{"id":315,"date":"2005-02-16T00:00:00","date_gmt":"2005-02-16T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=315"},"modified":"2005-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2005-02-16T00:00:00","slug":"trabalho-emprego-digno-para-milhes-de-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/02\/mundo\/trabalho-emprego-digno-para-milhes-de-pobres\/","title":{"rendered":"Trabalho: emprego digno para milh&otilde;es de pobres"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 16\/02\/2005 &ndash; Quando l&iacute;deres governamentais de todo o mundo se reuniram em Copenhague em 1995, prometeram acabar com a pobreza extrema e conseguir a igualdade de g&ecirc;nero em todos os campos. Dez anos depois, com poucas mudan&ccedil;as concretas na vida de pobres e mulheres, ouve-se promessas semelhantes em outra reuni&atilde;o internacional na sede da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, em Nova York, que termina no pr&oacute;ximo dia 18. &quot;Reafirmamos a Declara&ccedil;&atilde;o de Copenhague e o Programa de A&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmaram ministros de quase 40 pa&iacute;ses ap&oacute;s uma s&eacute;rie de discuss&otilde;es sobre o resultado daquela c&uacute;pula organizada pela Comiss&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento Social, de 46 membros.<br \/> <!--more--> <br \/> Na C&uacute;pula Mundial sobre Desenvolvimento Social, realizada na capital da Dinamarca em mar&ccedil;o de 1995, mais de cem l&iacute;deres mundiais reconheceram a elimina&ccedil;&atilde;o da pobreza, o pleno emprego, a igualdade de g&ecirc;nero, o acesso universal &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e a aten&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de, e a integra&ccedil;&atilde;o social como passos para atingir um desenvolvimento social significativo. Embora tenham sido registrados alguns progressos quanto &agrave; igualdade de g&ecirc;nero, especialistas em desenvolvimento acreditam que a maioria dos governos n&atilde;o honrou suas promessas quanto &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o da pobreza atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de mais empregos. &quot;A quest&atilde;o do emprego foi exclu&iacute;da do discurso internacional&quot;, disse &agrave; IPS Gloria Kan, diretora-adjunta da Divis&atilde;o de Pol&iacute;tica social e Desenvolvimento do Departamento de Assuntos Econ&ocirc;micos e Sociais da ONU.<\/p>\n<p> Um relat&oacute;rio divulgado segunda-feira pela Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) ap&oacute;ia a afirma&ccedil;&atilde;o de Kan. O documento &quot;Tend&ecirc;ncias Mundiais de Emprego 2005&quot; indica que no ano passado houve em todo o mundo mais de 184 milh&otilde;es de pessoas sem nenhum trabalho. &quot;A melhor maneira de tirar as pessoas da pobreza &eacute; dando emprego&quot;, afirmou Aart-Jan de Gues, ministro de Assuntos Sociais e Emprego da Holanda, que dirigiu uma das mesas redondas antes da ado&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o. &quot;Os governos devem desenvolver planos nacionais de emprego&quot;, insistiu. Mas, alguns especialistas advertem que apenas com emprego n&atilde;o se erradica a pobreza. &quot;O emprego em si mesmo n&atilde;o constitui uma resposta &agrave; pobreza. A chave &eacute; oferecer emprego digno&quot;, disse Lawrence Johnson, que apresentou o relat&oacute;rio.<\/p>\n<p> Segundo a OIT, quase a metade dos 2,8 bilh&otilde;es de trabalhadores no mundo n&atilde;o ganha o suficiente para sair da pobreza. Johnson acredita que ser&aacute; dif&iacute;cil atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio, estabelecidos em 2000 por todos os pa&iacute;ses membros da ONU, sem pol&iacute;ticas que garantam o pleno emprego. Por outro lado, os defensores do livre mercado sustentam que o crescimento econ&ocirc;mico &eacute; o principal caminho para o al&iacute;vio da pobreza. Entre os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio est&atilde;o a redu&ccedil;&atilde;o pela metade da pobreza extrema e da fome, educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria universal, redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil em dois ter&ccedil;os e da mortalidade materna em tr&ecirc;s quartos, promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&ecirc;nero e o combate &agrave; aids, &agrave; mal&aacute;ria e outras enfermidades. As metas devem ser atingidas at&eacute; 2015, em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de 1990.<\/p>\n<p> A declara&ccedil;&atilde;o adotada na &uacute;ltima sexta-feira destaca que &quot;as pol&iacute;ticas macroecon&ocirc;micas devem apoiar a cria&ccedil;&atilde;o de empregos&quot; e que &quot;o impacto social da globaliza&ccedil;&atilde;o merece maior aten&ccedil;&atilde;o&quot;, atendendo a preocupa&ccedil;&atilde;o de que o atual processo de globaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; aumentando a dist&acirc;ncia entre ricos e pobres. A Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Social reconheceu que, uma d&eacute;cada depois da c&uacute;pula de Copenhague a comunidade mundial n&atilde;o deu a devida aten&ccedil;&atilde;o &agrave; &Aacute;frica e aos pa&iacute;ses menos desenvolvidos, que continuam sofrendo pobreza extrema e analfabetismo. Uma c&uacute;pula a ser realizada em Nova York, em setembro deste ano, examinar&aacute; as recomenda&ccedil;&otilde;es feitas pela Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Social. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 16\/02\/2005 &ndash; Quando l&iacute;deres governamentais de todo o mundo se reuniram em Copenhague em 1995, prometeram acabar com a pobreza extrema e conseguir a igualdade de g&ecirc;nero em todos os campos. 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