{"id":3685,"date":"2008-03-05T18:08:44","date_gmt":"2008-03-05T18:08:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3685"},"modified":"2008-03-05T18:08:44","modified_gmt":"2008-03-05T18:08:44","slug":"dia-internacional-da-mulher-o-parlamentos-se-feminizam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/03\/mundo\/dia-internacional-da-mulher-o-parlamentos-se-feminizam\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher: O parlamentos se feminizam"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 05\/03\/2008 &ndash; A participa\u00e7\u00e3o de mulheres nos parlamentos do mundo cresce lenta mas constantemente e com efeitos que j\u00e1 se notam nos programas de trabalho desses corpos legislativos, afirmou o secret\u00e1rio-geral da Uni\u00e3o Interpalamentar (UIP), Anders B. Johnsson. <!--more--> As conseq\u00fc\u00eancias desse incremento, de 2% nos \u00faltimos tr\u00eas anos, se percebe nas agendas legislativas impregnadas de quest\u00f5es de g\u00eanero, acrescentou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Por exemplo, o problema da viol\u00eancia contra a mulher j\u00e1 figura na ordem do dia dos parlamentos, coisa que n\u00e3o acontecia antes em muitos casos, disse o executivo da entidade fundada em 1889 e que agora conta com 146 parlamentos nacionais filiados. \u201cCome\u00e7a-se a levar a s\u00e9rio esse tipo de problema, com a aprova\u00e7\u00e3o de leis ou programas de prote\u00e7\u00e3o da mulher e da inf\u00e2ncia. E com isso s\u00e3o muitas as mudan\u00e7as operadas na agenda dos Estados, para bem da sociedade, pela maior presen\u00e7a das mulheres nos parlamentos\u201d, disse o secret\u00e1rio da UIP.<\/p>\n<p>Os dados divulgados pela entidade, por ocasi\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo s\u00e1bado do Dia Internacional da Mulher, mostram que a propor\u00e7\u00e3o de mulheres parlamentares nas c\u00e2maras legislativas de todos os pa\u00edses era de 17,7% do total em 1\u00ba de janeiro desse ano. Na mesma data, em 2005, essa propor\u00e7\u00e3o era de 15,7%. Em 1995, apenas 11,3% das cadeiras parlamentares eram ocupadas por mulheres. Em detalhe, os n\u00fameros referente at\u00e9 31 de dezembro de 2007 atribuem \u00e0s mulheres 17,8% das cadeiras nas c\u00e2maras baixas ou de parlamento unicameral e 16,7% das c\u00e2maras altas ou Senado.<\/p>\n<p>\u201cNa UIP estamos convencidos de que a mulher estabelece uma diferen\u00e7a saud\u00e1vel na vida pol\u00edtica\u201d, disse Johnsson. Essa conclus\u00e3o ficar\u00e1 demonstrada em um estudo que a entidade divulgar\u00e1 em algumas semanas, acrescentou. As diferen\u00e7as surgem sobretudo nos pa\u00edses onde h\u00e1 uma forte presen\u00e7a de mulheres parlamentares, de 25% a 30%. Nesses casos, as mudan\u00e7as s\u00e3o evidentes, insistiu. As legisladoras proporcionam uma sensibilidade bastante diferente da dos homens nas quest\u00f5es sociais, disse, acrescentando que, talvez, isso tenha a ver com o papel que no passado desempenharam nas sociedades e que ainda t\u00eam em muitas delas.<\/p>\n<p>A sensibilidade mais forte das parlamentares fica evidente em quest\u00f5es como inf\u00e2ncia, educa\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o social, tanto de homens quanto de mulheres e idosos. Quando os parlamentos debatem quest\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias ou relacionadas com as for\u00e7as armadas, sistemas de defesa ou de seguran\u00e7a nacional, as mulheres insistem que se introduza na discuss\u00e3o esses \u00e2ngulos sociais, disse Johnsson. As regi\u00f5es do mundo mostram diferen\u00e7as de participa\u00e7\u00e3o feminina. Os pa\u00edses n\u00f3rdicos est\u00e3o entre os melhores, com Su\u00e9cia e Finl\u00e2ndia na lideran\u00e7a, em posi\u00e7\u00f5es que ocupam h\u00e1 muitos anos.<\/p>\n<p>Mas o ranking de pa\u00edses com pelo menos 40% de mulheres parlamentares registra este ano novamente Ruanda e Su\u00e9cia, agora seguidos por Finl\u00e2ndia e Argentina, os \u00fanicos quatro nessa categoria. Ruanda pertence ao grupo de na\u00e7\u00f5es que atravessaram um per\u00edodo traum\u00e1tico, neste caso de genoc\u00eddio cometido em 1994 contra cerca de 800 mil pessoas, em sua maioria membros da etnia tutsi, por parte da minoria hutu. Nessa \u00e9poca, as mulheres de Ruanda tiveram de assumir responsabilidades que tradicionalmente n\u00e3o assumiam e que, terminado o conflito, n\u00e3o quiseram ceder, explicou Johnsson. Mulheres de todo o mundo e a comunidade internacional ajudaram as ruandesas a estabelecer um regime eleitoral que introduziu o sistema de cotas e uma sensibilidade de g\u00eanero a todo o processo, disse o secret\u00e1rio da UIP.<\/p>\n<p>De todo modo, o exemplo de Ruanda ser\u00e1 posto \u00e0 prova nas elei\u00e7\u00f5es deste ano. Quanto \u00e0 Argentina, Johnsson disse que \u00e9 um dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que levam a s\u00e9rio a quest\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos parlamentos. Este pa\u00eds estabeleceu o sistema de cotas para mulheres nas listas eleitorais. \u201cE as cotas funcionam\u201d, disse entusiasmado. A media de mulheres parlamentares na Am\u00e9rica Latina chega a 20% e em cada um dos pa\u00edses da \u00e1rea onde houve elei\u00e7\u00f5es em 2007 os resultados foram bem animadores a respeito. Al\u00e9m disso, a tend\u00eancia prossegue nas na\u00e7\u00f5es que tiveram elei\u00e7\u00f5es no come\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>A Europa, em geral, apresenta uma m\u00e9dia de 20,9%, embora se forem exclu\u00eddos os pa\u00edses n\u00f3rdicos caia para 19% sendo superada pelos pa\u00edses da Am\u00e9rica com 20,7%. A \u00c1frica subsaariana segue com 17,3%; a \u00c1sia com 16,9%; o Pacifico com 12,9% e os Estados \u00e1rabes com 9,6% de mulheres parlamentares. De todos os dados apresentados pela UIP, impressiona o fato de em mais da metade dos pa\u00edses do mundo as mulheres ocuparem menos de 10% das cadeiras, o que \u00e9 um p\u00e9ssimo indicador, lamentou Johnsson. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 05\/03\/2008 &ndash; A participa\u00e7\u00e3o de mulheres nos parlamentos do mundo cresce lenta mas constantemente e com efeitos que j\u00e1 se notam nos programas de trabalho desses corpos legislativos, afirmou o secret\u00e1rio-geral da Uni\u00e3o Interpalamentar (UIP), Anders B. 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