{"id":4058,"date":"2008-07-09T17:36:53","date_gmt":"2008-07-09T17:36:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=4058"},"modified":"2008-07-09T17:36:53","modified_gmt":"2008-07-09T17:36:53","slug":"ambiente-alemanha-cresce-o-debate-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/07\/ambiente\/ambiente-alemanha-cresce-o-debate-nuclear\/","title":{"rendered":"AMBIENTE-ALEMANHA: Cresce o debate nuclear"},"content":{"rendered":"<p>Berlim, 09\/07\/2008 &ndash; A confirma\u00e7\u00e3o de que houve vazamento de \u00e1gua radioativa de um deposito subterr\u00e2neo para lixo nuclear na Alemanha h\u00e1 duas d\u00e9cadas foi outro golpe \u00e0 id\u00e9ia de que centrais at\u00f4micas podem aumentar a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade de forma segura e reduzir as emiss\u00f5es contaminantes <!--more--> Os vazamentos radioativos no deposito Asse II perto de Braunschweig, na Baixa Sax\u00f4nia, cerca de 225 quil\u00f4metros a sudoeste de Berlim, foram descobertos em 1988. o estatal Instituto Helmholtz de Pesquisas Cientificas, que opera nesse local, finalmente admitiu oficialmente sua exist\u00eancia no dia 16 de junho, sob press\u00e3o da impressa alem\u00e3.<\/p>\n<p>o porta-voz do instituto, Heinz-Joerg Haury, disse ao jornal Sueddeutsche Zeitung que os pesquisadores \u201cn\u00e3o consideram que esses vazamentos justifiquem uma declara\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa. N\u00e3o temos a impress\u00e3o de que o p\u00fablico estaria interessado em saber que est\u00e1 fluindo \u00e1gua salgada radioativa em Asse II\u201d, afirmou. O lugar, antes uma mina de sal, \u00e9 o deposito de dejetos nucleares mais antigo da Alemanha. Come\u00e7ou a ser usado com essa finalidade em 1967, com base na hip\u00f3tese cientifica de que constitu\u00eda uma estrutura geol\u00f3gica mais adequada para esse tipo de armazenamento.<\/p>\n<p>Mas, em 1988 come\u00e7aram os vazamentos de \u00e1gua com alta concentra\u00e7\u00e3o de sal e radioatividade atrav\u00e9s das paredes da mina. O operador do local jamais informou o p\u00fablico. Oficialmente, a Alemanha tem quatro dep\u00f3sitos para lixo nuclear, Asse II, inclu\u00eddo. Outros dois, Gorleben e Morsleben, tamb\u00e9m s\u00e3o minas de sal abandonadas, enquanto Schacht Konrad, tamb\u00e9m na Baixa Sax\u00f4nia, foi uma mina de ferro.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento n\u00e3o se encontrou uma solu\u00e7\u00e3o definitiva para a coloca\u00e7\u00e3o do lixo nuclear, que permanecem altamente radioativos durante s\u00e9culos. A Fran\u00e7a continua depositando milhares de toneladas de res\u00edduos altamente radioativos em seu centro de reprocessamento de La Hague, na costa da Normandia, perto do Canal da Mancha. Na Alemanha, operadores de usinas nucleares utilizam a Gorleben, cerca de 150 quil\u00f4metros a noroeste de Berlim, como local de armazenamento \u201ctempor\u00e1rio\u201d, at\u00e9 que o governo decida se, por suas caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas, \u00e9 apto como \u201clix\u00e3o nuclear\u201d permanente.<\/p>\n<p>Morsleben foi o deposito de materiais radioativos da desaparecida Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3, antes da reunifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 1990. Agora est\u00e1 sendo desmantelado. Asse II \u00e9 considerado oficialmente um \u201clocal de pesquisa\u201d. Em junho passado havia ali 80 mil litros de solu\u00e7\u00e3o salina radioativa, que supera o limite aceit\u00e1vel de radioatividade em oito vezes. Foram bombeados para um n\u00edvel mais profundo, mas igualmente cerca de 30 mil litros se infiltrando diariamente.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o limite m\u00e1ximo de radioatividade para materiais armazenados a c\u00e9u aberto \u00e9 de 10 mil Becquyerel por quilograma. O Becquerel \u00e9 a unidade que mede a atividade radioativa, como uma desintegra\u00e7\u00e3o por segundo (uma mudan\u00e7a no n\u00facleo de um \u00e1tomo n\u00e3o est\u00e1vel, que pode se transformar em outros emitindo part\u00edculas). O C\u00e9sio 137, o elemento qu\u00edmico que deixa radioativa a \u00e1gua salgada de Asse II, ocorre pela detona\u00e7\u00e3o de armas nucleares ou como subproduto da atividade das usinas at\u00f4micas. O acidente na central de Chernobyl em 1986 lan\u00e7ou esse material na atmosfera.<\/p>\n<p>Par ao Instituto Helmhotz, o C\u00e9sio 137 detectado em Asse II \u201cperder\u00e1 sua radioatividade em 90 anos. At\u00e9 l\u00e1, a solu\u00e7\u00e3o salina que o cont\u00e9m est\u00e1 a 950 metros de profundidade e em condi\u00e7\u00f5es seguras\u201d, disse Haury \u00e0 imprensa. Mas, muitos especialistas n\u00e3o est\u00e3o seguros disso. \u201cSe a solu\u00e7\u00e3o salina entrar em contato com os dejetos radioativos podem provocar rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas incontrol\u00e1veis\u201d, disse \u00e0 IPS Rolf Bertram, professoor em\u00e9rito de f\u00edsica e qu\u00edmica da Universidade de Braunschweig.<\/p>\n<p>Para o ge\u00f3logo Wolfgang Kreusch, os vazamentos em Asse II s\u00e3o raz\u00e3o suficiente para reconsiderar o armazenamento de lixo radioativo em minas de sal. Kreush, assessor cientifico da aldeia de Wolfenbuettel, que fica a menos de 10 quil\u00f4metros de Asse II, disse \u00e0 IPS que \u201cas emiss\u00f5es de calor podem aquecer as paredes rochosas das minas, causar tens\u00f5es na estrutura de sal e provocar infiltra\u00e7\u00f5es\u201d. Isto, acrescentou, \u00e9 \u201co pior que pode ocorrer em um local de armazenamento definitivo de res\u00edduos altamente radioativos\u201d.<\/p>\n<p>Os empregados que trabalham em Asse II dizem que e mina est\u00e1 em perigo. Gerd Hensel, gerente de projetos do Instituto Helmholtz, admitiu a moradores da regi\u00e3o que alguns pilares da mina podem se quebrar. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berlim, 09\/07\/2008 &ndash; A confirma\u00e7\u00e3o de que houve vazamento de \u00e1gua radioativa de um deposito subterr\u00e2neo para lixo nuclear na Alemanha h\u00e1 duas d\u00e9cadas foi outro golpe \u00e0 id\u00e9ia de que centrais at\u00f4micas podem aumentar a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade de forma segura e reduzir as emiss\u00f5es contaminantes <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/07\/ambiente\/ambiente-alemanha-cresce-o-debate-nuclear\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,10,11],"tags":[18],"class_list":["post-4058","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-energia","category-politica","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4058"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4058\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}