{"id":3205,"date":"2007-08-16T15:39:31","date_gmt":"2007-08-16T15:39:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3205"},"modified":"2007-08-16T15:39:31","modified_gmt":"2007-08-16T15:39:31","slug":"ambiente-acacias-para-resgatar-mangues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/08\/africa\/ambiente-acacias-para-resgatar-mangues\/","title":{"rendered":"Ambiente: Ac\u00e1cias para resgatar mangues"},"content":{"rendered":"<p>Abidj\u00e3, 16\/08\/2007 &ndash; Uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental planta ac\u00e1cias na Costa do Marfim para permitir a recupera\u00e7\u00e3o dos superexplorados mangues, arbustos que podem impedir a eros\u00e3o do solo enquanto suas ra\u00edzes criam espa\u00e7os que permitem a reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies marinhas. Os mangues se localizam ao longo das faixas costeiras tropicais. <!--more--> Quando algum deles diminuem dois ter\u00e7os em menos de 20 anos, existe um importante motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. Os mangues que circundam a lagoa de Ebri\u00e9, na regi\u00e3o meridional da Costa do Marfim, ocupavam 15 mil hectares no come\u00e7o dos anos 90 e em 2006 essa \u00e1rea era de apenas cinco mil hectares, segundo dados do governo. Essa perda \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 crescente demanda de madeira por parte das comunidades litor\u00e2neas.<\/p>\n<p>\u201cA superexplora\u00e7\u00e3o dos mangues de Abidj\u00e3 (capital comercial da Costa do Marfim) levou ao desaparecimento de numerosas esp\u00e9cies vegetais e animais\u201d, afirmou o ministro de Meio Ambiente, \u00c1gua e Florestas, Daniel Ahizi Aka. Mas, a ONG SOS For\u00eats (SOS Florestas), com sede em Abidj\u00e3, tenta deter a destrui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do projeto \u201cRestaura\u00e7\u00e3o da biodiversidade e planejamento de zonas costeiras\u201d. A iniciativa pretende plantar cinco hectares de ac\u00e1cias em cada aldeia do entorno da lagoa para dar \u00e0s comunidades uma fonte alternativa de madeira, para que os moradores j\u00e1 n\u00e3o dependam dos mangues para atender suas necessidades energ\u00e9ticas.<\/p>\n<p>\u201cEscolhemos as ac\u00e1cias porque crescem rapidamente. Assim, poucos meses depois as comunidades poder\u00e3o usar a madeira para cozinhar\u201d, disse \u00e0 IPS Mathieu Egnankou, da SOS For\u00eats. Isto permitir\u00e1 que os mangues se recuperem, ao mesmo tempo em que \u201cas esp\u00e9cies de peixes em processo de desaparecimento ser\u00e3o capazes de se reproduzir e os crocodilos poder\u00e3o regressar\u201d, acrescentou. Ap\u00f3s uma fase-piloto de mais de um ano, agora o projeto se estende e j\u00e1 come\u00e7ou a obter resultados na aldeia de Abatta. Uma visita da IPS \u00e0 essa comunidade encontrou um grupo de homens e mulheres jovens recolhendo galhos ca\u00eddos na nova planta\u00e7\u00e3o, para garantir que isso tamb\u00e9m seja usado de modo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>No momento, est\u00e1 proibido \u201ctirar a raiz ou cortar a \u00e1rvore. Cada fam\u00edlia da aldeia vem aqui para pegar lenha para a semana. Agora \u00e9 nossa \u00fanica fonte de energia\u201d, explicou um dos jovens. No come\u00e7o houve certa resist\u00eancia, porque os moradores da aldeia temiam n\u00e3o poder conseguir a madeira que precisavam. \u201cMas com a evolu\u00e7\u00e3o do projeto nos envolvemos conscientes de que \u00e9 importante para n\u00f3s e para o futuro de nossos filhos participar do projeto, contribuir com a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d, disse \u00e0 IPS Charles Agba, membro do comit\u00ea-piloto da iniciativa na \u00e1rea de Abatta. As ac\u00e1cias tamb\u00e9m est\u00e3o sendo plantadas em outras sete aldeias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o projeto intitulado \u201cRestaura\u00e7\u00e3o da biodiversidade e planejamento das zonas costeiras\u201d pretende fazer com que as comunidades comecem a usar fornos que consomem menos energia, em meio a uma difundida retic\u00eancia a usar mais g\u00e1s, o que consideram perigoso e caro. \u201cCompra um botij\u00e3o de g\u00e1s custa entre US$ 25 e US$ 30, o que \u00e9 excessivamente caro para muitas pessoas. N\u00f3s j\u00e1 estamos acostumados com a lenha\u201d, disse Bernard Kassi, que vive na localidade de Bingerville. Segundo o Informe de Desenvolvimento Humano 2006, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, quase 15% dos habitantes da Costa do Marfim vivem abaixo da linha de pobreza de um d\u00f3lar di\u00e1rio, e cerca de 50% com menos de dois d\u00f3lares por dia.<\/p>\n<p>Os fornos eficientes em mat\u00e9ria de energia permitem aquecer duas panelas em um \u00fanico queimador, ao transmitir o calor do primeiro para o segundo. Para Egnankou, com estes fornos melhorados as fam\u00edlias podem reduzir \u00e0 metade seu consumo de lenha. O projeto tem custo de US$ 45.800 e \u00e9 financiado pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento atrav\u00e9s do Fundo para o Meio Ambiente Mundial. Entretanto, Egnankou alertou que \u00e9 preciso fazer muito mais para proteger a flora e a fauna da Costa do Marfim. \u201cHoje praticamente n\u00e3o h\u00e1 pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o ambiental no pa\u00eds\u201d, afirmou, lamentando, tamb\u00e9m, a incapacidade do pa\u00eds de garantir a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientais. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abidj\u00e3, 16\/08\/2007 &ndash; Uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental planta ac\u00e1cias na Costa do Marfim para permitir a recupera\u00e7\u00e3o dos superexplorados mangues, arbustos que podem impedir a eros\u00e3o do solo enquanto suas ra\u00edzes criam espa\u00e7os que permitem a reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies marinhas. 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