{"id":3454,"date":"2007-11-19T15:56:24","date_gmt":"2007-11-19T15:56:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3454"},"modified":"2007-11-19T15:56:24","modified_gmt":"2007-11-19T15:56:24","slug":"energia-a-duzia-suja-do-setor-eletrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/11\/economia\/energia-a-duzia-suja-do-setor-eletrico\/","title":{"rendered":"Energia: A d\u00fazia suja do setor el\u00e9trico"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, 19\/11\/2007 &ndash; Os ambientalistas que investigam as companhias de eletricidade dos Estados Unidos que mais contribuem para as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono as batizaram de \u201ca d\u00fazia suja\u201d. <!--more--> Em primeiro lugar figura a Soutehrn Co., que anualmente lan\u00e7a na atmosfera 172 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono, segundo uma an\u00e1lise com as 50 mil usinas el\u00e9tricas do feita pelo n\u00e3o-governamental Centro para o Desenvolvimento Global, com sede em Washington. Da lista das que mais contaminam aparecem, em seguida, American Electric Power Inc, Duke Energy Corporation e AES Corporation.<\/p>\n<p>Os cientistas dizem que a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade responde por 25% das emiss\u00f5es globais de di\u00f3xido de carbono, o principal g\u00e1s entre os que provocam o efeito estufa, aos quais a maioria dos cientistas atribui o aquecimento do planeta. Dentro do setor, as companhias norte-americanas emitem a quarta parte do total mundial. A metade dessa \u201cd\u00fazia suja\u201d nos Estados Unidos est\u00e1 localizada em tr\u00eas Estados: Ge\u00f3rgia, Indiana e Texas. As doze usinas funcionam com carv\u00e3o. Os ambientalistas tamb\u00e9m empregam o termo \u201cd\u00fazia suja\u201d para se referirem \u00e0s subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e altamente contaminantes proibidas pela Conven\u00e7\u00e3o de Estocolmo.<\/p>\n<p>O estudo foi divulgado \u00e0s v\u00e9speras da confer\u00eancia internacional sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica que acontecer\u00e1 em Bali, na Indon\u00e9sia, no pr\u00f3ximo m\u00eas, preparada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. O Centro criou um novo site na Internet, o Observa\u00e7\u00e3o do Carbono para a A\u00e7\u00e3o (Carma, sigla em ingl\u00eas), no qual indica que o setor el\u00e9trico da Austr\u00e1lia se converteu no maior emissor de di\u00f3xido de carbono por habitante, embora os Estados Unidos continuem sendo o maior contaminador em termos absolutos. Em m\u00e9dia, cada habitante dos Estados Unidos \u00e9 respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de n\u00e3o menos de nove toneladas por ano, enquanto a cada australiano correspondem 11 toneladas.<\/p>\n<p>Segundo a base de dados de Carma, nos pa\u00edses pobres com maior popula\u00e7\u00e3o a contamina\u00e7\u00e3o por habitante \u00e9 menor do que nas na\u00e7\u00f5es ricas. Por exemplo, os chineses emitem, em media, duas toneladas de di\u00f3xido de carbono ao ano devido \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, enquanto os indianos apenas meia tonelada. Mas, se for considerado o total lan\u00e7ado na atmosfera, a China \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds que se aproxima das 2,8 bilh\u00f5es de toneladas anuais que o setor el\u00e9trico dos Estados Unidos joga na atmosfera.<\/p>\n<p>Atr\u00e1s da China (com 2,7 bilh\u00f5es de toneladas) aparecem R\u00fassia (661 milh\u00f5es), \u00cdndia (583 milh\u00f5es), Jap\u00e3o (400 milh\u00f5es), Alemanha (356 milh\u00f5es), Austr\u00e1lia (226 milh\u00f5es), \u00c1frica do Sul (222 milh\u00f5es), Gr\u00e3-Bretanha (212 milh\u00f5es) e Cor\u00e9ia do Sul (185 milh\u00f5es). Os pesquisadores do Centro dizem acreditar que investidores, seguradoras, emprestadores e especialistas ambientais utilizem a base de dados do Carma para fazer com que as companhias el\u00e9tricas adotem fontes de energia renov\u00e1vel e limpa, como a solar e a e\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u201cO Carma deixa transparente para as pessoas de todo o mundo a informa\u00e7\u00e3o sobre as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono do setor el\u00e9trico\u201d, disse David Wheeler, pesquisador do Centro e chefe da equipe que reuniu os dados. \u201c\u00c9 algo \u00fanico. Nunca antes este tipo de informa\u00e7\u00e3o esteve dispon\u00edvel em escala mundial. N\u00e3o s\u00f3 pode atuar como catalisador de a\u00e7\u00f5es para reduzir as emiss\u00f5es j\u00e1, como, tamb\u00e9m, fortalece a base de conhecimentos para supervisionar qualquer acordo futuro baseado no mercado\u201d, disse a presidente do Centro, Nancy Birdsall, que pode estar certa. Pesquisas anteriores j\u00e1 est\u00e3o sendo utilizadas por ambientalistas e prestamistas do setor el\u00e9trico em pa\u00edses em desenvolvimento, como China e Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>\u201cIsto ajudar\u00e1 a reduzir as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono, exercendo press\u00e3o sobre os maiores contaminadores e oferecendo uma recompensa em termos de boa reputa\u00e7\u00e3o aos produtores limpos\u201d, acrescentou Birdsall em uma declara\u00e7\u00e3o. Embora Austr\u00e1lia e Estados Unidos sejam os maiores emissores de di\u00f3xido de carbono do mundo em suas respectivas categorias, ambos se mostram reticentes em aderir aos acordos internacionais que fixam limites para essas emiss\u00f5es. Nesse sentido, n\u00e3o parecem ter inten\u00e7\u00e3o de assinar o Protocolo de Kyoto de 1997, que determina redu\u00e7\u00f5es das emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa nos pa\u00edses industriais at\u00e9 2012.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o existem s\u00e9rias d\u00favidas entre os cientistas sobre o fato de as emiss\u00f5es desses gases, que s\u00e3o produto da atividade humana, estarem alterando o clima do planeta. Existe um amplo consenso pelo qual controlar as emiss\u00f5es requer um sistema de mercado, pelo qual quem contaminar tenha de pagar e os que ajudarem a limpar a atmosfera tenham um beneficio econ\u00f4mico. Wheele expressou se desejo de que a comunidade internacional crie uma institui\u00e7\u00e3o para reunir, verificar e tornar p\u00fablica a informa\u00e7\u00e3o sobre emiss\u00f5es de todas as fontes de carbono importantes globalmente. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, 19\/11\/2007 &ndash; Os ambientalistas que investigam as companhias de eletricidade dos Estados Unidos que mais contribuem para as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono as batizaram de \u201ca d\u00fazia suja\u201d. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2007\/11\/economia\/energia-a-duzia-suja-do-setor-eletrico\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,5,10],"tags":[14],"class_list":["post-3454","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-economia","category-energia","tag-america-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3454\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}