{"id":4216,"date":"2008-08-22T16:40:39","date_gmt":"2008-08-22T16:40:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=4216"},"modified":"2008-08-22T16:40:39","modified_gmt":"2008-08-22T16:40:39","slug":"ambiente-africa-do-sul-aposta-em-vinhos-e-frutas-mais-verdes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2008\/08\/africa\/ambiente-africa-do-sul-aposta-em-vinhos-e-frutas-mais-verdes\/","title":{"rendered":"AMBIENTE: \u00c1frica do Sul aposta em vinhos e frutas mais verdes"},"content":{"rendered":"<p>Cidade do cabo, 22\/08\/2008 &ndash; Os produtores de frutas e vinho da \u00c1frica do Sul lan\u00e7aram uma iniciativa para determinar o impacto ambiental de sua atividade. Procuram fazer o correto e, tamb\u00e9m, ganhar consumidores conscientes do exterior. <!--more--> Em um esfor\u00e7o para manter sua competitividade no mercado global, onde os consumidores exigem produtos \u201cverdes\u201d de forma crescente, esta pesquisa pode desafiar a id\u00e9ia de que as exporta\u00e7\u00f5es do mundo em desenvolvimento t\u00eam um custo ambiental maior.<\/p>\n<p>Os consumidores se tornam mais conscientes do impacto de suas decis\u00f5es sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Muitos dizem saber que os alimentos importados, por percorrerem grandes dist\u00e2ncias, contaminam mais do que os de produ\u00e7\u00e3o nacional, devido ao consumo de combust\u00edvel empregado em seu transporte. Mas, as emiss\u00f5es dos avi\u00f5es e a milhagem s\u00e3o apenas uma parte da equa\u00e7\u00e3o, segundo especialistas. Tamb\u00e9m tem import\u00e2ncia considerar o impacto de um produto sobre o meio ambiente em seu ciclo de vida completo, conhecido como \u201crastro de carbono\u201d.<\/p>\n<p>A iniciativa \u00e9 coordenada pelo Fundo de produtores de Frutas de Folha Caduca (DFTP) e conta com financiamento do Departamento para o Desenvolvimento Internacional, da Gr\u00e3-Bretanha, atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental ComMark, com sede na \u00c1frica do Sul. O projeto inclui o desenvolvimento de uma ferramenta de avalia\u00e7\u00e3o acess\u00edvel na Internet. Os agricultores poder\u00e3o encontrar nela vari\u00e1veis como seu consumo de energia e custos de eletricidade para calcular seu \u201crastro de carbono\u201d individual e, por fim, a do setor em seu conjunto.<\/p>\n<p>Quando o estudo foi lan\u00e7ado em julho, o ministro brit\u00e2nico de Com\u00e9rcio e Desenvolvimento, Gareth Thomas, disse que a contamina\u00e7\u00e3o derivada do transporte representa apenas um aspecto da quest\u00e3o e que o estudo em andamento se centrar\u00e1 \u201cno ciclo completo de produ\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a \u00fanica forma justa de analis\u00e1-lo\u201d. Thomas acrescentou: \u201cNossas pesquisas mostram que quase 75% do p\u00fablico da Gr\u00e3-Bretanha deseja usar suas compras semanais para reduzir a pobreza no mundo em desenvolvimento, mas, tamb\u00e9m se preocupa com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa, disse, \u201cpermitir\u00e1 \u00e0 ind\u00fastria da \u00c1frica do Sul \u2013 um dos maiores exportadores de vinho do mundo \u2013 entender o custo de carbono de sua atividade. Isto \u00e9 vital para que o pa\u00eds mantenha sua posi\u00e7\u00e3o competitiva nos mercados de exporta\u00e7\u00e3o de vinho e frutas para continuar dando emprego aos seus habitantes\u201d. Norma Tregurtha, economista da ComMark, disse \u00e0 IPS que \u201cexiste press\u00e3o dos consumidores do mundo, que querem conhecer o \u201crastro de carbono\u201d dos produtos que compram nos supermercados. Este estudo visa a satisfazer as exig\u00eancias de um mercado que se torna cada vez mais exigente\u201d.<\/p>\n<p>No ano passado, a rede de supermercados Tesco, a maior da Gr\u00e3-Bretanha, anunciou que poria nos alimentos que vende r\u00f3tulos especificando seu \u201crastro de carbono\u201d. Tamb\u00e9m h\u00e1 ind\u00edcios de que busca, como Marks &#038; Spencer, comprar produtos frescos localmente ou em pa\u00edses europeus. Em uma declara\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa, a ComMark afirmou que a Tesco coloca imagens de avi\u00f5es em alguns produtos importados, entre eles vegetais de origem africana. Mas o \u201crastro de carbono\u201d n\u00e3o est\u00e1 necessariamente determinada pela milhagem percorrida pelo produto, acrescentou Tregurtha.<\/p>\n<p>De fato, estudos da brit\u00e2nica Universidade Cranfield indicam que flores do Qu\u00eania exportadas por via a\u00e9rea para a Gr\u00e3-Bretanha s\u00e3o produzidos e comercializados de uma maneira cinco vezes menos contaminantes do que as cultivadas na Holanda, em estufas com luz artificial. A Gr\u00e3-Bretanha \u00e9 um mercado fundamental para a \u00c1frica do Sul, que exporta para esse pa\u00eds 30% de sua produ\u00e7\u00e3o de vinhos e 20% da de alimentos frescos. \u201cOs supermercados s\u00e3o poderosos\u201d, disse \u00e0 IPS Hugh Campbell, gerente-geral do DFPT. \u201cAntecipam tend\u00eancias, mas devemos fazer esta pesquisa pelas raz\u00f5es corretas. Temos de saber onde estamos em termos de impacto ambiental e determinar uma estrat\u00e9gia. \u00c9 preciso agir a partir do conhecimento\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O setor agr\u00edcola sul-africana d\u00e1 emprego a cerca de um milh\u00e3o de pessoas, que representam 75% da for\u00e7a de trabalho. Al\u00e9m disso, gera quase US$ 4 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es. As de vinhos e frutas representam 25% do total. Analistas do setor consideram que deve ser fortalecido, particularmente em um momento em que s\u00e3o registradas mudan\u00e7as no regime de chuvas que levam a inesperadas secas e inunda\u00e7\u00f5es fora de \u00e9poca. Estas mudan\u00e7as, somadas ao custo em alta da energia, causam incerteza. Tamb\u00e9m \u00e9 importante garantir o crescimento, pois novos agricultores se somar\u00e3o \u00e0 atividade. O projeto de reforma agr\u00e1ria da \u00c1frica do Sul contempla que cerca de 30% das terras de uso comercial devem estar em m\u00e3os de produtores negros at\u00e9 2015, e j\u00e1 existem produtores em pequena escala que tentam viver da terra.<\/p>\n<p>\u201cA ferramenta de avalia\u00e7\u00e3o da Internet nos permitir\u00e1 determinar como estamos a respeito dos crit\u00e9rios e pontos de refer\u00eancia internacionais\u201d, disse Campbell. At\u00e9 agora, a discuss\u00e3o sobre o \u201crastro de carbono\u201d n\u00e3o levou a uma redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es sul-africanas, disse Stuart Symington, presidente do F\u00f3rum de Exportadores de Frutas Frescas. \u201cCom esta pesquisa, e a ferramenta de avalia\u00e7\u00e3o na Internet, estamos adiantando os acontecimentos para mantermos nossas vantagens competitivas. Para sermos amig\u00e1veis com o meio ambiente, devemos ser pr\u00f3-ativos\u201d, afirmou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do cabo, 22\/08\/2008 &ndash; Os produtores de frutas e vinho da \u00c1frica do Sul lan\u00e7aram uma iniciativa para determinar o impacto ambiental de sua atividade. 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