{"id":3657,"date":"2008-02-21T18:02:37","date_gmt":"2008-02-21T18:02:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3657"},"modified":"2008-02-21T18:02:37","modified_gmt":"2008-02-21T18:02:37","slug":"direitos-humanos-imigrantes-altamente-qualificados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/02\/mundo\/direitos-humanos-imigrantes-altamente-qualificados\/","title":{"rendered":"Direitos Humanos: Imigrantes altamente qualificados"},"content":{"rendered":"<p>Paris, 21\/02\/2008 &ndash; Os pa\u00edses ricos devem se esfor\u00e7ar mais para integrar os imigrantes em suas sociedades e mercados de trabalho se quiserem colher os benef\u00edcios econ\u00f4micos de suas qualifica\u00e7\u00f5es profissionais, afirmou a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico. <!--more--> Em quase todas as na\u00e7\u00f5es que integram a OCDE, cujos 30 membros incluem os pa\u00edses mais ricos e duas economias emergentes, Cor\u00e9ia do Sul e M\u00e9xico, o mais comum \u00e9 os imigrantes realizarem tarefas abaixo de sua qualifica\u00e7\u00e3o, destacou a organiza\u00e7\u00e3o em um estudo divulgado ontem. Os autores do trabalho classificaram os imigrantes segundo seu pa\u00eds de origem, idade, n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o, ocupa\u00e7\u00e3o e setor de atividade.<\/p>\n<p>O informe define o imigrante como \u201cuma pessoa cujo lugar de nascimento difere de seu pa\u00eds de resid\u00eancia\u201d. Portanto, n\u00e3o considera os problemas que enfrentam os imigrantes de segunda gera\u00e7\u00e3o. O estudo \u201cPerfil das popula\u00e7\u00f5es imigrantes no s\u00e9culo XXI\u201d destaca que na \u00e1rea da OCDE a porcentagem de estrangeiros com educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria (24%) \u00e9 maior do que entre os nativos (19,1%). Mas, ao mesmo tempo, a por\u00e7\u00e3o de imigrantes com pouca ou nenhuma educa\u00e7\u00e3o supera a registrada entre os nascidos nos pa\u00edses analisados.<\/p>\n<p>Os imigrantes mais recentes tendem a ter maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o do que os integrantes de ondas anteriores. Poucos dos gregos, italianos e portugueses que h\u00e1 muitos anos partiram para outros paises da OCDE t\u00eam educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria. Mas os imigrantes altamente qualificados da China e da \u00cdndia, que partiram recentemente para os Estados Unidos, fizeram com que haja uma super-representa\u00e7\u00e3o de pessoas de origem asi\u00e1tica nas \u00e1reas de ci\u00eancia e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o. Na Espanha, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia a quantidade de pessoas empregadas em um trabalho para o qual est\u00e3o superqualificadas duplica em rela\u00e7\u00e3o ao numero de trabalhadores nativos em id\u00eantica situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses pa\u00edses mais se converteram h\u00e1 pouco em receptores de imigrantes, que t\u00eam problemas com o idioma e podem necessitar de algum tempo para superar obst\u00e1culos legais e administrativos, diz o estudo. Parecem dispostos a aceitar trabalhos de baixa qualifica\u00e7\u00e3o, com a esperan\u00e7a de r\u00e1pida ascens\u00e3o na escala social. Um fen\u00f4meno semelhante, embora por raz\u00f5es diferentes, se verifica em alguns pa\u00edses escandinavos que aceitam refugiados. Embora frequentemente sejam altamente qualificados, sofreram uma expatria\u00e7\u00e3o s\u00fabita e n\u00e3o planejada, em muitos casos carecem de diplomas que atestem seus conhecimentos e ignoram quanto tempo permanecer\u00e3o no pa\u00eds que os recebeu, diz o informe da OCDE.<\/p>\n<p>A B\u00e9lgica \u00e9 um caso \u00e0 parte. Como 60% de seus imigrantes prov\u00eam de outros pa\u00edses da OCDE, t\u00eam menos dificuldades para encontrar um trabalho de acordo com seu n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, \u00e9 o pa\u00eds com uma das menores taxas de emprego para mulheres imigrantes com baixa qualifica\u00e7\u00e3o. \u201cEm prepara\u00e7\u00e3o para o futuro, os governos devem agir agora e adotar pol\u00edticas que atendam suas necessidades na \u00e1rea do trabalho, em parte atrav\u00e9s da imigra\u00e7\u00e3o, e facilitar a integra\u00e7\u00e3o desses imigrantes\u201d, disse o secret\u00e1rio-geral da OCDE, Angel Gurr\u00eda. \u201cCada membro da OCDE deve fazer disto uma prioridade. \u00c9 social, pol\u00edtica, \u00e9tica e moralmente correto, mas tamb\u00e9m \u00e9 um ato de estrita racionalidade econ\u00f4mica\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A OCDE recomendou aos seus membros que invistam mais em cursos do idioma para imigrantes e removam os obst\u00e1culos que existem para reconhecer suas qualifica\u00e7\u00f5es e experi\u00eancia profissional em seus pa\u00edses de origem. \u201cPor fim \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 fundamental\u201d, disse o diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da organiza\u00e7\u00e3o, John Martin. \u201cEm alguns pa\u00edses, ter o nome errado reduz consideravelmente as possibilidades de ingresso no mercado profissional. E o setor p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 um bom empregador contratando imigrantes altamente qualificados\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A fuga de c\u00e9rebros parece afetar mais as pequenas na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica e do Caribe, segundo o informe da OCDE. Mais de 40% das pessoas altamente qualificadas de Fiji, Jamaica e Ilhas Mauricio vivem no exterior, e se chega a 50% nos casos de Angola, Mo\u00e7ambique, Serra Leoa, Tanz\u00e2nia e Trinidad e Tobago. \u201cMesmo um bom trabalho em um pa\u00eds em vias de desenvolvimento pode pagar menos do que um posto de trabalho em um pa\u00eds membro da OCDE para a qual essa pessoa est\u00e1 superqualificada\u201d, disse Gurr\u00eda. Mas, ao mesmo tempo, reduziu o impacto da fuga de c\u00e9rebros nos pa\u00edses pobres. \u201cEstima-se que a escassez de pessoal em seus setores de sa\u00fade seja oito vezes o n\u00famero de trabalhadores da sa\u00fade estrangeiros no \u00e2mbito da OCDE. Ou seja, que se for detida, caso isso seja poss\u00edvel, ajudaria um pouco, mas n\u00e3o resolveria o problema\u201d, afirmou. Nos casos de Brasil, China e \u00cdndia, menos de 5% das pessoas altamente qualificadas emigraram. \u201cH\u00e1 mais oportunidades\u201d, disse Gurr\u00eda.<\/p>\n<p>O estudo da OCDE diz que os imigrantes asi\u00e1ticos t\u00eam um n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria em maior propor\u00e7\u00e3o do que os da \u00c1frica ou Am\u00e9rica Latina. Mas de 38% deles contam com essa qualifica\u00e7\u00e3o, contra a media de 24%. Nos Estados Unidos, mais de 20% dos imigrantes com educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria nascidos na \u00c1sia trabalham como profissionais na \u00e1rea cient\u00edfica. Em media, 7,5% da popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses-membros da OCDE s\u00e3o estrangeiros. A maior propor\u00e7\u00e3o se registra em Luxemburgo (32,5%), Austr\u00e1lia (23%) e Su\u00ed\u00e7a (22,6%). (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paris, 21\/02\/2008 &ndash; Os pa\u00edses ricos devem se esfor\u00e7ar mais para integrar os imigrantes em suas sociedades e mercados de trabalho se quiserem colher os benef\u00edcios econ\u00f4micos de suas qualifica\u00e7\u00f5es profissionais, afirmou a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/02\/mundo\/direitos-humanos-imigrantes-altamente-qualificados\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1520,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,4],"tags":[],"class_list":["post-3657","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1520"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3657\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}