{"id":3972,"date":"2008-06-13T16:56:40","date_gmt":"2008-06-13T16:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=3972"},"modified":"2008-06-13T16:56:40","modified_gmt":"2008-06-13T16:56:40","slug":"alimentacao-precos-altos-por-mais-cinco-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/06\/mundo\/alimentacao-precos-altos-por-mais-cinco-anos\/","title":{"rendered":"ALIMENTA\u00c7\u00c3O: Pre\u00e7os altos por mais cinco anos"},"content":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, 13\/06\/2008 &ndash; Centenas de milh\u00f5es de pessoas de todo o mundo, em sua maioria de pa\u00edses industrializados, poder\u00e3o afundar na pobreza se o pre\u00e7o dos alimentos continuar aumentando, previu o Banco Mundial. <!--more--> \u201cA maioria dos afetados que agora vivem sobre a linha da pobreza de um d\u00f3lar por dia, ficar\u00e3o abaixo dela. Isso \u00e9 preocupante\u201d, disse o vice-presidente da institui\u00e7\u00e3o, Danny Leipziger, na Confer\u00eancia Anual sobre Economia para o Desenvolvimento (BDCDE, sigla em ingl\u00eas) a reuni\u00e3o organizada pelo Banco e pelo Departamento do Tesouro da \u00c1frica do Sul aconteceu esta semana na Cidade do Cabo sob o lema \u201cGente, pol\u00edtica e globaliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Os progn\u00f3sticos de Leipziger, encarregado da \u00c1rea de Redu\u00e7\u00e3o da Pobreza e Administra\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Banco, diminu\u00edram o otimismo exibido pela institui\u00e7\u00e3o em seu informe \u201cFluxos mundiais de financiamento para o desenvolvimento 2008\u201d. O estudo, divulgado tamb\u00e9m nesta semana, prev\u00ea que o crescimento econ\u00f4mico da \u00c1frica subsaariana aumentar\u00e1 mais este ano. O documento, apresentado na ABCDE, conclui que a economia de v\u00e1rias regi\u00f5es em desenvolvimento crescer\u00e1 este ano, embora o crescimento mundial tenda a cair dos 3,7% de 2007 para 2,7%. Espera-se que o crescimento econ\u00f4mico da \u00c1frica Subsaariana se acelere em uma m\u00e9dia de 6,5% at\u00e9 o final deste n\u00e3o, o n\u00edvel mais elevado da regi\u00e3o em 38 anos.<\/p>\n<p>Leipziger explicou que o encarecimento dos alimentos \u201cquase n\u00e3o tem impacto em um n\u00edvel macroecon\u00f4mico, mas \u00e9 vis\u00edvel e not\u00f3rio nos lares\u201d. De todo modo, esses pre\u00e7os n\u00e3o continuar\u00e3o aumentando para sempre, acrescentou. \u201cAcabar\u00e3o baixando. Segundo nossas estimativas, vai demorar de quatro a cinco anos at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o ficar estabilizada. Mas, isso n\u00e3o significa que chegar\u00e3o ao n\u00edvel em que estavam h\u00e1 alguns anos\u201d, acrescentou. As causas do aumento s\u00e3o m\u00faltiplas. O que dificulta a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 que muitas delas est\u00e3o interligadas, segundo Sheryl Hendriks, diretora do Centro Africano para a Seguran\u00e7a Alimentar da Universidade KwaZulu Natal, da \u00c1frica do Sul. \u201cA alta hist\u00f3rica do petr\u00f3leo \u00e9 uma dessas causas. Quando o combust\u00edvel aumenta, os alimentos tamb\u00e9m sobem\u201d, disse Hendriks na confer\u00eancia, realizada entre segunda e quarta-feira desta semana.<\/p>\n<p>Por outro lado, o auge dos biocombust\u00edveis reduz o cultivo de alimentos, por isso o fornecimento n\u00e3o atende a crescente demanda por comida. \u201cA demanda de biocombust\u00edveis e sua produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez maiores, enquanto a produ\u00e7\u00e3o alimentar diminui, o que tem impacto nos pre\u00e7os\u201d, afirmou o economista-chefe do Banco Mundial, Justin Lin. A situa\u00e7\u00e3o se agrava por causa dos subs\u00eddios que Estados Unidos e Uni\u00e3o Europ\u00e9ia d\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o destinada ao refino de biocombust\u00edveis e n\u00e3o \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, segundo Lin. \u201cEm conseq\u00fc\u00eancia, o fornecimento de alimentos se contraiu e n\u00e3o atende a demanda, o que faz aumentar seu pre\u00e7o\u201d, afirmou Michael Spence, pr\u00eamio Nobel de Economia e presidente da comiss\u00e3o sobre crescimento do Banco. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada de bom nestes subs\u00eddios\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses em desenvolvimento \u2013 entre eles os africanos \u2013 s\u00e3o os mais afetados pela crise alimentar. Segundo Spence, \u201cos lares de pa\u00edses pobres usam grande parte de sua renda em alimentos\u201d. Mas a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 totalmente nefasta, acrescentou. \u201cH\u00e1 uma oportunidade enorme na \u00c1frica. Este continente \u00e9 rico em recursos, se comparado com as outras regi\u00f5es. A riqueza pode ser investida em programas que promovam a cria\u00e7\u00e3o de trabalho e estimulem a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u201d, afirmou. Lin alegou que \u00e9 preciso mais. Para que a \u00c1frica aumente sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola as novas tecnologias e a infra-estrutura s\u00e3o cruciais, \u201clocalizadas e adaptadas a cada pa\u00eds africano em particular. O que funciona no Brasil ou na china n\u00e3o necessariamente funciona na \u00c1frica\u201d, disse.<\/p>\n<p>Lesetja Kganyago, diretor-geral do Departamento do Tesouro da \u00c1frica do Sul, concorda que a introdu\u00e7\u00e3o de novas tecnologias \u00e9 importante. Mas, h\u00e1 outras maneiras de estimular a agricultura africana. \u201cPrecisamos torn\u00e1-la mais atraente para que nossos agricultores produzam alimentos com fins alimentares. Mas, o que dever\u00edamos fazer \u00e9 implementar barreiras alfandeg\u00e1rias protecionistas\u201d, insistiu. \u201cN\u00e3o podemos usar estas t\u00e9cnicas para proteger nossos produtores e nossa ind\u00fastria agr\u00edcola. N\u00e3o podemos esquecer que j\u00e1 lutamos contra as tarifas alfandeg\u00e1rias da Europa e dos Estados Unidos. Ao usar a mesma t\u00e1tica, enfraquecemos nossas tentativas de entrar no mercado mundial\u201d, afirmou Kganyago. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, 13\/06\/2008 &ndash; Centenas de milh\u00f5es de pessoas de todo o mundo, em sua maioria de pa\u00edses industrializados, poder\u00e3o afundar na pobreza se o pre\u00e7o dos alimentos continuar aumentando, previu o Banco Mundial. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/06\/mundo\/alimentacao-precos-altos-por-mais-cinco-anos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":143,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,10,4],"tags":[21],"class_list":["post-3972","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-mundo","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/143"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3972\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}