{"id":3879,"date":"2008-05-15T16:11:21","date_gmt":"2008-05-15T16:11:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3879"},"modified":"2008-05-15T16:11:21","modified_gmt":"2008-05-15T16:11:21","slug":"desenvolvimento-os-ricos-podem-fazer-mais-para-ajudar-a-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/05\/africa\/desenvolvimento-os-ricos-podem-fazer-mais-para-ajudar-a-africa\/","title":{"rendered":"DESENVOLVIMENTO: Os ricos podem fazer mais para ajudar a \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p>Washington,, 15\/05\/2008 &ndash; Su\u00e9cia, Irlanda e Gr\u00e3-Bretanha s\u00e3o, entre 21 pa\u00edses ricos analisados por especialistas do Centro para o Desenvolvimento Global (CGD), com sede em Washington, os mais comprometidos com o desenvolvimento da \u00c1frica, embora todos eles possam fazer mais para ajudar o continente africano. <!--more--> Os Estados Unidos, a maior economia do mundo, figura em um distante 13\u00ba lugar, enquanto o Jap\u00e3o continua sendo o pa\u00eds rico que menos ajuda a \u00c1frica, segundo o \u00cdndice de Compromisso com o Desenvolvimento (CDI) desse centro. Este estudo anual avalia o grau de ajuda ou dano que implicam as pol\u00edticas dos pa\u00edses ricos para as na\u00e7\u00f5es africanas.<\/p>\n<p>Segundo o CDI, Su\u00e9cia, Irlanda e Gr\u00e3-Bretanha s\u00e3o os que mais fazem para ajudar esse continente nas categorias analisadas. O \u00edndice leva em conta n\u00e3o apenas o valor da ajuda, mas tamb\u00e9m a qualidade da assist\u00eancia, a abertura dos mercados \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es africanas, a responsabilidade ambiental e o apoio a mecanismos multilaterais de seguran\u00e7a como miss\u00f5es de paz e interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias. O CDI avalia negativamente, por outro lado, os pa\u00edses que exportam armas para regimes autorit\u00e1rios com um alto n\u00edvel de gasto militar. Tamb\u00e9m considera pol\u00edticas migrat\u00f3rias e de investimento, bem como a disposi\u00e7\u00e3o de compartilhar livremente as tecnologias. Est\u00e1 desenhado para substituir o crit\u00e9rio tradicional de medir a ajuda externa apenas como uma porcentagem do produto interno bruto. \u201cAs na\u00e7\u00f5es ricas est\u00e3o vinculadas com a \u00c1frica de m\u00faltiplas formas, n\u00e3o apenas atrav\u00e9s da ajuda externa\u201d, disse \u00e0 IPS Steve Roodeman, do CGD. \u201cSe queremos ser s\u00e9rios em mat\u00e9ria de ajuda para o desenvolvimento da \u00c1frica n\u00e3o podemos olhar um aspecto parcial. Temos que dar aten\u00e7\u00e3o ao conjunto\u201d.<\/p>\n<p>O CDI coloca a Su\u00e9cia no topo da lista por suas a\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de ajuda e seguran\u00e7a, enquanto a Irlanda aparece em segundo lugar devido \u00e0 magnitude da ajuda que d\u00e1 e \u00e0 forte presen\u00e7a de suas tropas na miss\u00e3o de paz presente na Lib\u00e9ria. A Gr\u00e3-Bretanha vem em seguida por ser um dos maiores investidores e garantidores da seguran\u00e7a na \u00c1frica. Tamb\u00e9m se destacam suas pol\u00edticas \u201camig\u00e1veis\u201d em mat\u00e9ria de migra\u00e7\u00f5es e meio ambiente. Portugal, sexto no \u00edndice, figura na cabe\u00e7a do grupo de na\u00e7\u00f5es ricas no que se refere ao grau de abertura para os imigrantes africanos. O \u00faltimo lugar cabe ao Jap\u00e3o, fundamentalmente por suas exorbitantes tarifas alfandeg\u00e1rias que aplica \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de arroz, entre 600% e 800%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, os Estados Unidos est\u00e3o em \u00faltimo lugar, por se negar a ratificar o Protocolo de Kyoto, que at\u00e9 agora constitui o esfor\u00e7o internacional mais s\u00e9rio para combater a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. O estudo menciona, para explicar essa baixa qualifica\u00e7\u00e3o, o elevado volume das emiss\u00f5es norte-americanas de gases causadores do efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global, e a baixa carga de impostos sobre os combust\u00edveis. Os Estados Unidos tamb\u00e9m recebem uma pobre avalia\u00e7\u00e3o pela escassa ajuda externa que destina a \u00c1frica, em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho de sua economia. Mas, em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a Washington aparece em quarto lugar, atr\u00e1s de Gr\u00e3-Bretanha, Irlanda e Su\u00e9cia, o que gerou cr\u00edticas por parte de organiza\u00e7\u00f5es civis que, de todo modo, consideram o CDI confi\u00e1vel na avalia\u00e7\u00e3o de outros itens.<\/p>\n<p>A n\u00e3o-governamental Africa Action, com sede em Washington, disse que a pol\u00edtica de seguran\u00e7a dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o a esse continente \u201cest\u00e1 se movendo em uma dire\u00e7\u00e3o muito perigosa, que tem o potencial de criar grande quantidade de problemas de desenvolvimento\u201d. Em especial, a entidade menciona a cria\u00e7\u00e3o da Africom, uma estrutura de comando militar unificada com jurisdi\u00e7\u00e3o sobre o continente. \u201cPode representar uma mudan\u00e7a fundamental nas rela\u00e7\u00f5es entre \u00c1frica e Estados Unidos\u201d, disse \u00e0 IPS Michael Swigert, da Africa Action. O Departamento de Defesa tomaria sob seu controle fun\u00e7\u00f5es de desenvolvimento que antes estavam na \u00f3rbita da Ag\u00eancia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) ou do Departamento de Estado, acrescentou Swigert. O grupo fez uma advert\u00eancia sobre o risco de \u201cmilitarizar\u201d a pol\u00edtica de desenvolvimento de Washington.<\/p>\n<p>Roodman destacou que a principal mensagem do \u00edndice \u00e9 que os pa\u00edses ricos podem fazer muito mais para estimular o desenvolvimento da \u00c1frica. Inclusive a Su\u00e9cia, que figura no topo da lista, com uma qualifica\u00e7\u00e3o m\u00e9dia em quatro das sete \u00e1reas analisadas pelo CDI. \u201cNenhum dos pa\u00edses, portanto, pode se mostrar satisfeito com seu desempenho. Todos podem fazer um esfor\u00e7o maior. Os tit\u00e3s do Grupo dos Oito pa\u00edses mais poderosos do mundo que figuram nas posi\u00e7\u00f5es mais inferiores t\u00eam, especialmente, a oportunidade de ajudar muito mais os africanos\u201d, destacou o CGD.<\/p>\n<p>Entre os desafios que exigem uma resposta das na\u00e7\u00f5es ricas est\u00e1 a amea\u00e7a provocada pelo constante aumento do pre\u00e7o dos alimentos. O Banco Africano de Desenvolvimento e a ONU advertiram na segunda-feira que a crise alimentar poderia anular os progressos realizados por muitos pa\u00edses rumo aos Objetivos de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Mil\u00eanio, que entre outras metas tem reduzir a pobreza extrema at\u00e9 2015, e reclamaram maior assist\u00eancia por parte das na\u00e7\u00f5es ricas. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington,, 15\/05\/2008 &ndash; Su\u00e9cia, Irlanda e Gr\u00e3-Bretanha s\u00e3o, entre 21 pa\u00edses ricos analisados por especialistas do Centro para o Desenvolvimento Global (CGD), com sede em Washington, os mais comprometidos com o desenvolvimento da \u00c1frica, embora todos eles possam fazer mais para ajudar o continente africano. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/05\/africa\/desenvolvimento-os-ricos-podem-fazer-mais-para-ajudar-a-africa\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,4,11],"tags":[],"class_list":["post-3879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3879\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}