{"id":400,"date":"2005-03-14T00:00:00","date_gmt":"2005-03-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=400"},"modified":"2005-03-14T00:00:00","modified_gmt":"2005-03-14T00:00:00","slug":"comrcio-uma-omc-para-os-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/03\/mundo\/comrcio-uma-omc-para-os-pobres\/","title":{"rendered":"Com&eacute;rcio: Uma OMC para os pobres"},"content":{"rendered":"<p>Bruxelas, 14\/03\/2005 &ndash; O candidato proposto pelos Estados da &Aacute;frica, Caribe e Pac&iacute;fico (ACP) para dirigir a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, Jaya Krishna Cuttaree, prometeu trabalhar por um sistema comercial que proteja os pa&iacute;ses mais pobres. Cuttaree, chanceler da Maurit&acirc;nia desde dezembro de 2003, tamb&eacute;m destacou que lutar&aacute; para que as na&ccedil;&otilde;es mais pobres sejam ouvidas nas negocia&ccedil;&otilde;es sobre com&eacute;rcio mundial, caso seja eleito novo diretor-geral da OMC, que tem sede em Genebra. &quot;Um sistema comercial multilateral efetivo e justo &eacute; desejado por todos os membros da organiza&ccedil;&atilde;o, mas, ainda mis por n&oacute;s, os pa&iacute;ses em desenvolvimento, mais vulner&aacute;veis e mais fracos e com pouca influ&ecirc;ncia nas negocia&ccedil;&otilde;es&quot;, disse a jornalistas, na semana passada, em Bruxelas. &quot;Se o com&eacute;rcio vai ser o motor da luta contra a pobreza, &eacute; muito importante para a OMC que os pa&iacute;ses em desenvolvimento sintam que s&atilde;o parte do processo&quot;, destacou.<br \/> <!--more--> <br \/> A campanha para eleger um novo chefe da OMC come&ccedil;ou oficialmente em 145 de dezembro passado. O atual diretor-geral, o tailand&ecirc;s Supachai Panitchpakdi, deve deixar o cargo no dia 30 de agosto. At&eacute; agora h&aacute; quatro candidatos, tr&ecirc;s deles dos pa&iacute;ses em desenvolvimento e um do Norte industrializado. Cuttaree compete com o embaixador brasileiro Luiz Felipe de Seixas Correa; com o uruguaio Carlos P&eacute;rez del Castilllo, ex-representante de seu pa&iacute;s na organiza&ccedil;&atilde;o e ex-presidente do Conselho Geral desse organismo, e com o ex-comiss&aacute;rio de com&eacute;rcio da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, Pascal Lamy. Na Rodada de Doha de negocia&ccedil;&otilde;es multilaterais, Cuttaree se destacou como o principal porta-voz da ACP, grupo criado em 1975 por 77 na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento que haviam sido enclaves coloniais da Europa.<\/p>\n<p> P&eacute;rez del Castillo &eacute; considerado um dos arquitetos do Mercosul, enquanto o brasileiro Correa ganhou notoriedade na reuni&atilde;o ministerial da OMC no balne&aacute;rio mexicano de Cancun, em setembro de 2003, e por liderar a forma&ccedil;&atilde;o do Grupo dos 20 pa&iacute;ses em desenvolvimento (G-20). Este grupo de pa&iacute;ses do Sul exigiu das na&ccedil;&otilde;es industrializadas uma dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o de seus subs&iacute;dios agr&iacute;colas antes de avan&ccedil;ar nas negocia&ccedil;&otilde;es comerciais multilaterais. O candidato da Maurit&acirc;nia afirmou que &eacute; importante que o novo diretor-geral da OMC seja do mundo em desenvolvimento. &quot;A prioridade da organiza&ccedil;&atilde;o deve ser alcan&ccedil;ar um acordo sobre a Rodada de Doha ante do final deste ano, e por um fim &agrave; divis&atilde;o entre ricos e pobres. Por isso, &eacute; importante que assuma um candidato do Sul em desenvolvimento, j&aacute; que entende os problemas dos dois lados&quot;, afirmou.<\/p>\n<p> Cuttaree disse que a OMC precisa de uma &quot;dimens&atilde;o de desenvolvimento&quot; e deve dar &quot;um tratamento especial e diferencial &agrave;s na&ccedil;&otilde;es pobres&quot; para garantir que obtenham &quot;benef&iacute;cios significativos&quot; da liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial. O chanceler da Jamaica e presidente do Conselho de Ministros da ACP, Keith Desmond Knight, apoiou, em dezembro, a candidatura de Cuttaree e destacou que se trata de um diplomata africano. &quot;Seu conhecimento das necessidades e interesses deste grupo t&atilde;o diverso e de toda a OMC lhe permite ver bem as necessidades do com&eacute;rcio mundial&quot;, afirmou.<\/p>\n<p> A OMC foi criada em 1995, ao t&eacute;rmino da Rodada do Uruguai de negocia&ccedil;&otilde;es multilaterais de com&eacute;rcio, que culminou com a maior reforma do sistema internacional de interc&acirc;mbios da hist&oacute;ria. Sua fun&ccedil;&atilde;o principal &eacute; a de f&oacute;rum de negocia&ccedil;&otilde;es entre seus 148 membros. Tamb&eacute;m lida com disputas entre pa&iacute;ses e d&aacute; assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e capacita&ccedil;&atilde;o &agrave;s na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento. A organiza&ccedil;&atilde;o quer evitar que ocorra o mesmo que aconteceu em 1999, quando a elei&ccedil;&atilde;o de um novo diretor-geral provocou uma divis&atilde;o entre os pa&iacute;ses do Sul e do Norte que adiou a nomea&ccedil;&atilde;o por v&aacute;rios meses. Finalmente, chegou-se a um acordo para que o neo-zeland&ecirc;s Mike Moore e Panitchpakdi se alternaram no posto tr&ecirc;s anos cada um em lugar do habitual per&iacute;odo de quatro anos.<\/p>\n<p> &quot;Compartilhar o cargo foi um erro. Tenho minha pr&oacute;pria vis&atilde;o sobre como deve ser a OMC e os outros candidatos t&ecirc;m as suas, que n&atilde;o devem se comprometer. O mais importante &eacute; que o processo de vota&ccedil;&atilde;o seja transparente para que todos os pa&iacute;ses-membros, ricos e pobres, possam escolher&quot;, afirmou. As na&ccedil;&otilde;es pobres da organiza&ccedil;&atilde;o ter&atilde;o grande influ&ecirc;ncia na elei&ccedil;&atilde;o do novo diretor-geral. Os candidatos dever&atilde;o convenc&ecirc;-los de que s&atilde;o a melhor op&ccedil;&atilde;o para eles, e essa tarefa n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil para Lamy. Muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento criticam o trabalho de Lamy em seus cinco anos na Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, quando teve papel-chave o desbloqueio da Rodada de Doha de negocia&ccedil;&otilde;es multilaterais.<\/p>\n<p> Os pa&iacute;ses mais pobres da OMC s&atilde;o cada vez mais influentes dentro da organiza&ccedil;&atilde;o, especialmente depois da confer&ecirc;ncia de Cancun. Para Cuttaree, entretanto, n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil competir com os outros candidatos do Sul, que t&ecirc;m seus respectivos partid&aacute;rios. P&eacute;rez del Castillo j&aacute; recebeu apoio da Austr&aacute;lia, Nova Zel&acirc;ndia e Cingapura, enquanto o representante brasileiro disse este m&ecirc;s estar confiante em que receber&aacute; o vital apoio dos Estados Unidos. (IPS\/Envolverde) <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruxelas, 14\/03\/2005 &ndash; O candidato proposto pelos Estados da &Aacute;frica, Caribe e Pac&iacute;fico (ACP) para dirigir a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, Jaya Krishna Cuttaree, prometeu trabalhar por um sistema comercial que proteja os pa&iacute;ses mais pobres. Cuttaree, chanceler da Maurit&acirc;nia desde dezembro de 2003, tamb&eacute;m destacou que lutar&aacute; para que as na&ccedil;&otilde;es mais pobres sejam ouvidas nas negocia&ccedil;&otilde;es sobre com&eacute;rcio mundial, caso seja eleito novo diretor-geral da OMC, que tem sede em Genebra. &quot;Um sistema comercial multilateral efetivo e justo &eacute; desejado por todos os membros da organiza&ccedil;&atilde;o, mas, ainda mis por n&oacute;s, os pa&iacute;ses em desenvolvimento, mais vulner&aacute;veis e mais fracos e com pouca influ&ecirc;ncia nas negocia&ccedil;&otilde;es&quot;, disse a jornalistas, na semana passada, em Bruxelas. &quot;Se o com&eacute;rcio vai ser o motor da luta contra a pobreza, &eacute; muito importante para a OMC que os pa&iacute;ses em desenvolvimento sintam que s&atilde;o parte do processo&quot;, destacou.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/03\/mundo\/comrcio-uma-omc-para-os-pobres\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1478,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-400","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1478"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=400"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/400\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}