{"id":472,"date":"2005-04-06T00:00:00","date_gmt":"2005-04-06T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=472"},"modified":"2005-04-06T00:00:00","modified_gmt":"2005-04-06T00:00:00","slug":"mundo-soldados-da-onu-so-denunciados-por-explorao-e-abuso-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/mundo-soldados-da-onu-so-denunciados-por-explorao-e-abuso-sexual\/","title":{"rendered":"Mundo: Soldados da ONU s&atilde;o denunciados por explora&ccedil;&atilde;o e abuso sexual"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 06\/04\/2005 &ndash; O Departamento de Opera&ccedil;&otilde;es de Paz da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (DPKO) proibiu a entrada dos &quot;capacetes azuis&quot; em determinadas &aacute;reas dos pa&iacute;ses onde prestam servi&ccedil;os, para impedir novos casos de abuso sexual. Estes lugares, estabelecidos pelas miss&otilde;es na Costa do Marfim, Lib&eacute;ria, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, Eti&oacute;pia, Kosovo e Timor Leste &#8211; na maioria freq&uuml;entados por prostitutas &#8211; ficar&atilde;o vedados para o pessoal da ONU. Al&eacute;m disso, foram estabelecidas mesas de recep&ccedil;&atilde;o de den&uacute;ncias sobre explora&ccedil;&atilde;o sexual e abuso em todas as miss&otilde;es, bem como linhas telef&ocirc;nicas com o mesmo objetivo em Serra Leoa e na Lib&eacute;ria, informou esta semana o chefe do DPKO e subsecret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Jean-Marie Guehenno. Na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, onde foi registrada a maioria dos casos de abuso, os soldados da ONU est&atilde;o obrigados a vestir uniforme o tempo todo.<br \/> <!--more--> <br \/> Guehenno disse perante o Comit&ecirc; Especial sobre Opera&ccedil;&otilde;es de Manuten&ccedil;&atilde;o da Paz da ONU que seu departamento completou a investiga&ccedil;&atilde;o sobre den&uacute;ncias de explora&ccedil;&atilde;o e abuso sexual envolvendo 77 funcion&aacute;rios militares e 19 civis dessas miss&otilde;es. At&eacute; agora, tr&ecirc;s membros do pessoal da ONU foram sumariamente demitidos, seis submetidos a processo disciplinar e tr&ecirc;s absolvidos. Sessenta e seis militares foram enviados de volta aos seus pa&iacute;ses de origem por raz&otilde;es disciplinares, entre eles seis comandantes, informou Ghehenno. O pr&iacute;ncipe jordaniano Zeid Ra?ad al-Hussein, principal assessor para este assunto do secret&aacute;rio-geral da ONU, Kofi Annan, disse ao comit&ecirc; que a participa&ccedil;&atilde;o em miss&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o da paz &eacute; motivo de orgulho nacional para muitas na&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> &quot;Estes pa&iacute;ses enviaram suas mulheres e seus homens para pacificar e estabilizar na&ccedil;&otilde;es sacudidas pela guerra, e alguns deram a vida por esta nobre causa&quot;, ressaltou o pr&iacute;ncipe. Portanto, n&atilde;o &eacute; surpresa que atos de explora&ccedil;&atilde;o sexual e abuso &quot;provoquem sentimentos de vergonha e, em alguns casos de nega&ccedil;&atilde;o. Todos deveriam reconhecer que t&ecirc;m um problema s&eacute;rio nas m&atilde;os e garantir que sejam feitos todos os esfor&ccedil;os para impedir que n&atilde;o se repita t&atilde;o lament&aacute;vel conduta. Devemos superar isto&quot;, acrescentou. O problema ocorreu entre militares e civis de uma ampla gama de pa&iacute;ses de todas as regi&otilde;es do mundo. E &quot;com extrema freq&uuml;&ecirc;ncia, seus representantes em Nova York (sede da ONU) permaneceram em um vergonhoso sil&ecirc;ncio&quot;, advertiu al-Hussein.<\/p>\n<p> O pr&iacute;ncipe, representante permanente da Jord&acirc;nia junto &agrave; ONU, disse que o governo de seu pa&iacute;s teve de enfrentar alguns &quot;casos preocupantes de conduta criminosa&quot; entre seus capacetes azuis, incluindo a brutal viola&ccedil;&atilde;o de uma mulher por um policial jordaniano em Timor Leste h&aacute; alguns anos. Mais recentemente, outro policial da Jord&acirc;nia assassinou um colega na prov&iacute;ncia s&eacute;rvia de Kosovo, recordou. Ap&oacute;s v&aacute;rios meses de investiga&ccedil;&otilde;es, o pr&iacute;ncipe divulgou, em mar&ccedil;o, um relat&oacute;rio de 41 p&aacute;ginas sobre abusos sexuais cometidos por funcion&aacute;rios encarregados da manuten&ccedil;&atilde;o da paz na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo. No informe, exorta os 191 pa&iacute;ses-membros das Na&ccedil;&otilde;es Unidas a autorizarem a partir da Assembl&eacute;ia Geral a exig&ecirc;ncia de seus soldados em miss&otilde;es de paz realizarem testes de DNA, entre outras t&eacute;cnicas, para estabelecer mecanismos de sustentar filhos abandonados por seus pais.<\/p>\n<p> O DPKO, que controla 17 miss&otilde;es em todo o mundo, admitiu as dificuldades que enfrenta para investigar acusa&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o e abuso sexual, devido &agrave; pouca efic&aacute;cia dos &quot;tradicionais m&eacute;todos de identifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de testemunhas&quot;. Como a maioria dos soldados das miss&otilde;es est&aacute; submetida &agrave; lei de seus pa&iacute;ses de origem, os pr&oacute;prios governos s&atilde;o respons&aacute;veis por sua conduta e disciplina. O relat&oacute;rio diz que, na vis&atilde;o geral, raramente um militar ou civil que participa de miss&otilde;es de paz enfrenta uma acusa&ccedil;&atilde;o no caso de cometer explora&ccedil;&atilde;o ou abuso sexual, e nem compensa financeiramente o dano que causa &agrave;s suas v&iacute;timas. No melhor dos casos, acrescenta o informe, sofrem san&ccedil;&otilde;es administrativas.<\/p>\n<p> O Conselho de Seguran&ccedil;a decidiu no m&ecirc;s passado o envio de uma for&ccedil;a pacificadora de 10 mil soldados para o sul do Sud&atilde;o e um aumento gradual de suas tropas na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo e no Haiti. Essas medidas quase duplicaram o or&ccedil;amento de manuten&ccedil;&atilde;o da paz da ONU, de US$ 2,6 bilh&otilde;es no ano fiscal 2004\/2005 para US$ 5 bilh&otilde;es no per&iacute;odo 2005\/2006. Segundo os &uacute;ltimos n&uacute;meros, os pa&iacute;ses que mais soldados forneceram para as opera&ccedil;&otilde;es de paz das Na&ccedil;&otilde;es Unidas s&atilde;o Paquist&atilde;o (8.544), Bangladesh (7.163), Nig&eacute;ria (3.579), Gana (3.341), &Iacute;ndia (2.934), Eti&oacute;pia (2.863), &Aacute;frica do Sul (2.480), Uruguai (1.962), Jord&acirc;nia (1.864) e Qu&ecirc;nia (1.831). A cifra total hoje &eacute; de 58 mil e aumentar&aacute; para 68 mil quando a miss&atilde;o no sul do Sud&atilde;o estiver em curso. Se, como se prev&ecirc;, for enviada uma for&ccedil;a de paz &agrave; Som&aacute;lia este ano, a quantidade total de capacetes azuis ir&aacute; superar o recorde de 1993, quanto somavam 78 mil em todo o mundo. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 06\/04\/2005 &ndash; O Departamento de Opera&ccedil;&otilde;es de Paz da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (DPKO) proibiu a entrada dos &quot;capacetes azuis&quot; em determinadas &aacute;reas dos pa&iacute;ses onde prestam servi&ccedil;os, para impedir novos casos de abuso sexual. Estes lugares, estabelecidos pelas miss&otilde;es na Costa do Marfim, Lib&eacute;ria, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, Eti&oacute;pia, Kosovo e Timor Leste &#8211; na maioria freq&uuml;entados por prostitutas &#8211; ficar&atilde;o vedados para o pessoal da ONU. Al&eacute;m disso, foram estabelecidas mesas de recep&ccedil;&atilde;o de den&uacute;ncias sobre explora&ccedil;&atilde;o sexual e abuso em todas as miss&otilde;es, bem como linhas telef&ocirc;nicas com o mesmo objetivo em Serra Leoa e na Lib&eacute;ria, informou esta semana o chefe do DPKO e subsecret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Jean-Marie Guehenno. 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