{"id":3405,"date":"2007-10-26T20:41:57","date_gmt":"2007-10-26T20:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3405"},"modified":"2007-10-26T20:41:57","modified_gmt":"2007-10-26T20:41:57","slug":"petroleo-preco-do-petroleo-elevado-reduz-o-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/10\/economia\/petroleo-preco-do-petroleo-elevado-reduz-o-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3leo: Pre\u00e7o do petr\u00f3leo elevado reduz o desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p>Bangkok, 26\/10\/2007 &ndash; Um novo mecanismo para medir o impacto do elevado pre\u00e7o do petr\u00f3leo sobre os pobres da \u00c1sia deixa em evidencia grandes amea\u00e7as. O \u00cdndice de Vulnerabilidade do Pre\u00e7o do Petr\u00f3leo, que incorpora 18 indicadores diferentes, sugere que os pa\u00edses analisados foram prejudicados com o aumento do barril de US$ 22 em 2003 para cerca de US$ 80 atualmente. <!--more--> Na semana passada, o petr\u00f3leo atingiu o recorde de US$ 90,07 o barril, levando a especula\u00e7\u00f5es sobre a possibilidade de ultrapassar a barreira psicol\u00f3gica dos US$ 100.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses mais vulner\u00e1veis s\u00e3o os que t\u00eam \u201cbaixa fortaleza, pobre desempenho econ\u00f4mico e elevada depend\u00eancia do petr\u00f3leo\u201d, alerta um informe divulgado ontem pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Este estudo apela ao \u00cdndice de Vulnerabilidade para confirmar sua avalia\u00e7\u00e3o regional sobre a maneira como os pobres do continente enfrentam o aumento nos pre\u00e7os do combust\u00edvel. Na \u00c1sia austral, os pa\u00edses em pior situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o Afeganist\u00e3o, Bangladesh, Maldivas, Nepal, Paquist\u00e3o e Sri Lanka. No sudeste da \u00c1sia a lista inclui Camboja, Laos e Filipinas. No pac\u00edfico, as na\u00e7\u00f5es insulares de Fiji, Ilhas Salom\u00e3o, Samoa e Vanuatu. Os pa\u00edses moderadamente vulner\u00e1veis s\u00e3o Butao, Birm\u00e2nia, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Mong\u00f3lia, Papua-Nova Guin\u00e9, Tail\u00e2ndia e Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>O que salvou estes pa\u00edses de chegar ao fundo do barril foi sua capacidade para \u201cabsorver o choque\u201d do aumento do petr\u00f3leo, pois \u201ct\u00eam melhor desempenho, com um produto interno bruto alto ou m\u00e9dio\u201d, diz o informe do Pnud intitulado \u201cSuperando a vulnerabilidade dos pre\u00e7os em alta do petr\u00f3leo\u201d. Mas, se esses pre\u00e7os continuarem elevados aumentar\u00e3o os desafios imprevistos para se alcan\u00e7ar os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio na regi\u00e3o. Especialmente, segundo o informe, contra \u201co objetivo central de erradicar a pobreza extrema e a fome\u201d. \u201cA amea\u00e7a dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio depende da dura\u00e7\u00e3o dos altos pre\u00e7os do petr\u00f3leo. Se continuarem aumentando nos pr\u00f3ximos tr\u00eas a cinco anos, teremos um grande problema\u201d, disse \u00e0 IPS Nandita Mongia, principal autora do informe.<\/p>\n<p>Os oito objetivos, definidos em 2000 pela Assembl\u00e9ia Geral da ONU, incluem reduzir \u00e0 metade a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que sofrem pobreza e fome (em rela\u00e7\u00e3o a 1990), garantir a educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal e promover a igualdade de g\u00eanero. Os demais s\u00e3o reduzir a mortalidade infantil e materna; combater a aids, a mal\u00e1ria e outras doen\u00e7as; assegurar a sustentabilidade ambiental e fomentar uma associa\u00e7\u00e3o mundial para o desenvolvimento, tudo isto at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>A \u00e1rea \u00c1sia-Pac\u00edfico foi objeto de elogios por seus progressos em mat\u00e9ria de redu\u00e7\u00e3o da pobreza, de 32% para 17% da popula\u00e7\u00e3o. No total, 641 milh\u00f5es de pessoas viviam na pobreza extrema nessa regi\u00e3o em 2004. Existe igual preocupa\u00e7\u00e3o quanto ao cumprimento de outro objetivo: assegurar que at\u00e9 2015 meninos e meninas de todos os pa\u00edses possam completar a educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. O aumento dos custos do transporte pode se interpor no caminho das crian\u00e7as de comunidades rurais rumo \u00e0 escola, diz o estudo do Pnud, de 149 p\u00e1ginas.<\/p>\n<p>Em 2000, quando foram concebidos esses objetivos, a perspectiva de que os elevados pre\u00e7os do petr\u00f3leo constitu\u00edram um obst\u00e1culo importante parecia remota. \u201cUma eventual alta nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo nunca foi discutida h\u00e1 sete anos como um poss\u00edvel estorvo. Viv\u00edamos em um mundo feliz quando o pre\u00e7o do barril rondava os US$ 25\u201d, disse Mongia. A nova realidade que o aumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo imp\u00f5e aos planos de desenvolvimento regi\u00e3o \u00e9 dura.<\/p>\n<p>\u201cA regi\u00e3o \u00c1sia-Pac\u00edfico precisou somar US$ 400 bilh\u00f5es \u00e0 sua fatura anual de petr\u00f3leo desde 2003. Isto \u00e9 20 vezes o fluxo de ajuda anual \u00e0 regi\u00e3o\u201d, disse Hafiz Pasha, secret\u00e1rio-geral adjunto da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, na apresenta\u00e7\u00e3o do informe. Isto for\u00e7ou uma mudan\u00e7a. Muitos lares, tanto em comunidades rurais quanto nas cidades, recorreram a \u201ccombust\u00edveis mais tradicionais, mais sujos e de acesso mais dif\u00edcil. Isto tamb\u00e9m dificultou seus esfor\u00e7os para sair da pobreza\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Entrevistas feitas por pesquisadores do Pnud em casas pobres de zonas rurais e urbanas de China, \u00cdndia Indon\u00e9sia e Laos transmitiram essa tend\u00eancia. \u201cEntre 2002 e 2005, as fam\u00edlias entrevistadas sofreram alguns dr\u00e1sticos aumentos de pre\u00e7os, pagando no total 74% mais pela energia\u201d, diz o informe. O pagamento adicional inclui 171% mais para compra combust\u00edvel usado para cozinhar, 120% mais para transporte, 67% mais para eletricidade e 55% mais para ilumina\u00e7\u00e3o. Estes milh\u00f5es de lares ficaram com op\u00e7\u00f5es limitadas. Muitos permanecem \u00e0s escuras.<\/p>\n<p>Embora a popula\u00e7\u00e3o urbana \u201ctende a ser pior, j\u00e1 que n\u00e3o tem a alternativa de recolher lenha ou biomassa\u201d, os pobres de zonas rurais n\u00e3o s\u00e3o mais ricos, j\u00e1 que s\u00e3o \u201cmais vulner\u00e1veis aos pre\u00e7os mais altos do combust\u00edvel usado para ilumina\u00e7\u00e3o, especialmente em aldeias n\u00e3o eletrificadas\u201d. Para pa\u00edses pobres como o Nepal, a press\u00e3o teve impacto na qualidade de vida. \u201cHouve aumento da desigualdade entre ricos e pobres. Isto criou uma amea\u00e7a cr\u00edtica para o \u00eaxito dos Objetivos do Mil\u00eanio\u201d, disse Posh Raj Pandey, membro da comiss\u00e3o nacional de planejamento desse pa\u00eds. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bangkok, 26\/10\/2007 &ndash; Um novo mecanismo para medir o impacto do elevado pre\u00e7o do petr\u00f3leo sobre os pobres da \u00c1sia deixa em evidencia grandes amea\u00e7as. 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