;strias est&atilde;o ansiosas para cumprirem sua parte atrav&eacute;s do uso de tecnologias eficientes, mas, os consumidores t&ecirc;m grande parte de responsabilidade pelo aumento das emiss&otilde;es.<\/p>\n<p> &quot;O aumento da demanda de produtos em cada resid&ecirc;ncia se contrap&ocirc;s aos avan&ccedil;os&quot;, observou a ativista do Greenpeace. Outros apontam a escassa consci&ecirc;ncia dos consumidores sobre o aumento das emiss&otilde;es e a falta de apoio governamental &agrave;s tecnologias alternativas. Yodobashi C&acirc;mera, uma das principais redes de venda de eletrodom&eacute;sticos, disse que sua campanha para promover os refrigeradores que economizam energia n&atilde;o teve &ecirc;xito. Segundo o vendedor Katsuyuko Terashima, os consumidores n&atilde;o se interessam por esses produtos, embora sejam oferecidas vantagens que podem se traduzir em descontos para a compra de outros artigos. &quot;Os eletrodom&eacute;sticos que economizam energia custam 20% mais do que os outros, mas, a tend&ecirc;ncia &eacute; comprar os mais baratos&quot;, disse &agrave; IPS. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, 16\/02\/2005 &ndash; O Protocolo de Kyoto contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, que entra em vigor nesta quarta-feira, &eacute; o &uacute;nico tratado internacional com nome japon&ecirc;s. Por&eacute;m, o Jap&atilde;o n&atilde;o considera isso uma honra, a julgar por seus magros avan&ccedil;os para reduzir as emiss&otilde;es de gases causadores do efeito estufa. &quot;O Jap&atilde;o tem muito que fazer para cumprir seus objetivos de redu&ccedil;&atilde;o e de deter a altera&ccedil;&atilde;o do clima. O governo deve demonstrar maior lideran&ccedil;a&quot;, afirmou Massaki Najakima, um ativista da organiza&ccedil;&atilde;o Greenpeace contra o aquecimento do planeta. O protocolo estabelece que os pa&iacute;ses industrializados devem reduzir, em m&eacute;dia, 5,2% as suas emiss&otilde;es de gases que causam o efeito estufam (di&oacute;xido de carbono, metano e &oacute;xido nitroso, entre outros) em rela&ccedil;&atilde;o ao volume emitido em 1990, meta que deve ser cumprida entre 2008 e 2012.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/02\/mundo\/clima-o-japo-d-o-nome-mas-no-o-exemplo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":200,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-314","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/200"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}