{"id":4684,"date":"2009-01-26T15:26:17","date_gmt":"2009-01-26T15:26:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=4684"},"modified":"2009-01-26T15:26:17","modified_gmt":"2009-01-26T15:26:17","slug":"fsm-a-crise-nos-deu-a-razao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/01\/america-latina\/fsm-a-crise-nos-deu-a-razao\/","title":{"rendered":"FSM: \u201cA crise nos deu a raz\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Belem do Par\u00e1, 26\/01\/2009 &ndash; &#8211; TerraViva.- Gra\u00e7as \u00e0 crise, o capitalismo j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 ser como antes, descontrolado e onipotente, disse C\u00e1ndido Grzybowski, diretor do Instituto Ibase e um dos principais organizadores do F\u00f3rum Social Mundial, em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Terra, no Chile. <!--more--> Ainda prop\u00f5e que, em Bel\u00e9m, os presidentes progressistas latino-americanos expliquem seus pensamentos e respondam \u00e0s inquieta\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; O FSM ser\u00e1 realizado num momento em que a crise econ\u00f4mica mundial, associada \u00e0 especula\u00e7\u00e3o financeira, ainda n\u00e3o chegou ao fim e existem diferentes interpreta\u00e7\u00f5es. Por um lado, h\u00e1 quem diga que esta \u00e9 uma crise do modelo neoliberal, h\u00e1 outros que assinalam que \u00e9 apenas mais uma crise. Que perspectivas esperarmos deste F\u00f3rum?<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; \u00c9 dif\u00edcil antecipar tudo o que os diversos participantes v\u00e3o falar sobre a crise. A crise estar\u00e1 no centro, isso \u00e9 evidente, mas as vis\u00f5es sobre a crise dependem de quem s\u00e3o os atores, de que regi\u00e3o e de qual pa\u00eds vem. S\u00e3o vis\u00f5es diferentes e que tamb\u00e9m possuem as mais diversas dimens\u00f5es. Isso foi mais evidente com a crise ambiental, clim\u00e1tica, ap\u00f3s a crise alimentar, a crise energ\u00e9tica e, por fim, a crise econ\u00f4mica, agora tocando a economia de uma maneira real e profunda. Neste sentido, eu acredito que todos estes aspectos v\u00e3o ser pontuados. Talvez, pelo que eu vi &#8211; porque ainda estamos finalizando o programa do F\u00f3rum -, seja a dimens\u00e3o clim\u00e1tica, ambiental, mais central do que as outras e, tamb\u00e9m, a alimentar, mas todos os aspectos ser\u00e3o tratados.<\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; Muitos empres\u00e1rios do mundo dizem que esta crise n\u00e3o amea\u00e7a o modelo mercadol\u00f3gico, que n\u00e3o questiona o modelo neoliberal, que falta somente uma regula\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 esta uma oportunidade para que o F\u00f3rum coloque melhor as suas propostas altermundistas aos governos e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es internacionais?<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; Sim, como sempre \u00e9 uma disputa social. O novo agora \u00e9 que finalmente os governos possuem a iniciativa, ou seja, o que pontu\u00e1vamos, a partir de uma perspectiva da sociedade civil, que era mais subordinada \u00e0 economia e \u00e0 pol\u00edtica do poder p\u00fablico regulando a economia, isso \u00e9 um feito. Pode ser que isso n\u00e3o v\u00e1 mudar a ess\u00eancia deste capitalismo neoliberal, mas j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 como antes, onde as empresas diziam o que deveria ser feito e queriam total liberdade, total abertura de mercado, sem controle. N\u00e3o ser\u00e1 mais isso, ser\u00e1 algum sistema mais cauteloso com o Estado, mais controlado, com as pol\u00edticas p\u00fablicas ganhando import\u00e2ncia. Ser\u00e1 mais do que isso? Vamos conseguir mudar a dire\u00e7\u00e3o para termos uma prioridade humana, uma prioridade ambiental, atender as necessidades das pessoas e fazer a economia e as finan\u00e7as auxiliares? Isso depender\u00e1 muito de nossa for\u00e7a. O que \u00e9 evidente \u00e9 a vit\u00f3ria fant\u00e1stica do movimento social. H\u00e1 dez anos, quando iniciamos as discuss\u00f5es para realizar o F\u00f3rum Social, era quase imposs\u00edvel pensar em alternativas, as pessoas nos tomavam como loucos. Agora a alternativa se imp\u00f5e, n\u00e3o somente porque pedimos, mas porque isso n\u00e3o \u00e9 mais vi\u00e1vel, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel ser mais assim.<\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; Alguns ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam relembrado, por exemplo, que a ATTAC, se\u00e7\u00e3o integrante do FSM, vinha assinalando para a possibilidade de uma crise financeira, produto da desregular\u00e3o nos mercados especulativos.<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; Sim, \u00e9 verdade. Desde o come\u00e7o, o F\u00f3rum da ATTAC, que \u00e9 mais velho do que o F\u00f3rum Social, em 1999 ou 1998, j\u00e1 dizia, colocava o dedo na ferida sobre o controle dos mercados. A id\u00e9ia da taxa Tobin (um imposto sobre as transa\u00e7\u00f5es financeiras) era parte disso, este foi o centro, o come\u00e7o do trabalho da ATTAC. Isso teve uma grande repercuss\u00e3o na sociedade civil. Por\u00e9m, acredito que a pr\u00f3pria ATAAC e as pessoas em tono da ATTAC, n\u00e3o imaginavam o tamanho desta desordem financeira que se estabeleceu em nome do livre com\u00e9rcio, o que \u00e9 uma loucura.<\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; Os empres\u00e1rios, os economistas e os especialistas estavam quase cegos?<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; O \u00fanico ou o primeiro grande empres\u00e1rio a falar que isso n\u00e3o iria funcionar foi o surpreendente George Soros, j\u00e1 em 2002. Ele quis vir ao FSM, para dizer que o livre com\u00e9rcio funciona, mas o Estado n\u00e3o, que necessitamos de mais Estado, o que \u00e9 surpreendente, vindo de um especulador. Mas, no geral, o sistema financeiro, todas as institui\u00e7\u00f5es multilaterais de finan\u00e7as, o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, o Banco Mundial, a pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, a OCD, todas estas organiza\u00e7\u00f5es foram submetidas \u00e0 id\u00e9ia de que isso era melhor para o crescimento da economia. Agora vemos que n\u00e3o passava de uma economia-cassino, uma economia do jogo, que n\u00e3o existia riqueza real por tr\u00e1s, mas sim muito sofrimento para pessoas que n\u00e3o podiam participar deste banquete fant\u00e1stico de transfer\u00eancias de recursos dos pa\u00edses pobres para os pa\u00edses ricos. A desigualdade no mundo cresceu de uma maneira fant\u00e1stica.<\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; Para o FSM em Bel\u00e9m do Par\u00e1 foram convidados tamb\u00e9m alguns presidentes da Am\u00e9rica do Sul. Gostaria que voc\u00ea falasse um pouco sobre isso. V\u00e3o participar? Quais presidentes j\u00e1 confirmaram presen\u00e7a?<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; Pelo crit\u00e9rio que utilizamos, que \u00e9 a Carta de Princ\u00edpios, os presidentes podem participar se quiserem, mas para participar do F\u00f3rum, precisam ser convidados, porque o FSM \u00e9 um espa\u00e7o onde a governan\u00e7a \u00e9 da cidadania, n\u00e3o dos governos. Neste sentido, \u00e9 um espa\u00e7o onde definimos as regras do jogo e, caso eles se submetam a isso, poder\u00e3o participar. Ent\u00e3o, as organiza\u00e7\u00f5es, as redes, os espa\u00e7os da sociedade civil, as coaliz\u00f5es, as campanhas, podem convidar os presidentes. Eu sei que Hugo Ch\u00e1vez (Venezuela), Evo Morales (Bol\u00edvia) e Fernando Lugo (Paraguai), foram convidados pela Via Campesina para os eventos organizados por eles. Lugo n\u00e3o deve participar, mas Ch\u00e1vez e Evo confirmaram.<\/p>\n<p>O Ibase, como parte das entidades brasileiras, est\u00e1 pensando em organizar um grande debate com os presidentes da Am\u00e9rica Latina, sobre quest\u00f5es como a crise, alternativas de desenvolvimento, como pensam a integra\u00e7\u00e3o regional, o projeto para a regi\u00e3o e como pensam o poder, a arquitetura do poder na dimens\u00e3o local e mundial. Se simplesmente esperam ser parte, como o governo brasileiro, de um G8 ampliado, ou a entrada no Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Se \u00e9 uma real transforma\u00e7\u00e3o, uma reconstru\u00e7\u00e3o, restabelecimento do multilateralismo. A id\u00e9ia \u00e9 que fa\u00e7amos as perguntas e que eles respondam. Participariam deste debate Lula, Bachelet, Evo, Lugo, Ch\u00e1vez, talvez Correa, mas todos dependem do presidente brasileiro, e ele dar\u00e1 uma resposta somente na semana que vem. Gostaria muito de ter, por exemplo, Michelle Bachelet, a presidente do Chile, para que tenhamos uma vis\u00e3o mais regional sobre este problema, e n\u00e3o somente do Mercosul. Mas, at\u00e9 agora, ainda n\u00e3o est\u00e1 certo se teremos outros presidentes. Houve uma oferta dos assessores de Barack Obama, para que ele participasse, mas n\u00e3o sabemos o que fazer com ele. Seria bom t\u00ea-lo aqui, mas ele assumir\u00e1 a presid\u00eancia somente no dia 20 de janeiro, e o F\u00f3rum come\u00e7a no dia 27. Ent\u00e3o, \u00e9 um pouco dif\u00edcil, talvez no pr\u00f3ximo ano. <\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; De toda maneira teria sido uma tremenda novidade, a presen\u00e7a de Barack Obama no FSM. Como se manifestar\u00e1, nesta vers\u00e3o do F\u00f3rum, as duas vertentes que existem dentro do FSM, uma que defende o espa\u00e7o dos movimentos sociais e outra que busca uma incid\u00eancia pol\u00edtica maior, uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica? Imagino que essas duas correntes devam ter o poder de se escutarem sobre a crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; Sem d\u00favida teremos um debate importante sobre o F\u00f3rum e o futuro do F\u00f3rum, sobretudo pensando no futuro. Nascemos contra a globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal, e essa globaliza\u00e7\u00e3o muda nosso horizonte que est\u00e1 em crise. Ent\u00e3o, temos que avan\u00e7ar, sem d\u00favida. Mas o debate \u00e9 se faremos como organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ou como espa\u00e7o aberto. Este \u00e9 o debate. Acredito que o grupo, ou os grupos e as organiza\u00e7\u00f5es que defendem o F\u00f3rum como espa\u00e7o abeto, sejam a maioria.<\/p>\n<p>Porque estamos falando tamb\u00e9m num desafio de construir uma nova cultura pol\u00edtica, espa\u00e7os para as quest\u00f5es que a esquerda em geral, mesmo a esquerda que vem de um internacionalismo da esquerda socialista, n\u00e3o possu\u00eda, como a de considerar a diversidade como um elemento fundamental. Nisso est\u00e3o as mulheres, entram quest\u00f5es como a ind\u00edgena, que n\u00e3o s\u00e3o o passado, mas talvez o futuro. Da crise clim\u00e1tica, por exemplo, da crise ambiental, aos problemas \u00e9tnicos, como no Brasil, as quest\u00f5es raciais, que condenam a metade da popula\u00e7\u00e3o a viver numa situa\u00e7\u00e3o de desigualdade, devido a um preconceito \u00e9tnico muito forte. Isto n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel, mas existe. Este tipo de problema, que no pensamento da esquerda tradicional se reduziria ao alinhamento das classes sociais, como uma id\u00e9ia de divis\u00e3o de classe. Este conceito j\u00e1 n\u00e3o pode cumprir todos os desafios que temos e, estabelecer este di\u00e1logo entre movimentos, atores, \u00e9 a ess\u00eancia do F\u00f3rum e \u00e9 a novidade que apontamos. Acredito que isso se tornou muito claro no \u00faltimo ano, por que os mesmos atores que defenderam ou defendiam a necessidade de posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas mias claras, come\u00e7aram a ver que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de realizar, pois nega a legitimidade de outros atores que tamb\u00e9m t\u00eam o que dizer.<\/p>\n<p>R\u00e1dio Terra &#8211; Por \u00faltimo, gostaria de saber como ser\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o deste FSM com os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, porque h\u00e1 todo um desdobramento de meios de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1rios, dos que ir\u00e3o a Bel\u00e9m participar da cobertura. Que impacto poder\u00e3o ter as grandes cadeias de televis\u00e3o e r\u00e1dios mundias?<\/p>\n<p>C\u00e1ndido Grzybowski &#8211; Isso de ter impacto na \u201cmainstream media\u201d, os grandes ve\u00edculos, digamos, \u00e9 para dar eco a um evento que \u00e9 mundial, mas ao ser realizado num lugar espec\u00edfico do mundo, muitos n\u00e3o conseguem participar, por isso necessitamos destes espa\u00e7os p\u00fablicos que os meios oferecem, incluindo r\u00e1dios comunit\u00e1rias e jornais alternativos. N\u00e3o estamos t\u00e3o organizados para competir com os meios dominantes, por isso precisamos criar formas que consigam interferir nos grandes ve\u00edculos e dar a not\u00edcia, digamos, a boa not\u00edcia para que as pessoas do mundo afora saibam que existem pessoas como eles, que est\u00e3o pensando em alternativas. Mas isso \u00e9 uma dificuldade, porque, desde o come\u00e7o, os grandes meios estavam em Davos, mas n\u00e3o do nosso lado. Eles s\u00e3o parte do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, que combatemos.<\/p>\n<p>Agora, com a crise, talvez vejam um pouco mais. Quando escolhemos Bel\u00e9m e a Amaz\u00f4nia como espa\u00e7o para a realiza\u00e7\u00e3o do evento, foi devido ao debate clim\u00e1tico, ambiental, \u00e0 crise do modelo de desenvolvimento. A Amaz\u00f4nia tem um destaque por si s\u00f3, e isso talvez atraia mais os meios de comunica\u00e7\u00e3o. Esperamos voltar a ter uma grande cobertura dos grandes ve\u00edculos, mas da maneira como eles fazem, eles buscam o que \u00e9 \u201cnegativo\u201d para noticiar, o que fizemos de errado e n\u00e3o o bem que fazemos. Essa \u00e9 a realidade da vida. Penso que se conseguirmos organizar um debate com presidentes, isto dar\u00e1 uma possibilidade de invers\u00e3o para essa rela\u00e7\u00e3o, e possamos tornar os ve\u00edculos mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s, no sentido de determinarmos a agenda que deve ser noticiada e n\u00e3o simplesmente o que eles querem tornar p\u00fablico.<\/p>\n<p> (Envolverde\/IPS\/TerraViva)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Belem do Par\u00e1, 26\/01\/2009 &ndash; &#8211; TerraViva.- Gra\u00e7as \u00e0 crise, o capitalismo j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 ser como antes, descontrolado e onipotente, disse C\u00e1ndido Grzybowski, diretor do Instituto Ibase e um dos principais organizadores do F\u00f3rum Social Mundial, em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Terra, no Chile. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/01\/america-latina\/fsm-a-crise-nos-deu-a-razao\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,5,9,4],"tags":[],"class_list":["post-4684","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-economia","category-globalizacao","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4684"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4684\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}