{"id":347,"date":"2005-02-25T00:00:00","date_gmt":"2005-02-25T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=347"},"modified":"2005-02-25T00:00:00","modified_gmt":"2005-02-25T00:00:00","slug":"desenvolvimento-banco-mundial-ter-mais-dinheiro-para-no-mudar-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/02\/mundo\/desenvolvimento-banco-mundial-ter-mais-dinheiro-para-no-mudar-nada\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento: Banco Mundial ter&aacute; mais dinheiro, para n&atilde;o mudar nada"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 25\/02\/2005 &ndash; Os pa&iacute;ses ricos dar&atilde;o US$ 34 bilh&otilde;es adicionais para a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Fomento (AIF), o &oacute;rg&atilde;o do Banco Mundial encarregado dos empr&eacute;stimos a fundo perdido, nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos. &Eacute; este organismo que d&aacute; assist&ecirc;ncia os 81 pa&iacute;ses mais pobres do mundo, cujos habitantes vivem com um d&oacute;lar ou menos por dia. Trata-se do maior aumento de contribui&ccedil;&otilde;es dos &uacute;ltimos dois anos, e sup&otilde;e um aumento de 25% nos fundos totais da AIF. &quot;Este organismo &eacute; a linha da vida para muitos dos mais pobres do mundo, e este aumento em seus recursos representa um grande passo adiante nos esfor&ccedil;os da comunidade internacional para lutar contra a pobreza e atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para este mil&ecirc;nio&quot;, disse o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn. <br \/> <!--more--> <br \/> Os pa&iacute;ses da &Aacute;frica subsaariana, que t&ecirc;m as maiores d&iacute;vidas por habitante do mundo, receber&atilde;o ajuda financeira na forma de doa&ccedil;&otilde;es. Os pa&iacute;ses com d&iacute;vidas menores receber&atilde;o os chamados &quot;empr&eacute;stimos de longo prazo&quot;, sem juros, prazo de 40 anos e per&iacute;odo de car&ecirc;ncia de outros 10. Outras na&ccedil;&otilde;es obter&atilde;o uma combina&ccedil;&atilde;o entre as duas modalidades. De todo modo, o aumento n&atilde;o significa uma mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica tradicional do Banco Mundial, em cuja junta os pa&iacute;ses do Norte industrial t&ecirc;m maioria. A maior parte do dinheiro ser&aacute; usada para incentivar o que no mundo industrializado &eacute; chamado de &quot;um clima melhor para o investimento privado em pa&iacute;ses pobres&quot;, na iniciativa privada e no &quot;crescimento do setor privado nacional&quot;,<\/p>\n<p> Trata-se dos mesmos objetivos do Banco Mundial e do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) que s&atilde;o muito criticados por especialistas, ativistas e governos do mundo em desenvolvimento. As condi&ccedil;&otilde;es impostas para os empr&eacute;stimos e as instru&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas das duas institui&ccedil;&otilde;es servem, com freq&uuml;&ecirc;ncia, aos interesses dos pa&iacute;ses ricos e &agrave;s companhias ali radicadas, embora a finalidade desses cr&eacute;ditos seja aliviar a pobreza, afirmam os cr&iacute;ticos. Ativistas consideram que as medidas recomendadas pelo Banco e pelo FMI atendem fundamentalmente aos investidores privados alheios ao pa&iacute;s receptor dos cr&eacute;ditos, ao abrir o caminho para os mercados trabalhistas e aos seus recursos a pre&ccedil;o de banana.<\/p>\n<p> Em recentes protestos contra as duas institui&ccedil;&otilde;es, estas foram acusadas de colocarem persistentemente os interesses das corpora&ccedil;&otilde;es no mundo em desenvolvimento sobre os interesses da maioria pobre da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Criados depois da Segunda Guerra mundial para impedir desastres econ&ocirc;micos como os da depressa o de 1929, o Banco e o FMI s&atilde;o os principais emprestadores p&uacute;blicos do planeta. Os Estados Unidos, principal acionista destas institui&ccedil;&otilde;es, apoiou o aumento de seu tesouro, mas, advertiu que se dever assegurar que &quot;os escassos recursos sejam destinados ao uso mais efetivo poss&iacute;vel&quot;.<\/p>\n<p> O secret&aacute;rio do Tesouro norte-americano, John Snow, disse na ter&ccedil;a-feira esperar que o aumento das contribui&ccedil;&otilde;es incentivo o com&eacute;rcio, o fluxo de capital privado, as remessas e a adequa&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas em pa&iacute;ses em desenvolvimento. Segundo os cr&iacute;ticos, esta adequa&ccedil;&atilde;o implica um ambiente legal e regulat&oacute;rio semelhante aos predominantes no mundo ocidental. Representantes de organiza&ccedil;&otilde;es de ajuda ao desenvolvimento disseram n&atilde;o estarem surpresas diante da vincula&ccedil;&atilde;o das novas contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; liberaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica dos pa&iacute;ses que recebem os empr&eacute;stimos, com a maior parte do &iacute;mpeto desde os Estados Unidos, a Europa e o Jap&atilde;o.<\/p>\n<p> &quot;Sabia-se pelos documentos anal&iacute;ticos que alimentaram as negocia&ccedil;&otilde;es que os doadores se moviam nessa dire&ccedil;&atilde;o&quot;, disse Aldo Caliari, do n&atilde;o-governamental Centro de Preocupa&ccedil;&atilde;o, com sede em Washington. &quot;N&atilde;o &eacute; novidade os Estados Unidos quererem incrementar a &ecirc;nfase dos programas nacionais da AIF na liberaliza&ccedil;&atilde;o dos investimentos, na privatiza&ccedil;&atilde;o e na reforma do clima de investimentos, e que os europeus s&atilde;o s&oacute;cios nessa vis&atilde;o&quot;, acrescentou. Os Estados Unidos tamb&eacute;m querem maior supervis&atilde;o do Banco nos programas implementados nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. &quot;Sem medi&ccedil;&otilde;es e diagn&oacute;sticos anal&iacute;ticos, &eacute; imposs&iacute;vel reiterar os &ecirc;xitos, fazer corre&ccedil;&otilde;es de m&eacute;dio prazo ou eliminar programas improdutivos&quot;, afirmou Snow nesse sentido.<\/p>\n<p> O Banco Mundial afirma que utilizar&aacute; &quot;os indicadores sistem&aacute;ticos&quot; baseados sobre as metas do mil&ecirc;nio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, bem como os pr&oacute;prios sistemas estat&iacute;sticos dos pa&iacute;ses. As metas do mil&ecirc;nio foram fixadas na presen&ccedil;a de numerosos chefes de Estado e de governo em uma sess&atilde;o especial da Assembl&eacute;ia Geral da ONU realizada em setembro de 2000. Entre as metas figuram garantir at&eacute; 2015 a educa&ccedil;&atilde;o universal de meninos e meninas e reduzir &agrave; metade, em rela&ccedil;&atilde;o a 1990, a popula&ccedil;&atilde;o de pobres, famintos e de pessoas sem acesso &agrave; &aacute;gua pot&aacute;vel nem meios para custe&aacute;-la. Outros objetivos estabelecidos em 200 pelos 189 pa&iacute;ses ent&atilde;o integrantes das Na&ccedil;&otilde;es Unidas foram promover a igualdade de g&ecirc;nero, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a sa&uacute;de materna, combater o HIV\/aids, a mal&aacute;ria e outras enfermidades e garantir a sustentabilidade ambiental. (IPS\/Envolverde) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 25\/02\/2005 &ndash; Os pa&iacute;ses ricos dar&atilde;o US$ 34 bilh&otilde;es adicionais para a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Fomento (AIF), o &oacute;rg&atilde;o do Banco Mundial encarregado dos empr&eacute;stimos a fundo perdido, nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos. &Eacute; este organismo que d&aacute; assist&ecirc;ncia os 81 pa&iacute;ses mais pobres do mundo, cujos habitantes vivem com um d&oacute;lar ou menos por dia. Trata-se do maior aumento de contribui&ccedil;&otilde;es dos &uacute;ltimos dois anos, e sup&otilde;e um aumento de 25% nos fundos totais da AIF. &quot;Este organismo &eacute; a linha da vida para muitos dos mais pobres do mundo, e este aumento em seus recursos representa um grande passo adiante nos esfor&ccedil;os da comunidade internacional para lutar contra a pobreza e atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para este mil&ecirc;nio&quot;, disse o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn. <br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/02\/mundo\/desenvolvimento-banco-mundial-ter-mais-dinheiro-para-no-mudar-nada\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-347","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}